António Ramalho Eanes numa entrevista de Fátima Campos Ferreira, 38 anos após o 25 de abril
António Ramalho Eanes
Entrevista Especial 4ªfeira - 25 Abril - 22h, RTP1
No dia em passam 38 anos sobre o 25 de Abril, a Entrevista e imagens que ficam para a História.
O 25 de Novembro, os 2 mandatos Presidenciais, a aventura do PRD. Impressões sobre políticos do seu tempo, o lado mais privado do antigo Presidente da República, referência ética da Nação.
Trabalho de: Fátima Campos Ferreira, Alexandre Leandro e Carlos Oliveira.
António Ramalho Eanes numa entrevista, 38 anos após o 25 de abril
António Ramalho Eanes numa entrevista conduzida pela jornalista Fátima Campos Ferreira, no dia em que passam 38 anos do 25 abril.
Militar e cidadão empenhado no dever público. Coordenou a operação militar de 25 de novembro de 75. Revela alguns pormenores sobre a ação militar, que mudou o destino do país. Ramalho Eanes diz ainda o que pensa sobre as atitude de Otelo Saraiva de Carvalho e Costa Gomes durante a crise de novembro de 75.
Duas vezes Presidente da República eleito pelos portugueses, e ainda hoje uma referência ética da nação. Nesta entrevista toma posição sobre a ação politica de Mário Soares, Pinto Balsemão, Sá Carneiro, Cavaco Silva e Passos Coelho. Há ainda tempo para conhecer o lado mais pessoal do primeiro presidente da República democraticamente eleito após a revolução de 1974.
No dia em que se comemoram 38 anos sobre o 25 de abril, a entrevista e as imagens que ficam na história. António Ramalho Eanes, num trabalho de Fátima Campos Ferreira, Alexandre Leandro e Carlos Oliveira.
As notas de 100 escudos foram hoje retiradas de circulação
ECONÓMICO
Euro
Hoje é o último dia para trocar oito milhões de notas de 100$
Eudora Ribeiro 31/01/12 00:05
Notas com a efígie de Fernando Pessoa deixaram de circular há 20 anos.
Escudo acabou há 10 anos. Portugueses só têm o dia de hoje para entregar as notas de 100.
Os portugueses ainda têm em sua posse mais de quatro milhões de euros em notas de 100 escudos. De acordo com dados disponibilizados pelo Banco de Portugal ao Diário Económico, havia cerca de 8,2 milhões destas notas nas mãos dos portugueses na passada sexta-feira. Os mesmos dados mostram que apenas 582 mil notas de 100 escudos não prescritas estavam nos cofres do Banco de Portugal no final da semana passada.
Só durante o mês de Janeiro foram entregues cerca de 6.200 notas de 100 escudos, o equivalente a pouco mais de três mil euros. Hoje termina o prazo para trocar as notas de 100 escudos com a efígie de Fernando Pessoa, e quem o quiser fazer tem que se dirigir às tesourarias do Banco de Portugal que funcionam entre as 8h30 e as 15 horas.
As notas de 100 escudos entraram em circulação a 26 de Agosto de 1987 e foram retiradas de circulação a 31 de Janeiro de 1992.
A próxima nota a prescrever será a de 5 mil escudos com a efígie de António Sérgio, e que poderá ser trocada nos balcões do Banco de Portugal até ao próximo dia 30 de Novembro.
Todas as notas de escudo ainda não prescritas podem ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de prescrição, sendo que após essa data já não é possível proceder à sua troca. No final de 2011 havia mais de 28,5 milhões de notas de escudos por recolher, de acordo com dados do último Boletim Estatístico do Banco de Portugal.
Foi a 1 de Janeiro de 2002 que o euro começou a fazer parte das carteiras dos portugueses, coabitando com o escudo até 28 de Fevereiro desse ano, quando a moeda republicana portuguesa, com 91 anos, desapareceu.
Em 1900 John Elfrech Watkins fez previsões: Acerta em 10
SOL
13 de Janeiro, 2012
Em 1900
Engenheiro Faz Previsões Para o Século e Acerta
No ano de 1900, o engenheiro civil americano John Elfrech Watkins fez uma série de previsões sobre os avanços do mundo no século seguinte.
Mais de um século depois o Saturday Night Evening Post, jornal para o qual escreveu o artigo e que ainda hoje existe, recuperou a sua lista de previsões.
As 10 previsões em que Watkins acertou:
1. Fotografia digital e colorida
Previu que seria utilizada uma nova tecnologia que permitiria que as fotografias fossem «telegrafadas a qualquer distância» e, caso houvesse uma guerra na China, os «instantâneos dos seus eventos mais importantes seriam publicados nos jornais uma hora depois». E «reproduzindo as cores originais».
De notar que, na época, a própria fotografia era ainda muito recente e experimental, muitos ainda a consideravam quase como um milagre.
2. Os americanos serão mais altos
« Os americanos serão mais altos de uma a duas polegadas», previu Watkins. A previsão foi certeira: se os americanos da altura mediam entre 1,69m e 1,70m, em 2000 essa média era de 1,75m.
3. Telemóveis
«Um marido no meio do Atlântico será capaz de conversar com a mulher sentada no seu quarto em Chicago. Seremos capazes de telefonar para a China quase tão rapidamente quanto conseguimos falar hoje de Nova York para o Brooklyn».
Há que ter em conta que, nesta época, as chamadas telefónicas internacionais eram algo desconhecido, seriam precisos 15 anos para se fazer a primeira ligação telefónica de costa a costa nos EUA.
4. Comida pré-cozinhada
«Poder-se-á comprar já pronta será comprada em estabelecimentos semelhantes às padarias de hoje».
5. Desaceleração do crescimento demográfico nos EUA
6. Estufas
«O Inverno será Verão e a noite dia, pois os agricultores vão recorrer a electricidade e grandes jardins debaixo de estruturas de vidro» para cultivar os seus produtos.
7. Televisão
«O homem vai poder ver o mundo inteiro. Pessoas e coisas serão vistas por meio de câmaras conectadas electricamente em ecrãs com circuitos, a milhares de milhas de distância».
8. Tanques
«Grandes fortalezas com rodas vão cruzar espaços abertos com a velocidade dos comboios de hoje», previu Watkins.
9. A fruta será maior
«Os nossos tetranetos vão comer morangos tão grandes como maçãs».
Apesar de Watkins ter sido optimista quanto ao tamanho dos morangos, na verdade, muitas variedades maiores de frutas foram desenvolvidas ao longo do último século.
10. Comboios de alta-velocidade
«Os comboios expresso vão circular a 250 km/h».
Precisamente 100 anos depois desta previsão os EUA vão inaugurar um comboio-bala entre Boston e Washington que conseguirá alcançar os 250 km/h.
Quatro previsões que ele errou…
1. O fim do C, do X e do Q
«O nosso alfabeto deixará de ter C, X ou Q. Essas letras vão ser abandonadas porque serão desnecessárias».
2. Todos vão andar 16 quilómetros por dia
3. Fim dos carros nas grandes cidades
«O tráfego será subterrâneo ou suspenso dentro das cidades».
4. O fim dos mosquitos
«O mosquitos, as moscas e as baratas serão exterminadas».
Banca: Fundo de Garantia de Depósitos e do Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo
VISÃO
Banca: Garantia dos depósitos de 100 mil euros definitiva a 01 de janeiro - DR
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
15:37 Segunda, 26 de Dezembro de 2011
Lisboa, 26 dez (Lusa) -- A partir de 01 de janeiro passa a permanente a garantia de reembolso dos depósitos em 100 mil euros, de acordo com o decreto-lei hoje publicado em Diário da República.
Este reembolso permanente até 100 mil euros, em caso de indisponibilidade dos depósitos constituídos nos bancos participantes no Fundo de Garantia de Depósitos e do Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo, já tinha sido aprovada em Conselho de Ministros este mês.
A 15 de dezembro, o Governo aprovou a transformação em permanente do limite de 100 mil euros por instituição e por depositante, que já existia desde 2008 com caráter temporário.
Professor Marcelo: "Grécia fez um mau serviço à Europa e a Portugal"
Marcelo
"Grécia fez um mau serviço à Europa e a Portugal"
Económico com Lusa 03/11/11 19:38
Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje que a "imprevisibilidade" na Grécia presta "um mau serviço" à Europa, sendo "preocupante" para Portugal.
"Isto visto de fora, fora da Europa, fora da Grécia e dentro da zona euro, dá uma sensação de insegurança. Como é que se pode acreditar em governantes, não digo no povo grego, tão imprevisíveis e que criam tanta insegurança", questionou à Lusa Marcelo Rebelo de Sousa.
"Nesse sentido, a Grécia fez um mau serviço para a Europa, um mau serviço ao euro, um mau serviço para países como Portugal", sublinhou, ressalvando sempre estar a referir-se aos governantes e não ao povo grego.
O antigo presidente do PSD e comentador político considerou que a situação na Grécia é "preocupante" para Portugal, que está "no mesmo clube" dos países que estão comprometidos com um programa de assistência financeira.
"Quem está no mesmo barco acaba por sofrer as consequências do comportamento alheio. Nós não temos nada a ver com aquilo que fazem os governantes gregos no sentido em que não temos influencia nenhuma mas sofremos as consequências daquela instabilidade", sustentou.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, o anúncio do referendo, que poderá não se realizar, é "apenas a confirmação da imprevisibilidade da política grega".
"Tão depressa fazem referendo como não fazem referendo, tão depressa se comprometem sem um referendo como decidem um referendo, tão depressa falam em referendo como falam em eleições, tão depressa falam em eleições como falam em Governo de união nacional", argumentou.
O professor de Direito viu no anúncio do chefe de Estado grego de que iria realizar um referendo "mais um grito de salve-se quem puder de um primeiro-ministro e de um Governo, mais do que de um país".
"Se era para ser uma afirmação de soberania, devia ter sido feito na cimeira. Isso é que é boa fé, dizer que não se poderiam comprometer sem um referendo, uma votação. Não é fechar o acordo, chegar a Atenas e dizer-se uma coisa que não se teve coragem de dizer em Bruxelas", defendeu.
O primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, anunciou hoje a abertura de negociações com a Nova Democracia (oposição de direita) para um governo de coligação e para evitar a falência e a saída do euro.
Papandreou mantém a recusa de eleições antecipadas, reclamadas pela direita e disse mesmo que seriam "uma catástrofe". Também reafirmou que não se demite, quando os 'media' gregos dizem que Samaras reclama a sua saída.
O gabinete de Papandreou confirmou que o primeiro-ministro falou ao telefone com Samaras durante a tarde.
Perante o grupo parlamentar do PASOK, o partido socialista grego, Papandreou salientou que o "desafio agora para a Grécia é pôr em prática" o plano da União Europeia contra a crise aprovado em Bruxelas a 27 de Outubro.
A decisão grega de convocar um referendo para aprovar o segundo resgate financeiro do país veio baralhar os Lideres Europeus, lançar a confusão nas Bolsas... Parece que Desta Decisão... nem Credores..., nem Economistas... nem Merkel..., estavam à espera!
Será que este " Tsunami" não irá passar de um alerta?
Presidente do Banco Mundial considera anúncio de referendo um "lançamento de dados"
tv1.rtp.pt
Washington, 01 nov (Lusa) -- O presidente do Banco Mundial afirmou hoje que a decisão grega de convocar um referendo para aprovar o segundo resgate financeiro do país equivale a "um lançamento de dados" e que uma hipotética vitória do "não" provocaria uma "confusão".
"Disse que é um lançamento de dados. Se for aprovado, será um sinal positivo para as pessoas. Mas se fracassa, será uma confusão", declarou Robert Zoellick numa conferência de imprensa dada por telefone antes de partir para França, onde participará na reunião do G20.
Zoellick indicou ainda que uma das suas preocupações é que, até que se realize o referendo, estão "a aumentar os níveis de incerteza", num momento já "bastante difícil" para a economia mundial.
O presidente do Banco Mundial (BM) insistiu na necessidade de, no encontro que decorre quinta e sexta-feira em Cannes, os líderes mundiais mostrarem "enérgicos sinais para apoiar e consolidar a confiança".
"O acordo da zona Euro ofereceu algum tempo, o desafio agora é como vamos usar esse tempo", explicou.
O responsável máximo do BM reagiu assim ao surpreendente anúncio do primeiro-ministro grego, George Papandreu, de que submeterá a referendo o resgate financeiro negociado para o país, com enormes dificuldades, na semana passada em Bruxelas.
A decisão de Papandreu provocou nova queda e algum nervosismo nas bolsas europeias.
Inicialmente, os mercados reagiram em alta ao acordo alcançado em Bruxelas, que inclui o perdão de 50 por cento da dívida grega em mãos privadas, uma recapitalização da banca europeia e um aumento do fundo de resgate europeu.
"A economia está ainda a cambalear no limite e poderá inclinar-se de novo muito rapidamente se o impulso não for apoiado", acrescentou.
Por outro lado, Zoellick advertiu que uma das lições que não devem retirar-se desta crise financeira é assumir que, em qualquer caso, alguém recorrerá ao resgate.
"A Europa tem de resolver os seus problemas, os Estados Unidos têm de resolver os seus problemas e o Japão deve resolver os seus problemas", afirmou.
É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs
ECONÓMICO
Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?
Rui Barroso 21/10/11 19:30
Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo.
"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.
"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes , de Government Sachs. O banco liderado por Lloyd Blankfein conta com um exército de antigos funcionários em alguns dos cargos políticos e económicos mais sensíveis no mundo. E o inverso também acontece, o recrutamento de colaboradores que já desempenharam cargos de decisão.
"Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação.
O banco reconhece no seu site que os antigos colaboradores contribuíram para a rica história e tradição da empresa e "orgulhamo-nos de muitos continuarem activamente ligados. Isto não ajuda apenas a validar a nossa cultura mas também a fornecer um valor real e tangível que transcende uma geração". E não é só nos EUA que ex-Goldmans dão o salto para altos cargos políticos e económicos. Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia.
Duas crises de proporções épicas, duas epopeias de escândalos
O mundo enfrentou duas das maiores crises das últimas décadas em quatro anos. E, tanto na crise financeira de 2008 como na tragédia grega, o Goldman Sachs foi alvo de acusações de actuações menos correctas.
Começando por Atenas, o Goldman Sachs ajudou, a partir de 2002, a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a Atenas aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas. Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país. "É um escândalo se os mesmos bancos que nos trouxeram para a beira do abismo ajudaram a falsear as estatísticas", referiu a chanceler alemã Angela Merkel.
As autoridades europeias e a SEC abriram investigações ao logro das contas gregas, mas isso não impediu que Petros Christodoulou, um antigo empregado na divisão de derivados do Goldman, assumisse em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. Além disso, o Goldman tem ajudado o Fundo Europeu de Estabilização Financeira a colocar dívida para financiar Portugal, Irlanda ao abrigo do programa de assistência financeira. O FEEF justifica a escolha com o alcance global do banco. Além do Goldman, também o BNP Paribas e o Royal Bank of Scotland costumam ser escolhidos para liderar estas operações.
O escândalo grego levou alguns deputados europeus a questionarem o futuro presidente do BCE sobre a sua independência para assumir o cargo. Queriam saber se teve conhecimento das operações feitas com a Grécia e se o cargo no Goldman não poderia afectar a percepção sobre a sua integridade para substituir Trichet. Draghi negou as ligações aos negócios com Atenas e defendeu o seu registo em alertar para os riscos que o sector financeiro estava a tomar.
Manifestações à porta do Goldman apesar de ameaça de prejuízos
Mas é nos EUA que há mais sinais de raiva contra o Goldman Sachs. Esta semana, o movimento dos "Ocupas" de Wall Street manifestou-se à frente do banco. A fúria contra o banco deve-se à actuação do Goldman durante a crise financeira. O banco chegou mesmo a ser condenado por fraude pela SEC por estar a apostar contra instrumentos ligados ao mercado imobiliário, ao mesmo tempo que vendia esses mesmos instrumentos aos seus clientes. Além disso, recorreu a fundos públicos e foi acusado de ser beneficiado com o resgate da AIG, coordenado pelo Tesouro dos EUA, liderado na altura por um antigo presidente do Goldman. "Os banqueiros e 'traders' de Wall Street foram recompensados por tomarem riscos elevados com o dinheiro de outras pessoas. Como consequência, os bancos foram salvos e os banqueiros receberam os seus bónus de milhões de dólares. É difícil de acreditar que foram recompensados pelo seu falhanço, mas foi o que aconteceu", defende William D. Cohan.
Uma das respostas aos que acusam o Goldman de dominar o mundo financeiro é que, afinal, o banco também sofre com a crise. Os analistas de mercado esperam que o banco tenha registado o segundo prejuízo trimestral da sua história entre Julho e Setembro. Isto depois de ter lucrado mais de mil milhões de dólares no segundo trimestre. Em 2010 e 2009, conseguiu receitas de 39,2 mil milhões de dólares e de 45,2 mil milhões de dólares, respectivamente. Mais de 35% destes valores foram utilizados para pagar bónus aos seus empregados. O salário e bónus do presidente do banco, Lloyd Blankfein, situou-se em 13,2 milhões de dólares no ano passado.
O homem que denunciou o Goldman em directo
Alessio Rastani, um 'trader' em 'part-time', defendeu em directo na BBC que não eram os governos que mandavam no mundo, mas sim o Goldman Sachs.
Alessio Rastani transformou-se num fenómeno. O 'trader' em 'part-time' surpreendeu tudo e todos numa entrevista à BBC. Além de vários cenários catastrofistas sobre a crise, Rastani defendeu que "este não é o momento para pensar que os governos irão resolver as coisas. Os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs manda no mundo". Bastaram pouco mais de três minutos para tornar Rastani num fenómeno na Internet. O vídeo tornou-se viral e levantou a controvérsia sobre o poder que o banco liderado por Lloyd Blankfein tem na economia e na política. Isto apesar de haver quem defendesse que Rastani estaria apenas a pregar uma partida à BBC e que pertencesse a um grupo satírico chamado Yes Men. O próprio 'trader' refutou esta tese, apesar de reconhecer que gosta mais de falar do que de fazer negociação em bolsa, algo que vê apenas como um 'hobbie'.
Esta semana, numa entrevista ao "Huffington Post", Rastani teceu uma série de ideias sobre o papel do Goldman no mundo. E diz que as teorias da conspiração que aparecem sobre o banco não são uma coincidência.
"Os governos dependem dos bancos, os bancos dependem dos governos. A relação é tão cinzenta e quem controla quem? Quem é o marionetista e quem é a marioneta? As pessoas podem ter as suas ideias sobre isto. Eu apenas expressei a minha perspectiva", disse.
Rastani não é o primeiro a atacar o papel do Goldman no mundo. Em Abril de 2010, um jornalista da "Rolling Stone" escreveu um artigo que se tornou famoso, tanto para os contestatários ao banco como para os que defendem o Goldman e utilizam a caracterização feita pelo repórter para ironizar com os detractores do banco. Matt Taibbi descreveu o Goldman como um "grande vampiro" que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável por tudo o que envolva dinheiro.
Do Goldman para o poder
O Goldman Sachs é uma escola que permite a muitos economistas e gestores atingir cargos de poder um pouco por todo o mundo.
Hank Paulson, antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA Saiu da liderança do Goldman Sachs para ser secretário de Estado do Tesouro durante a administração Bush. Paulson delineou o programa de ajuda à banca durante a crise financeira de 2008, que também resgatou o Goldman.
Mario Draghi, futuro presidente do BCE O futuro presidente do BCE, Mario Draghi, foi director-geral da Goldman Sachs International entre 2002 e 2005. A ligação levou-o a enfrentar perguntas dos eurodeputados sobre se esteve envolvido na ocultação do défice grego.
Mark Carney, governador do Banco Central do Canadá O actual governador do banco central do Canadá passou 30 anos no Goldman.Foi responsável pelas áreas relacionadas com risco soberana e foi o homem com a tarefa de delinear a estratégia do banco durante a crise russa de 1998.
Romano Prodi, antigo presidente da comissão europeia O antigo presidente da Comissão e ex-primeiro-ministro italiano esteve no Goldman nos anos 90. A ligação valeu-lhe críticas da Oposição quando rebentou um escândalo a envolver o Goldman e uma empresa italiana.
Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial O actual presidente do Banco Mundial foi director-geral do Goldman.Antes de se juntar ao banco tinha trabalhado no Departamento do Tesouro norte-americano. Lidera o Banco Mundial desde Julho de 2007.
Robert Rubin, antigo Secretário de Estado do Tesouro dos EUA Robert Rubin teve cargos de topo na administração do Goldman. Após 26 anos no banco foi escolhido por Bill Clinton como secretário de Estado do Tesouro. Após passar pelo Governo, trabalhou no Citigroup.
Ducan Niederauer, presidente da NYSE Euronext O presidente da NYSE Euronext, Duncan Niederauer, que detém as bolsas de Nova Iorque e de Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa, foi responsável do Goldman pela área da execução de ordens dadas sobre títulos financeiros.
Mark Patterson, Chefe de Staff do Tesouro dos EUA Mark Patterson é o chefe de gabinete do actual secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Antes de se juntar ao governo estava registado como lóbista, intercedendo para defender os interesses do Goldman.
António Borges, director do Departamento Europeu do FMI O economista foi vice-presidente e director-geral do Goldman entre 2000 e 2008. Após sair do banco foi da associação que delineia a regulação dos 'hedge funds'. Em Outubro de 2010, foi nomeado director do FMI para a Europa.
Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro Após acabar o MBA em Harvard, no ano 2000, o actual responsável pelo acompanhamento do programa da 'troika' foi trabalhar para a divisão europeia de fusões e aquisições do Goldman Sachs. Saiu do banco em 2004.
António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank O primeiro emprego de Horta Osório após terminar o MBA no Insead foi no Goldman, centrando-se na área de 'corporate finance'. Actualmente é presidente do banco britânico Lloyds depois de ter estado no Santander.
William C. Dudley, presidente da Fed de Nova Iorque O actual presidente da Fed de Nova Iorque é a segunda figura mais importante na condução da política monetária dos EUA. Foi durante mais de uma década economista-chefe do Goldman e director-geral.
A máquina de fazer dinheiro na bolsa
Goldman negoceia com um programa que tem potencial para influenciar os mercados. Regulador quer acabar com divisões de negociação com fundos dos próprios bancos.
É uma das jóias da coroa do Goldman Sachs mas os reguladores estão a ameaçá-la. A negociação de acções e obrigações com dinheiro do próprio banco terá, segundo a “Bloomberg”, representado mais de 30% dos lucros que o Goldman conseguiu gerar em 2010. Nestas divisões, os especialistas do banco investem ainda em capital de risco e em ‘hedge funds’. Apesar destas informações, os responsáveis do banco dizem que este tipo de negócios por conta do próprio banco não têm um peso significativo nos resultados. No entanto, a imprensa norte-americana dá conta que o Goldman já estará a estudar formas de fintar o regulador, que quer acabar com este tipo de divisões nos bancos.
A negociação por conta própria do Goldman Sachs é conhecida pela sua pontaria. No segundo trimestre de 2010, enquanto se incendiava o rastilho da crise de dívida soberana, as operações de ‘trading’ do Goldman não fecharam um único dia com perdas. Em 2009, a taxa de dias positivos foi de 87,5%. O banco é activo na negociação de alta frequência, uma estratégia que faz negócios ao milésimo de segundo tendo como base ‘softwares’ que detectam padrões de negociação e reagem rapidamente à informação que chega aos mercados. Para elaborar esses programas são necessários códigos. E em 2009, rebentou o escândalo.
Um antigo funcionário do Goldman, Sergey Aleynikov, foi detido por tentar vender parte do código secreto que o banco utiliza para fazer os seus negócios por conta própria e para assumir funções de ‘market maker’ (de assegurar liquidez ao mercado). Segundo o Ministério Público, na acusação ao antigo colaborador, “o banco levantou a possibilidade de que existe o perigo de que alguém que saiba como utilizar o programa possa fazê-lo para manipular o mercado de formas injustas”. Além disso, argumentou o procurador, o Goldman “gastou milhões atrás de milhões de dólares a desenvolver o programa nos últimos anos e é algo que dá ao banco milhões de dólares em receitas”.
Reguladores apertam o cerco à negociação por conta do banco
Na sequência da crise financeira, os reguladores estão a apertar o cerco às práticas de bancos como o Goldman Sachs. Consideram que as divisões de negociação por conta e risco do próprio banco são um dos factores que podem levar a crises como a do Lehman Brothers. Mas Wall Street não dorme. O Goldman Sachs e os seus funcionários foram os maiores financiadores de Obama na corrida à Casa Branca e o lóbi de Wall Street está presente na nova regulação para os mercados financeiros. “Estão a ter um papel importante. Eu não diria que o poder político está subjugado ao poder financeiro mas eles funcionam como uma mão e uma luva, tornando seguro que Wall Street pode viver com as novas leis e regulações, apesar de Wall Street preferir que elas não existissem”, defende William D. Cohan, jornalista que tem investigado o modo de actuação do Goldman Sachs. E mesmo com novas regras, por mais ou menos apertadas que sejam, há forma de contorná-las. A nova regulação aplicar-se-á a bancos que tenham tido acesso a ajudas estatais ou que possam obter financiamento junto da Reserva Federal dos EUA. Na crise financeira, o Goldman mudou o seu estatuto de banco de investimento para banco comercial para conseguir aceder àquelas ajudas e começar a receber depósitos. Duas das soluções apontadas pelos analistas passam ou por reclassificar as unidades de negociação por conta própria do banco ou por abandonar o estatuto de banco comercial para escapar à regulação da Fed. Isto apesar de algumas das unidades de ‘proprietary trading’ já terem sido encerradas pelo Goldman. “Nos últimos anos, os bancos foram humilhados e tornaram-se mais modestos, mas suspeito que esse sentimento não irá durar e em breve as empresas de Wall Street que sobreviverem voltarão novamente aos seus velhos truques”, conclui William D. Cohan.
Os negócios do Goldman Sachs com Portugal
Banco é uma das entidades que trabalha com o Tesouro nacional para colocar dívida portuguesa no mercado.
O Goldman Sachs é uma entidade global e das mais influentes junto dos mercados. Como consequência, as instituições portuguesas que necessitem de fazer operações financeiras optam frequentemente pela contratação do banco. A começar pelo próprio Estado. O banco liderado por Lloyd Blankfein é Operador Especializado em Valores do Tesouro. O mesmo é dizer que é uma das entidades contratadas pelo Estado para colocar dívida nacional no mercado e para aconselhar sobre as estratégias de financiamento que Portugal deve tomar para convencer os investidores a comprarem dívida da República. Apesar disso, e à semelhança de muitos bancos internacionais, desde Setembro de 2010 que o Goldman dizia aos seus clientes que Portugal não iria conseguir financiar-se nos mercados e que teria de recorrer a ajuda externa. A ligação ao Goldman e a outras grandes firmas de Wall Street levou alguns órgãos de comunicação anglo-saxónicos a sugerir que Portugal e estes bancos terão feito negócios similares aos embustes orçamentais na Grécia. Estas afirmações foram refutadas pelas autoridades europeias. Mas não é apenas com o Estado que o Goldman tem relações. Num dos períodos mais quentes da história da bolsa portuguesa, o banco de investimento teve um papel fulcral. Nas ofertas públicas de aquisição que a Sonaecom lançou à Portugal Telecom e que o BCP lançou ao BPI, ambas em 2006, o Goldman foi contratado pelos alvos das ofertas para ajudar a montar as estratégias de defesa às ofertas hostis. Recentemente, foi ainda noticiado que o Goldman Sachs mostrou interesse em analisar os dossiers das privatizações da EDP e da REN que o Governo está a preparar no âmbito do programa de assistência financeira a Portugal. Outro negócio a envolver o Goldman e uma empresa portuguesa foi a compra, por parte da EDPRenováveis, de uma eólica norte-americana. Acotada nacional comprou a Horizon Wind Energy por 1,6 mil milhões de euros ao Goldman Sachs.
Analistas do Goldman acompanham acções nacionais
Outra das actividades do Goldman Sachs no mercado nacional é o acompanhamento de acções portuguesas. Os analistas do banco de investimento seguem actualmente 13 cotadas portuguesas. E as recomendações nem são negativas. O Goldman recomenda “comprar” Galp, EDP e Jerónimo Martins. Apenas a Semapa é vista pelos analistas do Goldman como um título a “vender”. Os restantes, incluindo os títulos do sector financeiro, têm uma apreciação de “neutral”. Além de acompanhar o mercado português, o Goldman teve colaboradores portugueses que estão agora sob os holofotes. É o caso de António Horta Osório, que trabalhou no banco antes de assumir cargos de relevo no Santander e no Lloyds. O actual presidente do banco britânico trabalhou na área de ‘corporate finance’ do Goldman. Também o actual secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, teve uma passagem pelo gigante das finanças. O governante, que tem a cargo o acompanhamento da aplicação do memorando com a ‘troika’, trabalhou no departamento europeu de fusões e aquisições do Goldman. Outro português que se notabilizou no banco foi António Borges, director-geral e vice-presidente do banco entre 2000 e 2008. O economista foi depois presidente da entidade que delineia a regulação dos ‘hedge funds’ e actualmente dirige a divisão europeia do Fundo Monetário Internacional.
Artigo publicado no suplemento Outlook de 14 de Outubro
O novo ano político que arrancou esta semana será crucial para o executivo de Passos Coelho. O SAPO fez uma ronda por vários politólogos para saber quais os desafios que o governo terá de enfrentar, e qual será o papel do maior partido da oposição na era pós-Sócrates.
A completar três meses de governação, o executivo de Passos tem um novo ano político pela frente. Depois dos novos impostos anunciados há semanas, o governo diz que a prioridade continua a ser o controlo do défice orçamental em paralelo com o crescimento económico.
Com um memorando exigente por cumprir, poderá Passos ir além da troika?
"O governo atual de Portugal é a troika. Não há muita margem de manobra. Atualmente a política joga-se em Paris e Berlim", refere Adelino Maltez ao SAPO. Mas, na opinião de Ana Belchior, docente e investigadora em Ciência Política no ISCTE-IUL, a ideia de que o memorando dita as regras do jogo é "enganadora". "Existe uma margem de flexibilidade na implementação das medidas que está aliás a ser usada pelo governo", explica.
"Ainda há duas incógnitas que só se vão descobrir ao longo do ano político: o que é que o governo vai fazer em termos de políticas públicas, como vai implementar e onde vai poder ir mais além", são o desafios que o politólogo Carlos Jalali antecipa para o novo ano político. "Vai ser um ano de estabilidade governativa", remata o professor da Universidade de Aveiro.
Próximos meses serão decisivos
Na opinião do investigador, ainda persiste o benefício da dúvida em relação ao executivo. "O estado de graça foi extremamente reduzido, não houve sequer lua de mel, mas há a expectativa de que as coisas corram bem. Os cidadãos ainda estão a tentar perceber o que vem aí", refere. "A política a sério chega dentro de um mês, dois meses", partilha Adelino Maltez.
Para Ana Belchior o cenário é bem diferente: "Três aumentos sucessivos de impostos num espaço tão curto de tempo levaria inevitavelmente ao fim de qualquer estado de graça". Mas considera que este fator é mais efeito do que causa.
"O período de satisfação com o desempenho dos governos tenda a ser progressivamente encurtado. Em especial se do ponto de vista do desempenho político se mantiverem os mesmos procedimentos e atitudes, como o não cumprimento das promessas eleitorais, como foi o caso deste governo em relação ao aumento de impostos", explica ao SAPO.
Jalali considera apenas que o governo "está a pagar o preço das expectativas que gerou". Passos Coelho ainda se está a debater com a máquina governativa, centralizada e pesada, que existe em Portugal". E isto é tanto mais verdade quando na sua equipa "há muitos ministros sem experiência governativa", conclui.
Sobre possíveis saídas governativas, Adelino Maltez admite a possibilidade da equipa ministerial poder vir a sofrer baixas nos próximos meses. "Passos pode mudar os treinadores", refere fazendo o paralelismo futebolístico com um possível saída de Vítor Gaspar, ministro das Finanças e/ou Álvaro Pereira, da pasta da Economia.
"É a zona que está mais dependente do fator internacional, e portanto, não é de admirar que surjam mudanças mesmo antes so Natal", explica ao SAPO.
Jalali alerta que ainda é prematuro pensar em saídas mas é "inevitável que a equipa tal como está hoje não chegue ao fim do mandato". Mas, a sair Vítor Gaspar ou a Álvaro Pereira "seria mais por uma estratégica económica desadequada que gerasse pressão nacional, do que propriamente pelo fator internacional", explica o politólogo.
O professor prefere refletir sobre outros dados: "nenhum governo de coligação durou uma legislatura completa, mas este governo vai ser diferente", acredita.
"PS à procura da própria voz no pós-Sócrates"
Numa altura em que o PS só agora se começa agora a organizar (o Congresso Socialista entre 9 e 11 de setembro é o ponto de partida) José Seguro tem de conseguir fazer o partido avançar na era pós-Sócrates. "O PS está embalada no interregno, no excesso socrático e até agora só tem atirado barro à parede", considera Adelino Maltez.
Carlos Jalali antecipa um ano desafiante para os socialistas. "Os socialistas estão a tentar encontrar a sua própria voz no pós-Sócrates. Até que ponto o PS de Seguro se vai relacionar com o governo, até que ponto se demarca e em que pontos de demarca, até que ponto é um parceiro, ainda são tudo incógnitas", afirma.
O secretário-geral do PS apresentou na semana passada propostas para "introduzir justiça na repartição dos sacrifícios", entre as quais o englobamento dos rendimentos de capital na sobretaxa extraordinária de IRS para 2011, e a criação de taxa adicional de IRC de 3,5% para as empresas com lucros superiores a 2 milhões de Euros, num sinal de que não vai estar apenas a fiscalizar o governo de Passos.
"O PS perdeu um milhão de eleitores para o PSD. Vai concorrer no centro sociológico do país", considera Adelino Maltez.
"A política terá interesse em Portugal quando tocar a existência política individual, e para isso é preciso a oposição. Ao longo destes anos tem havido mau governo porque não há oposição, nem boa nem má", acrescenta.
"Adiamento da redução da TSU é sinal de prudência"
Apesar de se multiplicarem os anúncios de mais austeridade, a redução da Taxa Social Única (TSU), uma das medidas mais controversas acordadas com a troika, continua sem ser formalizada.
Há uns meses atrás, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que o governo estaria disponível para falar com os parceiros sociais nacionais e internacionais com vista a definir um modelo para a redução da TSU. Em discussão há diferentes propostas, entre elas, a redução da TSU com base na criação de emprego líquido, ou seja, a diferença entre o emprego criado e o destruído.
Certo é que a percentagem da redução da contribuição das empresas à segurança social por cada trabalhador, tem sido um assunto constantemente adiado pelo governo. Para Carlos Jalali este é apenas um sinal de prudência do governo. "Está a ganhar tempo, a estudar bem a questão, até porque a pressão é dupla: por um lado fazer crescer a economia, mas por outro, controlar o défice orçamental e esta segunda tem muita força", explica.
Este é um tema particularmente sensível na medida em que terá de existir necessariamente uma compensação, ou seja, aumentar os encargos sobre os trabalhadores. No final de maio, Daniel Bessa, diretor geral da COTEC explicava ao SAPO que uma forma de evitar a diminuição da TSU e ainda assim estimular a competitividade, seria pedir a cada português que trabalhasse mais quatro horas por dia recebendo o mesmo. Este esforço, segundo o economista, traduzir-se-ia num aumento de 10% da produtividade nacional.
Cimeira de Líderes da Zona EURO - Juros do empréstimo europeu a Portugal podem descer até à taxa de 3,5%
ECONÓMICO
Quinta, 21 de Julho 11
Reacção
Juros dos prazos mais curtos dos periféricos caem a pique
As ‘yields’ das obrigações de Portugal, da Grécia e da Irlanda estão em forte queda, com as novidades que estão a sair da cimeira do euro.
A cimeira de líderes da zona euro prepara-se para adoptar um corte dos juros sobre os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) concedidos à Grécia, à Irlanda e Portugal, que pode chegar a 3,5%, e aumentar a média das maturidades das ajudas de 7,5 para 15 anos.
Além disso, o FEEF vai poder comprar dívida no mercado secundário a título excepcional e com base numa avaliação do Banco Central Europeu (BCE).
As novidades sobre o plano para resolver a crise de dívida europeia, que constam do projecto de conclusões da cimeira extraordinária da zona euro, estão a provocar uma forte queda nos indicadores de risco de Portugal, da Grécia e da Irlanda.
O juro das obrigações do Tesouro (OT) gregas a dois anos, por exemplo, afunda mais de 400 pontos para 34,005%, depois de esta manhã ter superado os 40%, próximo de um recorde desde a entrada na zona euro. A taxa a cinco anos alivia mais de 100 pontos para 19,775%. Com uma descida menos acentuada, o juro das OT a dez anos recua 84 pontos para 16,492%.
Na mesma linha, a 'yield' dos títulos de dívida da Irlanda a um ano desce mais de 200 pontos para 12,277%, ao mesmo tempo que as taxas das maturidades a dois e três anos recuam mais de 160 pontos para 20,180% e 18,774%, respectivamente.
No caso de Portugal, os juros a dois e três anos perdem 150 pontos para 17,120% e 18,001%, respectivamente. Já a taxa da maturidade a dez anos recua apenas 27 pontos para 11,636%.
Risco de bancarrota afunda
O alívio da tensão sobre Portugal, Grécia e Irlanda é também visível nos preços dos CDS, que funcionam como uma espécie de seguro que os investidores pagam para se protegerem de um cenário de incumprimento por parte de um país.
No que toca à Grécia, o preço dos CDS sobre OT a cinco anos está hoje a diminuir 355 pontos base para 2.027 pontos. É a descida mais expressiva, segundo o monitor da Bloomberg que acompanha a actividade de 59 países.
No mesmo sentido, os preços dos CDS da Irlanda e de Portugal aliviam mais de 150 pontos base para 912 e 946 pontos, respectivamente.
Integrando-se na programação do “Festival do Pão”, a Câmara Municipal promove, no próximo dia 10 de Julho, às 22 horas, um concerto coral sinfónico, na Basílica de Mafra. A entrada é livre.
Sob a direcção de Christopher Bochmann, o concerto conta com as interpretações da Orquestra Sinfónica Juvenil, Coro da Universidade de Lisboa, Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa, Sandra Medeiros (soprano), Laryssa Savechenko (contralto), João Queirós (tenor) e Armando Possante (barítono).
Saiba mais sobre a obra interpretada:
“É de crer que o projecto de compor uma sinfonia com coros tenha assediado o espírito de Beethoven muito antes da eclosão deste Nona Sinfonia: não nos esqueçamos de que em 1807 o músico tinha admitido a hipótese de concluir com um coro religioso aSinfonia “Pastoral”, nem de que certas prefigurações melódicas da Nona são detectáveis numa obra como a Fantasia para piano, orquestra e coros, de 1808 – que podemos mesmo considerar como que uma espécie de esboço. Por outro lado, sabemos que, desde 1793, Beethoven imaginava pôr em música, “verso a verso”, a Ode à Alegria de Schiller – que viria finalmente a coroar a Nona Sinfonia. Enfim, não será inútil assinalar que esta Nona Sinfonia, terminada mais de dez anos depois da Oitava, foi amadurecida durante muito tempo (com numerosos esquissos desde 1817-1818) e longamente elaborada: empreendida por alturas do Verão de 1822, a partitura foi dada como concluída somente em Fevereiro de 1824 (anotemos que imediatamente antes fora concluída, em 1823, a Missa Solemnis – com a qual se aparenta, sem contestação, o finale daNona). A estreia foi a 7 de Maio de 1824, em Viena, sob a regência do compositor, com um êxito considerável. A partitura seria editada em 1826, pela casa Schott, em Mainz, com a dedicatória “A Sua Majestade o Rei da Prússia, Frederico-Guilherme III”. A cópia manuscrita endereçada ao soberano foi conservada na Biblioteca Real de Berlim. Os quatro andamentos são intitulados: Allegro ma non troppo; Molto vivace; Adagio molto e cantabile; Presto.” In Tranchefort, François-René – Guia da Música Sinfónica
Para mais informações sobre a restante programação do “Festival do Pão”, consulte o link existente na primeira página deste site.
Morreu esta tarde Maria José Nogueira Pinto, de 59 anos
Maria José Nogueira Pinto
Maria José Nogueira Pinto, de 59 anos, deputada independente eleita pelas listas do PSD e ex-candidata à liderança do CDS PP morreu esta tarde na sua casa de Lisboa, vítima de cancro no pâncreas.
Na actual legislatura, Maria José Nogueira Pinto esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, não tendo já comparecido à discussão do Programa do Governo, quinta e sexta-feira da semana passada. Jurista de formação, licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi investigadora no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa e exerceu diversos cargos em instituições públicas e privadas, nomeadamente como vice-presidente do Instituto Português de Cinema, directora da Maternidade Alfredo da Costa, membro do Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian, representante de Portugal na Secretaria de Cooperação Ibero-Americana e provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Entrou na política em 1992, como subsecretária de Estado da Cultura do XII Governo Constitucional, dirigido por Cavaco Silva. Em ruptura com Pedro Santana Lopes, demitiu-se um ano depois.
Em 1996 aderiu ao Partido Popular, pelo qual era já deputada (independente) na Assembleia da República, desde 1995. Em 1998 disputou a sucessão do CDS-PP a Manuel Monteiro, acabando derrotada no congresso que elegeu Paulo Portas como líder nacional. Foi presidente do Grupo Parlamentar e do Conselho Nacional do CDS-PP e, em 2005, candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Até 2007 exerceu o cargo de vereadora da Habitação Social, em Lisboa. Em 2009 integrou as listas do PSD para a Assembleia da República.
Durante a doença, Maria José Nogueira Pinto manteve os seus comentários habituais na SIC Notícias e continuou a escrever um artigo no jornal Diário de Notícias. Foi, ainda, autora do livro “o Direito da Terra”, colaboradora da Enciclopédia Jurídica e da Enciclopédia Luso-Brasileira, do Jornal Expresso, Público, A Capital, Diário Económico, RTP e SIC. Era casada com Jaime Nogueira Pinto, de quem tem três filhos, Eduardo, Catarina e Teresa.
Criar geradores de energia eléctrica a partir de bactérias
Cada vez mais perto da energia alternativa das bactérias
Solução permite "transformar" resíduos em electricidade
2011-05-26
Bactéria "Shewanella oneidensis" foi o alvo deste estudo
A ciência está mais próxima de conseguir criar geradores de energia eléctrica a partir de bactérias, pois, pela primeira vez, foi demonstrado como os micróbios conseguem descarregar pequenas correntes eléctricas através das suas estruturas.
Esta descoberta, de acordo com um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Science”, abre portas para aparelhos bioeléctricos, em que biliões de bactérias são ligadas a eléctrodos que recolhem a sua energia. Como alguns organismos se alimentam de poluentes, também há a possibilidade de as bactérias serem usadas para converter lixo industrial, radioactivo e esgotos em electricidade.
"Seria uma fonte de energia alternativa assim como a eólica e a solar", disse Tom Clarke, líder desta investigação realizada na Universidade de East Anglia, na Inglaterra, acrescentando que a principal vantagem desta opção é que as bactérias fornecem energia constantemente, sem depender do vento ou da luz do sol.
Além disso, estes organismos produzem electricidade ao mesmo tempo que degradam resíduos, pelo que, a partir daí, seria possível construir fábricas que descartassem o lixo produzido, enquanto simultaneamente geravam a própria energia de que necessitam.
Neste estudo, foi mostrada, pela primeira vez, a estrutura molecular dos “fios” que as bactérias usam para descarregar electricidade. “Queremos usar este conhecimento para conectar os micróbios a eléctrodos mais eficazmente”, revelou Clarke.
Actualmente, a quantidade de energia gerada por estes organismos é ainda muito baixa. Contudo, se esta técnica for aproveitada, será “possível usá-la em rios para gerar electricidade. Em grandes centros urbanos, a maioria dos rios tem poluição e ‘comida’ suficientes para as bactérias”, reforçou o investigador.
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O que pensamos: poluição = comida de bactérias = energia alternativa
Arte e paixão estimulam as mesmas zonas do cérebro
2011-05-12
Arte e paixão
despertam as mesmas áreas cerebrais
"O Nascimento de Vénus", de Botticelli,
foi uma das obras utilizadas no estudo
Outros estudos preliminares também já demonstraram que as obras de arte podem reduzir o sofrimento de doentes internados
Resultados preliminares de um estudo realizado no Reino Unido indicam que contemplar obras de arte como "O Nascimento de Vénus", do pintor Botticelli (1445-1510) e estar apaixonado estimulam as mesmas zonas do cérebro.
Este estudo, que tem como autor principal Semir Zeki, neurobiólogo da University College de Londres, envolveu vários voluntários que tiveram a oportunidade de admirar 28 quadros de pintores de renome.
Com um scanner cerebral, Zeki conseguiu identificar um aumento de sangue nas áreas de produção do neurotransmissor dopamina e na região do córtex orbitofrontal, que estão associados à sensação de prazer e de afecto. Este é o mesmo processo que decorre quando se está apaixonado.
Outros estudos preliminares também já demonstraram que as obras de arte podem reduzir o sofrimento de doentes internados e ajudar na recuperação de algumas doenças.
Este trabalho de Semir Zeki ainda está a ser revisto, mas o autor prevê que seja divulgado numa publicação especializada ainda este ano.
13 de Maio: Peregrinos viram no céu uma auréola com as cores do arco-íris
Agência Ecclesia
João Paulo II
Vídeo ligou Fátima ao atentado de 1981
Evocação do Papa polaco, que visitou o Santuário por três vezes, sublinhada pelas palmas dos presentes. Auréola em volta do sol impressionou peregrino
Fátima, Santarém, 13 mai 2011 (Ecclesia) – O atentado contra João Paulo II, a 13 de maio de 1981, esteve em destaque no vídeo produzido pelo Santuário de Fátima, hoje apresentado aos cerca de 250 mil peregrinos ali reunidos.
O pequeno filme «Todo Teu, todo nosso – João Paulo II, peregrino e apóstolo de Fátima» durou 13 minutos, numa produção do Santuário de Fátima e da televisão italiana Telepace, com guião de Marco Daniel Duarte, da secção de Arte e Património do Santuário, e locução do ator Rui de Carvalho.
No vídeo, foi reproduzida a homilia de Karol Wojtyla (1920-2005) a 13 de maio de 1982, um ano depois de ter sido atingido pelo turco Ali Agca.
“Venho hoje aqui, porque exatamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de maio de 1917. Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular”, disse então o Papa polaco.
Em três ecrãs gigantes instalados no Santuário foram projetadas imagens de João Paulo II colhidas durante as suas três visitas a Fátima, transmitidas também pelas televisões que acompanhavam a celebração.
Quando as primeiras imagens surgiam nos ecrãs, muitos peregrinos dirigiram o olhar para o céu, onde uma auréola, com as cores do arco-íris, circundava o sol, começando a ouvir-se a palavra “milagre”.
Vários momentos foram sublinhados pelas palmas dos presentes, como aconteceu com a evocação da oferta da bala que atingiu João Paulo II em 1981, hoje colocada na coroa da imagem da Virgem Maria, na Capelinha das Aparições, ou a referência à mensagem enviada antes da morte da Irmã Lúcia, em 2005.
A peregrinação aniversaria do 13 de maio, em Fátima, teve este ano o caráter de celebração nacional de “ação de graças”, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, pela beatificação de João Paulo II”, que aconteceu a 1 de maio, no Vaticano.
João Paulo II esteve no Santuário de Fátima em 1982, 1991 e, pela última vez, em 2000, altura em que beatificou os videntes Francisco e Jacinta Marto.
A ida a Roma, em outubro 2000, da imagem original de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, no Jubileu dos Bispos, consagrando-lhe o terceiro milénio, confirmou a ligação do Papa polaco com o Santuário da Cova da Iria.
“És todo nosso, bem aventurado João Paulo II”, indicava o filme hoje projetado.
Fotos e documentos relacionados com o Papa polaco ou com os acontecimentos de Fátima foram também apresentados num documentário que terminou com João Paulo II em oração na Capelinha das Aparições.
“Bendita sois Vós! Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus! Ave, cheia de graça, Mãe de Deus e Mãe nossa! No cumprimento da vossa profecia, Senhora, aqui, ao ingressar neste vosso solar de Fátima, e ao saudar-Vos, Mãe querida, permiti-me usar as palavras que nos ensinastes, para clamar diante dos irmãos: ‘A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador!’ (Luc. 1, 46)”, indicava a oração que João Paulo II proferiu em 1982, distribuída esta manhã aos peregrinos presentes em Fátima, numa pagela com a imagem do novo beato.
João Paulo II foi homenageado no Santuário de Fátima.
Para além da celebração do novo beato, o 13 de Maio deste ano ficou marcado pela emoção dos peregrinos que viram no céu uma auréola com as cores do arco-íris.
2011-05-13 21:00:06
RTP
Milhares de pessoas participaram esta noite na procissão das velas
Trata-se de dos momentos mais aguardados pelos fiéis presentes no Santuário.
2011-05-13 12:03:08
RTP
João Paulo II entregou objetos pessoais a Fátima
O Santuário de Fátima é um dos locais que guarda mais objetos pertencentes a João Paulo II. Por exemplo, a bala disparada por Ali Agca.
2011-05-13 11:58:07
RTP
Familiares dos pastorinhos
vivem do comércio religioso, em tempo de crise
A prece de Maria dos Anjos, a mais velha parente viva de Lúcia, é silenciosa. Criou dez filhos numa vida de muito trabalho e recorda as condições difíceis, que diferiam muito das que hoje encontram os peregrinos. Em Aljustrel ainda pode visitar-se a casa onde viveram os pastorinhos. A maioria dos familiares de Lúcia, Jacinta e Francisco vive do comércio religioso, mas a o comércio reflecte a crise do país
Terramoto: Romanos faltam a escolas e empregos por medo
RTP
Mundo
Medo do terramoto: romanos faltam a escolas e empregos
A profecia de um sismólogo italiano assustou os habitantes de Roma. Ele previa que a cidade fosse ontem devastada por um sismo, o que levou um quinto dos habitantes a faltar ao emprego ou à escola.
2011-05-12 20:36:09
RTP
Mundo
Terramoto semeou o terror na cidade histórica de Lorca
Foi o mais grave terramoto em Espanha no último meio século. O duplo abalo sísmico no sul do país provocou nove mortos e quase 300 feridos. Quase todos os edifícios de Lorca foram afetados, porque o epicentro se situou a apenas um quilómetro de profundidade.
2011-05-12 20:35:09
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O que pensamos: http://blogs.sapo.pt/editjournal.bml#
Osama Bin Laden - Acção militar levou à morte do líder da Al-Qaeda
Imagem retirada do google
RTP
Mundo
Imagens na Internet
centram-se na captura de
Bin Laden
Diversos sites na Internet começam agora a mostrar imagens sobre a captura de Bin Laden, quer sejam as do local onde o líder da Al-Qaeda se escondia, quer as das bolsas mundiais a reagir à operação militar americana.
2011-05-02 14:32:38
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Imagem retirada do google
RTP
Mundo
Bin Laden morto
perto da capital do
Paquistão
Bin Laden foi morto por um grupo de tropas especiais dos Estados Unidos. O inimigo número um da América e do ocidente estava num refúgio em Abbotabad, no norte do Paquistão.
Sohaib Athar, conhecido no Twitter por @ReallyVirtual, esteve durante a madrugada a fazer a cobertura da acção militar que levou à morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. O facto curioso é que o próprio não sabia que estava a twittar acerca da operação dos EUA no Paquistão que, por sua vez, conduziu à morte do líder da Al-Qaeda.
Athar é consultor informático em Abbottabad, povoação onde estava escondido o terrorista e lugar onde ocorreu a acção militar dos Estados Unidos da América.
Logo no início da operação militar, este foi o tweet que deu conta da chegada dos primeiros helicópteros, nove horas antes da morte de bin Laden: “Helicópteros sobrevoam Abbottabad à 1h da madrugada (algo raro de ver) ”.
Ao longo da madrugada a conta deste consultor informático começou a ser cada vez mais consultada e, com o avançar dos acontecimentos, este utilizador percebeu que estava a comentar ao vivo esta operação militar.
“Uh oh, sou o homem que bloggou em directo o raid a Osama sem sabê-lo”, comenta Athar na sua conta, momento a partir do qual começou a receber emails de órgãos de comunicação social vindos de todo o mundo.
Fonte: ALT1040
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RTP
Mundo
Biografia
de Osama bin Laden
Osama Bin Laden nasceu há 54 anos na Arábia Saudita. Estudou Religião e Ciências Económicas e desde cedo manteve contactos com grupos islamitas. Chegou mesmo a ser colaborador dos Americanos, mas em 1988, criou a Al-Qaeda desencadeando uma guerra terrorista com efeitos em praticamente todo o mundo.
2011-05-02 13:51:39
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RTP
Mundo
Bin Laden esteve refugiado
numa gruta em Kandahar
em 2001
Bin Laden esteve refugiado em Kandahar numa altura em que os Estados Unidos começaram a procurar o líder da Al-Qaeda. O jornalista da RTP Luís Castro esteve no refúgio de um dos homens mais procurados do mundo.
RTP regista momentos altos da cerimónia de beatificação
A cerimónia de beatificação de João Paulo II teve um dos momentos altos quando foi descoberta uma fotografia do antigo Papa na varanda principal da Basílica. Os restos mortais de João Paulo II estão a ser venerados.
Em benfica, as complicações no trânsito foram muitas.
Zona circundante do Estádio da Luz coberta de granizo. Foto: EPA/INACIO ROSA
SIC
Violento temporal de chuva e granizo
antingiu região de Lisboa
Os estragos são bem visíveis na
Damaia, Amadora
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RTP
2011-04-29 20:34:48
Na Damaia,
uma espessa camada de gelo depositada sobre as ruas
O granizo caiu em quase toda a cidade de Lisboa. Mas em nenhuma parte caiu tanto granizo como nas zonas de Benfica e da Damaia. Uma espessa camada de gelo ficou depositada sobre as ruas.
Os riscos que correm as suas poupanças com a austeridade
Por entre as dificuldades financeiras de Portugal,
parte das suas poupanças tem todas as condições para resistir
As medidas de austeridade que Portugal terá de cumprir irão afectar a maioria dos produtos financeiros.
Os países não vão à bancarrota da mesma forma que as empresas abrem falência. Em primeiro lugar, porque os países não deixam de transaccionar no mercado. E em segundo lugar, a falência de um país é muitas vezes o resultado de um complexo cálculo de custo/benefício envolvendo considerações políticas e sociais e não apenas situações económicas e financeiras.
Em Portugal, o descontrolo orçamental dos vários governos ao longo dos últimos anos fez soar o alarme em Bruxelas, justamente numa altura em que a crise soberana da zona euro obrigou os investidores a fazerem uma clara distinção entre o trigo e o joio. E hoje os investidores estão a exigir a Portugal sete vezes mais do que à Alemanha para comprarem dívida nacional em vez de dívida germânica; e a deixar os aforradores nacionais à beira de um ataque de nervos com receios sobre o destino das suas poupanças.
Os diferentes sentidos da segurança financeira
Para os investidores mais conservadores, que têm a quase totalidade das suas poupanças colocadas no banco, o medo não tem justificação. Isto porque a solvabilidade dos bancos e a sobrevivência do sistema financeiro português não estão em causa. Sobretudo agora, com a entrada em cena da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, que deverão obrigar os bancos a recapitalizarem-se e a melhorarem os seus rácios de capital. Além disso, os aforradores têm como segurança o Fundo de Garantia de Depósitos (FDG) que, pelo menos até ao final do ano, garante o reembolso de até 100 mil euros por depositante.
No mercado segurador, responsável pela gestão da maioria dos PPR, por exemplo, não existe uma rede de segurança do tipo do FDG, pois as empresas de seguros são apenas obrigadas a garantir provisões técnicas suficientes para permitir o cumprimento, "na medida do razoavelmente previsível", os compromissos decorrentes dos contratos de seguro. Porém, estes produtos estão estão abrangidos pelo Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor, em situações específicas.
No segmento dos produtos de dívida pública desenhados para as famílias - Certificados de Aforro e do Tesouro - não será de estranhar a ocorrência de alterações ao nível do cálculo da taxa de remuneração ou mesmo ao condicionamento de novas subscrições. Para os actuais subscritores destes produtos, o efeito das medidas impostas pelo FMI e pela União Europeia ou até uma eventual reestruturação da dívida pode também afectar as poupanças investidas. Nomeadamente sobre os certificados do Tesouro, por via de um reescalonamento do prazo do investimento, passando de 10 para 15 anos, por exemplo.
Efeito de uma reestruturação
Apesar de o cenário de reestruturação da dívida nacional ser afastado por muitos especialistas, algumas vozes começam a admiti-lo. Para Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, tal cenário "equivaleria a uma perda de rendimento para os credores privados de Portugal (aforrradores, fundos de pensões, bancos)", pois "um crédito deixaria de valer na proporção do perdão". Recorde-se que, actualmente, o mercado está a descontar uma reestruturação de 36% dos títulos a 10 anos e de 19% nas obrigações a 5 anos. Contudo, a especialista considera que no caso de rescalonamento ou queda de taxa de juro, as perdas seriam muito limitadas. "Aliás, para quem faça valorização a preços de mercado, se o perdão da dívida fosse considerado credível e inferior ao que está a ser descontado pelo mercado, aos preços actuais, poderia ter uma valorização", conclui Casalinho. Veja em baixo o efeito de vários tipos de reestruturação de dívida sobre a obrigação com maturidade em 2020.
Efeito da "bomba atómica" da dívida
Caso ocorra um cenário de reestruturação de toda a dívida nacional, ou só de apenas alguns títulos, os investidores que tenham em carteira obrigações do Tesouro sofrerão um duro golpe: no caso de haver uma extensão de prazo de 10 anos e um corte da taxa de juro em 100 pontos base na OT 4,8% 2020, por exemplo, actualmente a cotar com uma ‘yield' de 9,82%, o efeito dessa reestruturação significaria que a obrigação perderia cerca de um terço do seu valor actual e passaria a cotar ao preço de 52,14% do seu valor nominal (100).
Efeito da crise em seis produtos de poupança dos portugueses:
1 - Depósitos
Os depósitos das famílias não correm riscos de desaparecerem. Além da solvabilidade da banca nacional não estar sequer em causa, os aforradores têm os seus depósitos segurados pelo Fundo de Garantia de Depósitos até um montante de 100 mil euros por depositante, até ao final do ano. Se nada for feito nessa altura, essa garantia passará para os 50 mil euros.
2 - Certificados de Aforro e do Tesouro
Da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983, o 13º mês dos funcionários públicos foi pago através de certificados de Aforro e o seu resgate congelado por alguns meses. O risco de isso voltar a suceder é real. Além disso, não será uma surpresa total caso ocorra o congelamento de novas emissões e haja uma alteração da fórmula da remuneração destes produtos.
3 - Fundos de investimento
Tomando como referência o que sucedeu na Irlanda e na Grécia, será de esperar que ‘yield' das obrigações nacionais continue a subir, colocando em causa a rendibilidade temporária dos fundos de obrigações e de tesouraria com maior exposição a títulos de dívida nacional. Desta forma, será de esperar que os fundos portugueses destas categorias sejam penalizados.
4 - Planos Poupança-Reforma
Tal como os fundos anteriores, os planos poupança-reforma (PPR) vão continuar a sofrer com a subida da ‘yield' das obrigações de Portugal, pois são grandes investidores de dívida nacional. Sobretudo os mais conservadores, que apenas podem investir até 5% em acções. O mesmo sucede com os Certificados de Reforma que têm de ter "um mínimo de 50% da carteira alocada em dívida pública."
5 - Produtos ligados a seguros
Além das provisões técnicas que as empresas seguradoras são obrigadas a deter, a rede de segurança que é conferida aos titulares destes produtos é a mesma que é dada aos investidores por via do fundo de garantia Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor.
6 - Acções
Os especialistas acreditam que as empresas que mais dependem da actividade nacional serão as mais penalizadas com o efeito das medidas de austeridade. E a razão disso vir a suceder prende-se com o impacto que tais medidas terão sobre o consumo interno e a poupança das famílias. Com perspectivas igualmente pouco animadoras estão as empresas que operam em sectores subsidiados pelo Estado, que terão a torneira
Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso
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