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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Análise/"Rentrée" política por vários politólogos

 SAPO

09 de setembro de 2011, 13:09

Análise/"Rentrée" política:

"Vai ser um ano de estabilidade governativa"

 

O novo ano político que arrancou esta semana será crucial para o executivo de Passos Coelho. O SAPO fez uma ronda por vários politólogos para saber quais os desafios que o governo terá de enfrentar, e qual será o papel do maior partido da oposição na era pós-Sócrates.

 

 

A completar três meses de governação, o executivo de Passos tem um novo ano político pela frente. Depois dos novos impostos anunciados há semanas, o governo diz que a prioridade continua a ser o controlo do défice orçamental em paralelo com o crescimento económico.

Com um memorando exigente por cumprir, poderá Passos ir além da troika?

"O governo atual de Portugal é a troika. Não há muita margem de manobra. Atualmente a política joga-se em Paris e Berlim", refere Adelino Maltez ao SAPO. Mas, na opinião de Ana Belchior, docente e investigadora em Ciência Política no ISCTE-IUL, a ideia de que o memorando dita as regras do jogo é "enganadora". "Existe uma margem de flexibilidade na implementação das medidas que está aliás a ser usada pelo governo", explica.


"Ainda há duas incógnitas que só se vão descobrir ao longo do ano político: o que é que o governo vai fazer em termos de políticas públicas, como vai implementar e onde vai poder ir mais além", são o desafios que o politólogo Carlos Jalali antecipa para o novo ano político. "Vai ser um ano de estabilidade governativa", remata o professor da Universidade de Aveiro.

Próximos meses serão decisivos

Na opinião do investigador, ainda persiste o benefício da dúvida em relação ao executivo. "O estado de graça foi extremamente reduzido, não houve sequer lua de mel, mas há a expectativa de que as coisas corram bem. Os cidadãos ainda estão a tentar perceber o que vem aí", refere. "A política a sério chega dentro de um mês, dois meses", partilha Adelino Maltez.


Para Ana Belchior o cenário é bem diferente: "Três aumentos sucessivos de impostos num espaço tão curto de tempo levaria inevitavelmente ao fim de qualquer estado de graça". Mas considera que este fator é mais efeito do que causa.


"O período de satisfação com o desempenho dos governos tenda a ser progressivamente encurtado. Em especial se do ponto de vista do desempenho político se mantiverem os mesmos procedimentos e atitudes, como o não cumprimento das promessas eleitorais, como foi o caso deste governo em relação ao aumento de impostos", explica ao SAPO.


Jalali considera apenas que o governo "está a pagar o preço das expectativas que gerou". Passos Coelho ainda se está a debater com a máquina governativa, centralizada e pesada, que existe em Portugal". E isto é tanto mais verdade quando na sua equipa "há muitos ministros sem experiência governativa", conclui.


Sobre possíveis saídas governativas, Adelino Maltez admite a possibilidade da equipa ministerial poder vir a sofrer baixas nos próximos meses. "Passos pode mudar os treinadores", refere fazendo o paralelismo futebolístico com um possível saída de Vítor Gaspar, ministro das Finanças e/ou Álvaro Pereira, da pasta da Economia.


"É a zona que está mais dependente do fator internacional, e portanto, não é de admirar que surjam mudanças mesmo antes so Natal", explica ao SAPO.


Jalali alerta que ainda é prematuro pensar em saídas mas é "inevitável que a equipa tal como está hoje não chegue ao fim do mandato". Mas, a sair Vítor Gaspar ou a Álvaro Pereira "seria mais por uma estratégica económica desadequada que gerasse pressão nacional, do que propriamente pelo fator internacional", explica o politólogo.


O professor prefere refletir sobre outros dados: "nenhum governo de coligação durou uma legislatura completa, mas este governo vai ser diferente", acredita.

"PS à procura da própria voz no pós-Sócrates"

Numa altura em que o PS só agora se começa agora a organizar (o Congresso Socialista entre 9 e 11 de setembro é o ponto de partida) José Seguro tem de conseguir fazer o partido avançar na era pós-Sócrates. "O PS está embalada no interregno, no excesso socrático e até agora só tem atirado barro à parede", considera Adelino Maltez.


Carlos Jalali antecipa um ano desafiante para os socialistas. "Os socialistas estão a tentar encontrar a sua própria voz no pós-Sócrates. Até que ponto o PS de Seguro se vai relacionar com o governo, até que ponto se demarca e em que pontos de demarca, até que ponto é um parceiro, ainda são tudo incógnitas", afirma.


O secretário-geral do PS apresentou na semana passada propostas para "introduzir justiça na repartição dos sacrifícios", entre as quais o englobamento dos rendimentos de capital na sobretaxa extraordinária de IRS para 2011, e a criação de taxa adicional de IRC de 3,5% para as empresas com lucros superiores a 2 milhões de Euros, num sinal de que não vai estar apenas a fiscalizar o governo de Passos.


"O PS perdeu um milhão de eleitores para o PSD. Vai concorrer no centro sociológico do país", considera Adelino Maltez.


"A política terá interesse em Portugal quando tocar a existência política individual, e para isso é preciso a oposição. Ao longo destes anos tem havido mau governo porque não há oposição, nem boa nem má", acrescenta.

"Adiamento da redução da TSU é sinal de prudência"

Apesar de se multiplicarem os anúncios de mais austeridade, a redução da Taxa Social Única (TSU), uma das medidas mais controversas acordadas com a troika, continua sem ser formalizada.


Há uns meses atrás, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que o governo estaria disponível para falar com os parceiros sociais nacionais e internacionais com vista a definir um modelo para a redução da TSU. Em discussão há diferentes propostas, entre elas, a redução da TSU com base na criação de emprego líquido, ou seja, a diferença entre o emprego criado e o destruído.


Certo é que a percentagem da redução da contribuição das empresas à segurança social por cada trabalhador, tem sido um assunto constantemente adiado pelo governo. Para Carlos Jalali este é apenas um sinal de prudência do governo. "Está a ganhar tempo, a estudar bem a questão, até porque a pressão é dupla: por um lado fazer crescer a economia, mas por outro, controlar o défice orçamental e esta segunda tem muita força", explica.


Este é um tema particularmente sensível na medida em que terá de existir necessariamente uma compensação, ou seja, aumentar os encargos sobre os trabalhadores. No final de maio, Daniel Bessa, diretor geral da COTEC explicava ao SAPO que uma forma de evitar a diminuição da TSU e ainda assim estimular a competitividade, seria pedir a cada português que trabalhasse mais quatro horas por dia recebendo o mesmo. Este esforço, segundo o economista, traduzir-se-ia num aumento de 10% da produtividade nacional.

@Catarina Osório

 

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.*

 

 


 

 

SAPONOTÍCIAS

Daniel Bessa

Diretor Geral da COTEC

 

Trabalhar mais quatro horas e receber o mesmo

 

Daniel Bessa, diretor geral da COTEC defende que:
seria de convidade cada português a trabalhar mais quatro horas por dia recebendo o mesmo... traduzia-se num aumento de 10% da produtividade nacional
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

Governo: Novos Ministros e Secretários de Estado de Portugal

Económico   
17/06/11 17:50

Governo

Conheça todos os novos ministros de Portugal


 

Leia aqui quem vão ser os ministros que vão governar Portugal nos próximos anos.

 

Primeiro-ministro - Pedro Passos Coelho

 


Ministro do Estado e das Finanças - Vítor Gaspar

 

 

Ministro da Economia e do Emprego - Álvaro Santos Pereira

 


Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Paulo Portas

 


Ministra da Justiça - Paula Teixeira da Cruz

 


Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo

 


Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas

 


Ministro da Educação, do Ensino Superior

e da Ciência - Nuno Crato


Ministro da Solidariedade e da Segurança Social Pedro Mota

Soares

 

Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente

e do Ordenamento do TerritórioAssunção Cristas

 

Ministro da Saúde - Paulo Macedo

 


Ministro da Defesa Nacional - Aguiar-Branco

 

 

 

http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-todos-os-novos-ministros-de-portugal_120849.html


 

Económico   
27/06/11 16:20


Conheça a nova equipa de secretários de Estado


 

A nova equipa de secretários de Estado será constituída por 35 governantes. Confira aqui os nomes apontados.


Ministério de Estado e das Finanças

Secretário de Estado do Orçamento - Luís Filipe Morais Sarmento

Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças - Maria Luís Albuquerque

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio

Secretário de Estado da Administração Pública- Hélder Rosalino

 

Ministério de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus - Miguel Morais Leitão

Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - Luís Brites Pereira

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário

Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Vânia Dias da Silva

 

Ministério da Defesa Nacional

Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga Lino

 

Ministério da Administração Interna

Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo D'Ávila

 

Ministério da Justiça

Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça - Fernando Santo

 

Ministério dos Assuntos Parlamentares

Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Feliciano Barreiras Duarte

Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade - Teresa Morais

Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa - Paulo Simões Júlio

 

Ministério da Economia e Emprego

Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional - António Almeida Henriques

Secretário de Estado do Emprego - Pedro Miguel Silva Martins

Secretário de Estado do Empreendorismo, Competitividade e Inovação - Carlos Nuno Oliveira

Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Sérgio Silva Monteiro

Secretário de Estado da Energia - Henrique Gomes

Secretária de Estado do Turismo - Cecília Meireles

 

Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território

Secretário de Estado da Agricultura - Diogo Santiago Albuquerque

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural - Daniel Campelo

Secretário de Estado do Mar - Manuel Pinto de Abreu

Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território - Pedro Afonso de Paulo

 

Ministério da Saúde

Secretário Adjunto do Ministro da Saúde - Fernando Leal da Costa

Secretário de Estado da Saúde - Manuel Teixeira

 

Ministério da Educação, do Ensino Superior e da Ciência

Secretário de Estado do Ensino Superior - João Filipe Rodrigues Queiró

Secretária de Estado da Ciência - Maria Leonor Parreira

Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar - João Casanova de Almeida

Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário - Isabel Maria Santos Silva

 

Ministério da Solidariedade e da Segurança Social

Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social - Marco António Costa

 

Secretário de Estado do Desporto e Juventude - Alexandre Miguel Mestre

 

Secretário de Estado adjunto do Primeiro-ministro - Carlos Moedas

Secretário da Presidência e do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes

Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas

 

 

http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-a-nova-equipa-de-secretarios-de-estado_121433.html

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:51
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

Arte e paixão estimulam as mesmas zonas do cérebro

 

 

2011-05-12

Arte e paixão

despertam as mesmas áreas cerebrais

 

 

"O Nascimento de Vénus", de Botticelli,
foi uma das obras utilizadas no estudo

 

Outros estudos preliminares também já demonstraram que as obras de arte podem reduzir o sofrimento de doentes internados

 

 

 

Resultados preliminares de um estudo realizado no Reino Unido indicam que contemplar obras de arte como "O Nascimento de Vénus", do pintor Botticelli (1445-1510) e estar apaixonado estimulam as mesmas zonas do cérebro.

Este estudo, que tem como autor principal Semir Zeki, neurobiólogo da University College de Londres, envolveu vários voluntários que tiveram a oportunidade de admirar 28 quadros de pintores de renome.

Com um scanner cerebral, Zeki conseguiu identificar um aumento de sangue nas áreas de produção do neurotransmissor dopamina e na região do córtex orbitofrontal, que estão associados à sensação de prazer e de afecto. Este é o mesmo processo que decorre quando se está apaixonado.

 

Outros estudos preliminares também já demonstraram que as obras de arte podem reduzir o sofrimento de doentes internados e ajudar na recuperação de algumas doenças.


Este trabalho de Semir Zeki ainda está a ser revisto, mas o autor prevê que seja divulgado numa publicação especializada ainda este ano.
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Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:04
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

13 de Maio: Peregrinos viram no céu uma auréola com as cores do arco-íris

Agência Ecclesia

João Paulo II

Vídeo ligou Fátima ao atentado de 1981

Evocação do Papa polaco, que visitou o Santuário por três vezes, sublinhada pelas palmas dos presentes. Auréola em volta do sol impressionou peregrino

 

Fátima, Santarém, 13 mai 2011 (Ecclesia) – O atentado contra João Paulo II, a 13 de maio de 1981, esteve em destaque no vídeo produzido pelo Santuário de Fátima, hoje apresentado aos cerca de 250 mil peregrinos ali reunidos.

 

O pequeno filme «Todo Teu, todo nosso – João Paulo II, peregrino e apóstolo de Fátima» durou 13 minutos, numa produção do Santuário de Fátima e da televisão italiana Telepace, com guião de Marco Daniel Duarte, da secção de Arte e Património do Santuário, e locução do ator Rui de Carvalho.

 

No vídeo, foi reproduzida a homilia de Karol Wojtyla (1920-2005) a 13 de maio de 1982, um ano depois de ter sido atingido pelo turco Ali Agca.

 

Venho hoje aqui, porque exatamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de maio de 1917. Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular”, disse então o Papa polaco.

 

Em três ecrãs gigantes instalados no Santuário foram projetadas imagens de João Paulo II colhidas durante as suas três visitas a Fátima, transmitidas também pelas televisões que acompanhavam a celebração.

 

Quando as primeiras imagens surgiam nos ecrãs, muitos peregrinos dirigiram o olhar para o céu, onde uma auréola, com as cores do arco-íris, circundava o sol, começando a ouvir-se a palavra “milagre”.

 

Vários momentos foram sublinhados pelas palmas dos presentes, como aconteceu com a evocação da oferta da bala que atingiu João Paulo II em 1981, hoje colocada na coroa da imagem da Virgem Maria, na Capelinha das Aparições, ou a referência à mensagem enviada antes da morte da Irmã Lúcia, em 2005.

 

A peregrinação aniversaria do 13 de maio, em Fátima, teve este ano o caráter de celebração nacional de “ação de graças”, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, pela beatificação de João Paulo II”, que aconteceu a 1 de maio, no Vaticano.

 

João Paulo II esteve no Santuário de Fátima em 1982, 1991 e, pela última vez, em 2000, altura em que beatificou os videntes Francisco e Jacinta Marto.

 

A ida a Roma, em outubro 2000, da imagem original de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, no Jubileu dos Bispos, consagrando-lhe o terceiro milénio, confirmou a ligação do Papa polaco com o Santuário da Cova da Iria.

 

És todo nosso, bem aventurado João Paulo II”, indicava o filme hoje projetado.

 

Fotos e documentos relacionados com o Papa polaco ou com os acontecimentos de Fátima foram também apresentados num documentário que terminou com João Paulo II em oração na Capelinha das Aparições.

 

“Bendita sois Vós! Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus! Ave, cheia de graça, Mãe de Deus e Mãe nossa! No cumprimento da vossa profecia, Senhora, aqui, ao ingressar neste vosso solar de Fátima, e ao saudar-Vos, Mãe querida, permiti-me usar as palavras que nos ensinastes, para clamar diante dos irmãos: ‘A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador!’ (Luc. 1, 46)”, indicava a oração que João Paulo II proferiu em 1982, distribuída esta manhã aos peregrinos presentes em Fátima, numa pagela com a imagem do novo beato.

OC

Notícia atualizada às 15:37

 

http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=85705

 

 

 


 

 

 RTP

 

Fátima homenageia João Paulo II

 

 João Paulo II foi homenageado no Santuário de Fátima.

Para além da celebração do novo beato, o 13 de Maio deste ano ficou marcado pela emoção dos peregrinos que viram no céu uma auréola com as cores do arco-íris.

2011-05-13 21:00:06

 

  RTP

Milhares de pessoas participaram esta noite na procissão das velas

Trata-se de dos momentos mais aguardados pelos fiéis presentes no Santuário.

2011-05-13 12:03:08

 
  RTP

 

João Paulo II entregou objetos pessoais a Fátima

O Santuário de Fátima é um dos locais que guarda mais objetos pertencentes a João Paulo II. Por exemplo, a bala disparada por Ali Agca.

2011-05-13 11:58:07

  

  RTP

Familiares dos pastorinhos

vivem do comércio religioso, em tempo de crise

A prece de Maria dos Anjos, a mais velha parente viva de Lúcia, é silenciosa. Criou dez filhos numa vida de muito trabalho e recorda as condições difíceis, que diferiam muito das que hoje encontram os peregrinos. Em Aljustrel ainda pode visitar-se a casa onde viveram os pastorinhos. A maioria dos familiares de Lúcia, Jacinta e Francisco vive do comércio religioso, mas a o comércio reflecte a crise do país

2011-05-12 21:03:08
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Terramoto: Romanos faltam a escolas e empregos por medo

 RTP

 

Mundo

Medo do terramoto: romanos faltam a escolas e empregos

 

 

 

 

A profecia de um sismólogo italiano assustou os habitantes de Roma. Ele previa que a cidade fosse ontem devastada por um sismo, o que levou um quinto dos habitantes a faltar ao emprego ou à escola.

2011-05-12 20:36:09

 

 


RTP

 Mundo

Terramoto semeou o terror na cidade histórica de Lorca

Foi o mais grave terramoto em Espanha no último meio século. O duplo abalo sísmico no sul do país provocou nove mortos e quase 300 feridos. Quase todos os edifícios de Lorca foram afetados, porque o epicentro se situou a apenas um quilómetro de profundidade.

2011-05-12 20:35:09
:
O que pensamos: http://blogs.sapo.pt/editjournal.bml#
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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Osama Bin Laden - Acção militar levou à morte do líder da Al-Qaeda

Imagem retirada do google 

 

RTP

Mundo

Imagens na Internet

centram-se na captura de

Bin Laden

 

 

Diversos sites na Internet começam agora a mostrar imagens sobre a captura de Bin Laden, quer sejam as do local onde o líder da Al-Qaeda se escondia, quer as das bolsas mundiais a reagir à operação militar americana.

2011-05-02 14:32:38

--- ♦ ♦ ♦ ---

 

 

 

Imagem retirada do google 

RTP

Mundo

Bin Laden morto

perto da capital do

Paquistão

 

 

Bin Laden foi morto por um grupo de tropas especiais dos Estados Unidos. O inimigo número um da América e do ocidente estava num refúgio em Abbotabad, no norte do Paquistão.

2011-05-02 13:21:38

--- ♦ ♦ ♦ ---

 

http://www.fibra.pt

 

O Novo Agregador das ComunicaçõesRedes SociaisUtilizador do Twitter cobre morte de Bin Laden sem saber
Utilizador do Twitter cobre morte de Bin Laden sem saber    
02 Maio 2011

Sohaib_Athar

 

Sohaib Athar, conhecido no Twitter por @ReallyVirtual, esteve durante a madrugada a fazer a cobertura da acção militar que levou à morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. O facto curioso é que o próprio não sabia que estava a twittar acerca da operação dos EUA no Paquistão que, por sua vez, conduziu à morte do líder da Al-Qaeda.

 

Athar é consultor informático em Abbottabad, povoação onde estava escondido o terrorista e lugar onde ocorreu a acção militar dos Estados Unidos da América.


Logo no início da operação militar, este foi o tweet que deu conta da chegada dos primeiros helicópteros, nove horas antes da morte de bin Laden: “Helicópteros sobrevoam Abbottabad à 1h da madrugada (algo raro de ver) ”.


Ao longo da madrugada a conta deste consultor informático começou a ser cada vez mais consultada e, com o avançar dos acontecimentos, este utilizador percebeu que estava a comentar ao vivo esta operação militar.


“Uh oh, sou o homem que bloggou em directo o raid a Osama sem sabê-lo”, comenta Athar na sua conta, momento a partir do qual começou a receber emails de órgãos de comunicação social vindos de todo o mundo.


Fonte: ALT1040

 

 

--- ♦ ♦ ♦ ---

RTP

Mundo

Biografia

de Osama bin Laden

 

Osama Bin Laden nasceu há 54 anos na Arábia Saudita. Estudou Religião e Ciências Económicas e desde cedo manteve contactos com grupos islamitas. Chegou mesmo a ser colaborador dos Americanos, mas em 1988, criou a Al-Qaeda desencadeando uma guerra terrorista com efeitos em praticamente todo o mundo.

2011-05-02 13:51:39

 

--- ♦ ♦ ♦ ---

RTP

Mundo

Bin Laden esteve refugiado

numa gruta em Kandahar

em 2001

 

 

Bin Laden esteve refugiado em Kandahar numa altura em que os Estados Unidos começaram a procurar o líder da Al-Qaeda. O jornalista da RTP Luís Castro esteve no refúgio de um dos homens mais procurados do mundo.

2011-05-02 13:48:39

 

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Lisboa - Violento temporal de chuva e granizo

SAPO

 

Foto: José Sena Goulão

Os carros ficaram cobertos de folhas e granizo.

Em benfica, as complicações no trânsito foram muitas. 

 

 

Zona circundante do Estádio da Luz coberta de granizo. Foto: EPA/INACIO ROSA

 

 

SIC

Violento temporal de chuva e granizo

antingiu região de Lisboa

 

 

 

 

Os estragos são bem visíveis na

Damaia, Amadora

 

 

 

 

 

 

 

— ♦ ♦ ♦ —

 

 

 RTP

2011-04-29 20:34:48

Na Damaia,

uma espessa camada de gelo depositada sobre as ruas

O granizo caiu em quase toda a cidade de Lisboa. Mas em nenhuma parte caiu tanto granizo como nas zonas de Benfica e da Damaia. Uma espessa camada de gelo ficou depositada sobre as ruas.


http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Na-Damaia-uma-espessa-camada-de-gelo-depositada-sobre-as-ruas.rtp&headline=20&visual=9&article=437588&tm=8

 

 

— ♦ ♦ ♦ —

 

LUSA

 

Viaturas danificadas e bloqueadas com gelo é "cenário de guerra" descrito por moradores da Damaia


A chuva de granizo que atingiu a região de Lisboa esta tarde deixou a zona da Damaia, com ruas repletas de gelo com cerca de 5 cm e várias viaturas danificadas.

 

— ♦ ♦ ♦ —

Tempestade de Granizo em Lisboa 1

 

 

De:  | Criado: 29 de Abr de 2011

 

 


 

:
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Os riscos que correm as suas poupanças

Económico

Luís Leitão   

29/04/11 00:05

 

Os riscos que correm as suas poupanças com a austeridade


Por entre as dificuldades financeiras de Portugal, parte das suas poupanças tem todas as condições para resistir.

 

Por entre as dificuldades financeiras de Portugal,

parte das suas poupanças tem todas as condições para resistir

As medidas de austeridade que Portugal terá de cumprir irão afectar a maioria dos produtos financeiros.


Os países não vão à bancarrota da mesma forma que as empresas abrem falência. Em primeiro lugar, porque os países não deixam de transaccionar no mercado. E em segundo lugar, a falência de um país é muitas vezes o resultado de um complexo cálculo de custo/benefício envolvendo considerações políticas e sociais e não apenas situações económicas e financeiras.

 

Em Portugal, o descontrolo orçamental dos vários governos ao longo dos últimos anos fez soar o alarme em Bruxelas, justamente numa altura em que a crise soberana da zona euro obrigou os investidores a fazerem uma clara distinção entre o trigo e o joio. E hoje os investidores estão a exigir a Portugal sete vezes mais do que à Alemanha para comprarem dívida nacional em vez de dívida germânica; e a deixar os aforradores nacionais à beira de um ataque de nervos com receios sobre o destino das suas poupanças.

 

Os diferentes sentidos da segurança financeira


Para os investidores mais conservadores, que têm a quase totalidade das suas poupanças colocadas no banco, o medo não tem justificação. Isto porque a solvabilidade dos bancos e a sobrevivência do sistema financeiro português não estão em causa. Sobretudo agora, com a entrada em cena da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, que deverão obrigar os bancos a recapitalizarem-se e a melhorarem os seus rácios de capital. Além disso, os aforradores têm como segurança o Fundo de Garantia de Depósitos (FDG) que, pelo menos até ao final do ano, garante o reembolso de até 100 mil euros por depositante.

 

No mercado segurador, responsável pela gestão da maioria dos PPR, por exemplo, não existe uma rede de segurança do tipo do FDG, pois as empresas de seguros são apenas obrigadas a garantir provisões técnicas suficientes para permitir o cumprimento, "na medida do razoavelmente previsível", os compromissos decorrentes dos contratos de seguro. Porém, estes produtos estão estão abrangidos pelo Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor, em situações específicas.

 

No segmento dos produtos de dívida pública desenhados para as famílias - Certificados de Aforro e do Tesouro - não será de estranhar a ocorrência de alterações ao nível do cálculo da taxa de remuneração ou mesmo ao condicionamento de novas subscrições. Para os actuais subscritores destes produtos, o efeito das medidas impostas pelo FMI e pela União Europeia ou até uma eventual reestruturação da dívida pode também afectar as poupanças investidas. Nomeadamente sobre os certificados do Tesouro, por via de um reescalonamento do prazo do investimento, passando de 10 para 15 anos, por exemplo.

 

Efeito de uma reestruturação


Apesar de o cenário de reestruturação da dívida nacional ser afastado por muitos especialistas, algumas vozes começam a admiti-lo. Para Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, tal cenário "equivaleria a uma perda de rendimento para os credores privados de Portugal (aforrradores, fundos de pensões, bancos)", pois "um crédito deixaria de valer na proporção do perdão". Recorde-se que, actualmente, o mercado está a descontar uma reestruturação de 36% dos títulos a 10 anos e de 19% nas obrigações a 5 anos. Contudo, a especialista considera que no caso de rescalonamento ou queda de taxa de juro, as perdas seriam muito limitadas. "Aliás, para quem faça valorização a preços de mercado, se o perdão da dívida fosse considerado credível e inferior ao que está a ser descontado pelo mercado, aos preços actuais, poderia ter uma valorização", conclui Casalinho. Veja em baixo o efeito de vários tipos de reestruturação de dívida sobre a obrigação com maturidade em 2020.


Efeito da "bomba atómica" da dívida

Caso ocorra um cenário de reestruturação de toda a dívida nacional, ou só de apenas alguns títulos, os investidores que tenham em carteira obrigações do Tesouro sofrerão um duro golpe: no caso de haver uma extensão de prazo de 10 anos e um corte da taxa de juro em 100 pontos base na OT 4,8% 2020, por exemplo, actualmente a cotar com uma ‘yield' de 9,82%, o efeito dessa reestruturação significaria que a obrigação perderia cerca de um terço do seu valor actual e passaria a cotar ao preço de 52,14% do seu valor nominal (100).


Efeito da crise em seis produtos de poupança dos portugueses:


1 - Depósitos


Os depósitos das famílias não correm riscos de desaparecerem. Além da solvabilidade da banca nacional não estar sequer em causa, os aforradores têm os seus depósitos segurados pelo Fundo de Garantia de Depósitos até um montante de 100 mil euros por depositante, até ao final do ano. Se nada for feito nessa altura, essa garantia passará para os 50 mil euros.

 

2 - Certificados de Aforro e do Tesouro


Da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983, o 13º mês dos funcionários públicos foi pago através de certificados de Aforro e o seu resgate congelado por alguns meses. O risco de isso voltar a suceder é real. Além disso, não será uma surpresa total caso ocorra o congelamento de novas emissões e haja uma alteração da fórmula da remuneração destes produtos.

 

3 - Fundos de investimento


Tomando como referência o que sucedeu na Irlanda e na Grécia, será de esperar que ‘yield' das obrigações nacionais continue a subir, colocando em causa a rendibilidade temporária dos fundos de obrigações e de tesouraria com maior exposição a títulos de dívida nacional. Desta forma, será de esperar que os fundos portugueses destas categorias sejam penalizados.

 

4 - Planos Poupança-Reforma


Tal como os fundos anteriores, os planos poupança-reforma (PPR) vão continuar a sofrer com a subida da ‘yield' das obrigações de Portugal, pois são grandes investidores de dívida nacional. Sobretudo os mais conservadores, que apenas podem investir até 5% em acções. O mesmo sucede com os Certificados de Reforma que têm de ter "um mínimo de 50% da carteira alocada em dívida pública."

 

5 - Produtos ligados a seguros


Além das provisões técnicas que as empresas seguradoras são obrigadas a deter, a rede de segurança que é conferida aos titulares destes produtos é a mesma que é dada aos investidores por via do fundo de garantia Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor.

 

6 - Acções


Os especialistas acreditam que as empresas que mais dependem da actividade nacional serão as mais penalizadas com o efeito das medidas de austeridade. E a razão disso vir a suceder prende-se com o impacto que tais medidas terão sobre o consumo interno e a poupança das famílias. Com perspectivas igualmente pouco animadoras estão as empresas que operam em sectores subsidiados pelo Estado, que terão a torneira 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:30
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Domingo, 24 de Abril de 2011

Imprensa - As Escolhas de Bomsensoamiguinhos

Banca de Jornais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolha de Fim de Semana

 

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Bomsensoamiguinhos

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Economistas denunciam agências de "rating" por crime de manipulação de mercado

Negócios Online

 

 

Economistas denunciam

agências de "rating"

por crime de manipulação de mercado

 

 


“Neste momento, as três mais importantes agências de notação financeira (...) noticiam e divulgam, diariamente, classificações de ‘rating’ que, com manifesto exagero e sem bases rigorosamente objectivas, penalizam os interesses portugueses, estimulando uma subida constante dos juros da dívida soberana”. Daqui decorrem “comportamentos presumivelmente criminais”, indiciadores, nomeadamente, do crime de manipulação do mercado.

O alerta vem de quatro economistas - José Reis e José Manuel Pureza, da Universidade de Coimbra, e Manuela Silva e Manuel Brandão, do ISEG – que vão apresentar uma denúncia ao Procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, no início da próxima semana. Os alvos são a Moody’s, a Fitch e a Standard and Poor’s.

O documento, a que o Negócios teve acesso, sustenta que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”. E enuncia alguns exemplos, entre as várias descidas de ‘rating’ dos últimos tempos, em que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”.

O objectivo da denúncia, explica José Reis em declarações ao Negócios, é alertar o PGR. Afinal ”há que ter em conta que se as taxas de juro não são justas, mas sim influenciadas, daqui decorre um poderoso mecanismo de transferência de recursos dos cidadãos nacionais para investidores internacionais”.

Sendo que, lembra o economista, pelo menos duas das agências de ‘rating’ em causa são detidas por um mesmo fundo de investimento. E, prossegue a denúncia, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”.

Os economistas consideram que há “um conflito de interesses na actividade destas agências de notação financeira, em particular quando baixam os ratings a estes países [Portugal, EspanhaGrécia ou Irlanda, entre outros], fazendo aumentar os juros das suas dívidas e influenciando a evolução de um mercado em que actuam os fundos financeiros que são seus proprietários”.

Em Espanha e nos Estados Unidos foram também já desencadeados processos semelhantes, mas ainda não há qualquer decisão judicial transitada em julgado. A actuação das agências de ‘rating’ tem sido, aliás, alvo de várias polémicas, tendo o próprio FMI alertado já para o facto de que “estas agências usam e abusam do poder que têm”

Ainda que sublinhando que, feita a denúncia, os procedimentos que eventualmente venham a desenvolver-se cabem à PGR, José Reis não exclui a possibilidade de ser pedido um “ressarcimento de danos” às três agências de ‘rating’.

Recebida a denúncia, Pinto Monteiro decidirá se há ou não matéria de facto que justifique a abertura de um inquérito. 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:51
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

“New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

 

Público

13.04.2011 - 12:36

Por Paulo Miguel Madeira

 

Artigo no “New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

 

Pressão “injusta” dos mercados

obrigou Portugal

a pedir ajuda de que não precisava

 

 

 

 

Portugal não necessitaria de um resgate se não tivesse ficado sob uma pressão “injusta a arbitrária” dos mercados, afirma o sociólogo Robert M. Fishman, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

 

Esta ideia é defendida na coluna de opinião de Fishman desta semana no New York Times, onde diz também que o pedido de ajuda de Portugal à União Europeia e ao FMI deve ser visto como “um aviso às democracias em todo o lado”.

Robert M. Fishman, cuja actividade de investigação se dedica a tópicos como democracia e práticas democráticas ou as consequências da desigualdade, o pedido de ajuda de Portugal “não é na verdade por causa da dívida”.

Apesar de o país ter apresentado “um forte desempenho económico nos anos 1990 e estar a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa”, ficou sob a pressão “injusta a arbitrária dos negociantes de obrigações, especuladores e analistas de crédito”, que “por vistas curtas ou razões ideológicas” conseguiram “fazer cair um governo eleito democraticamente e potencialmente atar as mãos do próximo”.

Fishman sublinha que a crise em Portugal é “completamente diferente” das vividas pela Grécia e pela Irlanda, e que as “instituições e políticas económicas” tinham “alcançado um sucesso notável” antes de o país ter sido “sujeito a ataques sucessivos dos negociantes de obrigações”.

Nota que a dívida pública é bastante inferior à italiana e que o défice orçamental foi inferior ao de várias outras economias europeias e avança duas hipóteses para o comportamento dos “mercados”: cepticismo ideológico dobre o modelo de economia mista (publica e privada) vigente até agora em Portugal e/ou falta de perspectiva histórica.

“Os fundamentalistas do mercado detestam as intervenções de tipo keynesiano em áreas da política de habitação em Portugal – que evitou uma bolha e preservou a disponibilidade de rendas urbanas de baixo custo – e o rendimento assistencial aos pobres”, diz ainda Fisherman no seu texto, intitulado “O resgate desnecessário a Portugal”.

Neste cenário, acusa as agências de notação de crédito (rating) de, ao “distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal”, terem “minado quer a sua recuperação económica, quer a sua liberdade política”.

E conclui que o destino de Portugal deve constituir “um claro aviso para outros países, incluindo os Estados Unidos”, pois é possível que o ano em curso marque o início de uma fase de “usurpação a democracia por mercados desregulados”, e em que as próximas vítimas potenciais são a Espanha, a Itália ou a Bélgica, num contexto em que os governos têm “deixado tudo aos caprichos dos mercados de obrigações e das agências de notação de crédito”.

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 17:03
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Sábado, 26 de Março de 2011

E depois da demissão? financiamento do Estado Português?

Negócios da Semana

Publicação: 24-03-2011 00:11 

 

 

E depois da demissão?

 

Condições de financiamento do Estado Português


 

 

 

 

 

 

Com a demissão do Primeiro-Ministro fica em aberto o cenário de eleições antecipadas, mas também o agravamento das condições de financiamento do Estado Português. 


Com as subidas das taxas de juro do mercado, um pedido de ajuda externa será praticamente inevitável e tudo isto acontece numa altura em que os bancos vão ser sujeitos a novos testes de resistência muito mais rigorosos que os anteriores.


Temas em análise nesta edição, com António de Sousa, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:32
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Crise portuguesa / Conselho Europeu / Passos Coelho

 

 

SIC

 

 

Pedro Passos Coelho em entrevista à SIC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RTP

Crise portuguesa abala Conselho Europeu

 

Já é indesmentível que a crise política em Portugal abalou o Conselho Europeu que está a decorrer em Bruxelas. Mas os líderes dos 27 ficaram mais tranquilos perante o compromisso assumido por José Sócrates e Pedro Passos Coelho de que as metas do défice são mesmo para cumprir.

 

 

 

 

 

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Crise-portuguesa-abala-Conselho-Europeu.rtp&headline=20&visual=9&article=427536&tm=7

 

 

 

 SIC

 

José Sócrates reafirma que Portugal não precisa de ajuda

 

O primeiro-ministro José Sócrates reafirmou esta manhã em Bruxelas que Portugal não precisa de ajuda externa. O editor de economia da RTP, Paulo Ferreira, considera, no entanto, que o nosso país pode ser obrigado a pedir ajuda já nos próximos dias. 

2011-03-25

 

 

 

 

 http://ww1.rtp.pt/noticias/?t=Jose-Socrates-reafirma-que-Portugal-nao-precisa-de-ajuda.rtp&headline=20&visual=9&article=427546&tm=6

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Próximo governo terá pela frente uma pesada herança

 

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
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Prémio Mérito e Excelência - Artur Agostinho

 

 SIC

24-05-2010

 

 

 

 

Por toda uma vida dedicada à rádio, cinema, televisão e teatro

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:47
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Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Novos sinais de trânsito nas antigas SCUT

 
 

 

2011-03-16 15:07:37

 RTP

 

Novos sinais de trânsito nas SCUT

 

 

 

 

 

 

Se ainda não reparou, esteja com atenção aos novos sinais de trânsito nas antigas SCUT. Além de alertarem para a cobrança eletrónica, há agora um que assinala o registo da velocidade instantânea. E no caso de ser superior ao previsto por lei, a multa segue diretamente para casa.

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:13
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Tóquio pede ajuda à Agência Internacional de Energia Atómica e Europa Preocupada com as Centrais Nucleares dos 27

 

 SIC

Europa preocupada

com o funcionamento

das centrais nucleares dos 27

 

 

 

 

♦ ♦ ♦

 

 

 

Tóquio pede ajuda

à Agência Internacional de Energia Atómica 


 

 

O Japão pediu oficialmente à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) o envio de uma equipa de peritos após as explosões registadas numa central nuclear, declarou hoje o diretor-geral da agência, Yukiya Amano. 

 

"O governo japonês pediu hoje à agência uma missão de peritos. Estamos a discutir os detalhes com o Japão", disse Amano, cujas declarações foram divulgadas num texto após uma reunião à porta fechada em Viena, sede da AIEA. 

Na sexta-feira, a agência propôs a sua ajuda ao Japão, após o sismo e o tsunami que atingiram o país e danificaram a central nuclear de Fukushima, situada a 250 quilómetros de Tóquio, o que faz recear uma fuga radioativa. 

O nível de água de um dos reatores da central baixou hoje bastante, o que impede o arrefecimento do combustível, referiram os 'media' japoneses, citando a Tokyo Electric Power (Tepco). 

Antes, a Tepco explicara que tinha sido possível injetar água do mar para arrefecer as barras de combustível nuclear, que tinham estado uma primeira vez fora de água. 

Lusa

 

 

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O que pensamos: Como é possível? centrais nucleares em zonas Sísmicas?
Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:40
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"Geração à rasca" quer traduzir o protesto em resultados concretos

RTP
2011-03-13 21:06:42

 

 

 

"Geração à rasca"

apela a contacto de manifestantes

pela internet

 

Video:

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Geracao-a-rasca-apela-a-contacto-de-manifestantes-pela-internet.rtp&headline=20&visual=9&article=423977&tm=8

 

 

A organização das manifestações realizadas ontem por todo o país quer traduzir o protesto em resultados concretos.

Por isso todos os que tiverem reclamações ou sugestões para mudar o país devem fazê-las chegar a este grupo que nasceu na internet.

O objectivo é entregar as propostas depois na Assembleia da Republica.

 

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O que pensamos: Consciêncialização para a Democracia Participativa?
Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:19
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Domingo, 13 de Março de 2011

"Geração à rasca" no Facebook deu lugar a "Fórum das Gerações"

  Forum das Gerações

 

http://www.facebook.com/forum.das.geracoes

 

"Geração à rasca"

no Facebook deu lugar a

"Fórum das Gerações"

 

O protesto da "Geração à rasca", que reuniu cerca de 300 mil pessoas em todo o país, tem desde o início da tarde no facebook um novo espaço de debate ""Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro" ao qual já aderiram mais de três mil pessoas.

 

Depois da manifestação que levou para as ruas milhares de portugueses, a organização do protesto encerrou oficialmente o evento no facebook às 15:30 e criou uma nova página permanente para debate de soluções para o país. 


Em pouco tempo, este novo espaço recebeu já dezenas de comentários. 

Em declarações à Lusa, Paula Gil, da organização do protesto, explicou que o fórum pretende reunir as pessoas que participaram ativamente, contribuindo assim "para uma democracia mais participativa". 

O objetivo do protesto de sábado, explicou, era esse mesmo, levar as pessoas a contribuir de uma forma positiva e ativa para a criação de soluções. 

Paralelamente, adiantou Paula Gil, a organização apela a todos os que não entregaram durante a manifestação do dia 12 a folha A4 com uma solução ou um conjunto de soluções para a resolução dos problemas do país, que o façam agora para o email geracaoarascagmail.com. 

"Ficamos a espera que nos enviem soluções que considerem positivas", disse. 

Relativamente ao protesto de sábado em várias cidades do país, Paula Gil explicou que superou todas as expetativas e que permitiu a consciencialização coletiva da dimensão da precariedade em Portugal. 

"Se calhar não havia uma consciencialização de que atingia tanta gente. Só pelo facto de percebermos que pelo menos metade da população ativa portuguesa está desempregada ou precária e que o problema afeta toda a gente já valeu a pena", frisou. 

O protesto "Geração à rasca", adiantou, demonstrou que este é um fenómeno transversal que afeta mães, pais, avós, filhos e netos. 

Lusa

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O que pensamos: O estado a que o país chegou com tanta gente indignada...
Publicado por bomsensoamiguinhos às 19:02
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Imprensa - As escolhas de Bomsensoamiguinhos

 

 

 

Ventos de Mudança

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolha de Fim de Semana

 

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Bomsensoamiguinhos

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:41
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Portugal - Medidas de austeridade até 2013: A análise de José Gomes Ferreira

 

 SIC

A análise de José Gomes Ferreira

a mais medidas de austeridade até 2013

 

 

 

"... Não deixo de aqui dizer que estranho... que negócios de Estado que nos conduziram à ruína, parecerias público-privadas que nos conduziram à ruína, feitas pelo estado e grandes grupos financeiros, com as grandes construtoras e agências e empresas de consultoria e gabinetes de advogados... esses grandes negócios, nenhum está a ser revisto e eu pergunto porquê, porquê? Se é possível pedir mais sacrifícios a toda a gente, porque é que esses interesses não são tocados?... "

 José Gomes Ferreira

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:30
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Sábado, 12 de Março de 2011

Portugal - novas medidas de austeridade

 

 

Comissão Europeia e BCE

apoiam novas medidas de austeridade em Portugal

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:20
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Imprensa - As Escolhas de Bomsensoamiguinhos

 

 

 

Banca de Jornais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escolha de Fim de Semana

 

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Bomsensoamiguinhos

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:52
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Sismo no Japão - um dos cinco mais fortes de sempre

 

Sismo no Japão

é um dos cinco mais fortes de sempre

 

 

 

 

 

Ondas até 10 metros atingiram cidade japonesa de Sendai

 

 

 

 

Sismo destruiu estruturas básicas e Tóquio está a viver uma situação de caos

 

 

 

Especialista da protecção civil explica como se actua numa situação de sismo

 

 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:32
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Tomada de Posse do Presidente da República

 

 

 

 

 

 

Discurso do Presidente da República na Sessão Solene de Tomada de Posse na Assembleia da República.

Assembleia da República, 9 de Março de 2011

 

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Primeiro-Ministro e Membros do Governo,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhoras e Senhores,

 

Ao iniciar funções como Presidente da República, quero começar o meu mandato saudando o povo português de uma forma muito calorosa.

Saúdo todos os Portugueses, quer os que vivem no nosso País, no Continente e nas Regiões Autónomas, quer os que engrandecem o nome de Portugal nas comunidades da Diáspora.

 

Saúdo os Portugueses que me ouvem, mas também aqueles que, através da língua gestual, acompanham a palavra fraterna que lhes quero dirigir neste dia.

 

De todos serei Presidente.

 

Serei Presidente dos Portugueses que me honraram com o seu voto mas também daqueles que o não fizeram. É perante todos, sem excepção, que aqui assumo o compromisso solene de cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental da nossa República.

 

Ao Senhor Presidente da Assembleia da República, que desempenha com grande sentido de Estado a exigente missão de presidir à instituição onde a democracia e o pluralismo se realizam todos os dias, agradeço as palavras que me dirigiu.

 

Assumo perante vós, Senhores Deputados, o firme e sincero propósito de colaborar com a Assembleia da República, na certeza de que o momento que o País atravessa exige uma especial cooperação entre as diversas instituições democráticas.

 

Ao Governo e ao Senhor Primeiro-Ministro reitero o compromisso de cooperação que há cinco anos assumi perante os Portugueses. Pela minha parte, pode contar o Governo com uma magistratura activa e firmemente empenhada na salvaguarda dos superiores interesses nacionais.

 

Enquanto Presidente da República cumprirei escrupulosamente os compromissos que assumi perante os Portugueses no meu manifesto eleitoral. No quadro de todos os poderes que me são conferidos pela Constituição, serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição.

 

Irei cooperar com os demais órgãos de soberania para que Portugal ultrapasse as dificuldades do presente e actuarei como elemento moderador das tensões da vida política e como factor de equilíbrio do nosso sistema democrático.

 

Agradeço a presença nesta cerimónia dos representantes de países amigos, em particular dos países de língua oficial portuguesa. Reconheço no vosso gesto um sinal de apreço por uma nação soberana de muitos séculos, orgulhosa do seu passado e confiante no seu futuro.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Como sempre tenho afirmado, só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada, quer pelos poderes públicos quer pelos agentes económicos e sociais e pelos cidadãos em geral. A informação objectiva sobre a situação económica e social do País é um bem público que beneficia a sociedade no seu conjunto, porque estimula comportamentos favoráveis à resolução das dificuldades.

 

Os indicadores conhecidos são claros. Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira, que é já, também, uma situação de emergência social, como tem sido amplamente reconhecido.

 

Acredito que conseguiremos ultrapassar os problemas actuais se formos capazes de dar uma resposta verdadeiramente colectiva aos desafios que temos à nossa frente, o que exige transparência e um conhecimento rigoroso e completo da situação em que nos encontramos. Como em tudo na vida, para delinearmos o melhor caminho para atingirmos o futuro que ambicionamos, temos de saber de onde partimos.

 

Nos últimos dez anos, a economia portuguesa cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,7%, afastando-se dos nossos parceiros da União Europeia. Esta divergência foi ainda mais evidente no caso do Rendimento Nacional Bruto, que constitui uma medida aproximada do rendimento efectivamente retido pelos Portugueses. O Rendimento Nacional Bruto per capita, em termos reais, cresceu apenas 0,1% ao ano, reflectindo na prática uma década perdida em termos de ganhos de nível de vida.

 

De acordo com as últimas estimativas do Banco de Portugal, “o crescimento potencial da economia portuguesa, o qual determina a capacidade futura de reembolso do endividamento presente”, é actualmente inferior a 1% e, em 2010, o valor real do investimento ficou cerca de 25% abaixo do nível atingido em 2001.

 

O défice externo de Portugal tem permanecido em valores perto de 9% do produto, contribuindo, por força do pagamento de juros ao exterior, para a deterioração do saldo da balança de rendimentos, cujo défice anual, de acordo com o Banco de Portugal, se aproxima rapidamente dos 10 mil milhões de euros, privando a nossa economia de recursos fundamentais para o seu desenvolvimento.

 

Simultaneamente, a taxa de poupança nacional tem vindo a decair, passando de cerca de 20% do produto em 1999 para menos de 10% nos últimos dois anos.

 

Em 2010, o desemprego atingiu mais de 600 mil pessoas, o que contrasta com cerca de 215 mil em 2001. Nestes dez anos, a taxa de desemprego subiu de 4% para um valor de 11%.

 

Os dados publicados pela Comissão Europeia indicam que, em 2008, o número de residentes em Portugal que se encontravam em “risco de pobreza ou exclusão social” superava os 2 milhões e 750 mil, o que equivale a cerca de 26% da nossa população. De acordo com as informações qualitativas disponibilizadas pelas instituições que operam no terreno, esta situação ter se á agravado nos últimos dois anos.

 

A margem de manobra do Estado português para acudir às necessidades de crescimento da economia e para combater os problemas de natureza social encontra-se severamente limitada, como o provam os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas.

 

Também a capacidade dos agentes nacionais acederem ao crédito e de financiarem, quer as suas necessidades de capital quer o crescimento da economia, está cada vez mais dificultada. O saldo devedor da Posição de Investimento Internacional, que corresponde ao grau de endividamento líquido da economia, é superior a 100% do produto.

 

Os mercados continuam a limitar fortemente o recurso ao financiamento por parte do sistema bancário nacional, o que se reflecte num agravamento das restrições de acesso ao crédito por parte das famílias e das empresas e num aumento das taxas de juro.

 

Além disso, o financiamento do Estado continua a ser feito a taxas anormalmente elevadas, condicionando o funcionamento do sistema financeiro português e da nossa economia. É elementar perceber que, como escreve o Banco de Portugal no seu último Boletim Económico, e cito, “o actual contexto de elevados prémios de risco da dívida soberana para Portugal implica um serviço da dívida externa acrescido”. Existe, assim, um risco sério de o pagamento de juros ao exterior travar a indispensável redução do desequilíbrio externo, mesmo no caso de um comportamento positivo das exportações.

 

Vários outros indicadores podiam ser apresentados para confirmar que Portugal se encontra numa situação particularmente difícil.

 

Neste contexto, surpreende que possa ter passado despercebido nos meios políticos e económicos o alerta lançado pelo Governador do Banco de Portugal, em Janeiro passado, de que, e cito, “são insustentáveis tanto a trajectória da dívida pública como as trajectórias da dívida externa e da Posição de Investimento Internacional do nosso País”.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Portugal está hoje submetido a uma tenaz orçamental e financeira – o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta. Este quadro afectará negativamente o crescimento económico e a qualidade de vida das famílias, a não ser que os responsáveis políticos, económicos e financeiros correspondam, com firmeza e sem ambiguidades, à obrigação que têm de libertar o país desta situação.

 

Esta é a realidade que não deve ser ignorada e que é minha obrigação deixar bem clara no início do meu segundo mandato como contributo para que a urgência de actuar seja por todos apreendida. A resolução dos problemas exige plena consciencialização da situação em que estamos. É urgente encontrar soluções, retomar o caminho certo e preparar o futuro. Esta é uma tarefa que exigirá um esforço colectivo, para o qual todos somos chamados a contribuir.

 

Ao Estado cabe definir com clareza as linhas estratégicas de orientação, as prioridades e os principais desígnios para o todo nacional. Estas serão referências essenciais não apenas para o sector público mas também para a iniciativa privada.

 

Além disso, é imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas. Em particular, é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.

 

Só com políticas públicas objectivas, consistentes com uma estratégia orçamental sustentável e com princípios favoráveis ao florescimento da iniciativa privada, poderemos atrair investimento para a economia portuguesa e ambicionar um crescimento compatível com as nossas necessidades. Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis.

 

Neste contexto difícil, impõe se ao Presidente da República que contribua para a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia nacional que permitam responder às dificuldades do presente e encarar com esperança os desafios do futuro.

 

Em coerência com o que tenho defendido e com o que está inscrito no meu manifesto eleitoral, entendo que há princípios muito claros de orientação estratégica que Portugal deve assumir. Face à situação em que o País se encontra, há que actuar simultaneamente no domínio estrutural, visando a resolução dos desequilíbrios que têm afectado a economia portuguesa, e no domínio conjuntural, visando mitigar o impacto negativo da actual crise sobre o emprego, sobre as empresas e sobre os Portugueses mais carenciados.

 

A nível estrutural, e como há muito venho a insistir, temos de apostar de forma inequívoca nos sectores de bens e serviços transaccionáveis. Só com um aumento da afectação de recursos para a produção competitiva conseguiremos iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Este é um desafio que responsabiliza, em primeiro lugar, o Estado e o sistema financeiro. De resto, é fundamental que os Portugueses assimilem, de forma convicta, a necessidade de produzir mais bens que concorram com a produção estrangeira. Um défice externo elevado e permanente é, por definição, insustentável.

 

Ainda no âmbito da afectação de recursos, é necessário estimular a poupança interna e travar a concessão indiscriminada de crédito, em especial para fins não produtivos e para sustentar gastos públicos. É imperioso reafectar o crédito disponível para as pequenas e médias empresas criadoras de valor económico e de emprego e para as exportações.

 

Em paralelo, é essencial traçar um caminho que permita o reforço da nossa competitividade e o aumento da produtividade do trabalho e do capital. A perda de competitividade da economia portuguesa é talvez o sintoma mais grave das nossas fragilidades.

 

Neste contexto, é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública, a reduzir a presença excessiva do Estado na economia e a melhorar o desempenho e a eficácia da administração pública.

 

Só com uma gestão rigorosa, determinada e transparente das contas públicas será possível um crescimento económico duradouro, a criação de novos e melhores empregos e a consolidação da credibilidade externa. A sustentabilidade das finanças públicas portuguesas é uma questão iniludível para a confiança dos investidores internacionais. Quando a taxa de juro da dívida pública é superior à taxa de crescimento nominal da economia aumenta a exigência em relação ao saldo primário das contas públicas.

 

É preciso valorizar a iniciativa empresarial e o conceito de empresa como espaço de diálogo e cooperação entre gestores e trabalhadores, captar e manter investimento de qualidade e aproveitar as vantagens comparativas de que Portugal dispõe.

 

É crucial aprofundar o potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras. A redução do défice alimentar é um objectivo que se impõe levar muito a sério, tal como a remoção dos entraves burocráticos ao acesso da iniciativa privada à exploração económica do mar.

 

O futuro da economia portuguesa depende bastante da capacidade de acrescentar valor, de inovar e de incorporar mais conteúdo tecnológico nos nossos produtos. A interligação entre as empresas e os estabelecimentos de ensino superior e centros de investigação é da maior relevância.

 

Ainda no plano estrutural, é necessário garantir uma fiscalidade mais simples, transparente e previsível, melhorar a qualidade do investimento em formação e qualificação dos recursos humanos, assim como assegurar mais eficiência, credibilidade e rapidez no funcionamento do sistema de justiça. A justiça desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico, como fonte de segurança e de previsibilidade, e funciona como referência para a captação de investimento internacional.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Na actual situação de emergência impõem-se, também, medidas de alcance conjuntural, que permitam minorar os efeitos imediatos da crise e criar o suporte económico e social necessário às transformações estruturais. Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego.

 

A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho.

 

Por outro lado, é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais.

 

É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco. No actual contexto, são elas que podem criar novos empregos e dar esperança a uma geração com formação ampla e diversificada e que não consegue entrar no mercado de trabalho. São as empresas que podem dinamizar as exportações e contribuir para a contenção do endividamento externo. Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas.

 

O essencial do investimento rentável e virado para os sectores transaccionáveis vem das empresas privadas. Precisamos de valorizar, em particular, quem tem vontade e coragem de inovar e de investir sem precisar dos apoios do Estado.

 

É especialmente decisivo atrair os jovens para a iniciativa empresarial. O empreendedorismo jovem é hoje uma realidade em desenvolvimento no nosso país que deve ser apoiada para que surjam muitos mais casos de sucesso. Portugal precisa de uma nova vaga de empreendedores. Empreendedores com autonomia do poder político, que não esperem qualquer tipo de protecção ou de favores, cidadãos empenhados na qualidade e na inovação, dispostos a assumir riscos e a competir no mercado global.

 

Os nossos autarcas, que saúdo nesta ocasião solene, já compreenderam que o poder local adquiriu um novo perfil, a que correspondem novas exigências.

 

As autarquias podem assumir um papel fulcral na valorização da iniciativa empresarial, na criação de emprego e, genericamente, na resposta às dificuldades económicas e sociais das respectivas regiões.

 

Para além do contributo em iniciativas de apoio aos mais carenciados, tenho constatado que existe um número crescente de autarcas que estão a reorientar as suas prioridades para o tecido produtivo e para a valorização económica das suas regiões e dos seus recursos. Este é um caminho de futuro e também aquele que poderá ter um impacto mais rápido na economia nacional.

As iniciativas locais de emprego e os investimentos de proximidade são aqueles que podem produzir resultados de forma mais imediata e que melhor podem ser avaliados, reformulados ou reproduzidos.

 

Urge remover os obstáculos à reabilitação urbana, cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas.

 

Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas.

 

As políticas activas de emprego desempenham também um papel importante no combate ao desemprego. A concertação social tem uma responsabilidade particular na definição de políticas de rápido efeito, avaliando resultados, corrigindo erros e servindo a criação efectiva de emprego.

 

A inovação e a incorporação de conteúdo tecnológico nos bens que produzimos são essenciais. Contudo, não podemos deixar de ver o potencial e a importância dos chamados sectores tradicionais. As vantagens competitivas adquiridas e aprofundadas por estes sectores, bem como a experiência que já têm do mercado internacional, não podem ser desaproveitadas nem vítimas de preconceitos. Estão em causa sectores tipicamente criadores de emprego, contribuintes positivos para a nossa balança externa e que são, além disso, elementos essenciais de coesão social e territorial.

 

Aumentar a eficiência e a transparência do Estado e reduzir o peso da despesa pública são prioridades não apenas de natureza estrutural, mas também conjuntural.

 

Realismo, avaliação rigorosa das decisões, justiça na distribuição dos sacrifícios e melhoria do clima de confiança são exigências impostas pelo presente, mas que devemos também às gerações futuras. O caminho é possível, mas não será fácil nem rápido.

 

Reitero a minha convicção de que está em causa um esforço colectivo. É importante, por isso, que Governo, Assembleia da República e demais responsáveis políticos assumam uma atitude inclusiva e cooperante, que seja também factor de confiança e de motivação para os nossos cidadãos. A estabilidade política é uma condição que deve ser aproveitada para a resolução efectiva dos problemas do País. Seria desejável que o caminho a seguir fosse consubstanciado num programa estratégico de médio prazo, objecto de um alargado consenso político e social.

 

Espero que todos os agentes políticos e poderes do Estado e os agentes económicos e financeiros estejam à altura das dificuldades do momento e dêem sentido de futuro aos sacrifícios exigidos aos Portugueses.

 

Da União Europeia devemos esperar não apenas que assegure a estabilidade e a sustentabilidade da Zona Euro, mas também que desenvolva uma estratégia comum e solidária que promova o crescimento, o emprego e a coesão.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

 

Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

 

É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

 

Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

 

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

 

Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.

 

Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

 

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

No momento que atravessamos, em que à crise económica e social se associa uma profunda crise de valores, há que salientar o papel absolutamente nuclear da família. A família é um espaço essencial de realização da pessoa humana e, em tempos difíceis, constitui o último refúgio e amparo com que muitos cidadãos podem contar. A família é o elemento agregador fundamental da sociedade portuguesa e, como tal, deve existir uma política activa de família que apoie a natalidade, que proteja as crianças e garanta o seu desenvolvimento, que combata a discriminação dos idosos, que aprofunde os elos entre gerações.

 

O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

 

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe. Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

 

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

 

É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

 

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

 

Numa sociedade que valoriza o mérito, a educação é o elemento-chave da mobilidade social. Aqueles que dispõem de menores recursos, mas que revelem méritos e capacidades, têm de ser apoiados, para que não se aprofundem situações intoleráveis de desigualdade entre os Portugueses.

Temos de despertar toda a sociedade para a importância do investimento na excelência da nossa educação. Todos os estabelecimentos de ensino que se destaquem pelos seus resultados têm de merecer o reconhecimento da sociedade e do Estado. Só assim se cumprirá o ideal de premiar o mérito que norteou a nossa República centenária.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Ao tomar posse como Presidente da República, estou firmemente convicto de que existem razões de esperança para o nosso País.

 

Ao longo da sua História, Portugal viveu dificuldades e, com coragem, determinação e vontade de vencer, foi capaz de ultrapassá-las.

 

Logo a seguir à revolução do 25 de Abril, a sociedade civil deu uma prova excepcional da sua vitalidade na forma como acolheu, sem convulsões, quase um milhão de Portugueses que regressaram de África, em condições extremamente difíceis. Graças ao apoio das famílias e de diversas instituições, a sua integração no País processou-se sem sobressaltos de maior, apoiada naquela que é uma das melhores qualidades do nosso povo: a capacidade que revela para, nas horas difíceis, dar provas de um espírito de solidariedade e de entreajuda que é absolutamente extraordinário. Esse espírito é nosso, é único, é o espírito de Portugal.

 

Todos os dias, encontramos esse espírito solidário nas diversas campanhas de apoio aos mais desfavorecidos. Os jovens participam nessas campanhas como voluntários, aos milhares. Sem nada pedirem em troca, sem pensarem em cargos ou proveitos para si próprios. Aos jovens, que nos dão tantas lições de vida, quero deixar aqui, neste dia, o testemunho da minha admiração mais profunda.

 

Temos jovens talentosos que ombreiam com os melhores do mundo, em inovação empresarial, em qualidade académica e científica, em criatividade artística e cultural. Há uma nova geração que ganha sucessivos prémios nas mais diversas áreas da investigação, que assume papéis de liderança nos mais variados projectos, que participa com grande entusiasmo e admirável generosidade em acções de voluntariado social ou nas campanhas de defesa do ambiente.

 

Os nossos jovens movem-se hoje à escala planetária com uma facilidade que nos surpreende. Cidadãos do mundo, familiarizados com as novas tecnologias e a sociedade em rede, dispõem de um capital de conhecimento e de uma vontade de inovação que são admiráveis. Muitos dos académicos, investigadores, profissionais de sucesso e jovens empresários que trabalham no estrangeiro aspiram a regressar ao seu país, desde que possuam condições para aqui fazerem florescer as suas capacidades. Temos de aproveitar o enorme potencial desta nova geração e é nela que deposito a esperança de um Portugal melhor.

 

Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidência da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

 

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

 

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

Obrigado.

 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
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