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O MUNDO É PEQUENO

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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Tomada de Posse do Presidente da República

 

 

 

 

 

 

Discurso do Presidente da República na Sessão Solene de Tomada de Posse na Assembleia da República.

Assembleia da República, 9 de Março de 2011

 

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Primeiro-Ministro e Membros do Governo,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhoras e Senhores,

 

Ao iniciar funções como Presidente da República, quero começar o meu mandato saudando o povo português de uma forma muito calorosa.

Saúdo todos os Portugueses, quer os que vivem no nosso País, no Continente e nas Regiões Autónomas, quer os que engrandecem o nome de Portugal nas comunidades da Diáspora.

 

Saúdo os Portugueses que me ouvem, mas também aqueles que, através da língua gestual, acompanham a palavra fraterna que lhes quero dirigir neste dia.

 

De todos serei Presidente.

 

Serei Presidente dos Portugueses que me honraram com o seu voto mas também daqueles que o não fizeram. É perante todos, sem excepção, que aqui assumo o compromisso solene de cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental da nossa República.

 

Ao Senhor Presidente da Assembleia da República, que desempenha com grande sentido de Estado a exigente missão de presidir à instituição onde a democracia e o pluralismo se realizam todos os dias, agradeço as palavras que me dirigiu.

 

Assumo perante vós, Senhores Deputados, o firme e sincero propósito de colaborar com a Assembleia da República, na certeza de que o momento que o País atravessa exige uma especial cooperação entre as diversas instituições democráticas.

 

Ao Governo e ao Senhor Primeiro-Ministro reitero o compromisso de cooperação que há cinco anos assumi perante os Portugueses. Pela minha parte, pode contar o Governo com uma magistratura activa e firmemente empenhada na salvaguarda dos superiores interesses nacionais.

 

Enquanto Presidente da República cumprirei escrupulosamente os compromissos que assumi perante os Portugueses no meu manifesto eleitoral. No quadro de todos os poderes que me são conferidos pela Constituição, serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição.

 

Irei cooperar com os demais órgãos de soberania para que Portugal ultrapasse as dificuldades do presente e actuarei como elemento moderador das tensões da vida política e como factor de equilíbrio do nosso sistema democrático.

 

Agradeço a presença nesta cerimónia dos representantes de países amigos, em particular dos países de língua oficial portuguesa. Reconheço no vosso gesto um sinal de apreço por uma nação soberana de muitos séculos, orgulhosa do seu passado e confiante no seu futuro.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Como sempre tenho afirmado, só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada, quer pelos poderes públicos quer pelos agentes económicos e sociais e pelos cidadãos em geral. A informação objectiva sobre a situação económica e social do País é um bem público que beneficia a sociedade no seu conjunto, porque estimula comportamentos favoráveis à resolução das dificuldades.

 

Os indicadores conhecidos são claros. Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira, que é já, também, uma situação de emergência social, como tem sido amplamente reconhecido.

 

Acredito que conseguiremos ultrapassar os problemas actuais se formos capazes de dar uma resposta verdadeiramente colectiva aos desafios que temos à nossa frente, o que exige transparência e um conhecimento rigoroso e completo da situação em que nos encontramos. Como em tudo na vida, para delinearmos o melhor caminho para atingirmos o futuro que ambicionamos, temos de saber de onde partimos.

 

Nos últimos dez anos, a economia portuguesa cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,7%, afastando-se dos nossos parceiros da União Europeia. Esta divergência foi ainda mais evidente no caso do Rendimento Nacional Bruto, que constitui uma medida aproximada do rendimento efectivamente retido pelos Portugueses. O Rendimento Nacional Bruto per capita, em termos reais, cresceu apenas 0,1% ao ano, reflectindo na prática uma década perdida em termos de ganhos de nível de vida.

 

De acordo com as últimas estimativas do Banco de Portugal, “o crescimento potencial da economia portuguesa, o qual determina a capacidade futura de reembolso do endividamento presente”, é actualmente inferior a 1% e, em 2010, o valor real do investimento ficou cerca de 25% abaixo do nível atingido em 2001.

 

O défice externo de Portugal tem permanecido em valores perto de 9% do produto, contribuindo, por força do pagamento de juros ao exterior, para a deterioração do saldo da balança de rendimentos, cujo défice anual, de acordo com o Banco de Portugal, se aproxima rapidamente dos 10 mil milhões de euros, privando a nossa economia de recursos fundamentais para o seu desenvolvimento.

 

Simultaneamente, a taxa de poupança nacional tem vindo a decair, passando de cerca de 20% do produto em 1999 para menos de 10% nos últimos dois anos.

 

Em 2010, o desemprego atingiu mais de 600 mil pessoas, o que contrasta com cerca de 215 mil em 2001. Nestes dez anos, a taxa de desemprego subiu de 4% para um valor de 11%.

 

Os dados publicados pela Comissão Europeia indicam que, em 2008, o número de residentes em Portugal que se encontravam em “risco de pobreza ou exclusão social” superava os 2 milhões e 750 mil, o que equivale a cerca de 26% da nossa população. De acordo com as informações qualitativas disponibilizadas pelas instituições que operam no terreno, esta situação ter se á agravado nos últimos dois anos.

 

A margem de manobra do Estado português para acudir às necessidades de crescimento da economia e para combater os problemas de natureza social encontra-se severamente limitada, como o provam os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas.

 

Também a capacidade dos agentes nacionais acederem ao crédito e de financiarem, quer as suas necessidades de capital quer o crescimento da economia, está cada vez mais dificultada. O saldo devedor da Posição de Investimento Internacional, que corresponde ao grau de endividamento líquido da economia, é superior a 100% do produto.

 

Os mercados continuam a limitar fortemente o recurso ao financiamento por parte do sistema bancário nacional, o que se reflecte num agravamento das restrições de acesso ao crédito por parte das famílias e das empresas e num aumento das taxas de juro.

 

Além disso, o financiamento do Estado continua a ser feito a taxas anormalmente elevadas, condicionando o funcionamento do sistema financeiro português e da nossa economia. É elementar perceber que, como escreve o Banco de Portugal no seu último Boletim Económico, e cito, “o actual contexto de elevados prémios de risco da dívida soberana para Portugal implica um serviço da dívida externa acrescido”. Existe, assim, um risco sério de o pagamento de juros ao exterior travar a indispensável redução do desequilíbrio externo, mesmo no caso de um comportamento positivo das exportações.

 

Vários outros indicadores podiam ser apresentados para confirmar que Portugal se encontra numa situação particularmente difícil.

 

Neste contexto, surpreende que possa ter passado despercebido nos meios políticos e económicos o alerta lançado pelo Governador do Banco de Portugal, em Janeiro passado, de que, e cito, “são insustentáveis tanto a trajectória da dívida pública como as trajectórias da dívida externa e da Posição de Investimento Internacional do nosso País”.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Portugal está hoje submetido a uma tenaz orçamental e financeira – o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta. Este quadro afectará negativamente o crescimento económico e a qualidade de vida das famílias, a não ser que os responsáveis políticos, económicos e financeiros correspondam, com firmeza e sem ambiguidades, à obrigação que têm de libertar o país desta situação.

 

Esta é a realidade que não deve ser ignorada e que é minha obrigação deixar bem clara no início do meu segundo mandato como contributo para que a urgência de actuar seja por todos apreendida. A resolução dos problemas exige plena consciencialização da situação em que estamos. É urgente encontrar soluções, retomar o caminho certo e preparar o futuro. Esta é uma tarefa que exigirá um esforço colectivo, para o qual todos somos chamados a contribuir.

 

Ao Estado cabe definir com clareza as linhas estratégicas de orientação, as prioridades e os principais desígnios para o todo nacional. Estas serão referências essenciais não apenas para o sector público mas também para a iniciativa privada.

 

Além disso, é imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas. Em particular, é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.

 

Só com políticas públicas objectivas, consistentes com uma estratégia orçamental sustentável e com princípios favoráveis ao florescimento da iniciativa privada, poderemos atrair investimento para a economia portuguesa e ambicionar um crescimento compatível com as nossas necessidades. Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis.

 

Neste contexto difícil, impõe se ao Presidente da República que contribua para a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia nacional que permitam responder às dificuldades do presente e encarar com esperança os desafios do futuro.

 

Em coerência com o que tenho defendido e com o que está inscrito no meu manifesto eleitoral, entendo que há princípios muito claros de orientação estratégica que Portugal deve assumir. Face à situação em que o País se encontra, há que actuar simultaneamente no domínio estrutural, visando a resolução dos desequilíbrios que têm afectado a economia portuguesa, e no domínio conjuntural, visando mitigar o impacto negativo da actual crise sobre o emprego, sobre as empresas e sobre os Portugueses mais carenciados.

 

A nível estrutural, e como há muito venho a insistir, temos de apostar de forma inequívoca nos sectores de bens e serviços transaccionáveis. Só com um aumento da afectação de recursos para a produção competitiva conseguiremos iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Este é um desafio que responsabiliza, em primeiro lugar, o Estado e o sistema financeiro. De resto, é fundamental que os Portugueses assimilem, de forma convicta, a necessidade de produzir mais bens que concorram com a produção estrangeira. Um défice externo elevado e permanente é, por definição, insustentável.

 

Ainda no âmbito da afectação de recursos, é necessário estimular a poupança interna e travar a concessão indiscriminada de crédito, em especial para fins não produtivos e para sustentar gastos públicos. É imperioso reafectar o crédito disponível para as pequenas e médias empresas criadoras de valor económico e de emprego e para as exportações.

 

Em paralelo, é essencial traçar um caminho que permita o reforço da nossa competitividade e o aumento da produtividade do trabalho e do capital. A perda de competitividade da economia portuguesa é talvez o sintoma mais grave das nossas fragilidades.

 

Neste contexto, é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública, a reduzir a presença excessiva do Estado na economia e a melhorar o desempenho e a eficácia da administração pública.

 

Só com uma gestão rigorosa, determinada e transparente das contas públicas será possível um crescimento económico duradouro, a criação de novos e melhores empregos e a consolidação da credibilidade externa. A sustentabilidade das finanças públicas portuguesas é uma questão iniludível para a confiança dos investidores internacionais. Quando a taxa de juro da dívida pública é superior à taxa de crescimento nominal da economia aumenta a exigência em relação ao saldo primário das contas públicas.

 

É preciso valorizar a iniciativa empresarial e o conceito de empresa como espaço de diálogo e cooperação entre gestores e trabalhadores, captar e manter investimento de qualidade e aproveitar as vantagens comparativas de que Portugal dispõe.

 

É crucial aprofundar o potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras. A redução do défice alimentar é um objectivo que se impõe levar muito a sério, tal como a remoção dos entraves burocráticos ao acesso da iniciativa privada à exploração económica do mar.

 

O futuro da economia portuguesa depende bastante da capacidade de acrescentar valor, de inovar e de incorporar mais conteúdo tecnológico nos nossos produtos. A interligação entre as empresas e os estabelecimentos de ensino superior e centros de investigação é da maior relevância.

 

Ainda no plano estrutural, é necessário garantir uma fiscalidade mais simples, transparente e previsível, melhorar a qualidade do investimento em formação e qualificação dos recursos humanos, assim como assegurar mais eficiência, credibilidade e rapidez no funcionamento do sistema de justiça. A justiça desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico, como fonte de segurança e de previsibilidade, e funciona como referência para a captação de investimento internacional.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Na actual situação de emergência impõem-se, também, medidas de alcance conjuntural, que permitam minorar os efeitos imediatos da crise e criar o suporte económico e social necessário às transformações estruturais. Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego.

 

A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho.

 

Por outro lado, é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais.

 

É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco. No actual contexto, são elas que podem criar novos empregos e dar esperança a uma geração com formação ampla e diversificada e que não consegue entrar no mercado de trabalho. São as empresas que podem dinamizar as exportações e contribuir para a contenção do endividamento externo. Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas.

 

O essencial do investimento rentável e virado para os sectores transaccionáveis vem das empresas privadas. Precisamos de valorizar, em particular, quem tem vontade e coragem de inovar e de investir sem precisar dos apoios do Estado.

 

É especialmente decisivo atrair os jovens para a iniciativa empresarial. O empreendedorismo jovem é hoje uma realidade em desenvolvimento no nosso país que deve ser apoiada para que surjam muitos mais casos de sucesso. Portugal precisa de uma nova vaga de empreendedores. Empreendedores com autonomia do poder político, que não esperem qualquer tipo de protecção ou de favores, cidadãos empenhados na qualidade e na inovação, dispostos a assumir riscos e a competir no mercado global.

 

Os nossos autarcas, que saúdo nesta ocasião solene, já compreenderam que o poder local adquiriu um novo perfil, a que correspondem novas exigências.

 

As autarquias podem assumir um papel fulcral na valorização da iniciativa empresarial, na criação de emprego e, genericamente, na resposta às dificuldades económicas e sociais das respectivas regiões.

 

Para além do contributo em iniciativas de apoio aos mais carenciados, tenho constatado que existe um número crescente de autarcas que estão a reorientar as suas prioridades para o tecido produtivo e para a valorização económica das suas regiões e dos seus recursos. Este é um caminho de futuro e também aquele que poderá ter um impacto mais rápido na economia nacional.

As iniciativas locais de emprego e os investimentos de proximidade são aqueles que podem produzir resultados de forma mais imediata e que melhor podem ser avaliados, reformulados ou reproduzidos.

 

Urge remover os obstáculos à reabilitação urbana, cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas.

 

Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas.

 

As políticas activas de emprego desempenham também um papel importante no combate ao desemprego. A concertação social tem uma responsabilidade particular na definição de políticas de rápido efeito, avaliando resultados, corrigindo erros e servindo a criação efectiva de emprego.

 

A inovação e a incorporação de conteúdo tecnológico nos bens que produzimos são essenciais. Contudo, não podemos deixar de ver o potencial e a importância dos chamados sectores tradicionais. As vantagens competitivas adquiridas e aprofundadas por estes sectores, bem como a experiência que já têm do mercado internacional, não podem ser desaproveitadas nem vítimas de preconceitos. Estão em causa sectores tipicamente criadores de emprego, contribuintes positivos para a nossa balança externa e que são, além disso, elementos essenciais de coesão social e territorial.

 

Aumentar a eficiência e a transparência do Estado e reduzir o peso da despesa pública são prioridades não apenas de natureza estrutural, mas também conjuntural.

 

Realismo, avaliação rigorosa das decisões, justiça na distribuição dos sacrifícios e melhoria do clima de confiança são exigências impostas pelo presente, mas que devemos também às gerações futuras. O caminho é possível, mas não será fácil nem rápido.

 

Reitero a minha convicção de que está em causa um esforço colectivo. É importante, por isso, que Governo, Assembleia da República e demais responsáveis políticos assumam uma atitude inclusiva e cooperante, que seja também factor de confiança e de motivação para os nossos cidadãos. A estabilidade política é uma condição que deve ser aproveitada para a resolução efectiva dos problemas do País. Seria desejável que o caminho a seguir fosse consubstanciado num programa estratégico de médio prazo, objecto de um alargado consenso político e social.

 

Espero que todos os agentes políticos e poderes do Estado e os agentes económicos e financeiros estejam à altura das dificuldades do momento e dêem sentido de futuro aos sacrifícios exigidos aos Portugueses.

 

Da União Europeia devemos esperar não apenas que assegure a estabilidade e a sustentabilidade da Zona Euro, mas também que desenvolva uma estratégia comum e solidária que promova o crescimento, o emprego e a coesão.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

 

Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

 

É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

 

Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

 

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

 

Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.

 

Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

 

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

No momento que atravessamos, em que à crise económica e social se associa uma profunda crise de valores, há que salientar o papel absolutamente nuclear da família. A família é um espaço essencial de realização da pessoa humana e, em tempos difíceis, constitui o último refúgio e amparo com que muitos cidadãos podem contar. A família é o elemento agregador fundamental da sociedade portuguesa e, como tal, deve existir uma política activa de família que apoie a natalidade, que proteja as crianças e garanta o seu desenvolvimento, que combata a discriminação dos idosos, que aprofunde os elos entre gerações.

 

O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

 

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe. Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

 

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

 

É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

 

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

 

Numa sociedade que valoriza o mérito, a educação é o elemento-chave da mobilidade social. Aqueles que dispõem de menores recursos, mas que revelem méritos e capacidades, têm de ser apoiados, para que não se aprofundem situações intoleráveis de desigualdade entre os Portugueses.

Temos de despertar toda a sociedade para a importância do investimento na excelência da nossa educação. Todos os estabelecimentos de ensino que se destaquem pelos seus resultados têm de merecer o reconhecimento da sociedade e do Estado. Só assim se cumprirá o ideal de premiar o mérito que norteou a nossa República centenária.

 

 

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

 

Ao tomar posse como Presidente da República, estou firmemente convicto de que existem razões de esperança para o nosso País.

 

Ao longo da sua História, Portugal viveu dificuldades e, com coragem, determinação e vontade de vencer, foi capaz de ultrapassá-las.

 

Logo a seguir à revolução do 25 de Abril, a sociedade civil deu uma prova excepcional da sua vitalidade na forma como acolheu, sem convulsões, quase um milhão de Portugueses que regressaram de África, em condições extremamente difíceis. Graças ao apoio das famílias e de diversas instituições, a sua integração no País processou-se sem sobressaltos de maior, apoiada naquela que é uma das melhores qualidades do nosso povo: a capacidade que revela para, nas horas difíceis, dar provas de um espírito de solidariedade e de entreajuda que é absolutamente extraordinário. Esse espírito é nosso, é único, é o espírito de Portugal.

 

Todos os dias, encontramos esse espírito solidário nas diversas campanhas de apoio aos mais desfavorecidos. Os jovens participam nessas campanhas como voluntários, aos milhares. Sem nada pedirem em troca, sem pensarem em cargos ou proveitos para si próprios. Aos jovens, que nos dão tantas lições de vida, quero deixar aqui, neste dia, o testemunho da minha admiração mais profunda.

 

Temos jovens talentosos que ombreiam com os melhores do mundo, em inovação empresarial, em qualidade académica e científica, em criatividade artística e cultural. Há uma nova geração que ganha sucessivos prémios nas mais diversas áreas da investigação, que assume papéis de liderança nos mais variados projectos, que participa com grande entusiasmo e admirável generosidade em acções de voluntariado social ou nas campanhas de defesa do ambiente.

 

Os nossos jovens movem-se hoje à escala planetária com uma facilidade que nos surpreende. Cidadãos do mundo, familiarizados com as novas tecnologias e a sociedade em rede, dispõem de um capital de conhecimento e de uma vontade de inovação que são admiráveis. Muitos dos académicos, investigadores, profissionais de sucesso e jovens empresários que trabalham no estrangeiro aspiram a regressar ao seu país, desde que possuam condições para aqui fazerem florescer as suas capacidades. Temos de aproveitar o enorme potencial desta nova geração e é nela que deposito a esperança de um Portugal melhor.

 

Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidência da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

 

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

 

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

Obrigado.

 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

"Escrevi há sete anos sobre o que está a acontecer em Portugal"

Económico com Lusa
03/12/10 20:00

 

 

 

"Escrevi há sete anos

sobre o que está a acontecer em

Portugal"

 


 

Cavaco afirma que escreveu com sete anos de antecedência aquilo que agora está acontecer em Portugal no domínio da economia.


Cavaco Silva assumiu esta posição perante os jornalistas, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, onde também está presente até Sábado o primeiro-ministro, José Sócrates.

 

"Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades.

 

Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado 'Dores de cabeça', escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal", disse.

 

Cavaco Silva destacou perante os jornalistas um segundo artigo da sua autoria, igualmente sobre as condições económicas do País.

 

"Antes de ser Presidente da República, também publiquei um artigo chamado 'A ideia base', em que dizia já nessa altura que Portugal não tinha nenhuma hipótese de se afirmar como país desenvolvido, mais próximo dos níveis de desenvolvimento da União Europeia, se não apostasse no aumento da competitividade, no aumento da produção de bens que concorrem com a produção estrangeira", referiu.

 

Segundo o Presidente da República, tanto ele, na qualidade de chefe de Estado, como o primeiro-ministro, colocam sempre nas cimeiras o tema da cooperação económica.


"Penso que vai produzindo os seus resultados. Hoje, os nossos mercados já não são os dos nossos parceiros tradicionais, mas também a Índia, o Brasil, a China, a Venezuela e a África do Sul e, sobretudo, para Angola, que é actualmente o nosso maior mercado fora da União Europeia", disse.

 

Para Cavaco Silva, estas cimeiras ibero-americanas "são uma oportunidade para conhecer as oportunidades de Portugal".

 

"Neste tempo de crise, que de alguma forma atinge todos, Portugal e Espanha também beneficiarão desta comunidade ibero-americana", acrescentou.

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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Sábado, 6 de Novembro de 2010

Primeiro dia da visita oficial a Portugal do presidente da China

SIC

6-11-2010

 

 

 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:20
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Cavaco Silva Defende Valorização de Portugal na Cerimónia Militar do 10 de Junho, que decorre em Faro

 

 

SOL
10 de Junho
Cavaco Silva
Defende Valorização de Portugal
«em várias frentes»

O Presidente da República defendeu hoje a valorização do potencial de Portugal «em várias frentes», incluindo a militar, alertando que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades

 

 

«Nos tempos que correm, a segurança e a afirmação de um Estado não podem ser prosseguidas de forma isolada. Exigem, no quadro das alianças internacionais, uma aposta crescente na segurança cooperativa e na diversificação das dependências, mas não dispensa a valorização dos recursos, capacidades e competências que lhe são próprios», afirmou o chefe de Estado, Aníbal cavaco Silva, na cerimónia militar do 10 de Junho, que decorre em Faro.

 

Por isso, sublinhou, deve-se «valorizar o potencial do País em várias frentes, incluindo a militar».

 

«Importa ter presente que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades nacionais e o enfraquecimento da voz de Portugal no concerto das nações, como Estado soberano e independente», salientou, considerando que «a preservação da operacionalidade das nossas Forças Armadas é, sem dúvida, um superior interesse da Nação».

 

Lusa/SOL

 

 


 

RTP

2010-06-10

14:34:51

Cavaco Silva

diz que sacrifícios devem ser repartidos

Na sessão solene do Dia de Portugal, em Faro, o Presidente da República dirigiu-se ao poder político, a empresários e a trabalhadores de empresas para o estabelecimento de um "contrato de coesão nacional".

 



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Domingo, 9 de Maio de 2010

Cavaco Silva: Portugal tem de Superar o Crescimento Previsto

 

O Presidente da República perante as previsões de crescimento económico desafia os portugueses a fazerem mais e melhor... lembra que "a recuperação económica só poderá ser duradoura no nosso país se nós conseguirmos reduzir as necessidades de financiamento que obtemos no estrangeiro" ... "a palavra chave é a competitividade das nossas empresas".

 

O Presidente acredita que é nas "comunidades locais e nas pequenas e médias empresas que podemos encontrar a fonte duradoura da nossa recuperação económica..."

 

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Bomsensoamiguinhos


 

 

RTP

 

Cavaco Silva

Apela aos Portugueses Para Não Se Resignarem

"Nós conseguimos! Nós Conseguimos!"

 

 


Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:10
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Mulheres Empreendedoras - Projecto de Negócio depois de 5 semanas de Formação

 

...Cada parte do nosso País


há-de ajudar a defender as dificuldades..."

 

"Cavaco Silva"
Presidente da República

 

A Associação de Mulheres Empresárias

está a dar o seu contributo ao dar

Esperança e Ferramentas a Mulheres

Desempregadas do nosso País

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Bomsensoamiguinhos

 

RTP

2010-05-03 21:50:18

Mulheres Empreendedoras

 

A Associação de Mulheres Empresárias lançou um curso de empreendedorismo.

Desempregadas de longa duração, à procura do primeiro emprego ou de uma vida nova, tiveram a oportunidade de concretizar o seu projecto de negócio depois de 5 semanas de formação.

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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Preocupação de Cavaco Silva: "Defender os Interesses dos Portugueses"

 

 

O presidente da Republica fundamenta-se nos conhecimentos que tem em economia, da macroeconomia, do funcionamento dos mercados... para alertar para o facto da enorme dívida externa e para o elevado número de desempregados... empenhando-se em defender os interesses actuais e futuros dos portugueses...

 

Deu exemplos:

  • empreendedorismo na criação de empregos
  • empresas de produtos típicos locais como em Barrancos... o presunto... o porco de raça alentejana tão apreciada no estrangeiro...


"Isso aumenta as nossas exportações"


"reduz a nossa dívida externa"


"Não são só as Grandes Empresas"


"Não são só as Grandes Cidades"


" Cada parte do nosso País há-de ajudar a defender as dificuldades"


 

Bomsensoamiguinhos

 

RTP

2010-05-02 13:45:37
Política

Cavaco Silva Afirma que

a sua Preocupação

"é Defender

os Interesses dos Portugueses"

O Presidente da República está hoje em Barrancos onde inaugurou esta manhã um Parque Empresarial. Quanto à questão da eventual suspensão das grandes obras públicas, uma matéria que tem divido a presidência da República e o Governo, Cavaco Silva afirmou que a sua "preocupação é defender os interesses dos portugueses" e que a sua tarefa é "ajudar à recuperação económica do país"

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:00
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Domingo, 18 de Abril de 2010

João Garcia - Cavaco Silva Felicita-o pela Conquista do Cume do Annapurna

 

SIC

17-04-2010 21:12

Cavaco Silva

Felicita João Garcia

pela conquista do cume do Annapurna

garcia


O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, felicitou hoje o alpinista João Garcia pela conquista do cume do Annapurna, tornando-se o primeiro português a conquistar as catorze montanhas mais altas do mundo.

"Pela força da sua vontade, pela persistência da sua coragem, pela grandiosidade do seu esforço, João Garcia constitui um motivo de orgulho para Portugal e um exemplo para todos os Portugueses", lê-se numa mensagem enviada pelo chefe de Estado ao alpinista português.

Sublinhando que "não há nenhuma razão para escalar uma montanha que não seja a pura vontade de o fazer", Cavaco Silva destaca o facto de João Garcia se ter tornado o primeiro português a escalar as catorze montanhas mais altas do mundo ao conquistar hoje o cume do Annapurna.

"Em nome de Portugal, expresso-lhe o meu profundo reconhecimento por esta proeza notável", refere ainda o Presidente da República.

Lusa 


SIC Testemunha

Alpinista João Garcia a

Entrar para a História

 

 

 

João Garcia

Prepara-se para Descer o

Anapurna, Nepal

 


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Sábado, 10 de Abril de 2010

Presidente da Polónia, Lech Kaczinski, e mais 131 pessoas morreram em acidente de aviação na Rússia

DN

Hoje

Acidente causou 132 motos e terá sido causado por um alegado erro da tripulação

 

 

Presidente polaco morre em acidente de aviação

 

O presidente da Polónia, Lech Kaczinski, e mais 131 pessoas, incluindo a sua mulher, morreram hoje de manhã na sequência de um acidente de aviação na Rússia, de acordo com informações oficiais.

 

 


 

 

Acidente aéreo

Cavaco Silva envia condolências

 

O Presidente da República lembrou a visita de Estado que fez à Polónia, a convite de Lech Kaczynski


O Presidente da República recebeu hoje com "profunda consternação" a notícia da morte do seu homólogo polaco e sua mulher, num acidente de aviação na Rússia, lembrando que Lech Kaczynski tinha agendada para maio uma visita a Portugal.


"Recordo o presidente como uma personalidade que deu um contributo da maior importância para a consolidação da democracia e do Estado de direito no seu pais, para a construção de uma Polónia moderna integrada na União Europeia", disse Cavaco Silva, à margem do 92º aniversário da batalha de La Lys, na Batalha.


O Presidente da República lembrou a visita de Estado que fez à Polónia, a convite de Lech Kaczynski onde teve oportunidade de "falar muito sobre as relações entre Portugal e a Polónia e sobre o futuro da União Europeia".


"Eu sabia do seu empenho em retribuir esta visita. Estava marcada para o próximo mês de maio. O seu programa já estava totalmente acordado", afirmou.


Cavaco Silva aproveitou para expressar, em seu nome e em nome dos portugueses, "o mais profundo pesar por esta tragédia".


O presidente polaco e a sua esposa e familiares dos oficiais mortos há 70 anos pela polícia de Estaline dirigiam-se a uma floresta em Katyn, perto de Smolensk, para visitar as campas dos familiares assassinados.


Na lista de passageiros do avião está também o presidente do Banco Central polaco, Slawomir Skrzypek, o chefe de Estado-Maior, Franciszek Gagor, o antigo presidente polaco no exílio em Londres, Ryszard Kaczorowski, deputados e historiadores.

 


 

 

 

RTP
2010-04-10 13:28:31

 

Cavaco Silva

Lamenta acidente e Elogia

o Presidente Polaco

 

 

Sabe-se agora que o Presidente polaco tinha uma visita marcada a Portugal já para Maio. Cavaco Silva diz que morreu uma personalidade que ajudou a consolidar a democracia na Polónia.

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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Cavaco Silva, realçou hoje o papel do teatro "na educação, na cultura e na vida social"

RTF

 

Lisboa, 26 mar (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, realçou hoje o papel do teatro "na educação, na cultura e na vida social" dos portugueses, numa cerimónia em Lisboa de concecoração de sete personalidades ligadas à arte dramática.

O Chefe de Estado afirmou, na cerimónia, que decorreu no Museu dos Coches, que o teatro é uma arte "apreciada por ricos e pobres, nas cidades, nas vilas e nas montanhas".

 

Na véspera do Dia Mundial do Teatro, Cavaco Silva relevou o papel da arte dramática na sociedade portuguesa, "de Gil Vicente aos dias de hoje, passando por Almeida Garrett e muitos outros".

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Politólogos destacam "coerência" do discurso de Cavaco Silva

 Lisboa, 02 Jan (Lusa)

 

 

Politólogos destacam

"coerência"

do discurso de Cavaco Silva  

 

 

A "coerência" dos alertas feitos pelo Presidente da República na mensagem de Ano Novo é o ponto destacado hoje por alguns politólogos, que são unânimes em concordar que as críticas de Cavaco Silva dirigem-se à totalidade da classe política.

 

Politólogos destacam "coerência" do discurso de Cavaco Silva

 
"Acho que foi um discurso dentro das expectativas.
O Presidente da República marcou a sua posição, tornou a falar da questão do endividamento do país, mas recusou a ideia de entrar na luta política. O Presidente foi coerente com aquilo que sempre tem dito", considerou André Freire, politólogo e professor no ISCTE.
 
O Presidente da República afirmou na sexta-feira, na tradicional mensagem de Ano Novo, que o desemprego, o endividamento ao estrangeiro e o desequilíbrio das contas externas constituem alguns dos principais problemas do país o que, em seu entender, significa que Portugal poderá estar "a caminhar para uma situação explosiva.
Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:38
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo

 

Presidente da República

aponta motivos de

Preocupação Económica

 

 

 

O desemprego, os efeitos da crise económica, os gastos do país e o desequilíbrio das contas públicas poderão levar Portugal para uma "situação explosiva", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo.
2010-01-01 21:34:08
 
 
Discurso de Cavaco Silva:



Boa noite,

No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010.

Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil.

Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.

E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.

Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário.

Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País.

Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.

Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.

A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem.

Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação.

A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso.

O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes.

Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim.

Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado.

Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura.

Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva.

Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação.

Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia.

De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União.

Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos.

O exemplo deve vir de cima.

O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.

É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego.

Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.
Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado.

Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.

Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar.

Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender.

Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais.

Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira.

Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise.

É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia.

O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública.

Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa.

Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores.

Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País.

Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa.

Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas.

Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política.

No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição.

Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas.

O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade.

Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.

Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento.

Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia.

Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento.

Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.

O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional.

Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.


Portugueses,

Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.

Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica.

É, também, uma crise de valores.

Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.

Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos.

Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei.

Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho.

Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo.

Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo.

E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida.

Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro.

Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar.

O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos.

Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra.

No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.

A todos, um Bom Ano de 2010.
 
 
 
 
♦♦♦
 
Ver:
 
Bomsenso - Dívida Externa - Pensamento do Momento
 
http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
 
SÁBADO, 3 DE JANEIRO DE 2009

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Cimeira Ibero-Americana - No Estoril

 

 

 

Discurso de António Guterres
na
Cimeira Ibero-Americana
 
 
 
António Guterres esteve em Belém na abertura da XIX Cimeira Ibero-Americana em representação do secretário-Geral das Nações Unidas de quem leu uma mensagem a todos os presentes.
 
 
⇔⇔⇔
 
 
 Discurso de Cavaco Silva
na
Abertura da Cimeira Ibero-Americana 
 
 
 
O Presidente da República, Cavaco Silva, deu as boas vindas a todos os presentes em nome de Portugal e deu como aberta oficialmente a XIX Cimeira Ibero-Americana. 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 11:59
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Cavaco Silva falou sobre o caso das escutas

 SIC

 

Cavaco Silva

falou sobre o caso das escutas
e daquilo que considera ser uma "manipulação"

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:30
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Sábado, 18 de Julho de 2009

Laboratório Ibérico de Nanotecnologia - Inauguração em Braga

RTP

 2009-07-17 13:20:32

 

 

Portugal e Espanha juntaram-se em Braga
na inauguração do Laboratório Ibérico de Nanotecnologia
 
 
 
 
O laboratório vai dedicar-se à investigação com prioridade à area da saude, e vai ser ter também um centro de ciência viva, que quer juntar alguns dos maiores cientistas do mundo nesta area. Na cerimónia de abertura estiveram o Presidente da República, o Rei de Espanha, José Sócrates e José Luis Zapatero.

 

  

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:55
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Laboratório Ibérico de Nanotecnologia

 

 

 
José Sócrates e Luiz Zapatero compararam hoje a inauguração do Laboratório Ibérico de Nanotecnologia à cooperação entre Portugal e Espanha na época dos descobrimentos. Cavaco Silva agradeceu a José Sócrates o envolvimento no projecto, que o primeiro-ministro espanhol apelidou de "atlas do futuro".
 
JN - 17-7-2009
Germano  Oliveira


José Sócrates e Luiz Zapatero compararam hoje a inauguração do Laboratório Ibérico de Nanotecnologia à cooperação entre Portugal e Espanha na época dos descobrimentos. Cavaco Silva agradeceu a José Sócrates o envolvimento no projecto, que o primeiro-ministro espanhol apelidou de “atlas do futuro”.

Localizado em Braga, o Laboratório é um projecto dos dois países, que foi inaugurado no dia de hoje.

“A todos os que se envolveram nesta iniciativa, deixo o meu mais profundo agradecimento”, afirmou Cavaco Silva, elogiando a “oportunidade e o mérito” da iniciativa dos dois governos.

“Para enfrentar os actuais desafios do mundo, é essencial que dois países tão próximos criem redes transfronteiriças do conhecimento”, acrescentou o Presidente da República.

A inauguração do edifício marca o lançamento da campanha internacional de apresentação do organismo e de promoção do recrutamento dos melhores cientistas, à escala internacional.

O Rei de Espanha, que também marcou presença na inauguração, começou por discursar num português perfeito, para assinalar que “ambos os países mostram de forma evidente o compromisso com investigação, desenvolvimento e inovação”.

“Outros descobrimentos”

Já o primeiro-ministro espanhol afirmou que “na época dos descobrimentos Portugal e Espanha fizeram muita coisa. Agora, com esta estrutura, comprometemo-nos a descobrimos o atlas do futuro. São outros descobrimentos”.

“Este é um empreendimento com o mesmo valor histórico dos descobrimentos”, assinalou Zapatero.

O primeiro-ministro português também utilizou os descobrimentos no seu discurso. “A verdade é que Portugal e Espanha sempre foram grandes quando se abriram ao mundo. Este laboratório é a ambição de quem quer colocar a ciência dos dois países na primeira linha do conhecimento global”

“O laboratório é a expressão de uma linha política dos dois governos. É a linha politica que investe na ciência”, acrescentou Sócrates.
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:30
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Parabéns Senhor Presidente !!!

JN

19h48m

 

 

Cavaco comemora 70 anos em "dia de trabalho normal”
 
  
  
A trabalhar normalmente no gabinete - foi esta a forma como o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, passou o dia do seu 70º aniversário, durante o qual já recebeu vários presentes e "todos de utilidade".
 
"Foi um dia de trabalho normal no gabinete e com uma iniciativa pública", afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre o dia de hoje, quarta-feira, em que comemora 70 anos.
 
O chefe de Estado, que falava aos jornalistas no final da inauguração da exposição "Encompassing The Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", que abre ao público na quinta-feira no Museu Nacional de Arte Antiga, adiantou ainda que o resto da noite será passada em família.
 
"Agora vou jantar com toda a família, com os filhos, com os netos e, neste dia, o que eu dou graças a Deus é pela boa saúde e pela boa família", sublinhou.
 
Quanto aos presentes que já recebeu, o Presidente da República disse apenas que foram "vários" e "todos de utilidade".
 
Interrogado sobre que presente gostaria de receber enquanto chefe de Estado, Cavaco Silva disse apenas que era uma pergunta "muito difícil de responder".
 
Relativamente à exposição que abre quinta-feira ao público no Museu Nacional de Arte Antiga, o Presidente da República deixou um convite a todos os portugueses para que aproveitem para conhecer o "conjunto notável de peças" que estão reunidas.
 
"Foi uma exposição que eu já tinha inaugurado há dois anos em Washington, uma magnifica exposição, um conjunto de peças muito valiosas que ilustram a aventura portuguesa do século XVI e do século XVII, mostra como Portugal foi pioneiro da globalização, como colocou os povos e as culturas em contacto, como espalhou conhecimento", declarou.
 
A exposição
 
"Encompassing The Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII",
 
que estará patente até 11 de Outubro,
 
reúne 173 obras de cartografia, marfins, gravuras, esculturas, pinturas e ourivesaria provenientes de colecções públicas e privadas portuguesas e estrangeiras
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:45
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

TC - Tribunal de Contas - 160 Anos

RTP

2009-07-13 14:04:36

 

 
 
Cavaco Silva
Elogia Papel do Tribunal de Contas
 
 
O Presidente da República elogiou o papel do Tribunal de Contas na diminuição dos riscos de corrupção na sociedade.
 
Cavaco Silva participou na sessão comemorativa dos 160 anos da instituição presidida por Guilherme de Oliveira Martins.
 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Presidente critica falta de ética dos agentes políticos e económicos

SIC

 

Presidente da República

 
Critica falta de Ética dos Agentes Políticos e Económicos

 

 

 ♦

 

 

Ver

 

Pensamentos do momento de Bomsenamiguinhos:

  • Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Bomsenso - Crise Nacional e Global - Pensamento do Momento

 

bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/24539.html

 

 

 

≈≈≈

 

  • Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa - Pensamento do Momento :
 
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html 
 
Neste fase da história de Portugal
 
seria indispensável que o país se encontrasse economicamente estável... bem estruturado... ter alguma capacidade para suportar os momentos difíceis que se avizinham ... provocado pela crise financeira que teve origem nos EUA... que com um efeito tipo dominó fez grandes estragos a nível mundial.
  
Contudo, lamentavelmente,
não soubemos aproveitar todas as oportunidades que tivemos ao nosso alcance nos últimos tempos.
 
Desde 1997
a dívida externa passou de 18,5% do PIB (produto internos bruto) para 89,6% em 2007...
 
É de facto preocupante.
Estamos a comprometer o futuro das nossas gerações
 
atendendo que provavelmente os nossos netos ainda sentirão os efeitos das dividas que deixámos para as gerações futuras.
  
Será que a maioria dos portugueses
  • tem consciência das engenharias financeiras criadas por ilustres personagens que terão como consequência uma enorme factura? 
  • Factura essa que será entregue aos seus filhos e netos que estão agora a nascer?
Nos últimos anos tivemos
juros a taxas reduzidas como nunca...
 
No entanto,
em vez de o aproveitar para investir bem na educação, ciência, tecnologia, ... reestruturar a economia... relançar o país...
 
Gastou-se muito...
investiu-se muito pouco...
produziu-se menos do que seria possível...
 
Não temos propriamente o  problema cambial que tivemos noutros tempos uma vez que estamos sob a protecção do EURO, mas temos outros problemas suficientemente graves... como é o caso da retracção no crescimento económico nacional.
 
Nos próximos tempos é inevitável que o desemprego aumente...
daí surgirão outros problemas sociais, de segurança, económicos...
 
que certamente serão resolvidos por ilustres personagens que ficarão para a história como aconteceu com o Rei D. João I, Mestre de Avis e a Ínclita Geração, como ficou conhecida a geração de Avis.
 
   
Entrada de D. João I na cidade do Porto para celebrar o seu casamento com Filipa de Lencastre (azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, Porto)   
 
3 de Janeiro de 2009, 01:17 
 
 

≈≈≈

  • Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Ética e Mentira - QUAL A RELAÇÃO ENTRE AS DUAS?
 
ÉTICA E MENTIRA
 
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/46540.html  
 
 
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Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

BPP e o veto de Cavaco - Jornal da Noite - SIC

 SIC

 

 
Edição de 09-06-2009
 
(1ª parte)

 

 

 A solução do Governo para o BPP e o veto de Cavaco à lei do financiamento dos partidos no Jornal da Noite

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:30
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Sábado, 6 de Junho de 2009

Presidente da República apela ao voto

Política

 RTP

2009-06-06 21:58:38

 

Presidente da República
Apela ao Voto nas Eleições Europeias

 

 
 
Cavaco Silva considera que votar nas eleições europeias deste domingo é defender os interesses do país na Europa.
 
 
O Presidente da República apela ao voto dos portugueses e sublinha que o Parlamento Europeu está longe de ser uma instituição irrelevante.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:58
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Domingo, 17 de Maio de 2009

Presidente da Républica de Visita à Turquia - Balanço

 

 

Presidente da República

Faz balanço positivo da viagem à Turquia

 

 

 

 

 

 

 Empresários portugueses confiantes na abertura de um novo mercado

 

♦♦♦

 

Ver: 

Retórica europeia em véspera de eleições 

 

bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/135576.html

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Presidente da Républica de Visita à Turquia

 SAPO

 

Retórica europeia em véspera de eleições 

 

 

 

Cavaco Silva foi à Universidade do Bósforo contar como também Portugal teve dificuldades no processo de adesão. Deixou o exemplo português de “persistência” e “firmeza” e pediu aos turcos para não darem muita importância às vozes da oposição: “Em vésperas de eleições europeias há sempre muita retórica. Muita mesmo, por vezes. Vamos esperar por 7 de Junho”, afirmou o Presidente português.

Publicado por bomsensoamiguinhos às 02:30
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Domingo, 8 de Março de 2009

Presidente da República - Cavaco Silva Termina Visita à Alemanha

 

"É meu firme propósito continuar a fazer o que estiver ao meu alcance para que os portugueses residentes no estrangeiro e os luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal",

 

afirmou o chefe de Estado, em Osnabrck, na Alemanha, durante uma recepção à comunidade portuguesa aí residente.
 

 

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:00
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Presidente da República - "Necessitamos de mais Médicos"

 

Presidente da República

 

"Necessitamos de mais Médicos"

 

 

 

 Alerta do Presidente da República no Congresso da comunidade médica

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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