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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Professor Marcelo: "Grécia fez um mau serviço à Europa e a Portugal"

 

 

Marcelo

"Grécia fez um mau serviço à Europa e a Portugal"

Económico com Lusa   
03/11/11 19:38

 

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje que a "imprevisibilidade" na Grécia presta "um mau serviço" à Europa, sendo "preocupante" para Portugal.


"Isto visto de fora, fora da Europa, fora da Grécia e dentro da zona euro, dá uma sensação de insegurança. Como é que se pode acreditar em governantes, não digo no povo grego, tão imprevisíveis e que criam tanta insegurança", questionou à Lusa Marcelo Rebelo de Sousa.

 

"Nesse sentido, a Grécia fez um mau serviço para a Europa, um mau serviço ao euro, um mau serviço para países como Portugal", sublinhou, ressalvando sempre estar a referir-se aos governantes e não ao povo grego.

 

O antigo presidente do PSD e comentador político considerou que a situação na Grécia é "preocupante" para Portugal, que está "no mesmo clube" dos países que estão comprometidos com um programa de assistência financeira.

 

"Quem está no mesmo barco acaba por sofrer as consequências do comportamento alheio. Nós não temos nada a ver com aquilo que fazem os governantes gregos no sentido em que não temos influencia nenhuma mas sofremos as consequências daquela instabilidade", sustentou.

 

Para Marcelo Rebelo de Sousa, o anúncio do referendo, que poderá não se realizar, é "apenas a confirmação da imprevisibilidade da política grega".

 

"Tão depressa fazem referendo como não fazem referendo, tão depressa se comprometem sem um referendo como decidem um referendo, tão depressa falam em referendo como falam em eleições, tão depressa falam em eleições como falam em Governo de união nacional", argumentou.

 

O professor de Direito viu no anúncio do chefe de Estado grego de que iria realizar um referendo "mais um grito de salve-se quem puder de um primeiro-ministro e de um Governo, mais do que de um país".

 

"Se era para ser uma afirmação de soberania, devia ter sido feito na cimeira. Isso é que é boa fé, dizer que não se poderiam comprometer sem um referendo, uma votação. Não é fechar o acordo, chegar a Atenas e dizer-se uma coisa que não se teve coragem de dizer em Bruxelas", defendeu.

 

O primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, anunciou hoje a abertura de negociações com a Nova Democracia (oposição de direita) para um governo de coligação e para evitar a falência e a saída do euro.

 

Papandreou mantém a recusa de eleições antecipadas, reclamadas pela direita e disse mesmo que seriam "uma catástrofe". Também reafirmou que não se demite, quando os 'media' gregos dizem que Samaras reclama a sua saída.

 

O gabinete de Papandreou confirmou que o primeiro-ministro falou ao telefone com Samaras durante a tarde.

 

Perante o grupo parlamentar do PASOK, o partido socialista grego, Papandreou salientou que o "desafio agora para a Grécia é pôr em prática" o plano da União Europeia contra a crise aprovado em Bruxelas a 27 de Outubro.

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:04
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Economistas denunciam agências de "rating" por crime de manipulação de mercado

Negócios Online

 

 

Economistas denunciam

agências de "rating"

por crime de manipulação de mercado

 

 


“Neste momento, as três mais importantes agências de notação financeira (...) noticiam e divulgam, diariamente, classificações de ‘rating’ que, com manifesto exagero e sem bases rigorosamente objectivas, penalizam os interesses portugueses, estimulando uma subida constante dos juros da dívida soberana”. Daqui decorrem “comportamentos presumivelmente criminais”, indiciadores, nomeadamente, do crime de manipulação do mercado.

O alerta vem de quatro economistas - José Reis e José Manuel Pureza, da Universidade de Coimbra, e Manuela Silva e Manuel Brandão, do ISEG – que vão apresentar uma denúncia ao Procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, no início da próxima semana. Os alvos são a Moody’s, a Fitch e a Standard and Poor’s.

O documento, a que o Negócios teve acesso, sustenta que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”. E enuncia alguns exemplos, entre as várias descidas de ‘rating’ dos últimos tempos, em que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”.

O objectivo da denúncia, explica José Reis em declarações ao Negócios, é alertar o PGR. Afinal ”há que ter em conta que se as taxas de juro não são justas, mas sim influenciadas, daqui decorre um poderoso mecanismo de transferência de recursos dos cidadãos nacionais para investidores internacionais”.

Sendo que, lembra o economista, pelo menos duas das agências de ‘rating’ em causa são detidas por um mesmo fundo de investimento. E, prossegue a denúncia, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”.

Os economistas consideram que há “um conflito de interesses na actividade destas agências de notação financeira, em particular quando baixam os ratings a estes países [Portugal, EspanhaGrécia ou Irlanda, entre outros], fazendo aumentar os juros das suas dívidas e influenciando a evolução de um mercado em que actuam os fundos financeiros que são seus proprietários”.

Em Espanha e nos Estados Unidos foram também já desencadeados processos semelhantes, mas ainda não há qualquer decisão judicial transitada em julgado. A actuação das agências de ‘rating’ tem sido, aliás, alvo de várias polémicas, tendo o próprio FMI alertado já para o facto de que “estas agências usam e abusam do poder que têm”

Ainda que sublinhando que, feita a denúncia, os procedimentos que eventualmente venham a desenvolver-se cabem à PGR, José Reis não exclui a possibilidade de ser pedido um “ressarcimento de danos” às três agências de ‘rating’.

Recebida a denúncia, Pinto Monteiro decidirá se há ou não matéria de facto que justifique a abertura de um inquérito. 

 

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:51
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Sábado, 16 de Abril de 2011

“Movimento 12 de Março – M12M” - “Geração à Rasca

Público

15.04.2011 - 12:07 

Por Romana Borja-Santos

 

 

“Geração à Rasca”

já é uma marca registada e dá lugar ao

“Movimento 12 de Março”

O protesto do passado mês de Março juntou cerca de 300 mil pessoas nas ruas de todo o país (Foto: Paulo Pimenta/arquivo)

 

 O protesto do passado mês de Março

juntou cerca de 300 mil pessoas

nas ruas de todo o país 

(Foto: Paulo Pimenta/arquivo)


 

Principais iniciativas serão avançadas dia 20 de Abril

 

 

Para todos aqueles que temiam ou que acreditavam que o protesto “Geração à Rasca”, que encheu no passado mês várias ruas do país, tinha os dias contados e morreria por si próprio, chegou uma resposta: os criadores do protesto acabam de fundar o “Movimento 12 de Março – M12M”.

 

 

Alexandre de Sousa Carvalho, António Frazão, João Labrincha e Paula Gil, o grupo de amigos que deu origem no Facebook ao protesto “Geração à Rasca”, avançou agora para o M12M, um movimento que descrevem como “um colectivo informal”, mas que “promete ser uma voz activa na promoção e defesa da democracia”. O grupo decidiu, também, registar a expressão “Geração à Rasca” como marca – uma iniciativa que pretende “evitar utilizações abusivas, nomeadamente em actividades com fins lucrativos, de cariz partidário, religioso ou violento”.

João Labrincha, em declarações ao PÚBLICO, insistiu que o “Movimento 12 de Março” será mesmo “um colectivo informal”, assegurando que nunca sentiram qualquer necessidade de “ter uma hierarquia ou uma estrutura”. Questionado sobre o porquê do novo nome, o também responsável pelo repto que culminou no passado dia 12 de Março com mais de 200 mil pessoas nas ruas de Lisboa e mais de 80 mil no Porto, justificou que o nome “Geração à Rasca” acabava por ser “um pouco redutor”, uma vez que “várias gerações” foram contagiadas e saíram à rua.

Labrincha espera que o movimento continue a contribuir para a “consciencialização das pessoas” e que consiga ser um espaço de “consubstanciação de vontades”, com a capacidade de envolver todos os que assim entenderem na vida pública e numa “melhor democracia”. No que diz respeito ao facto de o exemplo do protesto português estar já a ser replicado noutros países, entende este alastrar como “um sinal de vitória” e lembra que “só uma resposta conjunta permitirá encontrar soluções para os problemas que são globais”.

Os objectivos do M12M, a sua imagem e próximas iniciativas serão apresentadas publicamente em frente ao Museu do Fado na próxima quarta-feira, dia 20 de Abril, às 11h00.

O protesto do passado dia 12 de Março juntou mais de 300 mil pessoas nas ruas, sendo que quase 67 mil confirmações de adesão foram feitas através da página da “Geração à Rasca” no Facebook. Velhos, novos, desempregados, trabalhadores precários e mesmo pessoas com a vida estabilizada saíram à rua para protestar contra a actual crise e as condições de vida em Portugal.

A página original do movimento acabou por desaparecer após o protesto para dar origem a uma outra designada “Fórum das Geração12/3 e o Futuro”, que pretendia prolongar o debate e não deixar morrer o “potencial” que se criou. Conta neste momento com quase 20 mil seguidores.

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Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:52
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

“New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

 

Público

13.04.2011 - 12:36

Por Paulo Miguel Madeira

 

Artigo no “New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

 

Pressão “injusta” dos mercados

obrigou Portugal

a pedir ajuda de que não precisava

 

 

 

 

Portugal não necessitaria de um resgate se não tivesse ficado sob uma pressão “injusta a arbitrária” dos mercados, afirma o sociólogo Robert M. Fishman, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

 

Esta ideia é defendida na coluna de opinião de Fishman desta semana no New York Times, onde diz também que o pedido de ajuda de Portugal à União Europeia e ao FMI deve ser visto como “um aviso às democracias em todo o lado”.

Robert M. Fishman, cuja actividade de investigação se dedica a tópicos como democracia e práticas democráticas ou as consequências da desigualdade, o pedido de ajuda de Portugal “não é na verdade por causa da dívida”.

Apesar de o país ter apresentado “um forte desempenho económico nos anos 1990 e estar a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa”, ficou sob a pressão “injusta a arbitrária dos negociantes de obrigações, especuladores e analistas de crédito”, que “por vistas curtas ou razões ideológicas” conseguiram “fazer cair um governo eleito democraticamente e potencialmente atar as mãos do próximo”.

Fishman sublinha que a crise em Portugal é “completamente diferente” das vividas pela Grécia e pela Irlanda, e que as “instituições e políticas económicas” tinham “alcançado um sucesso notável” antes de o país ter sido “sujeito a ataques sucessivos dos negociantes de obrigações”.

Nota que a dívida pública é bastante inferior à italiana e que o défice orçamental foi inferior ao de várias outras economias europeias e avança duas hipóteses para o comportamento dos “mercados”: cepticismo ideológico dobre o modelo de economia mista (publica e privada) vigente até agora em Portugal e/ou falta de perspectiva histórica.

“Os fundamentalistas do mercado detestam as intervenções de tipo keynesiano em áreas da política de habitação em Portugal – que evitou uma bolha e preservou a disponibilidade de rendas urbanas de baixo custo – e o rendimento assistencial aos pobres”, diz ainda Fisherman no seu texto, intitulado “O resgate desnecessário a Portugal”.

Neste cenário, acusa as agências de notação de crédito (rating) de, ao “distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal”, terem “minado quer a sua recuperação económica, quer a sua liberdade política”.

E conclui que o destino de Portugal deve constituir “um claro aviso para outros países, incluindo os Estados Unidos”, pois é possível que o ano em curso marque o início de uma fase de “usurpação a democracia por mercados desregulados”, e em que as próximas vítimas potenciais são a Espanha, a Itália ou a Bélgica, num contexto em que os governos têm “deixado tudo aos caprichos dos mercados de obrigações e das agências de notação de crédito”.

 

 

 

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Sábado, 26 de Março de 2011

E depois da demissão? financiamento do Estado Português?

Negócios da Semana

Publicação: 24-03-2011 00:11 

 

 

E depois da demissão?

 

Condições de financiamento do Estado Português


 

 

 

 

 

 

Com a demissão do Primeiro-Ministro fica em aberto o cenário de eleições antecipadas, mas também o agravamento das condições de financiamento do Estado Português. 


Com as subidas das taxas de juro do mercado, um pedido de ajuda externa será praticamente inevitável e tudo isto acontece numa altura em que os bancos vão ser sujeitos a novos testes de resistência muito mais rigorosos que os anteriores.


Temas em análise nesta edição, com António de Sousa, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

 

 

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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Portugal pode ou não entrar em bancarrota?

O Emigrante / Mundo Português

 

 

 

 

Segunda-Feira, 18 Janeiro de 2010

 

Afinal Portugal pode ou não

entrar em bancarrota?

 

 

Quando um Estado gasta mais do que aquilo que obtém com as suas receitas gera-se nas suas contas aquilo que se chama um défice.

 

Para equilibrar as suas contas e poder continuar a garantir um certo nível de bem estar aos seus cidadãos, tem de pedir emprestada a diferença. Em vez de irem a um banco, como fazem os particulares os países vendem obrigações do tesouro em leilão. Estes papéis são atractivos porque rendem a quem os compra uma quantia fixa dentro de um certo período, e são vendidos a quem estiver disposto a pagar mais. Se um determinado banco ganha o leilão oferecendo 900 euros hoje por uma obrigação que rende mil euros daqui a um ano, a taxa de juro que o Estado português paga é 10%.


Entretanto, há um mercado activo onde todos os dias o comprador de obrigações pode vender este papel a outra pessoa. Se uns dias depois vendo a obrigação por 950 euros, ficamos a saber que se o Estado tivesse feito um novo leilão nesse dia, a taxa de juro cairia para 5%. O preço neste mercado permite por isso aferir a taxa de juro que o Estado enfrenta todos os dias.

O espectro da bancarrota

É por esta razão que as taxas de juro mudam e são diferentes de país para país em função do risco das obrigações.

 

Existem dois riscos numa dívida do Estado.

 

Primeiro, o risco de o Estado declarar bancarrota. Nos países desenvolvidos, isto acontece muito raramente.


Portugal, por exemplo, declarou bancarrota apenas em 1892 e de então para cá tem sido um estado exemplar a cumprir as suas dívidas. A Grécia teve uma bacarrota em 1893 e a Alemanha em 1932. Nessas alturas os Estados deixam de cumprir as suas obrigações com as consequências daí inerentes.


Em segundo lugar, outro risco grande existe quando o Estado para fazer face às suas obrigações resolve imprimir dinheiro, acabando por gerar inflacção. Embora a quantia a pagar pelos produtos seja a mesma na moeda do país, o seu valor real na perspectiva de um estrangeiro passa a ser menor. A inflação ou, equivalente, a desvalorização da moeda é uma forma disfarçada de renegar o pagamento da dívida. Portugal nos anos 80 e 90 fazia-o frequentemente, e por isso, quando o Estado português pedia dinheiro emprestado (ao FMI por exemplo), acabava por pagar uma taxa de juro bem mais alta do que a cobrada a outros países.

Uma questão de confiança

Um dos grandes problemas é que a economia das nações, tal como a das pessoas hoje em dia, assenta na confiança e naquilo que “os investidores pensam” que possa vir a acontecer, e o que é facto é que a partir de 2008 os investidores internacionais punham uma probabilidade séria de Portugal poder via a entrar entrar em bancarrota. Se isto acontecesse, ninguém mais quereria emprestar dinheiro a Portugal, o que forçaria medidas “terríveis” para eliminar totalmente o défice. As tentativas de controlo das contas públicas dos últimos 4 anos mostram que isto só seria possível com cortes drásticos da despesa, tendo que reduzir drasticamente os salários dos funcionários públicos, e segundo mesmo alguns economistas o rendimento social de inserção. Ora isto são de todo medidas altamente impopulares do ponto de vista político que nenhum governo ousa tomar por iniciativa própria.

Crise financeira e contágio

Embora Portugal não esteja a viver um cenário real de bancarrota, nem nas previsões mais pessimistas, os riscos existem sempre e para já fazemos parte de um conjunto de países a enfrentar algumas dificuldades acrescidas por via do aumento da dívida externa. Somos aqui companheiros da Espanha, Irlanda e da Grécia.


Ora ao falarmos de bancarrota o “primeiro candidato” seria precisamente a Grécia que tem, apesar de tudo, uma dívida pública maior do que Portugal em grande parte devido ao descontrolo das contas públicas por causa dos Jogos Olímpicos e a construção do novo aeroporto de Atenas, que endividaram o país em grande ritmo.


Mas se a Grécia seria a primeira, isto não devia tranquilizar Portugal. A 18 de Agosto de 1998, a Rússia declarou bancarrota. Nas semanas seguintes, países tão diversos com o Brasil, o México e até a Região Administrativa de Hong Kong tiveram sérias dificuldades em encontrar compradores para a sua dívida pública. Estes países tinham finanças públicas em melhor estado do que Portugal.


Pode prever-se com toda a certeza este contágio? Não, o contágio nas crises ainda é um tema difícil de explicar ou prever. Por exemplo, a Argentina declarou bancarrota em Dezembro de 2001 e, com a excepção do Uruguai, praticamente não houve contágio.

Varrer o lixo para debaixo do tapete

Como sempre, quando o problema é sério, surge sempre alguém a varrer o lixo para debaixo da tapete, assobiar para o ar e fingir que não é nada. Grave é quando é o próprio governo a fazer isto e a dar aos cidadãos um optimismo fácil mas falso. Claro que Portugal sendo um país da zona euro, os ricos poderão vir sempre em nosso socorro financeiro, mas isso não permite concluir que os riscos não existam. Se os alemães ou os franceses pagarem as nossas dívidas por nós, não o farão certamente sem contrapartidas. Vão exigir que os portugueses ponham as contas em ordem, de forma a pagarem o favor e evitarem futuros problemas. Isto é precisamente o que faz o FMI. Quem viveu em Portugal durante as intervenções do FMI sabe como são e como custam as medidas para pôr as contas em ordem.

 

Bancarrota: sim ou não?

Provavelmente não entrará mesmo, no entanto é bom que os portugueses tenham consciência que há uns anos atrás a probabilidade de isso poder acontecer era pouco superior a zero e hoje já é bastante mais alta e já estamos publicamente a discutir o assunto.


Quando uma pessoa está afogada em dívidas restam-lhe dois caminhos. Ou passa a ganhar mais dinheiro para pagar as dívidas, ou passa a gastar menos para ficar com mais rendimento disponível para fazer face aos seus compromissos. Ora com os países passa-se a mesma coisa, mas no caso português ganhar mais dinheiro não parece ser solução viável porque há uma década que Portugal não cresce. Também não parece fácil o caminho do simples corte na despesa, mas é o caminho possível para já.


Uma coisa é certa não vale a pena gritar que a culpa tem de ver com os desmandos dos últimos vinte anos. O que tem de ser feito imediatamente é dar um sinal visível que tranquilize os nossos credores, com medidas claras de controlo das finanças e se possível medidas que promovam também o crescimento económico. A não ser assim todos terão de entender que permaneceremos à beira do precipício já a levantar o pé para o “grande e decisivo passo em frente”.



José Manuel Duarte
jduarte@mundoportugues.org

 

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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Fórum Económico Mundial - Soluções para a Crise da Dívida na Europa

SIC

26/01/2011

 

 

Fórum Económico Mundial arrancou em Davos com crise da moeda única na agenda

 

A reunião de 2011 do Fórum Económico Mundial arrancou hoje na estância de inverno suíça de Davos. É um local de reflexão sobre soluções para a crise da dívida na Europa, as guerras cambiais e o risco de convulsões sociais.

 

O Fórum de Davos teve hoje início com o debate das novas dinâmicas do poder na economia global, que, no entender da organização e dos participantes, está a deslocar-se para o Oriente e para os países do Sul.

"O que está a acontecer, na realidade, é um desacelerar do mundo Ocidental ao mesmo tempo que os mercados emergentes estão a crescer. É uma mudança completa nos equilíbrios de poder", disse Azim Premji, presidente da tecnológica indiana Wipro.

"Em dez anos, a economia dos países emergentes será igual ou um pouco maior que a economia dos Estados Unidos", acrescentou.

No mesmo painel, o mais alto funcionário chinês no Fundo Monetário Internacional, Zhu Min, defendeu que a recuperação económica mundial está a ser conduzida sobretudo pela China e pela Índia.

"Para os mercados emergentes, o crescimento é muito forte. A China ainda vai conseguir ter cerca de nove por cento, a Índia terá cerca de oito por cento", acrescentou Zhu, antigo vice-governador do banco central chinês.

Martin Sorrell, presidente executivo da WPP, o segundo maior grupo publicitário mundial, resumiu a posição do painel: "Não é só uma passagem de poder do Ocidente para o Oriente, mas também" do Ocidente para o hemisfério Sul.

"Esta é década da América Latina, com o Brasil a organizar o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. E, na Ásia, não é só a Índia e a China, mas também países como o Paquistão, o Bangladesh e a Tailândia".

Fórum arranca à sombra dos atentados de Moscovo

O presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, afirmou hoje que os organizadores do atentado de segunda-feira no aeroporto de Moscovo pretendiam colocar a Rússia "de joelhos" e frustrar a sua pretensão de captar investimento estrangeiro direto. 

 

 

Mas, "calcularam mal" disse Medvedev ao fazer o discurso de abertura da reunião anual do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça.

O Presidente russo disse aos líderes governamentais e empresariais reunidos na estância de inverno que o ataque "apenas reforça a vontade (da Rússia) de encontrar uma efetiva proteção internacional contra o terrorismo".

O ataque bombista no aeroporto Domodedovo, o maior dos três que servem a capital russa, matou 35 pessoas e feriu mais de 100 e levou os investidores estrangeiros a questionarem-se ao sublinhar os persistentes problemas de segurança na Federação Russa.

Medvedev enumerou razões pelas quais os investidores devem investir no maior pais do mundo, em termos de território, apesar de a economia se confrontar com corrupção e uma grande dependência do petróleo e dos recursos naturais.

"Estou convencido de que a democracia continuará a desenvolver-se, graças à modernização económica", considerou.

Medvedev admitiu que algumas das críticas da comunidade empresarial internacional feitas à Federação Russa eram "merecidas", enquanto outras eram mal dirigidas.

"Estamos dispostos a receber conselhos amigos, mas não precisamos de lições", acrescentou.

O encontro de Davos, com o tema "Normas Partilhadas para uma Nova Realidade", decorre entre 26 e 30 de janeiro.

 

 


 

Reunião em Davos

destaca importância dos países emergentes

para o crescimento global

 

 

:
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011

"10 milhões não se deixarão ir ao fundo"

 

 

O ex-ministro das Finanças disse que Portugal tem solução

O ex-ministro das Finanças disse que Portugal tem solução

António Pedro Ferreira

 

Ana Sofia Santos (www.expresso.pt)

8:00 Terça feira, 4 de Janeiro de 2011

 

A entrevista com Henrique Medina Carreira foi marcada no pressuposto de que se falaria essencialmente dos aspetos positivos do país.

ex-ministro das Finanças aceitou, escudou-se nos números para rebater a fama de pessimista e disse que Portugal tem solução.

http://aeiou.expresso.pt/10-milhoes-nao-se-deixarao-ir-ao-fundo=f623870

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Sábado, 6 de Novembro de 2010

Primeiro dia da visita oficial a Portugal do presidente da China

SIC

6-11-2010

 

 

 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:20
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Cavaco Silva Defende Valorização de Portugal na Cerimónia Militar do 10 de Junho, que decorre em Faro

 

 

SOL
10 de Junho
Cavaco Silva
Defende Valorização de Portugal
«em várias frentes»

O Presidente da República defendeu hoje a valorização do potencial de Portugal «em várias frentes», incluindo a militar, alertando que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades

 

 

«Nos tempos que correm, a segurança e a afirmação de um Estado não podem ser prosseguidas de forma isolada. Exigem, no quadro das alianças internacionais, uma aposta crescente na segurança cooperativa e na diversificação das dependências, mas não dispensa a valorização dos recursos, capacidades e competências que lhe são próprios», afirmou o chefe de Estado, Aníbal cavaco Silva, na cerimónia militar do 10 de Junho, que decorre em Faro.

 

Por isso, sublinhou, deve-se «valorizar o potencial do País em várias frentes, incluindo a militar».

 

«Importa ter presente que a redução da capacidade das Forças Armadas tem historicamente coincidido com o aumento das vulnerabilidades nacionais e o enfraquecimento da voz de Portugal no concerto das nações, como Estado soberano e independente», salientou, considerando que «a preservação da operacionalidade das nossas Forças Armadas é, sem dúvida, um superior interesse da Nação».

 

Lusa/SOL

 

 


 

RTP

2010-06-10

14:34:51

Cavaco Silva

diz que sacrifícios devem ser repartidos

Na sessão solene do Dia de Portugal, em Faro, o Presidente da República dirigiu-se ao poder político, a empresários e a trabalhadores de empresas para o estabelecimento de um "contrato de coesão nacional".

 



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Sábado, 29 de Maio de 2010

Manifestação Nacional

SIC

29/05/2010

Trabalhadores

dizem que os salários são baixos e

estão cada vez mais curtos

 

 

 

 

 


 

RTP

2010-05-29 19:20:16

País

CGTP contou 300 mil participantes em manifestação

 

 

O protesto foi convocado pela central sindical. A maioria dos manifestantes são trabalhadores da Administração Pública, que se consideram os mais penalizados pelas medidas do aprovadas pelo Governo.

 


RTP

2010-05-29 20:22:18

País

UGT admite acções de rua caso sejam exigidos mais sacrifícios a trabalhadores

 

 

A união sindical, que esteve reunida em congresso em Aveiro, demarcou-se do protesto da CGTP. Considera que o caminho ainda é pelo diálogo social, mas que se as respostas não surgirem, a luta pode passar pelas acções de rua.


SIC

29/05/2010

Ministra do Trabalho

apela ao diálogo e compreensão dos parceiros sociais

 

 

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Sábado, 22 de Maio de 2010

Crédito malparado bate recorde de 3,89 - Incumprimento das famílias agrava-se ainda mais este ano

 

SIC

21/05/2010

 

Especialista em sobreendividamento prevê que situação piore nos próximos 2 anos

 

 

 

Publicação

21-05-2010

21:36

Crédito malparado bate recorde de 3,89 mil milhões de euros

O crédito malparado ao consumo subiu para valores recorde.

Os especialistas prevêem que o incumprimento das famílias ainda vai agravar-se mais este ano.

3,89 milhões de euros é o valor que os consumidores portugueses deixaram de pagar aos bancos, até Março. Isto significa que 2,8 por cento dos empréstimos concedidos pela banca é crédito malparado, ou seja, tem cobrança duvidosa.

Se compararmos Março com o mesmo mês do ano passado, o crédito vencido nos particulares aumentou 18 por cento, a mesma coisa é dizer cerca de 600 milhões de euros.
O caso é mais grave no crédito ao consumo, onde o incumprimento tem aumentado nos últimos dois anos, mas agora atinge o nível mais elevado desde o final de 1997, com cerca de 7 % do valor dos empréstimos em malparado. Os especialistas acreditam que a situação vai piorar por causa do aumento dos impostos.


 

Este gráfico com base em informação do Banco de Portugal mostra que o consumo das famílias não parou de crescer nos últimos meses, passando valores de início de 2008 ou mesmo de 2007. Ou seja, a tendência dos portugueses tem sido a de continuar a comprar, também com recurso ao crédito, como se não houvesse crise.
...

http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Credito+malparado+bate+recorde+de+389+mil+milhoes+de+euros.htm

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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Mário Soares considerou Pedro Passos Coelho «um líder razoável e sensato»

SOL
Política
Mário Soares diz que Passos Coelho é um líder «razoável»

O ex-Presidente da República Mário Soares considerou hoje que o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, é «um líder razoável e sensato»

Durante uma conferência sobre o tema «A República Moderna e o Futuro» que decorreu na Faculdade de Ciências e Tecnologia, em Almada, da qual foi orador, Mário Soares abordou a questão dos «ataques» dos partidos da oposição na Assembleia da República quer ao PS quer ao primeiro-ministro, José Sócrates.

«Todos os partidos fizeram guerrilha contra o PS e contra o primeiro-ministro, que foi tão atacado e vitimizado como nunca ninguém foi», relembrou o socialista.


Para o ex-Presidente da República, Pedro Passos Coelho é «um líder razoável e sensato, que não tem pressa nenhuma de ir para primeiro-ministro», sustentando que «ficar com o menino nos braços é muito sério».


Questionado por um aluno da assistência sobre a crise que Portugal atravessa, Mário Soares foi claro: «esta crise que estamos a atravessar não é portuguesa, é a Europa que está em crise, criaram a moeda única e agora estão em risco de a perder».


O ex-Presidente da República defendeu ainda os cortes com o despesismo quer do Estado, das autarquias, das regiões autónomas e das empresas públicas, alertando para o facto de que «era impossível ficar tudo na mesma e muitas famílias vão descer o nível de vida».


No entanto, o ex-líder socialista mostrou-se confiante:

 

«se houver bom senso da parte dos governantes europeus, nós vamos ultrapassar esta crise e isto entrará na ordem».


Lusa/SOL

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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Será Possível ??? - Energie, especializada em painéis termodinâmicos ameaça mudar-se para Espanha

RTP

2010-05-18

14:19:02

Empresa Portuguesa

de painéis termodinâmicos

ameaça mudar-se para

Espanha

 

Uma empresa portuguesa, a Energie, especializada em painéis termodinâmicos ameaça abandonar o país.

A empresa ainda não está integrada no Sistema Nacional de Certificação Energética.

A consequência prática é que não pode vender em Portugal. Pode apenas exportar.

O empresário avisa que, se até ao final deste mês, não tiver uma resposta deslocaliza a empresa para Espanha.

 


 

 



Energie, empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos, ainda está a ponderar a melhor opção para o seu futuro. Depois do grupo espanhol Telemo ter demonstrado o interesse na compra da empresa portuguesa liderada por Luís Rocha, o que implicaria a sua deslocalização da Póvoa de Varzim para a Galiza, a Energie tem estado a analisar «os prós e os contras» da decisão a tomar. Espanha é, de resto, um dos principais mercados da empresa, que exporta para diferentes países 40 por cento da sua produção.

Recorde-se que a Energie iniciou, no final de 2007, a sua primeira fase de expansão, ao inaugurar a maior fábrica de produção de painéis solares termodinâmicos do mundo. A tecnologia, que é já a terceira geração deste tipo de materiais, consiste em painéis solares de alto rendimento e sem vidro, que funcionam por meio de um klea (fluido frigorigénio ecológico), captando imediatamente a radiação solar, tanto directa como difusa, bem como o calor do meio envolvente.

Em 2008, a empresa foi responsável pela instalação de 24 mil metros quadrados de área de painéis solares termodinâmicos, tendo registado um crescimento na ordem dos 12 por cento, com um volume de negócios a rondar os sete milhões de euros. A empresa segue assim a tendência de 2007, quando nesse ano, de acordo com dados da Federação da Indústria Solar Térmica Europeia (ESTIF), 52 por cento dos painéis solares térmicos instalados em Portugal eram fabricados pela Energie.

Para 2009, a empresa continua a aspirar a novo crescimento, nomeadamente através da conquista de novos mercados internacionais, nomeadamente a Alemanha e a América do Sul. Actualmente, 60 por cento da produção destina-se ao mercado nacional e os restantes 40 por cento ao mercado internacional, designadamente para países como Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Bélgica, Irlanda e Estados Unidos.

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.portal-energia.com/wp-content/pth/thumb_energie_1235754281.jpg&imgrefurl=http://www.portal-energia.com/tag/termodinamicos/&usg=__D28PMeMFUYM8e7kncXzdmjyCMIo=&h=130&w=130&sz=4&hl=pt-PT&start=24&itbs=1&tbnid=91QMCST4zEsS7M:&tbnh=91&tbnw=91&prev=/images%3Fq%3DEnergie%2B-%2Bpain%25C3%25A9is%2Btermodin%25C3%25A2mico%26start%3D20%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1

 

Quem Explica

o Porquê

Bomsensoamiguinhos

: ??? Será Possível ???
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Medidas Anti-Crise - IVA e IRS

RTP
2010-05-14 21:23:26
Economia

IVA e IRS

no topo das medidas anti-crise

   

Depois do anúncio das medidas anti-crise, o Ministério das Finanças revelou hoje o contributo de cada medida de austeridade para o esforço de redução do défice do Estado.

 

O aumento do IVA é o que vai fazer entrar mais dinheiro nos cofres do Estado nos próximos 18 meses. Segue-se o aumento do IRS, que vai ser de 1% para quem ganha até 1300 euros por mês. São três salários mínimos - e não cinco, como inicialmente chegou a ser noticiado.

 

A partir dos três salários mínimos o aumento do imposto é de 1,5%.

 

 

 

: Será que o caminho é por aqui
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Mercados Financeiros: Especulador / Investidor

Opinião

bomsensoamiguinhos

 



Hoje consulte os meios de informação sobre o tema da actualidade: Crise, agências de rating, investimento especulativo...

 

No Jornal de Notícias li o seguinte artigo:

 

« Regulador grego proíbe durante dois meses ordens que apostem nas quedas de títulos

<input ... >12h25m

O regulador da bolsa grego anunciou hoje, quarta-feira, a proibição de 'tomada de posições curtas', que equivalem a apostas dos investidores pelas quedas de determinados títulos ('short selling'), até ao próximo dia 28 de Junho.

 

"Tendo em conta as condições no mercado grego, a Comissão do Mercado Helénico de Capitais decidiu proibir as posições curtas sobre as acções cotadas na Bolsa de Atenas, entre 28 de Abril e 28 de Junho de 2010", refere o regulador em comunicado.


Relativamente pouco conhecida do público em geral, 'a posição curta' nos mercados financeiros é assumida quando alguém vende um título que não possui em carteira, sendo esse título emprestado por um terceiro que o possui na carteira para que se dê a liquidação da venda.

Quando se assume uma posição curta ganha-se com a queda desse activo e perde-se com a sua subida.


Na prática refere-se a 'vender' para posteriormente 'comprar' a um preço inferior, antecipando que no futuro essa queda se materialize. »

Ao consultar o Público li:

« 28.04.2010 - 19:06 Por Lusa
O director-geral do fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou hoje que "não se devia acreditar demais" no que dizem as agências de notação financeira rating.
As declarações de Strauss-Kahn ocorrem quando Grécia, Portugal e Espanha acabaram de ver revistas em baixa as notas atribuídas às suas dívidas públicas.

Interrogado sobre o papel das agências de notação e o crédito que merecem as suas opiniões, Strauss-Kahn respondeu que "refletem o que recolhem [como informações] sobre o mercado (...) Não se deve acreditar demasiado no que dizem, apesar de terem alguma utilidade".

Uma das três principais agências de notação, a Standard and Poor's [as outras são a Moody's e a Fitch], reduziu na terça-feira a nota da Grécia, relegando o investimento nos seus títulos de dívida pública para a categoria de 'investimento especulativo'.

No mesmo dia, a agência degradou também a nota atribuída a Portugal e hoje fez o mesmo a Espanha.  »

Outro artigo:

Público

« Europa fechou toda no vermelho

Nova Iorque fecha em alta

28.04.2010 - 21:22 Por José Manuel Rocha

As bolsas de Nova Iorque fecharam hoje em alta, em clara contradição com o que aconteceu na Europa, onde as principais praças financeiras acumularam perdes significativas... »

Sublinhados

/alteração de cor/Negritos

alteração do Bomsensoamiguinhos

Parece uma autêntica confusão de opiniões...

Quem está certo e a ser correcto no meio de toda esta Guerra Financeira?




A área dos mercados financeiros é uma área muito interessante... no entanto, como a imaginação humana é muito fértil o que poderia ser visto como financiamento para as empresa passou a dimensões incalculáveis...

As agências de "rating" não me parecem inocentes... diria mesmo que se aproveitam para "Brincar" com a Informação Económica / Financeira que dispõe em relação aos diversos Estados para jogar com os dados no momento que lhes é oportuno.

 

Especulador / Investidor

Especulador é como que o inverso do Investidor:

Um agente poderoso Especulador através de operações de compra ou venda das acções de uma empresa (grande volume), força uma baixa ou alta dos preços, sentindo estas operações como um autêntico jogo... Se o valor dessas acções inicia um aumento... induz investidores a comprar porque acreditam que os preços podem subir mais...

O Especulador vai manobrando o mercado com a única intenção de obter o lucro rápido... enquanto o investidor aplica as suas economias a médio e longo prazo...

Com estas e outras "manobras"... estabelece-se uma enorme diferença entre o valor esperado das acções e o verdadeiro valor dos activos das empresas cotadas em Bolsa.

Outro conceito: "Bolha financeira" / "A Crise Imobiliária nos Estados Unidos"

Fica para outro dia :-)

28 de Abril de 2010  22:30
Anilady

bomsensoamiguinhos@sapo.pt

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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Pensamento - Fernando Pessoa - A Nossa Crise Mental

Citador

A Nossa Crise Mental

 

 

 

 

Que pensa da nossa crise?

 

Dos seus aspectos — político,

moral e intelectual?

 

 


A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico. Todo o povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente. A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo.


O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita — como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova — o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só portugueses. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima).


Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise.


As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto.


Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer.

 
Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

 

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

A crise segundo "Einstein"

  

 

A crise segundo
"Einstein"
 
 
 
 
"Não pretendemos que as coisas mudem,
se sempre fazemos o mesmo.
 
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países,
porque a crise traz progressos.
 
A criatividade nasce da angústia,
como o dia nasce da noite escura.
 
É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
 
Quem supera a crise,
supera a si mesmo
sem ficar "superado".
 
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e
respeita mais aos problemas do que às soluções.
 
A verdadeira crise,
é a crise da incompetência.
 
O inconveniente das pessoas e dos países
é a esperança de encontrar as saídas e
soluções fáceis.
 
Sem crise não há desafios,
sem desafios, a vida é uma rotina,
uma lenta agonia.
Sem crise não há mérito.
 
É na crise que se aflora
o melhor de cada um.
 
Falar de crise é promovê-la,
e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro.
 
Acabemos de uma vez
com a única crise ameaçadora,
que é a tragédia de não querer lutar
para superá-la."
 
Albert Einstein  

 

 

 

 

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo

 

Presidente da República

aponta motivos de

Preocupação Económica

 

 

 

O desemprego, os efeitos da crise económica, os gastos do país e o desequilíbrio das contas públicas poderão levar Portugal para uma "situação explosiva", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo.
2010-01-01 21:34:08
 
 
Discurso de Cavaco Silva:



Boa noite,

No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010.

Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil.

Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.

E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.

Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário.

Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País.

Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.

Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.

A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem.

Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação.

A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso.

O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes.

Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim.

Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado.

Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura.

Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva.

Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação.

Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia.

De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União.

Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos.

O exemplo deve vir de cima.

O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.

É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego.

Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.
Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado.

Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.

Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar.

Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender.

Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais.

Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira.

Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise.

É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia.

O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública.

Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa.

Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores.

Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País.

Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa.

Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas.

Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política.

No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição.

Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas.

O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade.

Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.

Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento.

Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia.

Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento.

Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.

O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional.

Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.


Portugueses,

Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.

Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica.

É, também, uma crise de valores.

Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.

Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos.

Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei.

Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho.

Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo.

Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo.

E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida.

Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro.

Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar.

O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos.

Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra.

No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.

A todos, um Bom Ano de 2010.
 
 
 
 
♦♦♦
 
Ver:
 
Bomsenso - Dívida Externa - Pensamento do Momento
 
http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
 
SÁBADO, 3 DE JANEIRO DE 2009

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

"Temos um défice assustador"

Jornal de Negócios

Eva  Gaspar
egaspar@negocios.pt
 
"Temos um défice assustador"

A expressão é de Mário Soares, o primeiro-ministro que, na década de 80, teve de negociar um empréstimo com o FMI numa altura em que Portugal exibia um défice orçamental comparável ao de hoje, superior a 8% do PIB.

Num longo artigo publicado hoje na revista “Visão”, em que antecipa a chegada de 2010, o antigo chefe de Governo e Presidente da República escreve que "é óbvio que Portugal está em crise", traduzida num "défice assustador" e num "endividamento muito grande".
 

Soares aponta ainda o dedo à repartição da riqueza em Portugal, que “continua a ser muito injusta”, e às “desigualdades sociais intoleráveis”, mas sublinha que “já passámos por crises piores” e que “não somos a Grécia”.

"Encaremos, com inteligência, coragem e sem complexos as crises", designadamente na área da Justiça, que considera ser "a mais grave de todas".

“Tenhamos confiança e bom senso”, recomenda Mário Soares, reconhecendo, porém, que ambas são características que “não abundam entre alguns políticos e empresários portugueses”.

 

♦♦♦

 

Ver:

 

Bomsenso - Crise Nacional e Global - Pensamento do Momento

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/24539.html

TERÇA-FEIRA, 30 DE DEZEMBRO DE 2008

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

AMI - Distrubuição de alimentos a familias carenciadas

RTP

2009-10-20 13:43:02

País

 

A AMI está a distrubuir

centenas de toneladas de alimentos
a familias carenciadas
 
 

 

São produtos excedentários de vários países da União europeia que agora chegam a quem deles mais precisa.
 

 

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Venda de casas cai 50 por cento

18 Agosto 2009 - 00h30

Correio da Manhã

 

Estudo da Cushman & Wakefield

 

Há menos compradores
Natália Ferraz 
Há menos compradores

 

 
Venda de casas cai 50 por cento
 

De Janeiro a Junho, o volume das transacções imobiliárias caiu quase para metade. Nos primeiros seis meses do ano, o valor das transacções no sector encolheu para apenas 154 milhões de euros, um valor consideravelmente inferior ao registado no mesmo período do ano anterior (308 milhões).

Os dados foram ontem revelados pela consultora Cushman & Wakefield, que traça um cenário ainda mais preocupante para o conjunto dos países do Ocidente, onde o volume de investimentos no 1º semestre ultrapassou os 12 mil milhões de euros, muito inferior aos valores de 2008 (25,6 mil milhões de euros).

 

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Presidente critica falta de ética dos agentes políticos e económicos

SIC

 

Presidente da República

 
Critica falta de Ética dos Agentes Políticos e Económicos

 

 

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  • Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Bomsenso - Crise Nacional e Global - Pensamento do Momento

 

bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/24539.html

 

 

 

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  • Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa - Pensamento do Momento :
 
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html 
 
Neste fase da história de Portugal
 
seria indispensável que o país se encontrasse economicamente estável... bem estruturado... ter alguma capacidade para suportar os momentos difíceis que se avizinham ... provocado pela crise financeira que teve origem nos EUA... que com um efeito tipo dominó fez grandes estragos a nível mundial.
  
Contudo, lamentavelmente,
não soubemos aproveitar todas as oportunidades que tivemos ao nosso alcance nos últimos tempos.
 
Desde 1997
a dívida externa passou de 18,5% do PIB (produto internos bruto) para 89,6% em 2007...
 
É de facto preocupante.
Estamos a comprometer o futuro das nossas gerações
 
atendendo que provavelmente os nossos netos ainda sentirão os efeitos das dividas que deixámos para as gerações futuras.
  
Será que a maioria dos portugueses
  • tem consciência das engenharias financeiras criadas por ilustres personagens que terão como consequência uma enorme factura? 
  • Factura essa que será entregue aos seus filhos e netos que estão agora a nascer?
Nos últimos anos tivemos
juros a taxas reduzidas como nunca...
 
No entanto,
em vez de o aproveitar para investir bem na educação, ciência, tecnologia, ... reestruturar a economia... relançar o país...
 
Gastou-se muito...
investiu-se muito pouco...
produziu-se menos do que seria possível...
 
Não temos propriamente o  problema cambial que tivemos noutros tempos uma vez que estamos sob a protecção do EURO, mas temos outros problemas suficientemente graves... como é o caso da retracção no crescimento económico nacional.
 
Nos próximos tempos é inevitável que o desemprego aumente...
daí surgirão outros problemas sociais, de segurança, económicos...
 
que certamente serão resolvidos por ilustres personagens que ficarão para a história como aconteceu com o Rei D. João I, Mestre de Avis e a Ínclita Geração, como ficou conhecida a geração de Avis.
 
   
Entrada de D. João I na cidade do Porto para celebrar o seu casamento com Filipa de Lencastre (azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, Porto)   
 
3 de Janeiro de 2009, 01:17 
 
 

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  • Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Ética e Mentira - QUAL A RELAÇÃO ENTRE AS DUAS?
 
ÉTICA E MENTIRA
 
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/46540.html  
 
 
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Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Sábado, 9 de Maio de 2009

Debate Europa - Conselho Superior da Antena 1

 

DEBATE  EUROPA

 

Conselho Superior da Antena 1

   

Foto

 

  img.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php

 

 

 

 

A Antena 1 arranca esta sexta-feira, 8 de Maio, véspera do Dia da Europa, a Operação Eleições Europeias 2009.

Todas as sexta-feiras, a jornalista Maria Flor Pedroso irá moderar um debate.

O primeiro debate reúne os elementos do Conselho Superior da Antena 1:

Maria de Belém,

Bagão Félix,

José Manuel Pureza,

Octávio Teixeira e

José Miguel Júdice

 
2009-05-08
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 11:15
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Bagão Félix - prevê recessão «bastante gravosa»

TVI 24

Artigos de Economia

Por: Redacção /RPV  
14-04-2009  17: 07
 
 
Bagão Félix
prevê recessão «bastante gravosa»
 
Efeitos serão muito fortes em especial para desempregados
 
 
Trabalho:Bagão Félix fala em propostas negativas
 
O economista Bagão Félix antecipou esta terça-feira uma recessão «bastante gravosa» e «sobretudo para os desempregados», após previsões do Banco de Portugal de contracção de 3,5 por cento da economia e queda de 14,2% das exportações.
 
«A contracção de 3,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) é um valor bastante acentuado e que representa uma recessão bastante cavada. E em termos de curto prazo é sobretudo gravosa para os que perdem emprego», disse à agência Lusa o ex-ministro das Finanças, Bagão Félix.
 
Desemprego é epicentro da crise
 
O economista considera que esta contracção, associada à descida de 14,2% das exportações e de 14,4% do investimento, devido ao ambiente de adiamento de consumo de bens duradouros «vai repercutir-se brutalmente no desemprego».
 
«O epicentro da crise é o desemprego. Estas previsões representam perdas significativas de postos de trabalho e terão repercussões nas despesas sociais. Os que já não têm emprego, vão continuar a não ter, além dos outros que também vão perder», afirmou Bagão Félix.
 
Apesar da queda das exportações, que considera «brutal», Bagão Félix lembra que está prevista uma depreciação do euro, o que pode contribuir para «algum estímulo» às vendas no exterior.
 
«Nas outras recessões que passaram por Portugal, as exportações estiveram sempre a níveis confortáveis, quando contrariando até a tendência geral. Mas esta crise tem a particularidade de ser generalizada e ocorrer numa economia que é bastante vulnerável e aberta», afirmou.
 
Quanto à inflação, que segundo as previsões deve ser negativa em 0,2%, o ex-ministro das Finanças sublinhou ter ficado surpreendido, já que esperava um crescimento de 0,3/0,4%, mas afasta contudo o cenário de deflação, atribuindo a situação a uma descida temporária de preços condicionada pelos preços dos combustíveis, à semelhança do Banco de Portugal.
 
«Pode é vir a ser uma acendalha para a própria recessão», admitiu Bagão Félix.
 
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:30
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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