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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

João Lopes comenta a estreia de "A Verdade da Crise" e outras novidades nas salas e em DVD

SIC

Notícias Cultura

11/11/2010

 

 

 

 

 

 

 


 

A Verdade da Crise

 

 

 

Estreias: Inside Job - A Verdade da Crise, RED - Perigosos, Jackass 3D e mais!

Estreias:

Inside Job - A Verdade da Crise, RED - Perigosos, Jackass 3D e mais!

Quinta, 11 de Novembro de 2010

 

 

Inside Job - A Verdade da Crise


As razões que levaram ao surgimento da crise económica, que rebentou em 2008, são enumeradas uma a uma neste trabalho assinado pelo documentarista Charles Ferguson. Com narração do actor Matt Damon, Inside Job - A Verdade da Crise pretende desvendar a "verdade da crise", enumerando as suas causas através de entrevistas a conceituados economistas, políticos e comentadores.

 

No ar fica a ideia de que tudo poderia ter sido evitado.


Veja aqui o trailer do filme Inside Job - A Verdade da Crise

 

 

 

http://aeiou.escape.expresso.pt/muito-bom-cinema/estreias-inside-job-a-verdade-da-crise-red-perigosos-jackass-3d-e-mais:30-1184993

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Morreu António Feio

 

SIC

Publicação: 30-07-2010 00:20
Última actualização: 30-07-2010 01:23

Morreu

o actor e encenador

António Feio

Morreu esta quinta-feira o actor e encenador António Feio às 23h25, no Hospital da Luz, em Lisboa. António Feio, 55 anos, estava internado desde a passada terça-feira, sofria de um câncro no pâncreas.

 

 


 

 

 

António Feio

 

Actor e Encenador Português

(Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954)

http://cinema.sapo.pt/pessoa/antonio-feio/biografia

 

 

Portugal

 

 

 

Ver:


António Feio - Mensagem Poderosa

SEXTA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2010

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/175008.html

 

 


: O País ficou mais Pobre !!!
Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:30
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Marvão considerada uma das 25 vilas secretas da Europa

RTP

2010-06-08

09:49:36

 

 

Dois Guias de Viagem na Internet consideram Marvão como um dos dez melhores segredos do Mundo e uma das 25 Vilas Secretas da Europa.

 

O número de turistas tem vindo a aumentar, mas a vila do norte alentejano queixa-se da falta de promoção por parte das autoridades centrais.

 

 

♦ ♦ ♦

 

VER:

 

QUINTA-FEIRA, 5 DE FEVEREIRO DE 2009

Junta de Freguesia da Beirã - Marvão 03 - O Megalitismo

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/80934.html

:
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Poesia e Jaz - Clube Literário do Porto,

 

 

Clube Literário do Porto

 

Poesia & Jaz

 

http://www.clubeliterariodoporto.co.pt/

 

Integrado na Fundação Dr. Luís de Araújo, edificado na Rua Nova da Alfândega, nº 22

 

 

"É uma casa de cultura, sem fins lucrativos;

com a preocupação de promover,

todos os meses,

uma série de eventos culturais"

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:30
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Corrupção: Crime sem castigo

SIC

21-04-2010

 

Quem  Corrompe?

 

Quem se Deixa Corromper?

 

Onde?

 

Como?

 

Porque Razões o Sistema Falha?

 

 

 

 

 


 

SIC

22-04-2010

 

Ricardo Sá Fernandes

 

Considera que Decisão

 

Abre a Porta à Corrupção em Portugal


 

 

:
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Cavaco Silva, realçou hoje o papel do teatro "na educação, na cultura e na vida social"

RTF

 

Lisboa, 26 mar (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, realçou hoje o papel do teatro "na educação, na cultura e na vida social" dos portugueses, numa cerimónia em Lisboa de concecoração de sete personalidades ligadas à arte dramática.

O Chefe de Estado afirmou, na cerimónia, que decorreu no Museu dos Coches, que o teatro é uma arte "apreciada por ricos e pobres, nas cidades, nas vilas e nas montanhas".

 

Na véspera do Dia Mundial do Teatro, Cavaco Silva relevou o papel da arte dramática na sociedade portuguesa, "de Gil Vicente aos dias de hoje, passando por Almeida Garrett e muitos outros".

 

 

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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

António Feio - Mensagem Poderosa

  SAPO Cinema - 12-03-2010 16:00 

TRAILER 

 

António Feio

 

Louva Novo Filme de

 

Fernando Fragata, com Joaquim de Almeida
 

 

 

 

  
«Contraluz» é o título do filme que Fernando Fragata, realizador de «Sorte Nula», realizou nos EUA com Joaquim de Almeida, e que mereceu o louvor de António Feio na abertura do respectivo «trailer».

 
 
«Daqui a 100 anos a população actual do mundo estará morta. Os nossos familiares. Os nossos amigos. Os nossos filhos. Tu e eu. 7 mil milhões de seres humanos desaparecerão para sempre. Todos caminhamos em direcção à luz. Até lá… Vive, em Contraluz!».
Esta é a premissa do novo filme de Fernando Fragata, que se pode ler no respectivo «trailer», precedida por uma mensagem sentida de António Feio, a reconhecer o valor de se aproveitar cada minuto de vida, algo que parece estar subjacente ao tema da película. Aliás, «aproveita cada dia... cada momento... agradece... e não deixes nada por dizer... nada por fazer» é um dos motes de promoção da fita.
Fernando Fragata, que tem no currículo sucessos de bilheteira como «Pesadelo Cor-de-Rosa» e «Sorte Nula» (em que participou António Feio), rodou «Contraluz» nos EUA («Backlight» é o título internacional) com actores como Joaquim de Almeida, Evelina Pereira, Scott Bailey, Michael Mania e Ana Cristina Oliveira. A data de estreia em cinema ainda não foi divulgada.
 

 

António Feio

 

Actor e Encenador Português

 (Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954)

http://cinema.sapo.pt/pessoa/antonio-feio/biografia 

 

Portugal



Publicado por bomsensoamiguinhos às 19:24
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria, morreu ao 77 Anos

Público

02.02.2010 - 17:19

 

A actriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria, de 77 anos, morreu hoje depois de ter sido internada há uma semana com uma anemia grave num hospital privado de Lisboa. O seu editor na ASA e agora na PortoEditora, Manuel Alberto Valente, recorda-a como "uma pessoa extraordinária" e revela que Lobato Faria desejava publicar um novo romance este ano. Lauro António, realizador, frisa que "ela deixa uma marca forte no mundo do espectáculo e da cultura portuguesa".

 

A actriz foi internada há uma semana 

A actriz foi internada há uma semana (Mário Santos/Porto Editora)

 
Rosa Lobato Faria estava internada num hospital privado de Lisboa há uma semana devido a anemia e já há mais de seis meses que sofria de complicações devidas a uma cirurgia motivada por uma infecção intestinal. É viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, desde 26 de Novembro de 2008.

O corpo de Rosa Lobato Faria vai estar amanhã de manhã na Igreja de Santa Isabel, perto do Largo do Rato, em Lisboa, onde decorrerá uma missa pelas 15h00, disse à Lusa um familiar. Depois da celebração, o funeral sairá para um cemitério de Lisboa, mas a fonte disse ainda desconhecer qual. Sendo que a actriz será cremada, os cemitérios de Alto S. João e Olivais são as únicas possibilidades em Lisboa.

"É uma grande dor e uma grande perda", lamenta Manuel Alberto Valente ao PÚBLICO, que editou o primeiro romance da autora - "Para além de ser muito bem escrito, trazia para a área da ficção essa marca poética muito forte de todo o trabalho dela" - e quase toda a sua obra desde então.

"Foi crescendo entre nós uma amizade muito grande. Eu era uma das primeiras pessoas a ler cada original que ela terminava. Tinha prometido entregar-nos brevemente o novo romance que queria publicar ainda este ano. Não sei em que fase estava da escrita desse romance, mas vou agora tentar saber junto da família."

Lauro António, realizador de cinema que dirigiu Rosa Lobato Faria em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986), elogia a sensibilidade e a elegância da actriz, que "ao mesmo tempo [era] muito intensa ao nível das suas convicções e paixões". O realizador assinala ainda que "a imagem que se tinha dela correspondia muito à sua essência. Tinha uma beleza interior e exterior e uma certa serenidade – curiosamente aproveitei essa serenidade para lhe dar papéis em que era fria, distante, personagens um pouco hipócritas".

"E, não sendo uma feminista militante, tinha uma personalidade forte, e deu um bom retrato da mulher, ajudando a alterar a imagem da mulher em Portugal nos últimos 50 anos", sublinha Lauro António ao PÚBLICO.

O Ministério da Cultura manifestou, em comunicado, "grande pesar pelo falecimento" da poetisa e romancista, destacando que "a actividade que desenvolveu na área da escrita, fundamentalmente como autora de romances, mas também de poemas, contos, peças de teatro, argumentos para televisão e letras de músicas e, ainda, como actriz em filmes e séries televisivas constituem um legado que atesta a sua criatividade e extrema sensibilidade e que perpetuará como fonte de inspiração para novas gerações".

Da poesia ao romance

A escritora (poeta e romancista) e actriz nasceu em Lisboa em abril de 1932. O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995, mas publicara já antes vários volumes de poesia - como "Os Deuses de Pedra" (1983) ou "As Pequenas Palavras" (1987). O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997). Em 1999, na ASA, publica "A Gaveta de Baixo", um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares.

Como romancista publicou ainda "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e "A Trança de Inês" (2001). Escreveu também "O Sétimo Véu" (2003), "Os
Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "A Estrela de Gonçalo
Enes" (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e "O Prenúncio das Águas" foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008 pela Porto Editora.

Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, "Vila Faia" (1983), e trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" também como argumentista. Filmou com João Botelho ("Tráfico, de 1998, e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960.

Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares
.

Notícia actualizada às 19h54

 

 


Sábado

02-02-2010

 

 

 

Rosinha, como lhe chamam os amigos, tem os tiques das meninas “bem”: dá apenas um beijinho, chama criadas às empregadas domésticas, refere-se aos pais como “a mãe” e “o pai” e acentua as palavras de forma nasalada. Apesar do ambiente onde nasceu, foi também uma rebelde: casou-se três vezes e encorajou as filhas a terem relações sexuais antes do casamento. E tornou-se actriz quando isso era malvisto no seu meio social. Hoje gosta, acima de tudo, de escrever romances, mas também poesia, letras de músicas – mais de 1500 – e telenovelas (Passerelle, em parceria com Ana Zanatti, e Telhados de Vidro, a primeira da TVI). Os quatro filhos, os 11 netos e o marido (Joaquim Magalhães), com quem vive há quase 30 anos, “são a única coisa realmente importante” e pela qual morreria.

Entrevista de Rita Roby Gonçalves
 
Gosta do tipo de humor do Aqui não Há quem Viva (SIC)?
Imenso. É uma série bem escrita, ao contrário de outras coisas que tenho feito. Nas gravações choramos a rir. Há cenas que só ficam gravadas à quinta vez, principalmente aquelas em que entra o Nicolau [Breyner].
Sente-se bem no registo de comédia?
Gosto de fazer comédia, apesar de um actor nunca perder a esperança de fazer um grande papel dramático, mas como não sou uma actriz por aí além...
Não se tem em grande conta como actriz?
Não tenho nenhuma preparação académica. Tudo o que faço é por intuição, logo aí não acredito nos meus dotes. Mas vou fazendo e vou gostando.
Foi uma menina “bem”?
Fui uma menina relativamente “bem”. O meu pai era oficial da Marinha e a minha mãe era filha destas senhoras que se percebe que são bem-nascidas. Não fui uma menina rica, mas tive uma infância desafogada. Em roupa gastava-se pouco, mas tínhamos uma mesa farta. Em casa tínhamos sempre duas criadas e uma cozinheira.
Onde nasceu?
Em Lisboa. Vivíamos num apartamento em Entrecampos e estudávamos no Colégio Moderno. A minha irmã era mais velha e mandava em mim. O meu pai estava ausente e quando regressava eu pensava que não gostava daquele senhor porque não o conhecia.
Ele era muito autoritário?
Sim, porque estava habituado a mandar. Às 13h almoçava-se e quem não estava não comia. O pai mandava e era assim que se fazia. Acho que não gostava muito de crianças, mas tratava-_-nos bem. Não era nada efusivo, nem isso se usava na altura.
E a sua mãe como era?
A mãe era meiguíssima. Com 13 anos fui para o colégio interno, o Instituto de Odivelas, onde fiquei quatro anos. Adorei, tanto pelo companheirismo como pela disciplina, mas acima de tudo pelo tempo que tinha para estudar. Adorava ser boa aluna.
Mas não ficava triste por estar longe da família?
Sim, claro.
Chorava à noite na camarata?
Pelo amor de Deus, fui educada para cumprir as minhas obrigações sem lágrimas. Uma choramingona é desprezível.
Era muito certinha?
Fumámos uma vez às escondidas e ficámos enjoadas. O importante era o companheirismo, nunca denunciávamos ninguém. As “chibas” eram mal--vistas. Aos domingos as visitas levavam bolos e nós dividíamo-los por todas, porque algumas não recebiam. Havia uma que guardava os bolos dela na mesinha-de-cabeceira para não dar às outras. Nós íamos ao dormitório durante o dia – o que era proibido – e comíamos-lhe tudo.
Havia muitas regras em sua casa?
Sim, à mesa, por exemplo. Esta coisa de os meninos se estatelarem no sofá não existia na altura. A menina sentava-se como deve ser ou então ia para o quarto. A minha mãe falava connosco em francês ao jantar porque para ela não saber falar francês era o mesmo que não saber comer a sopa.
Qual era a cor política lá de casa?
O meu pai era contra o Salazar, mas uma das coisas que me ensinaram é que era falta de educação uma senhora discutir política.
Teve muitos namorados?
Naquele tempo ninguém tinha muitos namorados. Era uma coisa que se fazia à distância. Na Figueira da Foz, onde vivemos nove anos, eles assobiavam e nos íamos à janela.
Entretanto, foi estudar para Coimbra.
Entrei em Germânicas porque sabia inglês e alemão. Odiei. O que queria era ser actriz, mas não me deixavam e, por respeito profundo pela opinião dos meus pais, não segui. Entretanto, casei-me e foi pior a emenda do que o soneto porque não podia fazer coisíssima nenhuma.
Casou-se apaixonada?
Não, que ideia! Não sou de paixões. Casei-
-me aos 19 anos porque se usava.
Onde se conheceram?
Tinha-o conhecido em Caminha. Era filho do visconde da Granja. Eu vivia em função do cinema e, como nos filmes, a minha ideia era ter uma saia enorme, cruzar as pernas e casar com o visconde da Granja.
Como foi esse primeiro casamento?
Ele tinha mais quatro anos do que eu e trabalhava na produção de vinhos do pai. Tivemos três filhos. O curso acabou-se. A ideia subjacente era a seguinte: ou és casada ou tiras o curso. E eu até nem gostava do curso. Fui viver para um solar em Amarante que fazia parte do meu sonho cinematográfico.
Como ocupava o tempo?
A princípio não fazia nada. Depois convenci o senhor de que aquilo não era nada, que ele devia ter um emprego. Como a mãe dele era de Évora arranjou-lhe um emprego lá. Fomos para Évora em 1955, na altura já tínhamos uma filha de 2 anos e eu estava com outro na barriga. Foi uma vida diferente: alugámos um andar e eu tive de aprender a cozinhar. Uma tia ofereceu-me o Pantagruel e salvou-me a vida.
Fazia tudo sozinha?
Tinha uma criada, mas era daquelas modernas que vão dormir a casa. De repente percebi que gostava de cozinhar, talvez herdasse o jeito de umas tias paternas. Agora tenho um neto de 16 anos que quer ser chef.
Teve de ir trabalhar?
Sim, vim para Lisboa fazer um curso de guia intérprete. Depois, voltei para Évora para preencher uma vaga que tinha aberto lá. Entretanto, separei-me.
O que fez quando saiu de casa?
Fui com os pequenos para casa dos meus pais, em Lisboa. Estive um bocadinho em casa deles e depois conheci uma pessoa com quem vivi 14 anos, que já morreu e é pai do meu filho Nuno.
A sua família reagiu bem à separação?
Não me chatearam nada. A família da parte do meu pai era conservadora. Depois divorciaram-se todos. Aos 25 anos resolvi arrumar as minhas ideias. Até ali tinha feito o que os meus pais achavam bem, aos 25 anos comecei a pensar pela minha cabeça. Foi um balanço. De um lado coloquei coisas como o carácter, a lealdade, a verdade. Do outro coisas tipo: a mulher tem de obedecer ao marido. E pensei: “Puta que os pariu.” Percebi que o essencial era pouca coisa, como ser leal comigo própria e viver como achava que devia viver.
Como é a relação com o primeiro marido?
Quase inexistente, mas muito boa. Eu tinha este conceito: não posso estar de candeias às avessas com o pai dos meus filhos. Ele é muito tímido, eu tenho muita lata. A primeira vez que nos encontrámos, dirigi-me a ele e disse: “Estás bom? A tua mulher está boa?” A partir daí tudo bem. Mas não vamos juntos para a praia do Meco.
Teve com os seus filhos uma relação diferente daquela que os seus pais tiveram consigo?
Muito diferente. Havia uma revista fantástica, a Life, que tinha tudo sobre bebés. Eu expliquei o assunto aos meus filhos a dar--lhes muitos beijinhos. Lembro-me de a Teresa [Sachetti] me perguntar se o bebé nascia despido: “Sem uma camisa nem nada?” Quando as minhas filhas namoravam, dizia-lhes: “Façam o favor de ir para a cama com os namorados, ninguém deve casar-se sem ir para a cama com um homem. Porque se as coisas correm mal na cama, é meio caminho andado para o casamento ficar estragado.” Não sou uma mãe convencional.
Os seus pais falaram-lhe sobre sexo?
Tive uma educação amputante desse ponto de vista e era preciso que me tivessem explicado. Eu era inteligente, teria percebido. Quando me apareceu a menstruação, estava a tomar banho de imersão e julguei que ia morrer porque nunca ninguém me tinha falado naquilo. Por outro lado esta educação fez com que eu tivesse uma infância de fadas.
Como foi a experiência da maternidade?
Não gritei, nem quis marido nenhum ao pé de mim durante o parto, porque era um assunto entre mim e Deus.
Acredita em Deus?
A minha mãe era católica e o meu pai ateu. Eu sou extraordinariamente crente, mas não sigo muitas coisas da Igreja. Acredito na reencarnação e que há espíritos do outro mundo que nos ajudam e acompanham. Eu amo Deus, ele ama-me e designou alguém para tomar conta de mim: um anjo que escreve os meus livros e que me acompanha.
Quando entrou para a televisão?
Em 1971 abriram um concurso porque uma locutora ia de licença de parto, só que ela decidiu trabalhar logo a seguir a ter a criança e eu fiquei sem o lugar. Comecei por fazer uns programas literários e acabei por ficar 15 anos. Havia regras ridículas: não podia dizer aborto, vermelho, divórcio e suicídio. Depois do 25 de Abril, os programas literários acabaram e comecei a fazer novelas.
Quando se estreou nas telenovelas?
Em 1982, na Vila Faia. Sabia que o Nicolau Breyner estava ligado ao projecto e então disse-lhe: “Se precisares de uma quarentona com bom aspecto, lembra-te de mim.”
Quando começou a escrever?
Comecei muito nova, mas senti-me um bocadinho bicho de jardim zoológico porque a minha mãe não resistia a contar às amigas. Então passei a escrever na cabeça sem passar para o papel. Depois de estudar literatura percebi que havia outros senhores que tinham o mesmo defeito que eu, chamados Camões, Antero de Quental, etc. Portanto, não tinha nada de me envergonhar. Recomecei a escrever. Só quando conheci o Joaquim [Magalhães, o actual marido] é que ele me disse que tinha de ter a humildade de publicar.
Qual foi o seu livro que vendeu mais?
Tenho a impressão de que foi Os Três casamentos de Camila S. Inspirei-me na vida da minha bisavó que casou com 12 anos com um homem de 40. Ela teve o primeiro filho aos 16 anos, o que me leva a crer que só começaram a ter vida sexual quando ela fez 15. Também sabia que no princípio do casamento ela andava no colégio e brincava com bonecas. Sempre achei isto bonito e horrível ao mesmo tempo.
Quando se separou pela segunda vez?
A 30 de Abril de 1975. Eu não era casada com ele porque a concordata não permitia. A segunda separação não foi nada frustrante, estava farta de homens até aos olhos. 
À terceira foi de vez?
Ele [Joaquim Magalhães] é uma pessoa extraordinária. Na altura não queria mais homem nenhum na minha vida, mas já estamos juntos há 30 anos.
A beleza foi um empecilho na sua vida?
A beleza foi um empecilho porque eu preferia ser vista como inteligente.
Foi difícil envelhecer?
Facílimo. A única coisa importante é a família. É a única coisa pela qual morreria.

 

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Exposição "Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII

 RTP

2009-07-15 21:23:42

 

 

Exposição mostra
Importância de Portugal
na
História da Globalização
 
 
A exposição "Emcompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos 16 e 17" foi originalmente concebida pela mais importante insituição museológica do planeta, a Smithsonian Institution, em Washington.

 


 ⇔⇔⇔

 

ver

 

MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

 

http://www.mnarteantiga-ipmuseus.pt/

 

 

 

Morada
Rua das Janelas Verdes
1249 - 017 Lisboa

 

Horário do Museu
3ª feira: 14h00-18h00
4ª feira a Domingo: 10h00-18h00
Encerrado à 2ª feira

 

Como chegar ao MNAA
O Museu encontra-se servido, nas proximidades, por numerosas linhas de

autocarros e eléctricos:
  autocarros: 727, 713, 60 (paragem na Rua das Janelas Verdes)
                   14, 28, 32 (paragem na Av. 24 de Julho)
  eléctricos: 15, 18 (paragem na Av. 24 de Julho)
                 25 (paragem no Largo de Santos)

 

Mapa de localização de estacionamento


 

 

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Parabéns Senhor Presidente !!!

JN

19h48m

 

 

Cavaco comemora 70 anos em "dia de trabalho normal”
 
  
  
A trabalhar normalmente no gabinete - foi esta a forma como o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, passou o dia do seu 70º aniversário, durante o qual já recebeu vários presentes e "todos de utilidade".
 
"Foi um dia de trabalho normal no gabinete e com uma iniciativa pública", afirmou Cavaco Silva, quando questionado sobre o dia de hoje, quarta-feira, em que comemora 70 anos.
 
O chefe de Estado, que falava aos jornalistas no final da inauguração da exposição "Encompassing The Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", que abre ao público na quinta-feira no Museu Nacional de Arte Antiga, adiantou ainda que o resto da noite será passada em família.
 
"Agora vou jantar com toda a família, com os filhos, com os netos e, neste dia, o que eu dou graças a Deus é pela boa saúde e pela boa família", sublinhou.
 
Quanto aos presentes que já recebeu, o Presidente da República disse apenas que foram "vários" e "todos de utilidade".
 
Interrogado sobre que presente gostaria de receber enquanto chefe de Estado, Cavaco Silva disse apenas que era uma pergunta "muito difícil de responder".
 
Relativamente à exposição que abre quinta-feira ao público no Museu Nacional de Arte Antiga, o Presidente da República deixou um convite a todos os portugueses para que aproveitem para conhecer o "conjunto notável de peças" que estão reunidas.
 
"Foi uma exposição que eu já tinha inaugurado há dois anos em Washington, uma magnifica exposição, um conjunto de peças muito valiosas que ilustram a aventura portuguesa do século XVI e do século XVII, mostra como Portugal foi pioneiro da globalização, como colocou os povos e as culturas em contacto, como espalhou conhecimento", declarou.
 
A exposição
 
"Encompassing The Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII",
 
que estará patente até 11 de Outubro,
 
reúne 173 obras de cartografia, marfins, gravuras, esculturas, pinturas e ourivesaria provenientes de colecções públicas e privadas portuguesas e estrangeiras
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:45
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Porto: Feira do Livro nos Aliados

 SAPO

 

 

Porto

 

Feira do Livro nos Aliados

 

 

 

 

 

A 79ª edição da Feira do Livro do Porto promete superar as expectativas, quem o diz é a organização da Feira, que destaca o regresso ao centro do Porto, os novos pavilhões e os horários mais flexíveis

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:45
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Feira do Livro de Lisboa abre as portas

 

 

Abre esta quinta-feira a Feira do Livro de Lisboa

 

Este ano o certame tem novos pavilhões e novos horários

 

 

2009-04-29 21:08:24

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:47
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Portugal - Brasão da República Portuguesa

 

 

 

 

Brasão da República de Portugal

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
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Sábado, 21 de Março de 2009

Gulbenkian - Temporada Gulbenkian de Música - 22 a 25 de Março 2009

 

 

ecard_18_03_09.jpg

 

 

www.gulbenkian.pt/index.php

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:00
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Pablo Picasso

Pablo Picasso

 

 retirado da internet

Publicado por bomsensoamiguinhos às 08:00
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Portugal - Porto - Patimónio - Azulejos

 

 

Porto

 

Azulejos

 

 

 

 Azulejos antigos na cidade do Porto
Musica dos Madre Deus,

Canção Fado Mindelo.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Megalitico - Portugal

Portugal

Evora, Alentejo

 

 

 


Visited twice with olive harvest group.
From Wikipedia:
 

The Almendres Cromlech megalithic complex near Guadalupe, Évora, Portugal, is one of the earliest public monuments. It is the largest existing group of structured menhirs in the Iberian Peninsula, and one of the largest in Europe.
 

This megalithic monument originally consisted of more than one hundred monoliths, some of which have been taken away for other uses. A recent dig showed that the complex had undergone several building phases during the neolithic period (5000 - 4000 b.c.).
It was found rather late, in 1964.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Junta de Freguesia da Beirã - Marvão 03 - O Megalitismo

 

O Megalitismo

 

 

 

 

 

♦ ♦ ♦

 

 

O Megalitismo Alentejano

 

 

Imagem retirada de

 

megapaisagens.blogspot.com/

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Projecto Matemática Ensino - Universidade de Aveiro

 

Matemática

 

 

Uma iniciativa do
Projecto Matemática Ensino
 
Roadshow CAIXAmat
a percorrer o País
 
 
 
 
O Projecto Matemática Ensino (PmatE) da Universidade de Aveiro, em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, está a promover mais uma edição do roadshow CAIXAmat.
 
O camião já está na estrada. Saiba aqui em que dia é que passa pela sua cidade.

 

 


Realizado ao abrigo do PASME - Programa de Apoio ao Sucesso em Matemática e ao Combate à Info-Exclusão, o CAIXAmat passará por 36 localidades de Norte a Sul do País, entre Janeiro e Junho, estimando-se em 70 mil o número de alunos que tomarão contacto com actividades experimentais e dispositivos tecnológicos. A iniciativa pretende, de forma interactiva, estimular os jovens a um contacto mais próximo com a Ciência e a uma maior motivação para o seu estudo e descoberta. 
 
O CAIXAmat vai dispor de computadores e outros equipamentos com software produzido pelo PmatE, baseado nas mais avançadas tecnologias e que permite fazer experimentações e competições no campo da Matemática, Biologia, Física e Português. Dirigido a alunos entre os 7 e os 18 anos, que frequentem o Ensino Básico (1º, 2º e 3º Ciclos) e o Ensino Secundário, o camião contará com a presença de dois professores/animadores que farão sessões de 30 minutos, entre as 08h30 e as 18h30. 
 
Este roadshow é um evento ao serviço da promoção do sucesso escolar e da cultura científica que tem como objectivos basilares descentralizar as actividades promovidas pelo PmatE, combater a info-exlusão e permitir que professores e alunos conheçam novas metodologias de ensinar e aprender, recorrendo à tecnologia e à interdisciplinaridade como meio de promoção e veiculação do conhecimento de uma forma diferente e divertida.
 
Durante o seu périplo, o CAIXAmat fará uma paragem na Universidade de Aveiro, aquando das competições nacionais, permitindo que alunos de todo o País e de Moçambique possam também fazer parte desta iniciativa, que nas edições anteriores contou com a participação de cerca de 100 mil alunos.
 
 

CIDADE DATA LOCAL
Amadora 27 e 28 Janeiro EB2,3 Sophia de Mello Breyner
Lisboa 29 e 30 Janeiro EB2,3 de Nuno Gonçalves
Castelo Branco 2 e 3 Fevereiro Escola Secundária c/3º CEB Amato Lusitano
Almeida 5 e 6 Fevereiro Agrupamento de Escolas de Almeida
Guarda 9 e 10 Fevereiro Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Oliveira do Hospital 12 e 13 Fevereiro Escola Básica Integrada Ponte das Três Entradas
Cantanhede 16 e 17 Fevereiro EB2,3 de Cantanhede
Viseu 19 e 20 Fevereiro Agrupamento de Escolas Grão Vasco
Sernancelhe 26 e 27 Fevereiro EB2,3 Sernancelhe
Vila Flor 2 e 3 Março Agrupamento Vertical de Escolas Vila Flor
Macedo de Cavaleiros 5 e 6 Março EB2,3 c/Secundário Macedo de Cavaleiros
Valpaços 9 e 10 Março Agrupamento Vertical de Escolas Valpaços
Vila Pouca de Aguiar 12 e 13 Março Agrupamento Vertical de Escolas V. Pouca Aguiar
Arcos de Valdevez 16 e 17 Março Escola Profissional Alto Lima
Ponte de Lima 19 e 20 Março Câmara Municipal
Esposende 23 e 24 Março Câmara Municipal
Vila Verde 26 e 27 Março Agrupamento de Escolas de Vila Verde
Penafiel 2, 3 e 4 Abril Câmara Municipal
Porto 16 e 17 Abril Câmara Municipal
S. João da Madeira 20 e 21 Abril Câmara Municipal
Murtosa 23 e 24 Abril Agrupamento de Escolas da Murtosa
Aveiro 28, 29 e 30 Abril Competições Nacionais – Universidade de Aveiro
Arraiolos 4 e 5 Maio EB2,3 c/ Secundário Cunha Rivara
Évora 7 e 8 Maio EB1 da Malagueira
Moura 11 e 12 Maio Agrupamento Vertical de Escolas de Moura
Beja 14 e 15 Maio Escola Secundário com 3º CEB Diogo de Gouveia
Faro 18 e 19 Maio Escola Secundária João de Deus
Lagos 21 e 22 Maio Escola Secundária Júlio Dantas
Grândola 25 e 26 Maio Escola Básica Integrada D. Jorge Lencastre
Setúbal 28 e 29 Maio Escola Secundária c/ 3º CEB Santo António
Venda do Pinheiro 1 e 2 Junho EB2,3 da Venda do Pinheiro
Cartaxo 4 e 5 Junho EB2,3 Pontével
Leiria 8 e 9 Junho Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus
Alvaiázere 10 e 12 Junho Feira FAFIPA
Tomar 15 e 16 Junho EB2,3 Gualdim Pais de Tomar
Portalegre 18 e 19Junho EB2,3 José Régio
Amadora 27 e 28 Janeiro EB2,3 Sophia de Mello Breyner
Lisboa 29 e 30 Janeiro EB2,3 de Nuno Gonçalves
Castelo Branco 2 e 3 Fevereiro Escola Secundária c/

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

FADO - MARIZA

 

MARIZA

 

 

Fado of portuguese fado singer mariza's new album "Transparente"

 

 

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Portugal - Que Misão! (Eurico Ribeiro)

 

 

 

Eurico Ribeiro

March 20th, 2008

www.grifo.com.pt/index.php
 
 
 
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos.
 
Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.
 
Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.
 
É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação… emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.
 
Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é UE, tem sido uma falácia traduzindo-se na pratica, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa, com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões. As regiões advêm do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes, que desta feita irão imergir, lutando na defesa da comunidade pela sua autodeterminação cuja força é agora possível face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo. Mais, a livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico, irá provocar a médio prazo a miscigenação dos povos com a perda de identidade e o empobrecimento regional ao nível do valor humano.
 
Neste aspecto é relevante a unidade do povo português continental e insular, de modo a que as fronteiras do berço da portugalidade se mantenham inalteráveis em todo o processo que se venha a desenhar. É necessário que se tomem medidas de manutenção e fixação dos melhores indivíduos, na prestação de serviços à sua comunidade, bem como políticas culturais baseadas na história e na missão Portuguesa, a fim da tradição ser de tal modo demolidora que quem decidir ficar entre nós, terá não só de aprender o português, como ter acesso aos nossos costumes e respeitar os nossos valores, tal como acontece nos países nórdicos. Essa unidade só será possível através de um líder natural que se torne o símbolo de união, relembrando a nossa história, projectando-a no futuro.
 
O povo português sofre de atavismos próprios de quem já foi grande… a queda no abismo leva à melancolia e à depressão, esse saudosismo que o Pessoa refere como sendo do Futuro, reflexo de um passado incompleto! O nosso Fado…
 
Contrariamente ao que é referido, o povo Português não é ingovernável (e quando assim se torna, emerge o princípio paradigmático de auto-preservação e de auto-regulação, subjacente a uma sabedoria ancestral de egrégora que funciona como um subconsciente colectivo, tal como o cardume que se movimenta quase por instinto face a um perigo externo), nem se pode dizer que não se pode esperar muito dele! Há um dizer em Sintra que expressa: “Nascer em Portugal ou por missão ou por castigo!” É um facto que o povo Português não nasceu para cumprir as regras dos outros, mas para “andar à frente do mundo”, para dar “novos mundos ao mundo”. Dêem uma missão impossível ao Português e ele é eficiente, dêem-lhe uma rotina e ele desinteressa-se e torna-se improdutivo. Gostaria de pedir aos governantes e gestores para que conheçam o povo que governam ou os trabalhadores que dirigem antes de implantarem as técnicas e métodos desenvolvidos noutros quadrantes pelos gurus da moda, que se têm mostrado ser comprovadamente ineficazes quando aplicados a um povo sobranceiro e milenar como o nosso! E não é com repressão ou pela força que se tira o melhor de cada um – medidas aliás que têm conduzido sempre a convulsões revolucionárias, como que se de um tumor maligno o povo se quisesse ver livre. Tira-se partido deste povo conhecendo e potenciando tão-somente a corda sensível que o projecta e o transcende. Tal foi a capacidade estratégica de São Bernardo de Claraval, levada a cabo pela Ordem do Templo, única potência estratégica que soube como nenhuma outra, levar o povo Português às suas reais potencialidades.
 
É certo que o português gosta de conhecer as novidades porque se posiciona numa perspectiva de descoberta, porque é um povo aberto para o mundo: é filho da original casta Lusitana, mas também do celta, do fenício, do árabe, do judeu e do cristão! É aberto às novidades, mas odeia ser obrigado a viver pelas regras dos outros, porque criou a sua própria paidéia triplamente transmitida pela terra onde nasce, pelos genes dos seus antepassados e pela oralidade dos poetas. O português tem tanto de Vasco da Gama, quanto de D. Henrique quanto de Velho do Restelo. E todos são úteis: o aventureiro que quer dar novos mundos ao mundo, o sonhador e estratega que concebe e planeia, e o ponderado que embora refractário e reactivo o faz por defesa da sua terra natal. No entanto sendo constituídos conceptualmente pelos três, tornamo-nos seres inquietos, pelo paradoxo de que somos reflexo.
 
O português sendo aventureiro e missionário, não pode ser materialista no seu espírito, porque o risco de uma epopeia ou missão, implica o desapego completo, com o limite da sua própria vida! O espírito de desapego do português é tal que nas épocas de governação estrangeirada, desconhecendo a sua ancestral missão ligada à do país onde nasceu, o leva a raiar a traição, tal se encontra motivado a ser um cidadão do mundo. Desse mal padecem as classes governativas e intelectuais infectadas pelo jacobinismo, pelo positivismo da revolução francesa de 1800 cuja continuidade atravessou dois séculos até ao europeísmo actual.
 
Do “ser português original” excluo obviamente o indivíduo mesquinho e de visão curta, que se alimenta da corrupção, porque parasitas os há em todos os quadrantes e latitudes e não respeitam nenhuma terra que pisam. Excluo o novo-rico com as suas manias e preconceitos que o manterá para sempre tão pobre e desligado interiormente como nasceu. Tem vergonha da sua condição, projectando a sua inferioridade no povo de que faz parte, mas que não reconhece. Refiro-me sim aqui ao português de alma e coração: desde o inovador cosmopolita, mas conhecedor da sua missão, ao português profundo enraizado na terra dos seus antepassados, o indivíduo estreitamente ligado à terra, ao ser autêntico, rude de mãos e caras fendidas temperado pelo sofrimento, pelas alegrias e pelos elementos, mas com um conhecimento empírico tal, que muitas vezes mancha o manto sobranceiro do académico.
 
O Português é um Homem livre, preparado para a incógnita, para o desconhecido que o empolga, que o agiganta e que em suma o liberta, não para a rotina, para o conhecido, para as regras dos outros que o aprisionam, o asfixiam e o condenam a uma morte lenta… A sua reacção no presente é claramente de renúncia às regras impostas, ao sentimento de saudosismo, na esperança de ver renascida das cinzas, projectada no futuro a missão vanguardista de quinhentos que foi somente sua.
 
Deste modo, Portugal reúne todas as possibilidades de cumprir a profecia do Quinto Império: estamos a entrar numa nova Era, que levará a sociedade à imaterialidade. Este aspecto já é vislumbrado por variadíssimos indícios, se podem resumir em dois paradigmas, um respeitante ao Homem (lembro aqui da 3ª vaga de Alvin Tofler…), e outro ao meio em que vive – o Ecossistema.
 
No primeiro vem-me à memória a sucessão dos sectores de actividade que nos acompanham desde os primórdios do homem sobre a Terra: o sector primário com a caça, pesca e agricultura que é já uma actividade de transição ao sector secundário que aparece mecanizado nos finais do século XIX com a revolução industrial. O sector secundário é uma actividade de transformação efectiva da natureza, cuja necessidade proveio inicialmente da conservação dos produtos perecíveis do sector primário e da criação de novas ferramentas e utensílios auxiliares à actividade do Homem. O sector terciário aparece na segunda metade do século XX que se destina aos serviços, sendo alavancado pelos sectores anteriores, os quais transitam de uma produção alicerçada nos produtos a uma aproximação cada vez maior às necessidades de mercado dos indivíduos. Actualmente vivemos no sector quaternário que se caracteriza pela Era das tecnologias da informação e conteúdos, que cumprem as necessidades de uma sociedade global. Do futuro espera-se que isto venha a suceder na Era quinquenária do “Wellfare” ou do bem-estar. Os impérios da história acompanharam todos estes sectores, e impuseram paradigmaticamente a mudança.
 
As organizações seguiram esta tendência, tendo actualmente o primado das marcas, das ideias, dos conteúdos e da informação. Substituiu-se a materialidade empresarial centrada no produto e nas organizações rígidas do tipo familiar ou estatal, cujos activos (corpo material) se vêem disseminados por um conjunto indefinido de novos donos, accionistas. A personalidade e identidade, em suma a alma destas organizações, reside agora só e apenas na marca, cuja mobilidade é tal que pode mudar de corpo, e de donos.
 
A Internet tem substituído a materialidade dos livros, das bibliotecas, dos suportes multimédia e as empresas. Grande parte do trabalho é hoje executado em suportes imateriais, cada vez mais o trabalho do homem reside nas ideias, na criatividade e na mudança, mais balanceado para o pensar e menos para o fazer…
 
No segundo paradigma, o do Ecossistema, tem-se verificado e propagado aos quatro ventos que os três primeiros sectores de actividade, são extremamente lesivos ao equilíbrio dos recursos naturais, daí que a actividade económica tenha de transitar rapidamente ao plano das ideias e da alta finança, saindo do âmbito do plano físico. Desde que se articulem estratégias sustentáveis de manutenção das necessidades básicas de subsistência das sociedades, a actividade ou o negócio do Homem transitará para o mundo criativo das ideias, suportado através de meios virtuais, que colidam o mínimo possível com o ecossistema.
 
Deste modo, a harmonização dos dois paradigmas prevêem a salvaguarda do equilíbrio Natural e a sustentabilidade das Sociedades do Homem que, sem as obsessões actuais, se tornam num cumprimento absoluto das Leis do Equilíbrio – ou Leis Divinas. Devo contudo referir, que mais nefasta que a poluição física dos ecossistemas, é a poluição mental dos Homens, ou melhor a falta de Amor Incondicional, do Amor Verdadeiro que é a única Força agregadora e criativa do Universo.
 
Contudo, penso que a real defesa da nossa identidade terá de passar, nesta conjuntura em que se perfila uma amálgama miscigenada de povos, pelo pragmatismo, seguindo o caminho possível. Vejo a aposta na indústria do turismo, a possibilidade de salvaguardar os locais patrimoniais de referência, da nossa história, bem como os usos e costumes. O turismo de habitação pode alavancar o redescobrimento das aldeias históricas e das vilas acasteladas, da agricultura biológica (com as práticas de subsistência ancestrais) e esta da nossa restauração típica e tradicional, bem como dos produtos regionais demarcados com embalagens biodegradáveis. A indústria já não faz sentido porque é onerosa e extremamente poluente, em especial como vimos, numa época paradigmática das tecnologias de informação, que tende a evoluir para o “Wellfare”, mas a agricultura biológica, apesar de ser do primeiro sector, fará sempre parte do futuro (quanto mais não seja pela necessidade básica) caso seja sustentável e não lesiva ao ecossistema, tal como eram os métodos tradicionais utilizados pelos nossos antepassados. Penso deste modo que o caminho de defesa da nossa identidade poderá ser perfeitamente consubstanciado com os paradigmas da sucessão dos sectores de actividade que vimos atrás em harmonia com o ecossistema.
 
«Considerem agora os Portugueses, e leiam tudo o que daqui por diante formos escrevendo com este pressuposto e importantíssima advertência: que, se alguma cousa lhes poderia retardar o cumprimento destas promessas, seria só o esquecimento ou desconhecimento do soberano Autor delas, quando por nossa desgraça fôssemos tão injuriosamente ingratos a Deus, que ou referíssemos os benefícios passados, ou esperássemos os futuros de outra mão que a sua.
 
Prometeu Deus de livrar os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, como tinha jurado aos seus maiores, e de os levar e meter de posse da terra da Promissão; (…) se buscarmos no Texto Sagrado as causas deste desvio e dilação (a qual durou quarenta anos inteiros, sendo a distancia do caminho breve, e que se podia vencer em poucos dias) acharemos que foram, três. Agora nos servem as duas, depois diremos a terceira. A primeira causa foi atribuírem a liberdade do cativeiro a Moisés; (…) A segunda, e ainda mais ignorante (sobre ímpia e blasfema), foi atribuírem a mesma liberdade ao ídolo que de seu ouro tinham fundido no deserto. (…) Basta, povo descortês, ingrato e blasfemo! Que Moisés e o vosso ídolo foram os que vos livraram do cativeiro do Egipto?! (…)
 
Mas antes que passemos às outras utilidades, que ficarão para os capítulos seguintes, justo será que fechemos este com a terceira causa do castigo que ponderávamos, a qual refere o Texto Sagrado no cap. XIV dos Números, e pode ser de grande exemplo para outra casta de gente, que são os que a Escritura chama filhos da desconfiança.»

Padre António Vieira em História do Futuro, Cap. II Vol. I
 
Voltando a Portugal, e segundo o P. António Vieira, três aspectos podem impedir que a profecia se cumpra: destruição da concepção do Princípio Divino, anulação do ideal da aristocracia natural e perda de fé do indivíduo em sim mesmo.
No primeiro pode haver o risco das novas gerações perderem a noção da dependência das Leis Naturais (Lex Natura), pela ignorância ou pela arrogância. O falso conhecimento pode levar ao caminho divergente da verdadeira Luz com adoração a falsos profetas e deuses menores da ciência, da política, da finança e dos “media”.
 
Na segunda, a criação e adoração de “bezerros de ouro”: os bens materiais que conduzem ao hedonismo numa sociedade virada somente para o prazer e futilidade. A procura do ter, mais e melhor do que o outro, a ostentação de sinais externos de riqueza, o sentimento de que a sociedade do Homem tem ferramentas prontas a resolver todos os problemas e o autismo com que os privilegiados encaram a sua vida e viram a cara à miséria dos excluídos, sem direitos aos frutos da prosperidade.
 
Na terceira, o eterno recalcamento depressivo a que o português é sujeito desde a infância, levando-o ao complexo de inferioridade pelo nascimento, a desacreditar em si próprio, a pensar que é menos capaz que todos os outros, que é atrasado e que nunca chegará à linha dos povos da frente. O sentimento desde o berço de que nasceu num país pobre e pequeno, e que é filho de um povo atrasado e medíocre. Bombardeado pelos “media”, passando pelo estabelecimento de ensino, à empresa onde trabalha e às conversas de circunstancia, não lhe é permitido que o seu espírito germine e que erga a cabeça. Para isso tem de imigrar, para um sítio onde não seja identificado e anatematizado por ser tão só Português!
 
Para que Portugal possa liderar, por direito próprio, num futuro próximo, o avanço da Humanidade como o fez desde o século XII ao XVI, terá que saber transmutar os agentes internos que se mantêm presos a ideologias e interesses que o aprisionam nestes três aspectos.
 
No primeiro, penso que terá de se mudar o paradigma, criando em todo o português um ideal superior, místico, uma missão, um leitmotiv, uma Paidéia segundo Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, António Quadros bem como muitos outros! Terá de seguir uma estratégia de vida que obedeça às Leis Naturais ou Divinas.
 
Na segunda, a educação não para a igualdade castradora, taylorista, mas para a natural separação de indivíduos por capacidades e potencialidades, de tal forma que os que se encontram à frente se tornem nos ideais a projectar nos que estão mais a trás, pelo abnegável exemplo, pelos princípios e em suma pelo valor e não pela falsa imagem que leva os indivíduos das classes inferiores a questionarem os das classes mais privilegiadas. Temos de colocar líderes naturais, equilibrados pela ética natural e pela mais valia técnica e humana, a fim de servirem de força de tracção a toda a sociedade.
 
Na terceira, perceber e mostrar que o povo Português é naturalmente superior ou igual aos outros povos e se não se consegue avançar pelo caminho dos outros é porque ele não nasceu para o fazer, como já referi. Ele nasceu para criar os seus próprios caminhos para lá do impossível, tornando-se no vanguardista, no descobridor, no navegador que dá novos mundos ao mundo!
 
O povo Português, para sobreviver como identidade própria, tem de conhecer exactamente a sua história e perceber sem reactividades nem vinganças, de que a sua raça, a “milenar raça portuguesa” foi condenada desde 1535 à lenta extinção, pela ignorância, castração e amnésia. Paradoxalmente, todos esses movimentos têm, ao contrário do que se possa pensar, tido início dentro da nossa casa. A crise que levou à 1ª união ibérica de 1580 a 1640 e ao império dos Habsburgo, não foi provocada por nenhuma invasão, nem devido ao facto muitas vezes adiantado pelos nossos historiadores ou de idiossincrasias políticas, de que não havia pretendentes ao trono vago, após a morte de D. Sebastião, rei que afinal morre encarcerado nos Limoges em França! A decisão foi consentida pelos iberistas da época, que aproveitando-se da crise política, emergiram o país numa crise financeira a fim de justificarem ao povo a união com Espanha. Desta feita preferiam o rei Filipe II de Espanha (futuro Filipe I de Portugal) a D. António I, neto de D. Manuel I ou a D. Catarina da Casa de Bragança, cujo neto D. João II futuro El Rei D. João IV viria curiosamente a restaurar a independência. Mais, todos os inícios dinásticos das Reais Casas portuguesas se deram através de filhos ilegítimos: na Casa de Borgonha, suspeitando-se que D. Afonso Henriques possa ter sido filho de D. Egas Moniz perfilhado pelo Conde D. Henrique por incapacidade física do filho natural, a Casa de Avis aparece com D. João I, filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, e por sua vez a Casa de Bragança com o 1º Duque Afonso filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pereira. Desta feita qualquer argumentação sobre a legitimidade das sucessões, cai por terra, num país que desde o início em 1149 até 1910 teve uma monarquia muito própria, cuja sucessão era baseada não só com base na hereditariedade, mas no princípio da aclamação popular e das cortes.
 
Assim, a destruição da nossa paidéia por dentro, por uma classe de portugueses “sem berço”, foi consumada através da Espanha que trouxe com ela a Igreja e a Inquisição, pela França de Napoleão que trouxe o racionalismo castrador, pela Inglaterra que se tentou aproveitar do estatuado da “Oldest Ally” e da circunstância da ingovernabilidade do país no período que se seguiu, a consanguinidade e miscigenação estratégica das casas reais europeias que toldaram a nossa missão, enfraquecendo e condenando posteriormente os Braganças (Casa Real periférica e com perigo de afirmação contrária aos interesses europeus que levaram aos dois grandes conflitos mundiais), as forças ocultas e destabilizadoras por detrás da 1ª República – movimento que não reflectia os desejos do povo português na sua maioria alheio a tudo isso, os poderes mundiais materializados pelos EUA e URSS na instabilidade forçada que levou à independência antes do tempo das nossas colónias e finalmente a CEE/CE/UE com o perigo que mais uma vez se avizinha da dissolução total da identidade e independência de um povo milenar. É preciso saber que em todas as épocas de perda de soberania da nossa história, esse processo foi sempre levado a cabo por dentro.
 
Atrevo-me a pensar que as forças destruturantes que se acercaram do nosso país desde 1535, se deveram ao facto da missão portuguesa se encontrar muito à frente da capacidade e mentalidade do mundo nessa época e oposto ao materialismo que se desenvolve alguns séculos depois. Era necessário travar os Portugueses, era necessário que depois de D. Manuel I (que apercebendo-se do fim, se apressa a registar para épocas mais propícias a missão portuguesa nos sólidos livros de pedra do manuelino), a missão nunca mais fosse restaurada, era necessário matá-la de vez, impedindo que D. Sebastião regressasse a casa… Era necessário em suma que o projecto Templário planeado pelo visionário São Bernardo de Claraval – o Porto do Graal – soçobrasse de vez!
 
Deste modo, é de todo necessário que as condições mundiais se deteriorem de tal modo que Portugal volte a ser o centro do mundo material, porque se encontra no centro do “mapa mundi” (posição logística estratégica) e em esperança espiritual, porque é o único país verdadeiramente universalista reflectido no seu povo amistoso e nas armas da sua bandeira.
 
Para isso teremos de estar preparados, para essa eventualidade: essa é a nossa missão! Esse deveria começar a ser o leitmotiv político dos futuros líderes nacionais.
 
 
Ver Post:
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa
Pensamento do Momento
 
 

 

PORTUGAL
 
Que Missão!
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

EXPOSIÇÃO - FUNDAÇÃO DE SERRALVES

 

 

EXPOSIÇÃO
 
FUNDAÇÃO DE SERRALVES

 

 

DO RATO MICKEY A ANDY WARHOL
 

07 Fev - 14 Mai 2009 - BIBLIOTECA

 

 

 
A literatura infantil está desde há várias décadas associada à criação de inúmeros artistas plásticos.
 
Para uns (como Andy Warhol), a imagem, o design e a forma dos livros para crianças e dos livros de banda desenhada constituem fonte de inspiração para criarem obras novas. Outros (como Dieter Roth) concebem de raiz livros cujo conceito é apelativo para os mais novos.
 
A presente exposição inclui diversas publicações que evidenciam várias formas de manipulação ou criação de originais e livros infantis que chamam a nossa atenção para a arte contemporânea (Hergé – Tintin).
 
Comissário: Guy Schraenen

 

www.serralves.com/actividades/detalhes.php

 

 

FUNDAÇÃO DE SERRALVES

 

Imagem retirada da Internet

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
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Crise - Cultura - Presidente da Fundação de Serralves propõe ao Governo aposta na cultura para combater a crise

RTP

Quinta, 29 de Janeiro 2009

 

Cultura

 

Presidente da Fundação de Serralves propõe ao Governo aposta na cultura para combater a crise

 
Porto, 29 Jan (Lusa) - O presidente da Fundação de Serralves, António Gomes de Pinho, propõs ao Governo a "criação urgente de um plano anti-crise baseado nas potencialidades do sector cultural e das indústrias criativas".

 

 

 

Em comunicado hoje distribuído, no Porto, aquele responsável defendeu que "a cultura tem um papel fulcral nos momentos de crise" e considera que "o pacote de medidas que propõe não ultrapassará um custo de 50 milhões de euros".
 

 

O presidente da Fundação de Serralves adiantava, nesse documento o conteúdo da proposta que defendeu hoje, num jantar-debate organizado pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial (APGEI) e realizado na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto.
 
Gomes de Pinho defendeu que "as enormes potencialidades reveladas por iniciativas recentes a que a Fundação de Serralves esteve associada permitiram detectar algumas centenas de projectos economicamente viáveis e de rápida concretização".
 
Revelou que entre o pacote de medidas se inclui a isenção de taxação de direitos de autor por um prazo de três anos e o apoio à reconversão de espaços fabris encerrados, para instalação de núcleos de empresas criativas, em colaboração com as autarquias.
 
Advoga também a facilitação do acesso ao capital de risco e ao crédito, dentro de determinados valores.
 
Gomes de Pinho pretende também "a criação de um passe cultural nacional, para facilitar o acesso da população às manifestações culturais, apoiando deste modo as instituições culturais".
 
Defendeu também a criação de um programa de inventário e restauro de bens culturais móveis e imóveis, em colaboração com os museus, a igreja e as autarquias.
 
A criação de um programa intensivo de formação em gestão empresarial para jovens candidatos à criação de empresas culturais, em colaboração com as escolas de gestão e as instituições culturais mais relevantes do país é outra das propostas incluído por Gomes de Pinho neste pacote de medidas de aposta no desenvolvimento da contra a crise.
 
Gomes de Pinho considera que "este plano terá, no curto prazo, um forte impacto na criação de emprego qualificado para as camadas mais jovens e contribuirá, a médio prazo, para a reconversão do tecido empresarial português, conferindo-lhe maior competitividade e inovação".
PF.
Lusa/Fim
Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Capital do Brasil - Brasília organiza semana cultural dedicada a Portugal

SOL

25 JAN 09

 

Capital do Brasil
 
Brasília
organiza semana cultural dedicada a
Portugal
 
 
Portugal será a estrela cultural de Brasília na próxima semana, no âmbito de um projecto que pretende atrair novos visitantes para a capital brasileira, com espectáculos, performances cénicas, exposições, debates literários e gastronomia de diferentes países
 
«O projecto Palcobrasília começa por Portugal, porque é a nossa pátria-mãe. Esta semana dedicada a Portugal foi motivada também pelo início da reforma ortográfica, que será tema de muitos debates», disse à agência Lusa o produtor Jorge Luiz, da Giral Projectos Socioculturais.

A primeira edição do projecto reunirá escritores, músicos e actores brasileiros e portugueses em Brasília, que pretende quebrar com o monopólio cultural do eixo Rio-São Paulo.

Um dos destaques da programação é a apresentação do grupo português Madredeus & A Banda Cósmica, que vai lançar o seu novo CD, o álbum duplo Metafonia.

Outra atracção musical será o show da brasileira Adriana Calcanhoto.

O público brasileiro vai poder ver, pela primeira vez no país, a exposição Os Lugares de Pessoa, que mostra a biografia e a bibliografia do poeta português Fernando Pessoa.

A programação literária inclui ainda as presenças da escritora Inês Pedrosa e da brasileira Elisa Lucinda.

O evento será aberto na segunda-feira, com a inauguração da exposição Os Lugares de Pessoa, da mostra fotográfica Aquarela do Brasil, do brasileiro Bento Viana e com um concerto do pianista português Adriano Jordão e da violinista brasileira Gabriela Queiroz.

«Este é o início de um processo. Podemos transformar Brasília num caldeirão cultural efervescente. Podemos também levar este projecto a outras capitais. Podemos fazer uma semana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa», afirmou à Lusa um dos organizadores, o luso-brasileiro Marcos Joaquim Alves.

O evento deverá, segundo a organização, atrair cerca de 1.000 pessoas por noite e todas as actividades culturais serão transmitidas para 1.500 municípios brasileiros, a maioria deles afastados dos grandes centros urbanos.

As próximas edições do Palcobrasília serão dedicadas à França, Colômbia, Itália e Japão.
 
Lusa/SOL

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Poema - Ser Português - Paulo César

 

 

Ser Português
 
portugues2.jpg

(Imagem recolhida na Internet)


Paulo César

  

 
Ser Português


 
Ser Português é aventura marinheira
Passando das desventuras o Bojador

É ser da própria vida o navegador

E no alto do mastro nossa bandeira


Bolinar na brisa das Primaveras

E sulcar a todo o pano nos Verões
Até aos portos de Outonais corações

Tornando reais velhas quimeras


E nos Invernos de qualquer cais
A tomar um café quente a fumegar
Aparece uma nova forma de amar


À das suas Primaveras tão iguais
Com os mesmos beijos suspiros e ais
Porque ser Português não é parar.


Poema escrito a 25 de Outubro de 2005
Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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