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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Domingo, 16 de Maio de 2010

Entrevista a Jacques Attali por Laura Davidescu, Euronews

Euronews

Jacques Attali: a crise está apenas a começar

07/05 17:58 CET

 

 

Podemos prevêr as crises económicas? É um exercício perigoso a que Jacques Attali se dedica há muitos anos.

Engenheiro e economista de formação, presidiu ao Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento nos anos 90. Jacques Attali é autor de numerosos ensaios sobre política, economia e finanças.

A Euronews entrevista-o sobre a crise grega e as turbulências na Zona Euro. Para começar, Jacques Attali lamenta o atraso da Cimeira Europeia no tratamento do tema.

Jacques Attali – A cimeira ocorre muito tarde. Se tinha sido feita há 15 dias, três semanas, teríamos colocado 40 mil milhões na mesa e teria sido suficiente. Mas não foi, hesitámos, dissémos que não o faríamos, por isso é a pior das soluções, dizer não e depois dizer sim.

Em segundo lugar, o mecanismo que está em vigor não é credível, os montantes anunciados são muito elevados, mas o plano de rigor imposto aos gregos é absolutamente insustentável e mais: nós nem sequer lhes pedimos poupanças no orçamento da Defesa, o que representa a maior parte dos gastos!

Assim, os mercados vão forçosamente colocar a questão de saber o que se vai passar com outros países, estão preocupados, e vão tentar compreender se os Estados vão ser sérios, em Portugal, em Espanha, em Itália, em Inglaterra, porque o Reino Unido também está mal colocado.

E assim vamos ter mais ataques, não propriamente ataques, verificação da seriedade dos Estados que não o são.

Hoje em dia, os governos europeus não tomam a única decisão que se impõe, ou seja, criar títulos do Tesouro europeus para emprestar em nome da Europa. Tudo o que fazemos hoje é esbanjar.

Laura Davidescu, euronews – Então diz – se é que estou a compreender – face a uma crise com tal amplitude a única solução é consolidar os mecanismos verdadeiramente europeus?

J. A.- Claro … (…) a única solução é a de crescimento para a redução da dívida , é a única solução.

Mas enquanto se espera a retoma do crescimento, enquanto se fazem as economias necessárias, é preciso evitar a catástrofe e para evitar a catástrofe, devemos emprestar de modo credível e o único que pode emprestar de modo credível é a União Europeia.

L.D. – Mas está longe de ser uma decisão dessa envergadura …

J.A. – Nestes dois anos, de qualquer modo, não fizémos nada.

Parecemos o G20, que não serviu para nada, anunciámos tanto que nunca cumprimos, temos tanto medo de tomar a mais pequena decisão que não fizémos nada enquanto a bolha crescia.

A crise era uma pequena crise dos subprimes americanos, que devia ter custado 10 mil milhões de dólares e se tornou numa crise mundial de bancos que pode custar 500 mil milhões de dólares ..continuamos a não fazer nada, salvo transferir para os contribuintes, o que se transformou em crise da dívida pública que atinge os 7,8 biliões de dólares.

Os bancos continuam a especular exatamente como antes, os actos imorais também continuam do mesmo modo, nada, absolutamente nada mudou num sistema que está totalmente nas mãos do mercado financeiro internacional.

L.D. – Foi então que descobrimos, depois de uma crise das finanças privadas a crise das finanças públicas….

J.A. – Não descobrimos . Se me permite, com muitos outros, há três anos que digo que não fazemos mais do que transferir a dívida privada para a dívida pública.

Desde o momento em que se deu a crise do Lehman, escolhemos transferir a dívida privada para a dívida pública, e como aceitámos transferir aceitámos financiar todas as perdas dos mais diversos bancos e, Lehman à parte, não deixar ninguém declarar falência.

Assim, aceitámos que o contribuinte de amanhã, para além das dívidas que tenha , pague esses erros.

L.D. – Um dos motivos, já que há tantos, das queixas dos últimos três meses, está ligada ao Fundo Monetário Internacional.

Os dirigentes alemães opuseram-se a que a Europa pague, e assumem sozinhos o plano de socorro à Grécia.

O senhor qualifica, num artigo recente, a decisão de finalmente apelar ao FMI, como desonrada. Porquê?

J.A. – Retomei a fórmula de Churchill: “Você hesitou entre a guerra e a desonra, e porque escolheu desonrar-se vai ter a guerra. “

Infelizmente, esta fórmula que apliquei é verdadeira. Escolhemos a desonra porque o Fundo Monetário é uma estrutura honorável mas não é uma estrutura europeia. Assim, confiámos a outros, ou seja, aos americanos e outros não europeus a responsabilidade de decidir a política que convém seguir num país europeu.

Assim, optamos por uma estratégia que está a destruir a identidade europeia.

E o encargo principal será europeu, pois são os europeus que vão pagar a crise.

L.D. – Mas e se isso não chegar a acontecer, precisamente por a nossa construção europeia ter defeitos, pecados originais? Por exemplo, o euro nunca foi apoiado por uma política europeia comum ou fiscal ou económica ou de qualquer modo. Então, será que podemos enfrentar?

J.A. – Há 10 anos que digo que o euro vai desaparecer se não formos capazes de estabelecer um orçamento europeu.

Sempre avançámos assim na Europa: fizémos o mercado único porque o mercado comum não era suficiente e de cada vez houve crises que precederam estes factos.

Hoje, vemos como uma evidência que a moeda única não pode existir sem uma política fiscal e orçamental. Não é possível.

Então, será que temos a coragem de o fazer? Vamos ver! Mas, por agora estamos a lidar com os políticos que são do século XX. Estão um século atrasados.

L.D. – Há um, entre os actuais líderes da Europa, que mostre sinais de ter entendido esta realidade?

J.A. – Infelizmente, o único político sério que parece sério e ter compreendido é Jean Claude Trichet, mas não é um homem político.

É o único na Europa, que conheço, talvez com Jean Claude Junker também, que na posição de patrão do eurogrupo viu bem o que estava em jogo. Ambos compreenderam que era precisa uma integração maior, mas eles não estão em posição de impôr.

L.D. – Então para onde acha que vamos, Sr. Jacques Attali?

J.A. – Acho que estamos a ir para pior, e pior é dizer entre dois a três anos, até menos, uma desintegração da Europa. A única questão é se não os políticos que tiveram a coragem de decidir na calma podem fazê-lo durante a tempestade.
L.D. – Na tempestade? Então é apenas o começo desta tempestade …

J.A. – Com certeza, a crise está apenas a começar. Todos os que têm vindo a dizer, há meses e meses, “a crise acabou, saímos da crise” dizem qualquer coisa. A crise está apenas a começar. Porque o público aumenta a dívida, porque a recessão está aqui. É claro que não há crise na China, Índia, Ásia e em outros lugares. Mas a crise na Europa, a crise os E.U., a crise no Japão, a crise em todos os países da OCDE
está à vista. Estes velhos países, antes ricos, estão cansados, optaram por viver no crédito mas é preciso pagá-lo.
L.D. – Que preço tem de pagar a Europa? É que assim vai sair, se sair, mais fragilizada do que nunca.
J.A. – Primeiro ainda não acabou. E esta pode mesmo ser a ocasião, como quando houve a crise da desvalorização de 92-93 , ou a grande crise da Europa nos anos 83- 84, pode ser o momento de se reforçar, de fazer com que a crise se torne a ocasião para fazer melhor e mais. Ainda espero que a Europa compreenda que hoje a única via que lhe resta á Mais Europa e não Menos Europa.

L.D. – Na 24 ª hora …

J.A. – Esperemos que não seja na 25a, para citar um grande escritor romeno.

L.D. – Portugal? Existe um risco lá, imediatamente ou nos meses que vêm? E Espanha?

J.A. – Sim, evidentemente, os mercados vão verificar se os políticos que não fizeram a tempo o seu trabalho sobre a Grécia, vão fazer o seu trabalho sobre Portugal. Assim, vamos ver as notações de crédito (credit default swap ) de Portugal, de Espanha e do Reino Unido aumentarem até ficarem sem crédito, e vamos ver o que fazem os governos.

L.D.- O pior cenário.

J.A. – O pior cenário. É por lá, sem dúvida, que é preciso passar para chegar ao despertar da classe política.

Copyright © 2010 euronews

Ver vídeo em:

 

http://pt.euronews.net/2010/05/07/jacques-attali-a-crise-esta-apenas-a-comecar/


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Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:35
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Bento XVI na Encíclica - com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas

 

O Declínio na Ética

 

“pode levar a que as leis do mercado colapsem”

 Tema apresentado pelo então cardeal Joseph Ratzinger num ensaio em 1985

 
 
Jornal de Negócios  Online
negocios@negocios.pt

 

O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, disse que a economia de mercado livre legitimizou a ganância, citando o filme "Wall Street", de 1987, e o seu protagonista, o investidor Gordon Gekko.

“O mercado da ganância substituiu o mercado livre”, afirmou hoje Bertone num discurso junto de senadores italianos em Roma. “A ganância é uma coisa boa, a ganância é correcta”, disse Bertone, citando uma das frases mais populares de Gekko no filme realizado por Oliver Stone, ao salientar o conteúdo da encíclica do Papa Bento XVI, que apela a uma nova ordem financeira.

O sumo pontífice, com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas.

 

As reflexões do Papa sobre o capitalismo foram escritas ao longo de dois anos e neste documento podemos também encontrar análises sobre as formas de sair da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, salienta a Bloomberg.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
                              

 

 “Quando o lucro se torna no objectivo exclusivo, se for produzido de forma imprópria e sem o bem comum como propósito final, arrisca-se a destruir a riqueza e a criar pobreza”,

escreveu Bento XVI na encíclica.


Bertone, que é o segundo maior responsável no Vaticano, sublinhou a mensagem do Papa aos legisladores italianos. Desde a década de 1970, referiu, as nações desenvolvidas “expuseram as suas economias reais aos caprichos das finanças” e convenceram os consumidores a gastarem além das suas possibilidades.

 

Em Novembro passado, o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, afirmou que o Papa tinha feito uma “profecia” num ensaio que escreveu quando era ainda cardeal.

 

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger apresentou um ensaio intitulado “Economia de Mercado e Ética”, onde referia que um declínio na ética “pode levar a que as leis do mercado colapsem”.

 

Dois anos mais tarde, Michael Douglas ganhou um Óscar pelo seu desempenho da personagem Gekko. A personagem acabou por simbolizar os excessos de Wall Street cometidos na década de 80.
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 05:30
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

AR: PS questiona ministro das Finanças sobre aquisição de acção da Cimpor pela CGD

RTP

 

 

AR:
PS questiona ministro das Finanças
sobre aquisição de acção da Cimpor pela CGD
 
 
Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O deputado socialista Vera Jardim questionou hoje o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre a aquisição de acções da Cimpor pela Caixa Geral de Depósitos acima do valor de mercado.

 

 

Em requerimento hoje entregue na Assembleia da República, Vera Jardim interroga o Governo se "o accionista Estado teve conhecimento prévio da operação efectuada".

 

 

Em caso afirmativo, o deputado socialista quer saber "o que justifica tal transacção", sublinhando que foi noticiada "a aquisição pela Caixa Geral de Depósitos a um investidor privado por um preço por acção superior à cotação média das últimas semanas e com uma cláusula de direito da recompra das acções, no prazo de três anos".

 

 

Também o PCP e o BE já tinham questionado o Governo sobre esta operação, em que a CGD terá comprado 10 por cento do capital da Cimpor 25 por cento acima do valor de mercado, pagando mais 62 milhões de euros.
 
Hoje, o grupo parlamentar do PCP requereu a audição urgente do presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.
 
O PCP argumenta que "nos últimos tempos" a CGD tem sido chamada a intervir "na salvação de alguns bancos do sistema bancário" e que "tem tido intervenções incompreensíveis no apoio a alguns grupos económicos e financeiros".
 
Os deputados comunistas querem esclarecimentos sobre as opções estratégicas da CGD, referindo casos de "negociações leoninas de empréstimos" feitos entre empresários como Manuel Fino, Teixeira Duarte, Joe Berardo e José Rendeiro.
 
SMA/SF/ATF.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 10:00
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Portugal tem que evitar tentação da despesa excessiva

Jornal de Negócios

Publicado 19 Fevereiro 2009  00:01

 

Economia

Fórum para a Competitividade

 
Portugal
tem que evitar tentação da
despesa excessiva
 
 
O país não pode encontrar na crise internacional uma desculpa para embarcar num aumento excessivo da despesa pública que sacrifique o desempenho da economia portuguesa no longo prazo.
 
 
A posição foi ontem defendida pelos economistas presentes no seminário promovido pelo Fórum para a Competitividade para debater a crise económica.
 

Susana  Domingos
sdomingos@negocios.pt


 
 
O país não pode encontrar na crise internacional uma desculpa para embarcar num aumento excessivo da despesa pública que sacrifique o desempenho da economia portuguesa no longo prazo. A posição foi ontem defendida pelos economistas presentes no seminário promovido pelo Fórum para a Competitividade para debater a crise económica.

"Portugal dispõe de um orçamento reduzido e de fraca capacidade de endividamento e, por isso, não deve embarcar em quaisquer aventuras despesistas, tão habituais em anos de eleições", afirmou ontem Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade.

O economista Vítor Bento também se mostra preocupado com a insistência de diversos agentes económicos, sobre a "necessidade de aumentar a despesa". "Temos a ilusão de que é o aumento da despesa que nos vai tirar da crise" e essa ideia "é errada", defendeu .

Para o economista Daniel Bessa, com esta crise "saiu a sorte grande ao Governo", que no curto prazo "tem as costas largas devido à crise internacional" para adoptar medidas que "podem sacrificar a economia no longo prazo". O ex-ministro da Economia, considera contudo que "seria suicidário ter uma política fiscal mais expansionista" e "não deveríamos aceitar uma situação de défice superior à dos outros" países da UE, apesar da margem de manobra concedida por Bruxelas. Nesta crise, "o nosso problema só é maior do que o dos outros porque o nosso défice é muito superior. Por isso, defende, "a prioridade absoluta de Portugal só poderá ser exportar".
 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 11:00
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Jorge Sampaio Analisa a Crise

SIC

 

Jorge Sampaio analisa a crise

 

 

 

Jorge Sampaio fala da crise na UE

 

 

 

Ex-PR diz que há risco de “destruirmos o que construímos nos últimos 50 anosA estabilidade do sistema financeiro internacional passa pela realização de uma nova Conferência de Bretton Woods, para que dessa iniciativa saia um "novo quadro institucional", defendeu hoje em Lisboa o ex-Presidente da República Jorge Sampaio

 

O "novo quadro institucional" que deverá sair da conferência "deverá reflectir de forma apropriada os interesses dos países industrializados e também das economias emergentes e das populações mais nobres e que garanta o efectivo apoio ao desenvolvimento", salientou Sampaio, que exerce actualmente funções de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

As conferências de Bretton Woods estabeleceram em Julho de 1944 as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo, tendo em 1946 sido estabelecidos o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

Jorge Sampaio, que intervinha na conferência de encerramento das celebrações do 25 aniversário do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), da Universidade Católica Portuguesa, citou o discurso que o vice-Presidente norte-americano Joseph Biden proferiu sábado em Munique, Alemanha, para sustentar que, "sem desenvolvimento para todos, não há paz nem segurança sustentáveis no mundo".

"Por isso, mais do que nunca, importa prosseguir na via do multilateralismo porque enfrentamos problemas de dimensão global que só podem ser resolvidos através de mais e melhor cooperação internacional", disse.

A opção pelo multilateralismo visa aproveitar as "lições da história".

"Tal como em outros episódios passados de recessão, as opiniões associadas ao nacionalismo e ao populismo parecem ganhar novo fulgor e força", alertou.

Jorge Sampaio, que intitulou a sua conferência de "Sinais dos Tempos", sustentou que na actual crise, ao apostar-se no "reforço da cooperação" e na "concertação multilateral", importa começar pela construção europeia, "sob pena de destruirmos o que construímos nos últimos 50 anos".

"De facto, neste tempo de crise aguda, é necessário, mais do que nunca, que os governos não secundarizem as políticas de boa governação da diversidade cultural sob pena de estarmos a criar condições para uma explosão social de consequências políticas imprevisíveis", frisou.

A conferência de Jorge Sampaio encerrou as comemorações do CEPCEP, iniciadas em Fevereiro de 2008 com o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e prosseguiram em Dezembro passado com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Com Lusa

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Bagão Félix, Ex-Ministro das Finanças

SIC

Negócios da Semana

12/02/2009

 

Bagão Félix

Ex-Ministro das Finanças

 

Critica alteração de Política Fiscal proposta pelo Governo

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

G7 volta a apelar a estratégia global e reforço do sistema bancário

RTP

Domingo, 15 de Fevereiro 2009

 

 

G7
volta a apelar a estratégia global e
reforço do sistema bancário

 

 

 

Imagem da reunião de Roma, com o presidente do Banco Central Europeu em primeiro plano

Mario de Renzis/EPA

A reunião de Roma do G7 foi desenhada como uma etapa preparatória da cimeira do G20, marcada para início de Abril em Londres

 

 

 

O G7 comprometeu-se no comunicado final da cimeira de Roma trabalhar em conjunto para apoiar o crescimento e o emprego e investir num reforço do sistema bancário mundial. O agravamento da crise mundial, responsável pela escalada do desemprego e reflexos proteccionistas, foi o ponto central da agenda dos ministros das Finanças dos sete países mais industrializados do Mundo, reunidos durante dois dias na capital italiana para definir linhas comuns de acção face à actual conjuntura.

 

"As economias desenvolvidas estão em forte recessão e não há sinais visíveis sobre a eventualidade de em 2009 poder vir melhorar", alertava na véspera Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI.

No final dos trabalhos, os responsáveis das Finanças dos países mais ricos fizeram eco das palavras do chefe do Fundo Monetário e voltaram a insistir na prossecução de uma estratégia global face à crise internacional.

Nesse sentido, a reunião de Roma do G7, desenhada como uma etapa preparatória antes da cimeira do G20, marcada para início de Abril em Londres, sublinhou a necessidade de um consenso no encontro que sentará à mesa os países ricos e as principais economias emergentes em busca das grandes linhas para reformar o sistema financeiro internacional.
 

 

Declaração final sublinha curva descendente em 2009
 

Com a promessa deixada no ar para uma estratégia conjunta de apoio ao crescimento, à criação de emprego e ao reforço do sistema bancário, a declaração final da reunião de Roma não esconde que a situação económica deverá continuar a desenhar-se numa linha descendente durante grande parte deste ano.

"A estabilização da economia global e dos mercados financeiros continua a ser a nossa mais alta prioridade", sublinha a declaração dos mais altos responsáveis das Finanças do G7, que acrescentam uma advertência para a tentação de cada país pôr em prática medidas proteccionistas que colocarão em perigo as economias dos países em desenvolvimento e levará, consequentemente, a que sejam as pessoas mais pobres os principais alvos da crise mundial.

Seria também nesse sentido que, na senda de um duro comunicado emitido pelo G7 no Outono, o grupo lançou um apelo à China para que permita a valorização da sua moeda de forma a amenizar os desequilíbrios comerciais internacionais.

Prioridade para o reforço do sistema bancário internacional

O comunicado desta reunião, que marca a estreia internacional do novo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, apoia ainda os esforços de recapitalização dos bancos levado a cabo pelas autoridades britânicas e norte-americanas no sentido de reforçar o sistema bancário.

O G7 adverte também que deve ser encontrada uma forma de lidar com os activos tóxicos dos bancos, sem contudo indicar qualquer solução para o problema.

A criação de uma estrutura que pudesse absorver os activos tóxicos dos bancos seria "a solução mais simples entre as várias soluções técnicas" para o problema, afirmou Dominique Strauss-Kahn, director do FMI, depois de o fundo monetário ter definido como uma prioridade estas preocupações com o sistema bancário global.

"Deve explicar-se que é preciso voltar a pôr de pé um sector financeiro que funcione, não certamente para salvar os accionistas mas porque a economia moderna precisa de um sector financeiro que funcione", declarou Strauss-Kahn, para deixar um aviso: "Os bancos que não são viáveis deverão ser tomados por outros ou encerrados".

 

Paulo Alexandre Amaral, RTP
2009-02-14 17:36:41

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 08:00
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Presidente do Bundesbank - «Crise está a revelar-se mais grave do que o esperado»,

TSF

 

«Crise está a revelar-se mais grave do que o esperado», afirmou o presidente do Bundesbank
 
Ontem às 12:47
 
A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos, revelou o presidente do Bundesbank, Alex Weber, numa entrevista ao jornal alemão, Bild.
 
Em declarações ao jornal Bild, o presidente do banco alemão Bundesbank e membro do conselho dos governadores do Banco Central Europeu (BCE), Alex Weber, revelou estar preocupado por não ter «sido ainda possível conter a crise nos mercados financeiros».
 
O presidente do Bundesbank salientou também as «novas falhas que aparecem regularmente,[e] há mais sectores afectados e novas perdas que conduzem a mais depreciações».
 
Alex Weber acrescentou ainda que «o abrandamento económico é mais pronunciado e mais mundial do que o previsto».
 
Por isso e neste contexto, torna-se essencial que os governos reajam e tomem as medidas necessárias para estabilizar os bancos, que defende Weber são «vitais para o nosso sistema económico».

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Obama - Directizes sobre Tranparência e Ética e Congelamento de Salários dos Colaboradores

 

Barack Obama,

 

Iniciou hoje dia 21 de Janeiro de 2009, o percurso  à frente da Casa Branca, transmitindo directrizes claras  aos seus principais colaboradores no sentido do uso de transparência e ética no desempenho do serviço público... o congelamento dos seus salários, neste momento em que os norte-americanos têm que "apertar os cintos"...

Bomsenso

 

⇔⇔⇔

 

CNN

 

Vowing transparency, Obama OKs ethics guidelines

 

 

Embedded video from CNN Video

 

 

 

WASHINGTON (CNN) -- Promising "a new era of openness in our country," President Obama signed executive orders Wednesday relating to ethics guidelines for staff members of his administration.
 
Veja a notícia na CNN:
edition.cnn.com/2009/POLITICS/01/21/obama.business/index.html#cnnSTCText
 
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Bruxelas autoriza regime português para conceder 500 mil euros a PME afectadas pela crise

SAPO NOTÍCIAS

Página gerada às 13:57h, segunda-feira 19 de Janeiro

 
 
UE/Ajudas de estado: Bruxelas autoriza regime português para conceder 500 mil euros a PME afectadas pela crise
19 de Janeiro de 2009, 12:12
 
Bruxelas, 19 Jan (Lusa) - A Comissão Europeia decidiu hoje autorizar o regime português de ajudas de Estado, até 500 mil euros, às pequenas e médias empresas que estão numa situação de "dificuldade" por causa da actual crise económica.
 
"A medida irá contribuir para atenuar as dificuldades das empresas em Portugal afectadas pela conjuntura actual, acautelando as situações de distorção desproporcionada na concorrência", disse a comissária europeia responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.
 
O executivo comunitário explica que também podem beneficiar da ajuda de Estado em 2009 e 2010 as PME que tenham problemas de financiamento devido às condições "mais apertadas" de crédito.
 
Só em condições particulares é que os governos nacionais são autorizados a conceder "auxílios de Estado", para impedir situações de favorecimento de um sector ou empresa no grande mercado interno dos 27.
 
Portugal é o terceiro Estado-membro que vê o seu regime temporário de ajudas de estado aprovado, depois da Alemanha e da França.
 
O regime é temporário e limitado a um montante máximo de 500 mil euros por empresa e só se aplica às empresas que estão em dificuldade depois de 01 de Julho de 2008.
 
FPB.
Lusa/Fim

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:30
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Portugal - Presidente da República -Discurso do Presidente da República

 PÁGINA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

  www.presidencia.pt/

 

 

Presidente falou aos membros do Corpo Diplomático
Presidente falou aos membros do Corpo Diplomático

 

 

 

Discurso do Presidente da República por ocasião da Cerimónia de Apresentação de Cumprimentos de Ano Novo pelo Corpo Diplomático acreditado em Portugal

 

Palácio Nacional de Queluz, 12 de Janeiro de 2009
 
Senhoras Embaixadoras,
Senhores Embaixadores,
Senhoras e Senhores Chefes de Missão,
 
Quero começar por agradecer as palavras e os votos que me dirigiu Sª. Exª. Reverendíssima o Senhor Núncio Apostólico da Santa Sé, em nome do Corpo Diplomático acreditado em Portugal.
 
Também eu desejo a todos vós e às vossas famílias um feliz Ano de 2009 e peço-lhes que transmitam aos vossos Chefes de Estado os meus sinceros votos de paz e de prosperidade.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Este é um tempo de desafios, a que não será possível dar resposta eficaz sem uma acção concertada a nível internacional. Uma concertação que exige instituições multilaterais representativas e respeitadas, capazes de garantir e fazer respeitar compromissos colectivamente assumidos.
 
O ano que passou pôs em evidência as insuficiências e fragilidades das actuais estruturas internacionais de coordenação, decisão e supervisão política, económica e financeira. As mudanças ao nível da nossa governação colectiva são, por isso, inadiáveis.
 
Desde logo, há que reformar as Nações Unidas. O ano que passou marcou o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assinalámos com a adopção do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais, de que Portugal foi um dos promotores e que conferiu aos direitos económicos, sociais e culturais a mesma dignidade dos direitos cívicos e políticos. Este importante progresso deverá inspirar-nos na construção de um sistema internacional centrado no respeito pelos valores inalienáveis do ser humano.
 
Há que assumir as consequências que resultam da constatação de que, sem uma representatividade mais próxima da realidade e dos equilíbrios de hoje, as Nações Unidas tenderão a ver a sua legitimidade crescentemente posta em causa.
 
Portugal está e continuará empenhado em contribuir para o reforço do multilateralismo efectivo. Entendemos, no entanto, que dificilmente poderemos abordar os grandes problemas que afectam o mundo sem que biliões de cidadãos tenham voz nas estruturas de governação global.
Não é aceitável que o Continente Africano, a América Latina e outros países emergentes continuem a não estar representados entre os membros permanentes do Conselho de Segurança. Como o momento presente o demonstra, é imperioso que as estruturas multilaterais se adaptem à emergência de novos centros de liderança internacional tornando-se mais representativas, coesas e eficientes.
 
A candidatura de Portugal a membro não-permanente do Conselho de Segurança para o biénio 2011-12 deverá ser lida à luz dos princípios e valores das Nações Unidas, que há muito defendemos e que a Constituição Portuguesa consagra.
 
Candidatamo-nos igualmente em nome da representação equitativa de todos os Estados no Conselho de Segurança, porque acreditamos que é essa a melhor forma de garantir o sentido de justiça que é essencial para que as decisões sejam aceites por todos.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Ninguém pode, com segurança, prever a duração da crise económica e financeira que o mundo atravessa, nem o âmbito das suas implicações geoestratégicas.
 
Porém, a crise encerra também uma oportunidade para levar a cabo a necessária revisão da arquitectura financeira internacional, adaptando-a à realidade dos nossos dias. Uma nova arquitectura financeira mais representativa, assente numa regulação mais eficaz e transparente e numa supervisão melhor apetrechada para proteger os interesses dos consumidores, aforradores e investidores, mais próximas dos interesses da economia real do que dos da especulação financeira.
 
No presente contexto, os nossos cidadãos precisam de sinais de confiança. O maior erro em que poderíamos incorrer seria responder-lhes com a procura de soluções isoladas, ou com a cedência a tentações proteccionistas. Um claro sinal de confiança seria a rápida conclusão do ciclo de negociações de Doha.
 
O possível impacto da crise económico-financeira nos países mais carenciados merece uma especial preocupação. Seria inaceitável que, com o pretexto da crise, economias capazes de mobilizar enormes recursos para estabilizar o sistema financeiro, se afastassem do cumprimento dos compromissos assumidos em matéria de Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
 
Construir um mundo livre de privações, de pobreza e de pandemias é não só um imperativo moral e civilizacional, mas um instrumento indispensável para promover a paz e a estabilidade.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Esta crise não nos pode fazer esquecer as outras ameaças que impendem sobre o nosso planeta e que nos impõem uma acção internacional concertada, determinada e responsável. É o caso, desde logo, das alterações climáticas, da poluição e da devastação dos nossos recursos naturais.
 
Não temos o direito de hipotecar o futuro. É necessário um novo modelo de desenvolvimento alicerçado numa redução do carbono e numa aposta decisiva nas tecnologias limpas, nas energias renováveis e na eficiência energética. Portugal revê-se inteiramente nas decisões da União Europeia nesta matéria. Para ser escutada, a Europa deve ser capaz de dar o exemplo.
 
Outro desafio crucial do nosso tempo é a luta contra o terrorismo e o extremismo que o alimenta. As suas manifestações não conhecem fronteiras, não respeitam valores, povos ou religiões e constituem um sério obstáculo à construção de um mundo mais justo. Mais uma vez, só uma cooperação reforçada, uma partilha de informações mais eficiente e instituições multilaterais mais fortes e eficazes poderão ajudar-nos a vencer esta batalha.
 
Mas o combate ao extremismo implica, também, a aposta no diálogo entre povos e civilizações, na diplomacia preventiva e na resolução de conflitos.
 
Neste contexto, não posso deixar de exprimir a minha forte preocupação com a situação que se vive na Faixa de Gaza e com as suas graves implicações humanitárias. É absolutamente necessário, neste momento, que o conflito dê lugar a um cessar-fogo permanente, que permita prestar auxílio aos que dele carecem e criar condições para um diálogo político frutuoso. É fundamental que as partes tenham a coragem de tomar as decisões capazes de garantir, a israelitas e palestinianos, o futuro de paz e de desenvolvimento económico e social a que têm direito.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Portugal entende que o mundo precisa, mais do que nunca, de uma União Europeia capaz de assumir um papel de liderança na abordagem dos grandes desafios do século XXI.
 
A União Europeia pode e deve reforçar a sua influência na condução da agenda global. Para tal necessita de estar na vanguarda da inovação científica e tecnológica, da defesa dos Direitos Humanos, da protecção ambiental, da agenda do desenvolvimento, da promoção do diálogo entre povos e civilizações, da diplomacia preventiva, da luta contra o terrorismo e da defesa do primado do direito internacional.
 
Este será um ano crucial para a União Europeia. Um ano de renovação das suas Instituições, desde logo por via das eleições para o Parlamento Europeu. Um ano em que espero, sinceramente, seja possível o consenso em torno do Tratado de Lisboa, reforçando dessa forma a capacidade europeia para corresponder aos anseios dos seus cidadãos e ao que dela espera o resto do mundo.
 
Se há algo que a presente crise internacional demonstrou foi a vantagem da integração europeia e a importância para o mundo de poder contar com a voz, o peso colectivo e a liderança da Europa num momento difícil. Estou seguro de que a Presidência checa da União Europeia e, depois, a Presidência sueca saberão dar continuidade ao reforço do projecto europeu.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
2009 será um ano em que a diplomacia portuguesa irá estar especialmente envolvida no exercício da Presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como prioridade a promoção e afirmação internacional da língua portuguesa.
 
É sabido que esta vem constituindo uma prioridade do meu mandato. Uma prioridade assumida pelos Chefes de Estado e de Governo dos oito países que integram a CPLP e confirmada num encontro que promovi à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, através do compromisso de trabalhar em conjunto para ver reconhecido à Língua Portuguesa — a quinta língua mundial em número de falantes nativos e a terceira língua mais internacional da UE — o estatuto de língua oficial das Nações Unidas, que de há muito justifica.
 
Permitam-me uma saudação muito particular a três Estados da CPLP – Angola, Guiné-Bissau e Moçambique – que, no ano que terminou, viram consolidados os seus sistemas democráticos, através da realização de eleições cuja condução mereceu uma avaliação globalmente muito positiva, por parte da comunidade internacional.
 
Em 2009, Portugal continuará a assegurar o exercício da Presidência da Comunidade das Democracias, envidando todos os esforços para que os valores da democracia e dos Direitos Humanos possam ser, cada vez mais, valores universalmente partilhados.

Portugal acolherá, ainda, no final do ano, a XIX Cimeira Ibero-Americana, que terá como tema a inovação e as novas tecnologias. Estou seguro de que a Cimeira do Estoril será mais uma importante etapa no aprofundamento do diálogo político e da cooperação entre a comunidade de povos ibero-americanos.
 
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Acredito que agindo de forma colectiva e responsável poderemos ultrapassar as incertezas do presente e fazer de 2009 um marco na edificação dos alicerces de uma nova era de prosperidade global. É este o meu desejo para 2009.
 
A todos vós e às vossas famílias, os meus votos de um excelente Ano de 2009.
 
Obrigado.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

DÉFICE - Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

SOL

Sábado, 10 Janeiro 2009   8º C Máx   Lisboa

 

 

Economia

 
 
 
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010
 

 

 
Por Luís Reis Ribeiro
 
A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro. A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passado
 

 

 

 

♦♦♦

 

 

Veja

 

Pensamentos do Momento 

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html

 

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/24539.html

 

 

VIDEO

 

Fedorentos

 

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ARTIGO

de

Ricardo Araújo Pereira

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/29582.html

 

 

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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Economia - Depressão Mundial

SOL

Domingo, 21 Dezembro 2008

sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx

Governador

 
 
Banco de Espanha admite «grande depressão» mundial
 
A incerteza sobre a Economia mundial é actualmente «total» e existem possibilidades de uma «grande depressão» global, previu hoje o Governador do Banco de Espanha, Miguel Ángel Fernandez Ordoñez

 

«A falta de confiança é total. O mercado interbancário não funciona e gera ciclos viciosos: os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam», afirmou ao jornal El País.

Segundo o responsável, «existe uma paralisia quase total à qual ninguém escapa».

O governador do Banco de Espanha considera que a retoma económica global, que foi antecipada para o fim 2009 ou início 2010, pode ser atrasada por «falta de confiança».

Uma retoma relativamente rápida é possível graça à queda do preço do petróleo e à baixa das taxas, reconhece Ordoñez, que admite no entanto a possibilidade de um ciclo vicioso que aprofunde a falta de liquidez no sistema.

«Isso levar-nos-ia perante uma grande depressão, que não é de excluir», afirmou.

A crise financeira actual é «a mais grave desde a Grande Depressão» de 1929, sublinhou ainda o responsável, para quem as previsões do Fundo Monetário Internacional - que fixa numa quebra de 0,3 por cento do Produto Interno Bruto dos países desenvolvidos em 2009 depois de ter fixado em 1,4 por cento para este ano - são «bastante razoáveis».

Segundo o governador do Banco de Espanha, será «lógico» que o conselho dos governadores do Banco Central Europeu, onde tem assento, decida na próxima reunião de Janeiro uma nova baixa das taxas, caso se verifique, «entre outras variáveis», que a inflação se situe «claramente» nos dois por cento.
Lusa/SOL

  

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:50
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Finanças - Fraude - Fundos Madoff

DIÁRIO ECONÓMICO

Edição Impressa - Finanças

Fraude financeira 2008-12-18 00:05

Portugal exposto em 85 milhões ao caso Madoff

Banco de Portugal apura exposição de 11 milhões na banca e 67 milhões na gestão de activos.

Tiago Figueiredo Silva

A factura total sobre a banca portuguesa daquela que é a maior fraude financeira de sempre foi ontem revelada: 85 milhões de euros.

Em comunicado, o Banco de Portugal anunciou que a exposição directa do sistema bancário português ao ‘Grupo Madoff’ ascende a 18 milhões de euros, enquanto que a exposição das carteiras de activos sob gestão atingem os 67 milhões de euros.

Naquela que é a primeira vez que a autoridade presidida por Vítor Constâncio se pronuncia sobre o impacto da fraude cometida por Bernard Madoff,

 

... ...

 

o presidente da Securities and Exchange Commission (SEC), Christopher Cox, admitiu ontem que o regulador dos mercados norte-americanos falhou na investigação de “alegações credíveis e específicas”, que existiam há quase uma década, sobre os negócios de Bernard Madoff. Segundo  Cox, as acusações chegaram várias vezes à SEC “mas nunca foi recomendada a actuação da comissão”. Madoff, responsável pela maior fraude financeira de sempre, recebeu ontem ordem do juiz responsável pelo processo para ficar em prisão domiciliária. A fraude executada pelo antigo presidente do Nasdaq, que até há bem pouco tempo era considerado um dos gestores mais influentes de Wall Street, pode chegar aos 50 mil milhões de dólares. Atingiu

 

Continua em: diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/financas/pt/desarrollo/1193027.html

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:33
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Finanças - Fraude - Fundos Madoff

  

 Foto: Google

 

 ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

 

VISÃO

 

Estratégia  
 
Fraude Madoff começa a ser desvendada 
 
O gestor detido por alegada fraude de 50 mil milhões de dólares, Bernard Madoff, terá falsificado a contabilidade da sociedade que detinha para esconder dos investidores as perdas massivas
 
 por visao.pt  - 17 Dez 2008

Continua em :aeiou.visao.pt/Actualidade/Economia/Pages/Madoffterafalsificadoresultados.aspx

⇔⇔⇔⇔⇔

 

VISÃO

 
Crise 
 
Fraude Madoff atinge bancos do mundo inteiro 
 
Os principais grupos financeiros do mundo inteiro revelaram, esta segunda-feira, as perdas potenciais decorrentes da exposição a fundos de Bernard L. Madoff, investidor de Wall Street, admitindo terem sido apanhados nesta alegada fraude
 

por visao.pt  - 15 Dez 2008

aeiou.visao.pt/Actualidade/Economia/Pages/Nenhumbancoescapou.aspx

"...

 

O banco Santander, o maior de Espanha e o segundo maior da Europa após o HSBC, admitiu uma exposição directa e de clientes a fundos do Madoff Investment Securities, no valor de 2,347 mil milhões de euros.

 

...

 

O gigante financeiro nipónico Nomura disse que poderá perder até 303 milhões de dólares e as autoridades financeiras da Coreia do Sul cifraram em 95 milhões de dólares a exposição total ao colapso do esquema fraudulento de investimento de Madoff.

 

Madoff, um veterano de Wall Sreet de 70 anos, foi detido quinta-feira passada"

 

... continua  em:  aeiou.visao.pt/Actualidade/Economia/Pages/Nenhumbancoescapou.aspx

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:07
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Finanças - Fraude - Fundos Madoff

JORNAL DIGITAL

jornaldigital.com/noticias.php

 Bernard Madof

Bancos afectados pela fraude dos fundos Madoff

2008-12-15 20:21:05

 

Paris – Segundo a agência de notícias AFP, a lista dos bancos afectados em todo o mundo pela gigantesca fraude do gerente de fundos americano Bernard Madoff, que teria pulverizado 50 bilhões de dólares de centenas de investidores, é a seguinte:
 
 
ESPANHA:

- O Banco Santander, segunda maior instituição bancária europeia em termos de capitalização, anunciou que os clientes de seu fundo especulativo Optimal podem perder até 2,33 bilhões de euros (3,117 bilhões de dólares).
- O BBVA, segundo maior banco espanhol, corre o risco de perder até 300 milhões de euros (400 milhões de dólares).
- Nove fundos de pensão e três seguradoras podem ter prejuízos de 38 milhões de euros (50 milhões de dólares).

FRANÇA:

- O BNP-Paribas estima em quase 470 milhões de dólares suas perdas potenciais.
- O Natixis, filial da Caixa de Poupança e do Banco Popular da França, calcula um possível prejuízo de até 600 milhões de dólares.
- O Société Générale, cujo corretor Jerome Kerviel dilapidou 6,7 bilhões de dólares, prevê perdas inferiores a 13 milhões de dólares.
- A seguradora Axa calcula um montante «muito inferior» aos 130 milhões de dólares.

GRÃ-BRETANHA:

- O banco HSBC, número três mundial em termos de capitalização, pode perder 1 bilhão de dólares.
- O Royal Bank of Scotland prevê um rombo de até 600 milhões de dólares.
- O fundo de investimentos Man Group investiu 360 milhões de dólares em dois fundos administrados por Madoff.

SUÍÇA:

- Segundo o jornal Le Temps, as perdas na Suíça podem chegar a 4,2 bilhões de dólares, espalhados por vários pequenos bancos privados.
- Os gigantes UBS e Credit Suisse não seriam afectadas.

ITÁLIA:

- Os bancos Unicredit e Banco Popolare terão prejuízos de 100 e 90 milhões de dólares, respectivamente.

JAPÃO:

- O banco Nomura prevê perdas de até 303 milhões de dólares.
CORÉIA DO SUL:

- Um conjunto de entidades financeiras e seguradoras perderiam até 95 milhões de dólares.
 

  (c) PNN Portuguese News Network

 

FONTE: jornaldigital.com/noticias.php

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 03:49
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Finanças - Fraude - Fundos Madoff

 

 

 

 

 

Foto: Sapo 

 

 

⇔⇔⇔⇔⇔ 

 

DIÁRIO ECONÓMICO

 

Fraude de Bernard Madoff 2008-12-16 00:05

O fim de um mito de Wall Street

Bernard Madoff usou “esquema de Ponzi” para promover uma fraude de 50 mil milhões de dólares.

Tiago Figueiredo Silva e Pedro Latoeiro

Não existe uma explicação inocente”. Foi com estas palavras que Bernard Madoff, com 70 anos, se despediu da liberdade. Até à passada quinta-feira, o nome do gestor de ‘hedge funds’ com o maior património do mundo era sinónimo de admiração e respeito no círculo financeiro mundial, dia em que os agentes do FBI se deslocaram ao seu luxuoso apartamento em Manhattan para o prenderem. A denúncia surgiu de onde menos se esperava. Os sintomas evidentes de stress e a antecipação em dois meses do bónus anual despertaram as suspeitas dos seus dois filhos, altos funcionários da sociedade gestora criada por Madoff, que não tardaram em pedir-lhe explicações. “Isto é tudo uma grande mentira e está tudo acabado”, confessou Madoff. O ex-presidente da bolsa norte-americana Nasdaq não tardou em admitir que a firma era insolvente há vários anos e que as operações eram na realidade uma pirâmide financeira, conhecida por esquema de ‘Ponzi’, que terá promovido uma fraude financeira de 50 mil milhões de dólares - o que será a maior da história - dez vezes superior aos 5 mil milhões “desviados” pelo corretor da Société General, Jerôme Kerviel, em Janeiro passado. Madoff assegurava elevados retornos aos clientes, utilizando o capital dos novos investidores para pagar aos antigos. Tal como o gestor, o esquema não é novo e remonta a 1920, altura em que Charles Ponzi enganou milhares de investidores e criou um rombo de 122 milhões de dólares. Desde bancos a sociedades gestoras, passando por famílias a personalidades abastadas, o esquema de Madoff conseguiu enganar tudo e todos. Numa altura em que ainda se contam as vítimas e os prejuízos, o futuro de Bernard Madoff está agora nas mãos da justiça norte-americana.

Fonte: diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/financas/pt/desarrollo/1192440.html

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:04
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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