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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Pordata permite perceber a evolução do país nos últimos 50 anos

 

Pordata

permite perceber a evolução do país

nos últimos 50 anos

 

 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:50
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo

 

Presidente da República

aponta motivos de

Preocupação Económica

 

 

 

O desemprego, os efeitos da crise económica, os gastos do país e o desequilíbrio das contas públicas poderão levar Portugal para uma "situação explosiva", afirmou o Presidente da República, Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo.
2010-01-01 21:34:08
 
 
Discurso de Cavaco Silva:



Boa noite,

No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010.

Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil.

Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.

E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia.

Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário.

Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País.

Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos.

Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados.

A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem.

Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação.

A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso.

O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes.

Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim.

Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado.

Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura.

Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva.

Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação.

Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia.

De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União.

Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos.

O exemplo deve vir de cima.

O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas.

É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego.

Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.
Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado.

Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades.

Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar.

Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender.

Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais.

Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira.

Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise.

É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia.

O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública.

Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa.

Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores.

Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País.

Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa.

Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas.

Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política.

No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição.

Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas.

O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade.

Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.

Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento.

Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia.

Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento.

Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.

O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional.

Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.


Portugueses,

Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.

Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica.

É, também, uma crise de valores.

Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.

Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos.

Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei.

Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho.

Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo.

Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo.

E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida.

Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro.

Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar.

O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos.

Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra.

No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.

A todos, um Bom Ano de 2010.
 
 
 
 
♦♦♦
 
Ver:
 
Bomsenso - Dívida Externa - Pensamento do Momento
 
http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
 
SÁBADO, 3 DE JANEIRO DE 2009

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Gripe Espanhola matou tanta gente entre setembro de 1918 e abril de 1919

 

http://209.85.229.132/search?q=cache:gU82GrphNggJ:veja.abril.com.br/181006/p_116.html+h1n1&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&lr=lang_pt

Medicina

Edição 1978 . 18 de outubro de 2006
 


Letal por natureza

Pesquisadores americanos descobrem por que o
 
 
Vírus da Gripe Espanhola
matou tanta gente

 

 

 

 

Giuliana Bergamo

Al Grillo/AP
 

Os pesquisadores Hultin e Taubenberger visitam o cemitério no Alasca onde encontraram amostras do H1N1 nos pulmões de uma mulher morta pela gripe espanhola

 


Pesquisadores americanos deram um grande passo na elucidação de um dos maiores enigmas da medicina do século XX – o que fez do influenza H1N1 um vírus tão letal, responsável pela pior pandemia da história, a gripe espanhola. Entre setembro de 1918 e abril de 1919, 50 milhões de pessoas morreram em todo o mundo, o equivalente a quase 4% da população mundial de então. Só no Rio de Janeiro a gripe fez 15.000 vítimas fatais em apenas um mês, entre elas o presidente Rodrigues Alves. "Com o tempo, formou-se a convicção de que o vírus matou tanta gente porque encontrou uma população abatida pela I Guerra Mundial, desnutrida, sem hospitais ou medicamentos adequados", diz o virologista Edison Durigon, professor da Universidade de São Paulo. Esse cenário facilitou, é obvio, a disseminação da doença. Mas o que se descobriu agora é que o H1N1, não importam as circunstâncias, tem mesmo um alto poder de destruição. Isso porque a resposta imunológica deflagrada pelo vírus é tão severa que o próprio organismo passa a atacar e destruir todas as suas células. O mistério de tanta agressividade, no entanto, ainda não foi totalmente desvendado. Falta entender quais os mecanismos bioquímicos envolvidos nesse processo.

No experimento levado a cabo pelos americanos, ratos de laboratório morreram apenas seis dias depois de infectados pelo vírus. Foi constatado que nos pulmões dos animais havia uma quantidade de vírus dez vezes maior que a encontrada nos dos camundongos contaminados com as versões mais comuns do influenza. Esse fato explica por que os doentes de 1918 morriam com os pulmões congestionados e enrijecidos. Sem oxigenação, ficavam tão arroxeados que era difícil distinguir o cadáver de um branco do de um negro. "A morte chega em poucas horas. Os doentes morrem sufocados. É horrível ver esses pobres-diabos sendo abatidos como moscas", lê-se num relato médico escrito na ocasião.

 

Ao longo de cinqüenta anos, estudiosos de diversos centros de pesquisa peregrinaram pelas regiões mais geladas do planeta em busca de exemplares preservados do vírus da gripe espanhola. A primeira peça desse quebra-cabeça foi encontrada no vilarejo de Brevig Mission, no Alasca, onde, em cinco dias, 72 dos seus oitenta moradores sucumbiram ao H1N1. Em 1997, no cemitério local, os americanos Johan Hultin e Jeffrey Taubenberger encontraram fragmentos do vírus no cadáver exumado de uma senhora bastante gorda. A especificação aqui do biotipo da mulher é importante porque explica as boas condições em que as partículas do H1N1 foram encontradas – o acúmulo de tecido adiposo ajudou a preservá-las da ação do tempo. De posse das amostras do H1N1, os pesquisadores deram início à reconstrução do vírus. Graças aos avanços no campo da biologia molecular e ao desenvolvimento de seqüenciamento genético, foi possível reativar o H1N1. Hoje, essa amostra está guardada num laboratório do Instituto de Patologia das Forças Armadas, em Washington, nos Estados Unidos. Foi ela que serviu de base para o experimento com os ratos.

 

As últimas pesquisas com o H1N1 causaram alvoroço. Alguns especialistas aplaudem o feito. Outros, porém, mostram-se reticentes. O temor é o de que, ao desenterrar o vírus dos confins gelados do Alasca e usá-lo em experiências, a ciência tenha criado uma poderosa arma biológica. Além disso, o genoma do H1N1 está arquivado no GenBank, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, uma espécie de biblioteca com informações detalhadas sobre o seqüenciamento genético das mais variadas estruturas. Ou seja, qualquer pessoa pode ter acesso às informações necessárias para a construção do H1N1. O outro receio é que deixem o vírus escapar do laboratório onde é estudado.

 

O risco de um acidente desse tipo vir a ocorrer é pequeno. Há duas décadas, os laboratórios onde são manuseados vírus e bactérias passaram a ter de contar com uma série de itens de segurança. Naqueles de níveis mais simples, o 1 e o 2, faz-se a análise de agentes infecciosos de baixa virulência e sobre os quais a medicina tem controle, como a Salmonella, a bactéria responsável por quadros de intoxicação alimentar. O influenza H1N1 está num laboratório de nível 3 de biossegurança, onde se trabalha com micróbios altamente patogênicos para o homem, mas contra os quais a medicina dispõe de algum controle. Nos de nível 4, estudam-se vírus como o ebola, em relação aos quais não há defesa conhecida. O acesso a esses centros é muito restrito. "Se, porventura, o vírus da gripe espanhola contaminar algum pesquisador, é fácil identificar quem esteve com ele e, assim, conter a infecção rapidamente", diz o infectologista Luiz Jacintho da Silva, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas.

 

Há 146 tipos de vírus influenza. De todos, o H1N1 permanece o mais agressivo. Com o seu seqüenciamento genético, foi possível determinar que ele pulou diretamente de seu hospedeiro natural (as aves) para os seres humanos. O outro único influenza com essa característica é o H5N1, causador da gripe aviária. Recentemente, a iminência de um alastramento dessa doença entre seres humanos colocou o mundo de prontidão. O avanço das pesquisas sobre o vírus da gripe espanhola deve auxiliar na decifração do mecanismo de ação do H5N1.

 

Os pesquisadores americanos recriaram o vírus H1N1 em laboratório e infectaram ratos. Os principais achados dessa experiência foram:

A resposta imunológica deflagrada pelo vírus da gripe espanhola foi muito severa, o que levou o organismo dos animais à falência

Entre o primeiro e o terceiro dias de infecção, a quantidade de partículas do vírus nos pulmões dos ratos contaminados era 10 vezes maior do que nos dos animais infectados por outros tipos de vírus da gripe

As cobaias contaminadas pelo H1N1 perderam 13% do peso corporal em dois dias de infecção

100% dos ratos infectados pelo vírus da gripe espanhola morreram no sexto dia de infecção

Fontes: revista Nature, Edison Durigon, virologista,
e Luiz Jacintho da Silva, infectologista

 

Segurança máxima

Além do vírus da gripe espanhola, outros microrganismos altamente letais estão guardados em laboratórios de biossegurança máxima – de níveis 3 e 4. Nos laboratórios de nível 3, os pesquisadores usam máscaras com filtros de ar e o ar ambiente é reciclado no mínimo doze vezes a cada hora. Nos laboratórios de nível 4, eles vestem um macacão especial que isola o corpo do ambiente. Ninguém pode permanecer no local por mais de três horas

VARÍOLA
Em 1977, o vírus da varíola foi erradicado. No ano seguinte, porém, no laboratório de uma universidade inglesa, deixaram que ele escapasse pelos dutos do ar-condicionado. Uma pesquisadora morreu contaminada. Na época, não havia normas de segurança para o manejo de agentes infecciosos. Hoje, oficialmente
apenas os Estados Unidos e a Rússia têm amostras do vírus. Elas estão guardadas em laboratórios de nível 4

EBOLA
O vírus ebola mata 90% dos infectados em três dias, em média. A infecção causa hemorragia generalizada. Passados trinta anos desde que o ebola infectou humanos pela primeira vez, no Congo e no Sudão, a ciência descobriu muito pouco sobre ele. Ainda não se conhece seu hospedeiro, por exemplo. Amostras do vírus são estudadas em laboratórios de biossegurança de nível 4

SARS
Em 2003, o vírus causador da sars, a síndrome respiratória aguda grave, em apenas duas semanas fez vítimas em dezesseis países, sobretudo
na China. Em menos de um ano, 10 000 pessoas foram contaminadas e 774 morreram. Hoje, exemplares do micróbio estão guardados em laboratórios de segurança de nível 3, onde se estuda a criação de remédios contra a doença

Fontes: Edison Durigon, virologista, e Luiz Jacintho da Silva, infectologista

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
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Gripe A - H1N1 - Dr Leonard Horowitz fala sobre Vírus A fabricado em Laboratório

 

"From:
Date: 2009/8/14
Subject: FW:Gripe Suina.

To: bomsensoamiguinhos@sapo.pt

 

Ver antes que retirem do youtube!!!
http://www.youtube.com/watch?v=0K2LdGUca9w   "

 

 

 

 

 

Ver:

 

 

Vírus da Gripe Suína - Subtipo H1N1 - Perguntas e Respostas

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/127658.html

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:30
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Bento XVI na Encíclica - com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas

 

O Declínio na Ética

 

“pode levar a que as leis do mercado colapsem”

 Tema apresentado pelo então cardeal Joseph Ratzinger num ensaio em 1985

 
 
Jornal de Negócios  Online
negocios@negocios.pt

 

O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, disse que a economia de mercado livre legitimizou a ganância, citando o filme "Wall Street", de 1987, e o seu protagonista, o investidor Gordon Gekko.

“O mercado da ganância substituiu o mercado livre”, afirmou hoje Bertone num discurso junto de senadores italianos em Roma. “A ganância é uma coisa boa, a ganância é correcta”, disse Bertone, citando uma das frases mais populares de Gekko no filme realizado por Oliver Stone, ao salientar o conteúdo da encíclica do Papa Bento XVI, que apela a uma nova ordem financeira.

O sumo pontífice, com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas.

 

As reflexões do Papa sobre o capitalismo foram escritas ao longo de dois anos e neste documento podemos também encontrar análises sobre as formas de sair da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, salienta a Bloomberg.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
                              

 

 “Quando o lucro se torna no objectivo exclusivo, se for produzido de forma imprópria e sem o bem comum como propósito final, arrisca-se a destruir a riqueza e a criar pobreza”,

escreveu Bento XVI na encíclica.


Bertone, que é o segundo maior responsável no Vaticano, sublinhou a mensagem do Papa aos legisladores italianos. Desde a década de 1970, referiu, as nações desenvolvidas “expuseram as suas economias reais aos caprichos das finanças” e convenceram os consumidores a gastarem além das suas possibilidades.

 

Em Novembro passado, o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, afirmou que o Papa tinha feito uma “profecia” num ensaio que escreveu quando era ainda cardeal.

 

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger apresentou um ensaio intitulado “Economia de Mercado e Ética”, onde referia que um declínio na ética “pode levar a que as leis do mercado colapsem”.

 

Dois anos mais tarde, Michael Douglas ganhou um Óscar pelo seu desempenho da personagem Gekko. A personagem acabou por simbolizar os excessos de Wall Street cometidos na década de 80.
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 05:30
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Domingo, 12 de Julho de 2009

Gripe A - protecção pessoal - evitar contagiar e ser contagiado

 RTP

2009-07-10 20:28:25

 

 

Autoridades sanitárias
aconselham medidas de protecção pessoal
 
 
 
A Direcção-Geral de Saúde aconselha algumas medidas de protecção pessoal para evitar contagiar e ser contagiado pela Gripe A: são gestos simples que todos devem fazer e que já entraram, por exemplo, na rotina de uma dupla de apresentadores da RTP.
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:00
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Ficheiros Eleitorais - Nas mãos da Critical Software, de Coimbra

DN

11-07-2009

 

Recenseamento eleitoral
 
Empresa privada gere ficheiros eleitorais
 
 
Empresa privada gere ficheiros eleitorais
 
por JOÃO PEDRO HENRIQUES
 
 
A comissão Nacional de Protecção de Dados considera que é uma 'violação grave da lei' o facto de uma empresa privada, a Critical Software, de Coimbra, ter acesso remoto à base de dados do recenseamento, cuja aplicação informática criou.
 
O Governo garante segurança absoluta. Mas vai pedir uma nova auditoria à CNPD
 
"A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) permite-se ter dúvidas da existência de um cidadão com 136 anos."
 
Esta é, porventura, a tirada mais irónica do diagnóstico arrasador que a CNPD fez sobre a nova base de dados do recenseamento eleitoral.
 
O reparo em causa surgiu porque "foi detectado um 'eleitor activo' nascido em 1873".
 
A auditoria foi entregue na quarta-feira ao Presidente da República e na quinta-feira na Comissão de Assuntos Constitucionais. E o Governo já lhe respondeu, através de José Magalhães, secretário de Estado da Administração Interna: será pedida à CNPD que faça uma nova auditoria à base de dados.
 
Um dos factos mais criticados pela CNPD é o de uma cópia da base de dados do SIGREP (Sistema de Informação e Gestão do Recenseamento Eleitoral) estar a ser mantida por uma empresa privada, a Critical Software, de Coimbra.
 
"Não há qualquer controlo de quem acede, a que dados acede nem para que fim", lê-se no documento da CNPD.
 
Que acrescenta:
 
"De nada adianta ter a base de produção salvaguardada e protegida se existe cópia desta mesma base de dados, detida por uma empresa privada, não controlada nem controlável".
 
Concluindo:
 
"Esta situação é uma violação grave da Lei de Protecção de Dados Pessoais, não se podendo admitir a utilização de dados reais de cidadãos para a o desenvolvimento de sistemas ou a realização de testes."
 
"Os dos reais utilizados pela Critical Software deverão ser imediatamente apagados."
 
José Magalhães disse ao DN que a Critical Software tem "os poderes controlados pela DGAI [Direcção-Geral da Administração Interna]".
 
Adiantando que agora a base de dados é mantida por uma única empresa enquanto antes "existiam 4600 bases de dados [freguesia a freguesia] geridas por milhares de empresas privadas, que nunca foram fiscalizadas pela CNPD". "Acabamos com essa fragmentação", garantiu Magalhães.
 
A CNPD detectou ainda vários casos de eleitores mortos cujo nome não foi riscado dos cadernos (o que falsifica os números da abstenção), a possibilidade real de um cidadão estar recenseado em mais do que um sítio (foi detectado um caso de duplo voto nas Europeias) e ainda a existência na base de dados de registos de menores de 18 anos.
 
Neste caso a CNPD ordenou a imediata eliminação dos registos, recomendação que o Governo acatou.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:30
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Sábado, 27 de Junho de 2009

Incubadora de negócios no Porto

 RTP

2009-06-27 13:55:40

 

Incubadora de Negócios
Porto

 

 

 

Está a nascer no Porto uma incubadora de negócios para empreendedores desfavorecidos. O projecto faz parte da rede Hub, que está instalada em 16 cidades do mundo e que é vista como o escritório do futuro, onde várias actividades partilham o mesmo espaço.

Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:27
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Ensino Superior - Famílias portuguesas são das que mais pagam...

Ensino
 
Tese de Doutoramento
 
"O Financiamento do Ensino Superior - A partilha de Custos" 
Luísa Cerdeira,
Administradora da Universidade de Lisboa
 
 
Diário de Notícias
3-Maio-2009
 
Famílias Portuguesas
são das que
Mais Pagam pelo Superior
 
por CARLA AGUIAR

 

Portugueses gastam 11% do PIB 'per capita' para frequentarem a universidade, mais do dobro do valor de vários países europeus. Mas são os que menos apoios recebem face aos gastos com o ensino.

 

Tese de doutoramento revela que o superior é "elitista" e tem "sérias deficiências" de equidade.

 

Os portugueses são os que mais esforço financeiro têm de fazer, a seguir aos ingleses, para pagar uma educação superior, segundo um estudo que compara Portugal com dez países europeus mais ricos. ...

... a autora da tese, defendida há poucos dias, a considerar ao DN, que

 

"o sistema universitário português tem um pendor elitista".

  

A autora diz mesmo que existe uma "séria deficiência", no que respeita à equidade e à acessibilidade ao sistema de ensino.

 

Não só a maioria dos alunos inquiridos no estudo é de estratos de rendimentos médio (78%) ou médio/alto (12,5%), como "os pais dos universitários têm habilitações significativamente mais elevadas do que o do conjunto da população portuguesa com idade análoga".

 

Comparando os resultados apurados no seu estudo com o da OCDE "Education at Glance", de 2007, Luísa Cerdeira concluiu que "Portugal, no conjunto dos países abrangidos, apresenta o resultado mais desfavorável". Isto porque o desnível entre os pais de alunos universitários e não universitários é o maior nos dez países, sendo mais de três vezes superior, contra apenas um diferencial de 1,5 em Espanha, ou 1,7 em Itália.

  ...

O estudo identificou o custo médio anual total da frequencia no ensino público, estimando-o em 5310 euros. E concluiu que os alunos do ensino privado pagam mais 53% do que os do ensino público. 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:00
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Vírus da Gripe Suína - Subtipo H1N1 - Perguntas e Respostas

  

Virus - Gripe Suína

  

Science Daily

 

This is an H1N1 strain of influenza A. (Credit: Dr. E. Palmer; R.E. Bates) 

Colorized transmission electron micrograph depicting the A/New Jersey/76 (Hsw1N1) virus, while in the virus’ first developmental passage through a chicken egg.
 
Cause Of Flu Epidemics Uncovered
 
 
ScienceDaily (Mar. 7, 2008) — The exchange of genetic material between two closely related strains of the influenza A virus may have caused the 1947 and 1951 human flu epidemics, according to biologists. The findings could help explain why some strains cause major pandemics and others lead to seasonal epidemics.

www.sciencedaily.com/releases/2008/03/080304105825.htm

 

 

 

 

♦  

 

 

 

 

 Perguntas e Respostas

 

 

O que é a Gripe Suína?

 

A gripe suína é uma doença respiratória dos porcos causada por vírus influenza tipo A que originam surtos regulares de gripe nos porcos.

 

A maioria dos vírus isolados mais recentemente é do subtipo H1N1.

 

Os humanos podem contrair gripe suína?

Os vírus da gripe suína habitualmente não infectam o homem. No entanto têm ocorrido infecções humanas esporadicamente em pessoas em contacto directo com porcos.

 

O vírus da gripe suína é contagioso?

O vírus influenza A H1N1 suíno é contagioso e transmite-se de pessoa a pessoa, mas actualmente ainda não se sabe com que facilidade se dissemina.

 

Quais são os sintomas da gripe suína em humanos?

Os sintomas são muito semelhantes aos da gripe sazonal humana, com febre, fadiga, perda de apetite, tosse e dores no corpo e de cabeça. Algumas pessoas também podem apresentar náuseas, vómitos e diarreia.

 

Como se transmite a gripe suína?

A gripe suína pode transmitir-se directamente dos animais às pessoas. A infecção humana é muito mais provável quando existe um contacto próximo com porcos infectados, como em quintas ou mercados.

 

A gripe suína pode ser transmitida entre humanos?

Pensa-se que este vírus se transmite de pessoa a pessoa do mesmo modo que o da gripe humana sazonal, através da tosse ou espirros. As pessoas também se podem infectar ao mexer na boca, nariz ou olhos com as mãos contaminadas.

 

Quando é que uma pessoa com gripe pode transmitir a doença a outra?

 

As pessoas infectadas podem transmitir a doença até cerca de 7 dias após o início da mesma.

 

Como posso evitar ser infectado?

Neste momento ainda não há vacina contra a gripe suína. Há alguns cuidados que podem evitar a transmissão dos microrganismos que causam doenças respiratórias como a gripe e que podem proteger a saúde de cada um:

 

o   Cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar e deitar o papel no lixo após usar;

o   Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, sobretudo após tossir ou espirrar; toalhetes com solução alcoólica também são eficazes;

o   Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca;

o   Evitar o contacto próximo com doentes com febre.

 
 

Posso contrair gripe suína por comer carne de porco?

Não. Os vírus da gripe suína não se transmitem pela comida. Não se pode contrair gripe suína comendo carne de porco ou seus derivados.

 

Que devo fazer se acabei de regressar de uma zona do globo afectada pela gripe suína ou se tiver contactado com alguém infectado?

 

Se visitou recentemente uma área em que foram identificados casos de gripe suína, ou se tiver contactado com alguém infectado, é importante monitorizar cuidadosamente a sua saúde por um período de cerca de 7 dias após o regresso.

Desde que esteja bem, não é necessário isolar-se.

 

E se adoecer com sintomas de gripe após regressar de uma zona do globo afectada?

Se, nos cerca de 7 dias após o regresso, desenvolver febre alta acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dificuldade respiratória, dor de cabeça ou dores no corpo, náuseas, vómitos ou diarreia, deve:

 

  • Permanecer em casa e evitar contacto com outras pessoas para não disseminar a doença.
  •  Ligar para a Linha Saúde 24:

 

808 24 24 24

 

 DGS

www.dgs.pt/

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Sábado, 7 de Março de 2009

Penhoras aos milhares - NO LIMITE DAS DÍVIDAS - DN

 

Diário de Noticias

Sábado,7 de Março de 2009
Edição Papel

 

NO LIMITE DAS DÍVIDAS
ANA TOMÁS RIBEIRO

 

 

Penhoras aos milhares. Os três D, como lhe chamam os solicitadores de execução, doença, desemprego e divórcio, explicam muitas das situações de rotura de famílias endividadas. Mas não justificam a maioria dos casos de penhoras, aos milhares, por dívidas de privados a privados. A maior parte tem por base o não pagamento a operadoras de telecomunicações, a empresas de crédito ao consumo e aos bancos e resultam muitas vezes de passos mal dados, além dos limites das capacidades financeiras. E ainda há os devedores profissionais. Recuperar o que todos devem é que se tornou tarefa cada vez mais difícil.

Quase sempre os devedores ignoram as cartas de aviso
 
 
Continua:
 

 

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Crise económica - Belmiro de Azevedo

 

 

 

 

 

 Líderes sindicais têm feito

 

discursos demagógicos”,

 

diz Belmiro de Azevedo

 

 

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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Jorge Sampaio Analisa a Crise

SIC

 

Jorge Sampaio analisa a crise

 

 

 

Jorge Sampaio fala da crise na UE

 

 

 

Ex-PR diz que há risco de “destruirmos o que construímos nos últimos 50 anosA estabilidade do sistema financeiro internacional passa pela realização de uma nova Conferência de Bretton Woods, para que dessa iniciativa saia um "novo quadro institucional", defendeu hoje em Lisboa o ex-Presidente da República Jorge Sampaio

 

O "novo quadro institucional" que deverá sair da conferência "deverá reflectir de forma apropriada os interesses dos países industrializados e também das economias emergentes e das populações mais nobres e que garanta o efectivo apoio ao desenvolvimento", salientou Sampaio, que exerce actualmente funções de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

As conferências de Bretton Woods estabeleceram em Julho de 1944 as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo, tendo em 1946 sido estabelecidos o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

Jorge Sampaio, que intervinha na conferência de encerramento das celebrações do 25 aniversário do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), da Universidade Católica Portuguesa, citou o discurso que o vice-Presidente norte-americano Joseph Biden proferiu sábado em Munique, Alemanha, para sustentar que, "sem desenvolvimento para todos, não há paz nem segurança sustentáveis no mundo".

"Por isso, mais do que nunca, importa prosseguir na via do multilateralismo porque enfrentamos problemas de dimensão global que só podem ser resolvidos através de mais e melhor cooperação internacional", disse.

A opção pelo multilateralismo visa aproveitar as "lições da história".

"Tal como em outros episódios passados de recessão, as opiniões associadas ao nacionalismo e ao populismo parecem ganhar novo fulgor e força", alertou.

Jorge Sampaio, que intitulou a sua conferência de "Sinais dos Tempos", sustentou que na actual crise, ao apostar-se no "reforço da cooperação" e na "concertação multilateral", importa começar pela construção europeia, "sob pena de destruirmos o que construímos nos últimos 50 anos".

"De facto, neste tempo de crise aguda, é necessário, mais do que nunca, que os governos não secundarizem as políticas de boa governação da diversidade cultural sob pena de estarmos a criar condições para uma explosão social de consequências políticas imprevisíveis", frisou.

A conferência de Jorge Sampaio encerrou as comemorações do CEPCEP, iniciadas em Fevereiro de 2008 com o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e prosseguiram em Dezembro passado com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Com Lusa

 

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

PS - Alegre diz que Santos Silva está a «desviar atenções»

TSF

Hoje às 20:26

 

 Manuel Alegre

 

Alegre diz que Santos Silva está a

«desviar atenções»

 

O deputado Manuel Alegre entende que Augusto Santos Silva ao dizer que gosta de «malhar na direita» está a usar a técnica do «desvio de atenções».

 

Para o histórico do PS, as declarações deste ministro não se enquadram na tradição do PS

 

www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx

 

Jornalista Teresa Dias Mendes dá conta das
críticas de Manuel Alegre

 

 

 
O deputado Manuel Alegre criticou as palavras do ministro Augusto Santos Silva que disse gostar de «malhar na direita e com especial prazer naqueles que se situam de facto à direita do PS».
 
O parlamentar socialista entende que as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares não se enquadram na «tradição e na cultura do PS» e que, desta forma, Santos Silva está a utilizar a «velha técnica» do «desvio de atenções para fora».
 
«Dizer como se dizia antigamente que se esta a fazer o jogo de direita ou o jogo da esquerda chique. Isso são métodos que não fazem parte da nossa tradição nem da nossa cultura», acrescentou o histórico socialista.
 
Recordando as declarações feitas por outro histórico socialista, Edmundo Pedro, que disse que há quem não se pronuncie sobre a vida interna do partido por causa do medo, Alegre disse ainda que o PS sofre de medo «que não é o da polícia», mas sim o receio de não ser promovido.

 

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Crise obriga pais a cortar despesas com os filhos

 

CRISE

 

O empobrecimento das famílias da classe Média

e o agravamento da sua situação económica

está a provocar efeitos nefastos na euducação dos seus filhos. 

 

O artigo de Leonor Pereira do Jornal de Notícias de hoje

de que fiz cópia integral

dá-nos uma pequena ideia da situação.

 

Bomsensoamiguinhos

 

imagem da internet

 

 

Jornal de Noticias

05 Fevereiro 2009

 

 

Crise obriga pais a cortar despesas com os filhos
Famílias prescindirem de valências como as
explicações, o Inglês, ou a Música
 
00h30m
LEONOR PAIVA WATSON E GINA PEREIRA
 
As famílias começam a cortar nas actividades extracurriculares das crianças, afectando as explicações, o Inglês e a Música. Estas são as indicações recolhidas pelo JN junto de várias instituições das grandes cidades e suas periferias.
 
A crise instalou-se na classe média e afectou a Educação, vivendo as suas instituições o desafio de a combater. "Opta-se pela não actualização de preços, por descontos a alunos mais antigos, pela redução do número de horas diárias dadas pelos docentes", ilustra Ivone Rocha, directora do centro de explicações do Porto "Letras e Algarismos". Ainda assim, revela a responsável, "há desistências e muito menos inscrições por manifesta incapacidade financeira". Na periferia, em Valongo, o "Sabe Tudo" recebeu "menos alunos depois do Natal, em comparação com o ano passado". As razões são as mesmas, ainda que se opte, igualmente, por facilitar a vida dos pais. "Não se faz actualização de preços", revelou uma das sócias.
 
Mais para sul, em S. João do Estoril, perto de Lisboa, o centro de explicações "Pronto-a-Estudar" tem menos alunos este ano, apesar de a inscrição ser gratuita e de quase não terem aumentado as mensalidades. "As pessoas pensam muito bem na modalidade que escolhem porque isso faz diferença nos gastos mensais", admitiu uma funcionária.
 
Prescinde-se do Inglês e da Música
A crise é igualmente sentida em instituições de ensino de grande dimensão, habitualmente frequentadas pela classe média. "Se os pais pedirem para pagar um bocadinho mais tarde, aceita-se; se os alunos mais antigos se inscreverem mais cedo, têm desconto. E pondera-se, cada vez mais, discutir com o banco a possibilidade de os clientes poderem contrair um empréstimo para pagarem as propinas", avançou Sofia Leitão, membro Instituto Britsh Council.
 
Aquela responsável defende que "os pais sabem a importância da língua inglesa no futuro dos filhos, fazendo o esforço de proporcionarem a sua aprendizagem".
 
A ginástica é igualmente sentida nas escolas mais pequenas, como a "Know-how", em Lisboa. A directora, Maria João Lopo de Carvalho, nota "uma grande retracção e quebra" nos cursos intensivos que habitualmente organiza para as férias e pausas lectivas e admite que os pais estão a optar por alternativas sem custos, como deixar os filhos nos avós.
 
Relativamente à música, uma das actividades extracurriculares mais procuradas nos últimos anos, também são sentidas algumas dificuldades, especialmente na periferia. Que o diga Rita Nunes, directora da Escola "Dó Ré Mi", em Valongo, onde "os pais vão sempre procurando aulas que não os façam gastar muito dinheiro". "Convencem os filhos a aprender guitarra porque poderão mais tarde comprar-lhe uma e tentam dissuadi-los, por exemplo, de piano". Por outro lado, "no caso de irmãos, verifica-se que um acaba por desistir ou nem sequer inscrever-se".
 
Rita Nunes garante que a crise está a afectar profundamente a classe média. "São pessoas que tinham uma vida estável, que contraíram despesas com base numa promessa de estabilidade e que, de repente, vêem-se a braços com bastantes dificuldades", explica.
 
Já na Escola de Música da Foz, no Porto, não se verificam problemas desses. "Estamos ao lado dos grandes colégios privados. A classe A não sofre com a crise", justifica o director Moz Barbosa.
 
Desistem por falta de dinheiro
Actividades como a dança ou o futebol também estão a perder procura. Alexandre Silva, director desportivo da "Mr Foot", uma escola de futebol para crianças em Almada, diz que este ano teve "um decréscimo de 20 a 25%".
 
No distrito do Porto, as escolas de dança passam pelo mesmo. Na cidade, na Academia de Dança Joana Reis "verificam-se algumas desistências por falta de dinheiro, embora as pessoas não assumam isso imediatamente", conta um dos funcionários. Na periferia, na Escola de Dança de Ermesinde, por exemplo, "as famílias começam a queixar-se e a ponderar muito", confessa a directora Edite Santos.

 

 

 

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

DN - Veto de Cavaco mata lei do PS sobre voto emigrante

Diário de Notícias

Quarta, 4 de Fevereiro de 2009
Edição Papel

 

 

Veto de Cavaco

mata lei do PS

sobre voto emigrante

 

JOÃO PEDRO HENRIQUES

 

 

Emigrantes. Cavaco Silva devolveu à Assembleia a lei do PS que imporia o voto presencial nas legislativas. Para a aprovar de novo só com dois terços dos deputados. Um resultado impossível por desacordo do PS com o PSD. Resultado: o projecto morreu

Nova aprovação do diploma só com dois terços na AR

Está condenada ao fracasso a tentativa do PS para obrigar os emigrantes a deslocarem-se aos postos diplomáticos portugueses nas eleições legislativas, impedindo-lhes o voto por correspondência.

O projecto de lei, aprovado na Assembleia da República pelo PS (em conjunto com a esquerda parlamentar), foi ontem vetado pelo Presidente da República.

Para o reaprovar no Parlamento ignorando as reservas presidenciais, seriam precisos dois terços dos votos. Só que nem o PSD nem o CDS estão dispostos a isso - muito pelo contrário. Os dois partidos saudaram ontem, elogiando, o veto do Presidente. Tudo aponta, portanto, para que nada de essencial mude na lei. Os emigrantes poderão continuar a votar nas legislativas por correspondência, sem serem obrigados a deslocar-se aos postos diplomáticos portugueses (consulados, embaixadas). Ao contrário do que acontece nas presidenciais, onde só podem votar presencialmente (mas esse voto não estava em causa na lei ontem vetada).

Cavaco Silva vetou a lei argumentando que "iria promover a abstenção eleitoral" visto que "obrigaria milhares de pessoas a percorrerem centenas ou milhares de quilómetros para exercerem um direito fundamental." Segundo acrescentou, "constitui um imperativo nacional combater a abstenção eleitoral e promover a ligação dos cidadãos emigrantes a Portugal".

Cavaco Silva explicitou mesmo um dado "extremamente revelador" de como a abstenção poderia disparar: "A participação dos eleitores residentes no estrangeiro em actos eleitorais é significativamente mais elevada, em cerca do dobro, nas eleições para a Assembleia da República, em que o voto por correspondência é permitido, do que nas eleições para a Presidência da República, em que o voto presencial é obrigatório."

Disse ainda na mensagem enviada à Assembleia da República que impôr o voto presencial nas eleições legislativas equivaleria a "romper [com] uma tradição enraizada há mais de trinta anos".

Admitir-se agora uma mudança da lei só poderia acontecer caso se verificasse "uma de duas situações": "que, ao fim de mais de trinta anos de vigência, o regime a que agora se pretende pôr termo tinha dado azo à prática sistemática de fraudes ou ilícitos eleitorais; ou concluir-se que tal regime, que vigora desde 1976, é contrário aos princípios constitucionais".

No entender do PR não aconteceu nem uma coisa nem outra e daí o veto. Além do mais, existem contradições entre as intenções do projecto-lei (a imposição do voto presencial) e o programa de Governo, na parte em que este preconiza "a introdução do recurso a meios electrónicos de voto".

O PS reagiu ao veto prometendo, através do seu líder parlamentar, Alberto Martins, uma "ponderação e um reexame" ao projecto. António Braga, secretário de Estado das Comunidades, disse que o Governo "se revê" na posição da sua bancada.
 
 
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Presidente do Bundesbank - «Crise está a revelar-se mais grave do que o esperado»,

TSF

 

«Crise está a revelar-se mais grave do que o esperado», afirmou o presidente do Bundesbank
 
Ontem às 12:47
 
A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos, revelou o presidente do Bundesbank, Alex Weber, numa entrevista ao jornal alemão, Bild.
 
Em declarações ao jornal Bild, o presidente do banco alemão Bundesbank e membro do conselho dos governadores do Banco Central Europeu (BCE), Alex Weber, revelou estar preocupado por não ter «sido ainda possível conter a crise nos mercados financeiros».
 
O presidente do Bundesbank salientou também as «novas falhas que aparecem regularmente,[e] há mais sectores afectados e novas perdas que conduzem a mais depreciações».
 
Alex Weber acrescentou ainda que «o abrandamento económico é mais pronunciado e mais mundial do que o previsto».
 
Por isso e neste contexto, torna-se essencial que os governos reajam e tomem as medidas necessárias para estabilizar os bancos, que defende Weber são «vitais para o nosso sistema económico».

 

 

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Desemprego - Mais de 70 mil despedimentos anunciados em apenas um dia

 TSF

27-01-2009

 

Mais de 70 mil despedimentos anunciados em
apenas um dia
 
Ontem às 20:52

 

 

Uma série de grandes empresas de todo o mundo anunciaram, esta segunda-feira, novas medidas de suspensão de postos de trabalho, para enfrentar um ano 2009 que se anuncia particularmente difícil.
 
No total, são esperados mais de 70 mil despedimentos
.
A empresa norte-americana de fabrico de automóveis General Motors anunciou, esta segunda-feira, o despedimento de duas mil pessoas em duas fábricas nos Estados Unidos.
 
A farmacêutica Pfizer vai reduzir a sua força total de trabalho em 15 por cento, o que significa 19 mil trabalhadores no desemprego, e o encerramento de cinco fábricas. Também nos Estados Unidos, a loja de  bricolage Home Depot anunciou que vai dispensar sete mil trabalhadores.

 

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

SARAMAGO - OBAMA - Donde saiu este homem?

 

O CADERNO DE SARAMAGO

 

 

« Obama
Donde?

By José Saramago

 

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.
 
This entry was posted on Janeiro 20, 2009 at 8:39 pm and is filed under O Caderno de Saramago.

 

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Portugal - Presidente da República -Discurso do Presidente da República

 PÁGINA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

  www.presidencia.pt/

 

 

Presidente falou aos membros do Corpo Diplomático
Presidente falou aos membros do Corpo Diplomático

 

 

 

Discurso do Presidente da República por ocasião da Cerimónia de Apresentação de Cumprimentos de Ano Novo pelo Corpo Diplomático acreditado em Portugal

 

Palácio Nacional de Queluz, 12 de Janeiro de 2009
 
Senhoras Embaixadoras,
Senhores Embaixadores,
Senhoras e Senhores Chefes de Missão,
 
Quero começar por agradecer as palavras e os votos que me dirigiu Sª. Exª. Reverendíssima o Senhor Núncio Apostólico da Santa Sé, em nome do Corpo Diplomático acreditado em Portugal.
 
Também eu desejo a todos vós e às vossas famílias um feliz Ano de 2009 e peço-lhes que transmitam aos vossos Chefes de Estado os meus sinceros votos de paz e de prosperidade.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Este é um tempo de desafios, a que não será possível dar resposta eficaz sem uma acção concertada a nível internacional. Uma concertação que exige instituições multilaterais representativas e respeitadas, capazes de garantir e fazer respeitar compromissos colectivamente assumidos.
 
O ano que passou pôs em evidência as insuficiências e fragilidades das actuais estruturas internacionais de coordenação, decisão e supervisão política, económica e financeira. As mudanças ao nível da nossa governação colectiva são, por isso, inadiáveis.
 
Desde logo, há que reformar as Nações Unidas. O ano que passou marcou o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assinalámos com a adopção do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais, de que Portugal foi um dos promotores e que conferiu aos direitos económicos, sociais e culturais a mesma dignidade dos direitos cívicos e políticos. Este importante progresso deverá inspirar-nos na construção de um sistema internacional centrado no respeito pelos valores inalienáveis do ser humano.
 
Há que assumir as consequências que resultam da constatação de que, sem uma representatividade mais próxima da realidade e dos equilíbrios de hoje, as Nações Unidas tenderão a ver a sua legitimidade crescentemente posta em causa.
 
Portugal está e continuará empenhado em contribuir para o reforço do multilateralismo efectivo. Entendemos, no entanto, que dificilmente poderemos abordar os grandes problemas que afectam o mundo sem que biliões de cidadãos tenham voz nas estruturas de governação global.
Não é aceitável que o Continente Africano, a América Latina e outros países emergentes continuem a não estar representados entre os membros permanentes do Conselho de Segurança. Como o momento presente o demonstra, é imperioso que as estruturas multilaterais se adaptem à emergência de novos centros de liderança internacional tornando-se mais representativas, coesas e eficientes.
 
A candidatura de Portugal a membro não-permanente do Conselho de Segurança para o biénio 2011-12 deverá ser lida à luz dos princípios e valores das Nações Unidas, que há muito defendemos e que a Constituição Portuguesa consagra.
 
Candidatamo-nos igualmente em nome da representação equitativa de todos os Estados no Conselho de Segurança, porque acreditamos que é essa a melhor forma de garantir o sentido de justiça que é essencial para que as decisões sejam aceites por todos.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Ninguém pode, com segurança, prever a duração da crise económica e financeira que o mundo atravessa, nem o âmbito das suas implicações geoestratégicas.
 
Porém, a crise encerra também uma oportunidade para levar a cabo a necessária revisão da arquitectura financeira internacional, adaptando-a à realidade dos nossos dias. Uma nova arquitectura financeira mais representativa, assente numa regulação mais eficaz e transparente e numa supervisão melhor apetrechada para proteger os interesses dos consumidores, aforradores e investidores, mais próximas dos interesses da economia real do que dos da especulação financeira.
 
No presente contexto, os nossos cidadãos precisam de sinais de confiança. O maior erro em que poderíamos incorrer seria responder-lhes com a procura de soluções isoladas, ou com a cedência a tentações proteccionistas. Um claro sinal de confiança seria a rápida conclusão do ciclo de negociações de Doha.
 
O possível impacto da crise económico-financeira nos países mais carenciados merece uma especial preocupação. Seria inaceitável que, com o pretexto da crise, economias capazes de mobilizar enormes recursos para estabilizar o sistema financeiro, se afastassem do cumprimento dos compromissos assumidos em matéria de Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
 
Construir um mundo livre de privações, de pobreza e de pandemias é não só um imperativo moral e civilizacional, mas um instrumento indispensável para promover a paz e a estabilidade.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Esta crise não nos pode fazer esquecer as outras ameaças que impendem sobre o nosso planeta e que nos impõem uma acção internacional concertada, determinada e responsável. É o caso, desde logo, das alterações climáticas, da poluição e da devastação dos nossos recursos naturais.
 
Não temos o direito de hipotecar o futuro. É necessário um novo modelo de desenvolvimento alicerçado numa redução do carbono e numa aposta decisiva nas tecnologias limpas, nas energias renováveis e na eficiência energética. Portugal revê-se inteiramente nas decisões da União Europeia nesta matéria. Para ser escutada, a Europa deve ser capaz de dar o exemplo.
 
Outro desafio crucial do nosso tempo é a luta contra o terrorismo e o extremismo que o alimenta. As suas manifestações não conhecem fronteiras, não respeitam valores, povos ou religiões e constituem um sério obstáculo à construção de um mundo mais justo. Mais uma vez, só uma cooperação reforçada, uma partilha de informações mais eficiente e instituições multilaterais mais fortes e eficazes poderão ajudar-nos a vencer esta batalha.
 
Mas o combate ao extremismo implica, também, a aposta no diálogo entre povos e civilizações, na diplomacia preventiva e na resolução de conflitos.
 
Neste contexto, não posso deixar de exprimir a minha forte preocupação com a situação que se vive na Faixa de Gaza e com as suas graves implicações humanitárias. É absolutamente necessário, neste momento, que o conflito dê lugar a um cessar-fogo permanente, que permita prestar auxílio aos que dele carecem e criar condições para um diálogo político frutuoso. É fundamental que as partes tenham a coragem de tomar as decisões capazes de garantir, a israelitas e palestinianos, o futuro de paz e de desenvolvimento económico e social a que têm direito.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Portugal entende que o mundo precisa, mais do que nunca, de uma União Europeia capaz de assumir um papel de liderança na abordagem dos grandes desafios do século XXI.
 
A União Europeia pode e deve reforçar a sua influência na condução da agenda global. Para tal necessita de estar na vanguarda da inovação científica e tecnológica, da defesa dos Direitos Humanos, da protecção ambiental, da agenda do desenvolvimento, da promoção do diálogo entre povos e civilizações, da diplomacia preventiva, da luta contra o terrorismo e da defesa do primado do direito internacional.
 
Este será um ano crucial para a União Europeia. Um ano de renovação das suas Instituições, desde logo por via das eleições para o Parlamento Europeu. Um ano em que espero, sinceramente, seja possível o consenso em torno do Tratado de Lisboa, reforçando dessa forma a capacidade europeia para corresponder aos anseios dos seus cidadãos e ao que dela espera o resto do mundo.
 
Se há algo que a presente crise internacional demonstrou foi a vantagem da integração europeia e a importância para o mundo de poder contar com a voz, o peso colectivo e a liderança da Europa num momento difícil. Estou seguro de que a Presidência checa da União Europeia e, depois, a Presidência sueca saberão dar continuidade ao reforço do projecto europeu.
 
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
2009 será um ano em que a diplomacia portuguesa irá estar especialmente envolvida no exercício da Presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que tem como prioridade a promoção e afirmação internacional da língua portuguesa.
 
É sabido que esta vem constituindo uma prioridade do meu mandato. Uma prioridade assumida pelos Chefes de Estado e de Governo dos oito países que integram a CPLP e confirmada num encontro que promovi à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, através do compromisso de trabalhar em conjunto para ver reconhecido à Língua Portuguesa — a quinta língua mundial em número de falantes nativos e a terceira língua mais internacional da UE — o estatuto de língua oficial das Nações Unidas, que de há muito justifica.
 
Permitam-me uma saudação muito particular a três Estados da CPLP – Angola, Guiné-Bissau e Moçambique – que, no ano que terminou, viram consolidados os seus sistemas democráticos, através da realização de eleições cuja condução mereceu uma avaliação globalmente muito positiva, por parte da comunidade internacional.
 
Em 2009, Portugal continuará a assegurar o exercício da Presidência da Comunidade das Democracias, envidando todos os esforços para que os valores da democracia e dos Direitos Humanos possam ser, cada vez mais, valores universalmente partilhados.

Portugal acolherá, ainda, no final do ano, a XIX Cimeira Ibero-Americana, que terá como tema a inovação e as novas tecnologias. Estou seguro de que a Cimeira do Estoril será mais uma importante etapa no aprofundamento do diálogo político e da cooperação entre a comunidade de povos ibero-americanos.
 
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Acredito que agindo de forma colectiva e responsável poderemos ultrapassar as incertezas do presente e fazer de 2009 um marco na edificação dos alicerces de uma nova era de prosperidade global. É este o meu desejo para 2009.
 
A todos vós e às vossas famílias, os meus votos de um excelente Ano de 2009.
 
Obrigado.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:30
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EUA - Viajar só com autorização prévia !

 

Rádio Renascença

www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx

Internacional

 

EUA
11-01-2009 17:58

Viajar só com autorização prévia

 

 

 

 

Todos os cidadãos dos países que integram o Programa de Isenção de Vistos, onde se inclui Portugal, que queiram entrar nos EUA têm, a partir de segunda-feira, de pedir autorização via Internet.

O novo sistema de registo electrónico, de nome ESTA (Electronic Sistem Traveler Autorization, na sigla em inglês) pretende aumentar a segurança do Programa de Isenção de Vistos e será, por isso, aplicado aos 35 países abrangidos por esse programa.

A autorização, que terá que ser apresentada antes de se desembarcar de um avião ou de um barco em território norte-americano, deve ser solicitada de preferência até 72 horas antes da viagem através da página de Internet
https://esta.cbp.dhs.gov.

O novo sistema foi anunciado em Junho passado pelo secretário da Segurança Nacional, Michael Chertoff, que divulgou então que os cidadãos dos cerca de 30 países que beneficiavam de um sistema de isenção de visto tinham, a partir de Janeiro de 2009, de pedir uma autorização prévia via Internet.
 
A par de Portugal, França, Alemanha, Suíça, Grã-Bretanha, Bélgica, Espanha, Singapura, Nova Zelândia, Japão e Austrália são outros dos países abrangidos.
 
 
 


 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 02:00
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

DÉFICE - Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

SOL

Sábado, 10 Janeiro 2009   8º C Máx   Lisboa

 

 

Economia

 
 
 
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010
 

 

 
Por Luís Reis Ribeiro
 
A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro. A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passado
 

 

 

 

♦♦♦

 

 

Veja

 

Pensamentos do Momento 

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html

 

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/24539.html

 

 

VIDEO

 

Fedorentos

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/31712.html

 

 

 

 

 

ARTIGO

de

Ricardo Araújo Pereira

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/29582.html

 

 

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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Madoff - Encontrados cheques de 173 milhões na secretária de Madoff

ECONÓMICO

www.economico.pt/noticias/encontrados-cheques-de-173-milhoes-na-secretaria-de-madoff_560.html

 

Fraude

 

Encontrados cheques de 173 milhões na secretária de Madoff
Mafalda Aguilar 
08/01/09 18:48
 
As buscas ao escritório do gestor acusado da maior fraude de sempre em Wall Street, Bernard Madoff, resultaram na apreensão de cerca de 100 cheques assinados no valor de 173 milhões de dólares (126 milhões de euros) destinados à família e amigos, disseram responsáveis do Ministério Público.

 

 

cont. www.economico.pt/noticias/encontrados-cheques-de-173-milhoes-na-secretaria-de-madoff_560.html

 

 

 

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PortoCartoon: World Festival de 2009 - Crise é o tema do festival de 2009

 

Porto Cartoon:

Crise é o tema do festival de 2009

 

 


A 11ª edição do PortoCartoon - World Festival de 2009, vai ter como tema "As Crises", anunciou hoje o Museu Nacional da Imprensa, promotor da iniciativa.

O PortoCartoon 2008 foi dedicado aos Direitos Humanos, para assinalar o 60º aniversário da Declaração Universal, e pela primeira vez foi ganho por um cartunista português, Augusto Cid, de "O Sol".

O Museu Nacional da Imprensa, sediado no Porto, anunciou também que Georges Wolinski, um dos mais famosos cartunistas da actualidade, voltará a ser o presidente do júri do festival.

Em Junho passado, Wolinski integrou o grupo de dez artistas que proclamaram o Porto como «capital do cartoon», descerrando um pequeno monumento desenhado por Siza Vieira e implantado na Avenida dos Aliados, frente à Câmara Municipal..

O PortoCartoon é considerado um dos três mais importantes concursos mundiais de cartoon.

No conjunto das dez edições anteriores participaram mais de 4.000 cartunistas, de cerca de uma centena de países.

Lusa
Foto: wikimedia commons
 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:00
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Sócrates Admite Recessão em Portugal e Abre a Porta à Antecipação de Eleições

ECONOMICO

www.economico.pt/noticias/socrates-admite-recessao-em-portugal_282.html

Terça, 06 de Janeiro 09

Entrevista do primeiro-ministro à SIC

 

Sócrates admite recessão em Portugal
Económico 
06/01/09 00:05
 
O primeiro-ministro reconhece que o Governo vai rever as suas previsões para este ano e assume que Portugal deve cair em recessão. Para responder à crise, continua a apostar no investimento e pede nova maioria absoluta.

 

Cont. www.economico.pt/noticias/socrates-admite-recessao-em-portugal_282.html

 

Política

 

Sócrates abre a porta à antecipação de eleições
Económico 
05/01/09 22:19
 
O primeiro-ministro diz estar “preparado para todos os cenários” incluindo o da sua demissão para a convocação antecipada de eleições de forma a poderem coincidir com as eleições Europeias agendadas para Junho. Sócrates é recandidato e pedirá a maioria.
 
O próximo ano de 2009 tem prevista a realização de três eleições, competindo ao Governo a marcação das eleições autárquicas (previstas para entre 22 de Setembro e 14 de Outubro) e ao Presidente a marcação das legislativas (para o intervalo que vai entre 14 de Setembro e 14 de Outubro).

Cont. www.economico.pt/noticias/socrates-abre-a-porta-a-antecipacao-de-eleicoes_263.html

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:30
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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