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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Poesia e Jaz - Clube Literário do Porto,

 

 

Clube Literário do Porto

 

Poesia & Jaz

 

http://www.clubeliterariodoporto.co.pt/

 

Integrado na Fundação Dr. Luís de Araújo, edificado na Rua Nova da Alfândega, nº 22

 

 

"É uma casa de cultura, sem fins lucrativos;

com a preocupação de promover,

todos os meses,

uma série de eventos culturais"

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:30
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Dia das Mães - Poema - Carlos Drummond de Andrade

 

Dos_rosas_PICT4446.jpg dos rosas image by german_cv_solo_cristo

 

Para Sempre



Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho
.

 

 

 

Carlos Drummond de Andrade

Poeta Brasileiro (1902 -1987)

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:01
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Sábado, 2 de Maio de 2009

Escreve Poesia? - Jornal Portal Lisboa

  

Poesia 

 


                

 


 

Tomo a liberdade de a seguir transcrever o e-mail escrito pelos responsáveis do

Jornal Portal de Lisboa  

 

 

dirigido ao bomsensoamiguinhos@sapo.pt  por considerar queiniciativa é 

  

Excelente e de Louvar...!

 

 

PARABÉNS

 

PORTAL DE LISBOA!

 

Bomsensoamiguinhos

 

 

Data:  Thu, 30 Apr 2009 18:24:08 +0100 [30-04-2009 18:24:08 WEST]
De:  Portallisboa <geral@portallisboa.net>Adicionar geral@portallisboa.net à lista de Contactos Portugal
Para:  bomsensoamiguinhos@sapo.ptAdicionar bomsensoamiguinhos@sapo.pt à lista de Contactos

Assunto:  FW: Escreve Poesia?

 

 

"Somos o jornal Portal Lisboa, um jornal de base on-line, que actualmente tem funcionado como jornal gratuito, dedicado exclusivamente à cidade de Lisboa, com uma tiragem mensal de 20 000 exemplares. Pode consultar o nosso último exemplar impresso no endereço www.portallisboa.net/eJornal
 
Temos acompanhado o seu blog, pelo que gostariamos de lhe dar os parabéns pelo serviço cultural que tem prestado à poesia e à literatura. 
 
Neste sentido, gostariamos de lhe informar da nova iniciativa do nosso jornal (www.portallisboa.net). 
 

Depois do sucesso que foi a  Primeira Colectânea de Poesia Contemporânea  Portal Lisboa e da Chiado Editora (www.chiadoeditora.com), com o nome

 

 “Entre o Sono e o Sonho”,

 

vamos agora arrancar com o

II. Volume da mesma colectânea,

 

 

pelo que gostariamos de o convidar a noticiar este evento no seu blog.

 
Neste momento,
 
 estamos à procura de novos autores
para entrarem neste livro,
 
 pelo que o convidamos a visitar o regulamento
 (Link Regulamento) desta colectânea no nosso site.
 
As inscrições podem ser feitas aqui (Link Inscrição).
 
Caso divulgue a nossa iniciativa, agradeciamos que nos enviasse o link do post onde o faz, para colocarmos o seu blog em destaque no nosso portal on-line.
 
Sem mais nenhum assunto de momento,
 
Agradecemos a sua atenção e
voltamos a dar-lhe os parabéns pelo seu blog.
 
(esta é a capa de "Entre o Sono e o Sonho")

 

 

João Gomes de Almeida
Director "
 
 
 
 
 
Depois do sucesso que foi o primeiro volume da antologia de poesia contemporânea "Entre o Sono e o Sonho", Editada pelo Jornal Portal Lisboa e pela Chiado Editora - decidimos avançar com o II. Volume da mesma antologia, pelo que andamos à procura de novos autores portugueses, que tenham interesse em publicar alguns dos seus poemas. Para poderem ser seleccionados apenas têm que consultar o regulamento do concurso e enviar alguns poemas para serem analisados pela equipa editorial, que posteriormente se decidirá pela sua publicação.
Sendo o I. volume desta obra ainda recente, congratulo-me por já ter nascido um escritor daí, dá pelo nome de Francisco Júnior e publicou recentemente o seu primeiro livro.
Visto estarmos num país de poetas, em que tantas pessoas têm o sonho de ver alguns dos seus escritos publicados, pedimos que divulguem pela blogosfera esta iniciativa.
 
 

 ⇔

 
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:55
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Vídeo - Escritores - Florbela Espanca

 

Florbela Espanca

 

 

 

Produção: Gabriela Mangieri

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
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Florbela Espanca - Estatua - Parque dos Poetas - Oeiras

 

 

Florbela Espanca

Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo)

Vila Viçosa, 1894-1930

 

 

 

 

Oeiras

Parque dos Poetas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Poema - FLORBELA ESPANCA - Árvores do Alentejo

 

 

 

Árvores do  Alentejo

 

 

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

 

 Florbela Espanca

 

 
  
Fotos retirada da Internet
 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Poema - António Aleixo

 

 

Os Vendilhões do Templo

 

Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.


António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Fernando Pessoa - O Mostrengo

 

 

O MOSTRENGO

 

Vídeo animado com base no poema de

Fernando Pessoa sobre os Descobrimentos

 

 

O MOSTRENGO

de

Fernando Pessoa



O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

 

⇔ ⇔ ⇔ 

 

Mapa dos Descobrimentos

 

 

 

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Capital do Brasil - Brasília organiza semana cultural dedicada a Portugal

SOL

25 JAN 09

 

Capital do Brasil
 
Brasília
organiza semana cultural dedicada a
Portugal
 
 
Portugal será a estrela cultural de Brasília na próxima semana, no âmbito de um projecto que pretende atrair novos visitantes para a capital brasileira, com espectáculos, performances cénicas, exposições, debates literários e gastronomia de diferentes países
 
«O projecto Palcobrasília começa por Portugal, porque é a nossa pátria-mãe. Esta semana dedicada a Portugal foi motivada também pelo início da reforma ortográfica, que será tema de muitos debates», disse à agência Lusa o produtor Jorge Luiz, da Giral Projectos Socioculturais.

A primeira edição do projecto reunirá escritores, músicos e actores brasileiros e portugueses em Brasília, que pretende quebrar com o monopólio cultural do eixo Rio-São Paulo.

Um dos destaques da programação é a apresentação do grupo português Madredeus & A Banda Cósmica, que vai lançar o seu novo CD, o álbum duplo Metafonia.

Outra atracção musical será o show da brasileira Adriana Calcanhoto.

O público brasileiro vai poder ver, pela primeira vez no país, a exposição Os Lugares de Pessoa, que mostra a biografia e a bibliografia do poeta português Fernando Pessoa.

A programação literária inclui ainda as presenças da escritora Inês Pedrosa e da brasileira Elisa Lucinda.

O evento será aberto na segunda-feira, com a inauguração da exposição Os Lugares de Pessoa, da mostra fotográfica Aquarela do Brasil, do brasileiro Bento Viana e com um concerto do pianista português Adriano Jordão e da violinista brasileira Gabriela Queiroz.

«Este é o início de um processo. Podemos transformar Brasília num caldeirão cultural efervescente. Podemos também levar este projecto a outras capitais. Podemos fazer uma semana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa», afirmou à Lusa um dos organizadores, o luso-brasileiro Marcos Joaquim Alves.

O evento deverá, segundo a organização, atrair cerca de 1.000 pessoas por noite e todas as actividades culturais serão transmitidas para 1.500 municípios brasileiros, a maioria deles afastados dos grandes centros urbanos.

As próximas edições do Palcobrasília serão dedicadas à França, Colômbia, Itália e Japão.
 
Lusa/SOL

 

 

 

 

 

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Fernando Namora recordado 20 anos após a sua morte

SOL

3a-feira, 27 Janeiro 2009

 

Fernando Namora recordado 20 anos após a sua morte
 
Separador

 

Fernando Namora recordado 20 anos após a sua morte

 

ONTEM

Escritor

 
O escritor Fernando Namora será evocado no próximo fim-de-semana, por ocasião do 20.º aniversário da sua morte, em duas sessões promovidas pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela secção regional do sul da Ordem dos Médicos
 
 
Fernando Namora (15 de Abril 1919 - 31 de Janeiro 1989), a quem o presidente da APE, José Manuel Mendes chama «um dos escritores maiores do nosso século XX, médico e cidadão cuja memória perdurará e a todos implica», será homenageado sábado, dia 31, às 15h30, num colóquio presidido por Mário Soares que decorrerá no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa.

A iniciativa, que contará com a participação de vários amigos do escritor, como José Manuel Mendes, Paulo Coelho, Carlos Reis, Baptista-Bastos, Eugénio Lisboa, Jacinto Simões, Joana Ruas e Luís Machado, terminará com a leitura de textos do autor de Retalhos da Vida de um Médico.

No dia seguinte, domingo, pelas 14:30, será exibido no Cinema São Jorge (sala 3) o filme Domingo à Tarde, realizado por António de Macedo em 1965, a partir do romance homónimo de Fernando Namora.

A sessão, organizada em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e a Câmara Municipal de Lisboa, contará com a presença do realizador e intervenções de José Manuel Mendes e Paulo Fidalgo.

Nascido em Condeixa-a-Nova, Fernando Gonçalves Namora licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra e exerceu a profissão na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.

Estreou-se na literatura em 1938 com o volume de poesia Relevos e publicou, no mesmo ano, o romance As Sete Partidas do Mundo, que lhe valeu o Prémio Almeida Garrett.

Publicou, em prosa, títulos como Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963, adaptado ao cinema e a televisão), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957), Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego), Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982).

Além de romances, publicou em poesia, Mar de Sargaços (1940) e Marketing (1969), bem como uma antologia poética, em 1959, intitulada As Frias Madrugadas.

Escreveu também contos, volumes de memórias, notas de viagens e crítica, como Diálogo em Setembro (1966), Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986).
 
Lusa/SOL

 

 

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Poema - Ser Português - Paulo César

 

 

Ser Português
 
portugues2.jpg

(Imagem recolhida na Internet)


Paulo César

  

 
Ser Português


 
Ser Português é aventura marinheira
Passando das desventuras o Bojador

É ser da própria vida o navegador

E no alto do mastro nossa bandeira


Bolinar na brisa das Primaveras

E sulcar a todo o pano nos Verões
Até aos portos de Outonais corações

Tornando reais velhas quimeras


E nos Invernos de qualquer cais
A tomar um café quente a fumegar
Aparece uma nova forma de amar


À das suas Primaveras tão iguais
Com os mesmos beijos suspiros e ais
Porque ser Português não é parar.


Poema escrito a 25 de Outubro de 2005
Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Poema - António Gedeão - Pedra Filosofal

ESCRITORES E POETAS PORTUGUESES

 

 Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

 

António Gedeão

 

In Movimento Perpétuo, 1956
Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:00
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Poema - FERNANDO PESSOA - ALBERTO CAEIRO - O Meu Olhar

PORTAL DA HISTÓRIA

 

 Fernando Pessoa

 

 Retrato de Fernando Pessoa

 

 

Retrato de Fernando Pessoa.

1954, óleo sobre tela, 2010 x 2010 mm

Museu da Cidade, Lisboa, Portugal

Quadro de Almada Negreiros (1893-1970),

 

  

ESCRITORES E POETAS PORTUGUESES

   

Alberto Caeiro

 

 

O Meu Olhar 

     O meu olhar é nítido como um girassol.
     Tenho o costume de andar pelas estradas
     Olhando para a direita e para a esquerda,
     E de, vez em quando olhando para trás...
     E o que vejo a cada momento
     É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
     E eu sei dar por isso muito bem...
     Sei ter o pasmo essencial
     Que tem uma criança se, ao nascer,
     Reparasse que nascera deveras...
     Sinto-me nascido a cada momento
     Para a eterna novidade do Mundo...

     Creio no mundo como num malmequer,
     Porque o vejo.  Mas não penso nele
     Porque pensar é não compreender ...

     O Mundo não se fez para pensarmos nele
     (Pensar é estar doente dos olhos)                  
     Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

     Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
     Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
     Mas porque a amo, e amo-a por isso,
     Porque quem ama nunca sabe o que ama
     Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
     Amar é a eterna inocência,
     E a única inocência não pensar...

  

Alberto Caeiro
Fernando Pessoa
 Poeta, 1888 - 1935

 

 Ver imagem em tamanho real

 

 

Fernando Pessoa e seus Heterônimos

 

 

  

 -  Fernando Pessoa

 -  Alberto Caeiro

 -  Ricardo Reis

 -  Álvaro de Campos     

 

 

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Poema - Fernando Pessoa - A Criança Que Ri na Rua

 

 

Fernando Pessoa

 

 

 A Criança Que Ri na Rua

 

 

 

A CRIANÇA que ri na rua, 
A música que vem no acaso, 
A tela absurda, a estátua nua,
A bondade que não tem prazo 

 

Tudo  isso excede este rigor
Que o raciocínio dá a tudo, 
E tem qualquer cousa de amor, 
Ainda que o amor seja mudo

 

Poesias Inéditas 

 

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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Poema - FLORBELA ESPANCA - A Nossa Casa

      

A  Nossa Casa

 

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onte está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Costrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jadim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim
...

 

                                           Florbela Espanca

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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Poema - FLORBELA ESPANCA - Ser Poeta

 

Ser Poeta

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Poema - Paz - Natália Correia, (1985/1990)"

Ode à Paz

  

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                               deixa passar a Vida!


Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Poema - Fernando Pessoa

 Guia-me Só a Razão

 

Guia-me só a razão.
Não me deram mais guia.
Alumia-me em vão?
Só ela me alumia.


Tivesse quem criou
O mundo desejado
Que eu fosse outro que sou,
Ter-me-ia outro criado.


Deu-me olhos para ver.
Olho, vejo, acredito.
Como ousarei dizer:
«Cego, fora eu bendito» ?


Como olhar, a razão
Deus me deu, para ver
Para além da visão —
Olhar de conhecer.


Se ver é enganar-me,
Pensar um descaminho,
Não sei. Deus os quis dar-me
Por verdade e caminho.


Fernando Pessoa

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:30
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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