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O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Corpo de Jorge de Sena trasladado para Cemitério dos Prazeres

RTP

 

 

JORGE DE SENA 

 

Nasceu em Lisboa em 1919

 

 

 

 30 anos sobre a Morte

os restos mortais ficam depositados no

Cemitério dos Prazeres

 

 

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Domingo, 3 de Maio de 2009

Dia das Mães - Poema - Carlos Drummond de Andrade

 

Dos_rosas_PICT4446.jpg dos rosas image by german_cv_solo_cristo

 

Para Sempre



Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho
.

 

 

 

Carlos Drummond de Andrade

Poeta Brasileiro (1902 -1987)

 

 

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Citação - José Saramago

 

"O poeta não será mais que memória fundida

nas memórias,

para que um adolescente possa dizer-nos que tem em si

todos os sonhos do mundo,

como se ter sonhos e declará-lo

fosse primeira invenção sua.

Há razões para pensar

que a língua é, toda ela,

obra de poesia."


Saramago, José, Diário de Notícias, em 20090422

 

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Domingo, 26 de Abril de 2009

Agostinho da Silva

Sapo

 

Herman José entrevista Agostinho da Silva

parte2

 

 

 

George Agostinho Baptista da Silva foi um grande filósofo, poeta e ensaísta português.

 

"Conversas Vadias" CD2
Entrevista com Baptista Bastos
Parte Final

"No final de contas

não tenho feito mais do que apresentar e repetir

o que foi a obra e o pensamento de muitos portugueses do

século XIII,

de Camões, do Padre Vieira, de Fernando Pessoa,

Não sou nenhuma espécie de

génio ou de visionário."

 

 

 

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Vídeo - Escritores - Florbela Espanca

 

Florbela Espanca

 

 

 

Produção: Gabriela Mangieri

 

 

 

 

 

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Florbela Espanca - Estatua - Parque dos Poetas - Oeiras

 

 

Florbela Espanca

Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo)

Vila Viçosa, 1894-1930

 

 

 

 

Oeiras

Parque dos Poetas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Poema - FLORBELA ESPANCA - Árvores do Alentejo

 

 

 

Árvores do  Alentejo

 

 

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

 

 Florbela Espanca

 

 
  
Fotos retirada da Internet
 

 

 

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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Poema - António Aleixo

 

 

Os Vendilhões do Templo

 

Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.


António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Fernando Pessoa - O Mostrengo

 

 

O MOSTRENGO

 

Vídeo animado com base no poema de

Fernando Pessoa sobre os Descobrimentos

 

 

O MOSTRENGO

de

Fernando Pessoa



O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

 

⇔ ⇔ ⇔ 

 

Mapa dos Descobrimentos

 

 

 

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Poema da poetisa portuguesa Florbela Espanca

 

Florbela Espanca

 

Desejos vãos

 

 

 

 

 Voz do Miguel Falabela

 

 

 

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Poema - Ser Português - Paulo César

 

 

Ser Português
 
portugues2.jpg

(Imagem recolhida na Internet)


Paulo César

  

 
Ser Português


 
Ser Português é aventura marinheira
Passando das desventuras o Bojador

É ser da própria vida o navegador

E no alto do mastro nossa bandeira


Bolinar na brisa das Primaveras

E sulcar a todo o pano nos Verões
Até aos portos de Outonais corações

Tornando reais velhas quimeras


E nos Invernos de qualquer cais
A tomar um café quente a fumegar
Aparece uma nova forma de amar


À das suas Primaveras tão iguais
Com os mesmos beijos suspiros e ais
Porque ser Português não é parar.


Poema escrito a 25 de Outubro de 2005
Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Poema - António Gedeão - Pedra Filosofal

ESCRITORES E POETAS PORTUGUESES

 

 Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

 

António Gedeão

 

In Movimento Perpétuo, 1956
Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:00
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Poema - FERNANDO PESSOA - ALBERTO CAEIRO - O Meu Olhar

PORTAL DA HISTÓRIA

 

 Fernando Pessoa

 

 Retrato de Fernando Pessoa

 

 

Retrato de Fernando Pessoa.

1954, óleo sobre tela, 2010 x 2010 mm

Museu da Cidade, Lisboa, Portugal

Quadro de Almada Negreiros (1893-1970),

 

  

ESCRITORES E POETAS PORTUGUESES

   

Alberto Caeiro

 

 

O Meu Olhar 

     O meu olhar é nítido como um girassol.
     Tenho o costume de andar pelas estradas
     Olhando para a direita e para a esquerda,
     E de, vez em quando olhando para trás...
     E o que vejo a cada momento
     É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
     E eu sei dar por isso muito bem...
     Sei ter o pasmo essencial
     Que tem uma criança se, ao nascer,
     Reparasse que nascera deveras...
     Sinto-me nascido a cada momento
     Para a eterna novidade do Mundo...

     Creio no mundo como num malmequer,
     Porque o vejo.  Mas não penso nele
     Porque pensar é não compreender ...

     O Mundo não se fez para pensarmos nele
     (Pensar é estar doente dos olhos)                  
     Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

     Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
     Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
     Mas porque a amo, e amo-a por isso,
     Porque quem ama nunca sabe o que ama
     Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
     Amar é a eterna inocência,
     E a única inocência não pensar...

  

Alberto Caeiro
Fernando Pessoa
 Poeta, 1888 - 1935

 

 Ver imagem em tamanho real

 

 

Fernando Pessoa e seus Heterônimos

 

 

  

 -  Fernando Pessoa

 -  Alberto Caeiro

 -  Ricardo Reis

 -  Álvaro de Campos     

 

 

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Poema - Fernando Pessoa - A Criança Que Ri na Rua

 

 

Fernando Pessoa

 

 

 A Criança Que Ri na Rua

 

 

 

A CRIANÇA que ri na rua, 
A música que vem no acaso, 
A tela absurda, a estátua nua,
A bondade que não tem prazo 

 

Tudo  isso excede este rigor
Que o raciocínio dá a tudo, 
E tem qualquer cousa de amor, 
Ainda que o amor seja mudo

 

Poesias Inéditas 

 

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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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