SÃO NESTE MOMENTO :

Outubro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

ARQUIVO

PESQUISAR NO BLOG:

 

POST RECENTES

Análise/"Rentrée" polític...

Mundo Muçulmano em Protes...

CARLOS MORENO DEFENDE SAN...

Prós e Contras com 3 ex-P...

Entrevista a Jacques Atta...

Medidas Anti-Crise - IVA...

TOLERÂNCIA ZERO PARA A CO...

Passos Coelho Propõe Cons...

Deputados abdicam de voos...

Código de Conduta Ética p...

Uma digressão pelas ditad...

Revista do Ano 2009: Polí...

Presidente da República a...

José Roquette - Mentalida...

Pensamento - Baptista-Bas...

Nascimento Rodrigues lame...

Jorge Sampaio Analisa a C...

Bagão Félix, Ex-Ministro ...

Os alertas de Mário Soare...

Portugal pode conhecer a ...

Ramalho Eanes denunciou e...

Mário Soares - Transforma...

PS - Alegre diz que Santo...

DN - Veto de Cavaco mata ...

Portugal - Que Misão! (Eu...

Presidente do Bundesbank ...

Portugal - Presidente da ...

CM - Opinião - Obama, a e...

Opinião - Baptista-Bastos...

OBAMA - Opinião Audio - F...

Cimeira Luso-Espanhola - ...

SARAMAGO - OBAMA - Donde ...

Obama - Tomada de Posse e...

Obama - Primeiro Presiden...

Sócrates Admite Recessão ...

Opinião - DN - João Miran...

Bomsenso - Dívida Externa...

Portugal - Presidente da ...

LINKS

PESQUISAR NO BLOG:

 

Outubro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Análise/"Rentrée" política por vários politólogos

 SAPO

09 de setembro de 2011, 13:09

Análise/"Rentrée" política:

"Vai ser um ano de estabilidade governativa"

 

O novo ano político que arrancou esta semana será crucial para o executivo de Passos Coelho. O SAPO fez uma ronda por vários politólogos para saber quais os desafios que o governo terá de enfrentar, e qual será o papel do maior partido da oposição na era pós-Sócrates.

 

 

A completar três meses de governação, o executivo de Passos tem um novo ano político pela frente. Depois dos novos impostos anunciados há semanas, o governo diz que a prioridade continua a ser o controlo do défice orçamental em paralelo com o crescimento económico.

Com um memorando exigente por cumprir, poderá Passos ir além da troika?

"O governo atual de Portugal é a troika. Não há muita margem de manobra. Atualmente a política joga-se em Paris e Berlim", refere Adelino Maltez ao SAPO. Mas, na opinião de Ana Belchior, docente e investigadora em Ciência Política no ISCTE-IUL, a ideia de que o memorando dita as regras do jogo é "enganadora". "Existe uma margem de flexibilidade na implementação das medidas que está aliás a ser usada pelo governo", explica.


"Ainda há duas incógnitas que só se vão descobrir ao longo do ano político: o que é que o governo vai fazer em termos de políticas públicas, como vai implementar e onde vai poder ir mais além", são o desafios que o politólogo Carlos Jalali antecipa para o novo ano político. "Vai ser um ano de estabilidade governativa", remata o professor da Universidade de Aveiro.

Próximos meses serão decisivos

Na opinião do investigador, ainda persiste o benefício da dúvida em relação ao executivo. "O estado de graça foi extremamente reduzido, não houve sequer lua de mel, mas há a expectativa de que as coisas corram bem. Os cidadãos ainda estão a tentar perceber o que vem aí", refere. "A política a sério chega dentro de um mês, dois meses", partilha Adelino Maltez.


Para Ana Belchior o cenário é bem diferente: "Três aumentos sucessivos de impostos num espaço tão curto de tempo levaria inevitavelmente ao fim de qualquer estado de graça". Mas considera que este fator é mais efeito do que causa.


"O período de satisfação com o desempenho dos governos tenda a ser progressivamente encurtado. Em especial se do ponto de vista do desempenho político se mantiverem os mesmos procedimentos e atitudes, como o não cumprimento das promessas eleitorais, como foi o caso deste governo em relação ao aumento de impostos", explica ao SAPO.


Jalali considera apenas que o governo "está a pagar o preço das expectativas que gerou". Passos Coelho ainda se está a debater com a máquina governativa, centralizada e pesada, que existe em Portugal". E isto é tanto mais verdade quando na sua equipa "há muitos ministros sem experiência governativa", conclui.


Sobre possíveis saídas governativas, Adelino Maltez admite a possibilidade da equipa ministerial poder vir a sofrer baixas nos próximos meses. "Passos pode mudar os treinadores", refere fazendo o paralelismo futebolístico com um possível saída de Vítor Gaspar, ministro das Finanças e/ou Álvaro Pereira, da pasta da Economia.


"É a zona que está mais dependente do fator internacional, e portanto, não é de admirar que surjam mudanças mesmo antes so Natal", explica ao SAPO.


Jalali alerta que ainda é prematuro pensar em saídas mas é "inevitável que a equipa tal como está hoje não chegue ao fim do mandato". Mas, a sair Vítor Gaspar ou a Álvaro Pereira "seria mais por uma estratégica económica desadequada que gerasse pressão nacional, do que propriamente pelo fator internacional", explica o politólogo.


O professor prefere refletir sobre outros dados: "nenhum governo de coligação durou uma legislatura completa, mas este governo vai ser diferente", acredita.

"PS à procura da própria voz no pós-Sócrates"

Numa altura em que o PS só agora se começa agora a organizar (o Congresso Socialista entre 9 e 11 de setembro é o ponto de partida) José Seguro tem de conseguir fazer o partido avançar na era pós-Sócrates. "O PS está embalada no interregno, no excesso socrático e até agora só tem atirado barro à parede", considera Adelino Maltez.


Carlos Jalali antecipa um ano desafiante para os socialistas. "Os socialistas estão a tentar encontrar a sua própria voz no pós-Sócrates. Até que ponto o PS de Seguro se vai relacionar com o governo, até que ponto se demarca e em que pontos de demarca, até que ponto é um parceiro, ainda são tudo incógnitas", afirma.


O secretário-geral do PS apresentou na semana passada propostas para "introduzir justiça na repartição dos sacrifícios", entre as quais o englobamento dos rendimentos de capital na sobretaxa extraordinária de IRS para 2011, e a criação de taxa adicional de IRC de 3,5% para as empresas com lucros superiores a 2 milhões de Euros, num sinal de que não vai estar apenas a fiscalizar o governo de Passos.


"O PS perdeu um milhão de eleitores para o PSD. Vai concorrer no centro sociológico do país", considera Adelino Maltez.


"A política terá interesse em Portugal quando tocar a existência política individual, e para isso é preciso a oposição. Ao longo destes anos tem havido mau governo porque não há oposição, nem boa nem má", acrescenta.

"Adiamento da redução da TSU é sinal de prudência"

Apesar de se multiplicarem os anúncios de mais austeridade, a redução da Taxa Social Única (TSU), uma das medidas mais controversas acordadas com a troika, continua sem ser formalizada.


Há uns meses atrás, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que o governo estaria disponível para falar com os parceiros sociais nacionais e internacionais com vista a definir um modelo para a redução da TSU. Em discussão há diferentes propostas, entre elas, a redução da TSU com base na criação de emprego líquido, ou seja, a diferença entre o emprego criado e o destruído.


Certo é que a percentagem da redução da contribuição das empresas à segurança social por cada trabalhador, tem sido um assunto constantemente adiado pelo governo. Para Carlos Jalali este é apenas um sinal de prudência do governo. "Está a ganhar tempo, a estudar bem a questão, até porque a pressão é dupla: por um lado fazer crescer a economia, mas por outro, controlar o défice orçamental e esta segunda tem muita força", explica.


Este é um tema particularmente sensível na medida em que terá de existir necessariamente uma compensação, ou seja, aumentar os encargos sobre os trabalhadores. No final de maio, Daniel Bessa, diretor geral da COTEC explicava ao SAPO que uma forma de evitar a diminuição da TSU e ainda assim estimular a competitividade, seria pedir a cada português que trabalhasse mais quatro horas por dia recebendo o mesmo. Este esforço, segundo o economista, traduzir-se-ia num aumento de 10% da produtividade nacional.

@Catarina Osório

 

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.*

 

 


 

 

SAPONOTÍCIAS

Daniel Bessa

Diretor Geral da COTEC

 

Trabalhar mais quatro horas e receber o mesmo

 

Daniel Bessa, diretor geral da COTEC defende que:
seria de convidade cada português a trabalhar mais quatro horas por dia recebendo o mesmo... traduzia-se num aumento de 10% da produtividade nacional
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

Mundo Muçulmano em Protestos e Confrontos pela Mudança

  

 

Revolta no Mundo Muçulmano

Protestos e confrontos pela mudança

 

 

  

 

Diário Digital / Lusa 

sexta-feira,

18-Fev-2011

18:27

 Vaga de contestação

continua a agitar mundo muçulmano 

 

 

A vaga de contestação social e política sem precedentes em países muçulmanos continua a marcar a atualidade internacional.


Milhares de pessoas estão a sair à rua para contestar regimes autoritários e reivindicar reformas políticas e sociais, mas os relatos de repressão, em alguns casos com derramamento de sangue, são cada vez mais frequentes.

 

 

Principais protestos e factos ocorridos nos últimos dias e previstos para esta semana:

 

Argélia:

 

- A Coordenadora Nacional para a Mudança e Democracia (CNCD), a principal frente da oposição argelina, continua determinada em sair à rua este sábado, numa nova grande manifestação, para exigir a mudança do regime argelino.

 

O primeiro-ministro argelino Ahmed Ouyahia assumiu nos últimos dias o compromisso de tomar medidas necessárias para responder às reivindicações dos argelinos, bem como suspender o estado de emergência no país até ao final deste mês.

 

No sábado passado, várias centenas de manifestantes concentraram-se em Argel para reivindicar uma "mudança de sistema", mas a ação de protesto foi impedida pela polícia. Cerca de 400 pessoas foram detidas.

 

Bahrein:

 

- Várias centenas de pessoas assistiram hoje ao funeral de uma das vítimas da repressão do movimento reformista. Durante as cerimónias fúnebres, as pessoas gritaram frases contra a monarquia sunita que governa o país.

 

Pelo menos três pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas nos confrontos, que ficaram marcados pela presença de tanques do exército.


Os protestos iniciaram-se esta semana em prol de reformas políticas, mas parece estarem a tornar-se numa tentativa dos xiitas de derrubarem a liderança sunita.

 

Egipto:

 

- Uma semana depois da renúncia do Presidente Hosni Mubarak, milhares de pessoas regressaram à praça Tahrir, o epicentro da revolta popular, para celebrar a queda do regime e manter a pressão sobre as Forças Armadas, que tomaram as rédeas do poder.

 

Nos últimos dias, o país tem sido afetado por greves, paralisações e concentrações, tanto no sector público como no privado. Os trabalhadores egípcios exigem aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho.

 

Líbia:

 

- Pelo menos 14 pessoas foram mortas na quinta-feira em confrontos entre forças de segurança e manifestantes anti-regime em Benghazi, a segunda maior cidade da Líbia, segundo um balanço fornecido por fontes médicas locais.

A organização norte-americana Human Rights Watch afirmou hoje que pelo menos 24 pessoas morreram nos confrontos, das quais oito em Benghazi.

Os protestos na Líbia começaram na terça-feira, existindo relatos de confrontos, detenções e destruição de edifícios estatais.

 

Marrocos:

 

- Um grupo de jovens marroquinos está a convocar através da rede social Facebook uma "manifestação pacífica" para 20 de fevereiro para reclamar "uma ampla reforma política" no país magrebino.

 

"Apelamos a todos os marroquinos para se manifestarem em 20 de fevereiro pela dignidade do povo e por reformas democráticas", indica a "plataforma" presente na rede social, que também sugere uma reforma da Constituição, a demissão do atual Governo e a dissolução do Parlamento.

 

Irão:

 

- Milhares de pessoas concentraram-se hoje na Universidade de Teerão para exigir a morte dos líderes da oposição ao regime, antes da oração semanal e de uma grande manifestação de "ódio e ira" contra os dois opositores.

 

Mir Hossein Mussavi e Mehdi Karubi estão sob vigilância policial há vários dias, depois de terem convocado uma manifestação ilegal contra o regime. Duas pessoas morreram e várias ficaram feridas nesse protesto.

 

Iraque:

 

- Dois jovens morreram durante uma manifestação contra o governo regional do Curdistão iraquiano, realizada na quinta-feira.

Na mesma região, em duas cidades controladas pelas forças do Presidente Massoud Barzani, os escritórios de dissidentes foram pilhados e destruídos.

 

Tunísia:


- O ex-Presidente Zine El Abidine Ben Ali, 74 anos, que fugiu da Tunísia a 14 de janeiro, está internado e "em coma" num hospital em Jeddah, Arábia Saudita, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral.

 

Ben Ali, que esteve no poder durante 23 anos, não resistiu a um movimento de contestação sem precedentes no país durante quase um mês.

 

Iémen:

 

- Três pessoas morreram e 19 ficaram feridas durante violentos confrontos ocorridos na quinta-feira entre manifestantes e elementos das forças de segurança em Aden, a principal cidade do sul do país.

 

Os manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia, que disparou para dispersar os milhares de pessoas que exigiam a demissão do Presidente Ali Abdallah Saleh.

 

Omã:

 

- Perto de três centenas de pessoas manifestaram-se hoje no centro de Mascate de forma pacífica, para reivindicar aumentos salariais e reformas políticas.

 

Este é o segundo protesto de carácter político e social realizado naquele país no espaço de um mês.

 

Jordânia:

 

- Pelo menos oito pessoas ficaram feridas durante uma manifestação que hoje reuniu várias centenas de jovens em Amã, capital da Jordânia, segundo uma fonte médica e várias testemunhas locais.

 

Os manifestantes, que reivindicavam reformas políticas, foram alvo de um ataque por parte de um grupo de apoiantes do Governo e alguns acabaram por sofrer ferimentos, de acordo com as mesmas fontes.

 

Diário Digital / Lusa 

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

CARLOS MORENO DEFENDE SANÇÕES PARA OS RESPONSÁVEIS

SIC

 

 

 

 

 

◊ ♦ ◊

 

 

 

«Como o Estado Gasta o nosso Dinheiro», de Carlos Moreno


«O juiz Carlos Moreno fez mais de 100 auditorias no Tribunal de Contas. Ao longo de duas décadas alertou sucessivos governos para o despesismo público. Agora apresenta todas as contas, todos os números. E as conclusões que tirou»

http://diariodigital.sapo.pt

 


http://diario.iol.pt

28-10-201011:43h

Redacção / Carlos Enes

Alerta:

«Parcerias público-privadas vão custar 2 mil milhões por ano»

 

 

Carlos Moreno,

juiz jubilado do Tribunal de Contas,

diz que problema tem de ser resolvido rapidamente

 

 

Carlos Moreno

 

 

A partir de 2013, os contratos de parceria público-privada previstos pelo Governo vão custar mais de dois mil milhões de euros por ano. Ou seja, uma despesa anual superior ao corte nos salários e ao aumento de impostos anunciado para 2011.

 

Carlos Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas, considera urgente desactivar esta autêntica bomba relógio que ameaça as contas públicas.


«Entre 2013/2014 e 2024, só com parcerias público-privadas, penso que isto vai passar os dois mil milhões de euros, e sempre para cima, em média anual durante um período de pelo menos dez anos», disse em entrevista à TVI.


Ora, dois mil milhões de euros é o valor dos cortes salariais na Função Pública e do aumento de impostos proposto pelo Governo. Uma renda anual nesse valor é incomportável, sem contar com os juros envolvidos, cada vez mais altos.


«Parar neste momento com todas as parceiras público-privadas (PPP), aconselha o bom senso», advoga Carlos Moreno.


O Orçamento de Estado para 2011 esconde grande parte destes encargos futuros, mas não é credível: «Há aqui um défice de transparência dos reais encargos com as PPP. Eu, enquanto técnico e professor de Finanças Públicas, acho que é imprescindível que o povo saiba, antes de fazer sacrifícios, quanto é que deve, quanto é que o país deve e durante quantos anos vai ter de pagar quanto por ano».


Carlos Moreno foi nove anos juiz no Tribunal de Contas Europeu, mais 15 anos no Tribunal de Contas português. Por isso não se deixa enganar, o que nos espera é muito pior do anunciado pelo Governo.

 

 

 


DESTAK

13 | 10 | 2010   09.13H

 

Juiz Carlos Moreno

defende sanções aos responsáveis

por má gestão do dinheiro público

 

Após assinar mais de 100 auditorias do Tribunal do Contas marcadas por “sistemáticos” e “tremendos” desvios nas obras públicas, o juiz Carlos Moreno defende, num livro a apresentar hoje, que a Constituição preveja sanções por má gestão do dinheiro público.

 

Destak/Lusa | destak@destak.pt

 

“A nível de revisão constitucional devia tornar-se a boa gestão financeira obrigatória quando se decide gastar dinheiro, sobretudo somas mais avultadas, para que quem não seguisse este princípio pudesse ser sujeito a sanções, porque o dinheiro é hoje um bem escasso e caríssimo”, afirmou o autor da obra “Como o Estado Gasta o Nosso Dinheiro” em entrevista à agência Lusa.

 

O novo livro de Carlos Moreno é hoje apresentado oficialmente em Lisboa, pelo presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque.

 

Juiz conselheiro do Tribunal de Contas (TC) durante 15 anos, Carlos Moreno defende que a divulgação de “toda a verdade sobre as finanças públicas portuguesas” é uma “obrigação do Estado”, mas considera que a “perspetiva política” se tem sobreposto “à verdade técnica, se calhar porque esta é mais dolorosa”.

 

Contudo, sustenta, “a decisão financeira anual não pode deixar de ter em conta a verdade toda do ponto de vista técnico e a projeção desta verdade no futuro”.

 

Carlos Moreno diz que “se não fizermos estes cálculos bem feitos, as gerações futuras, sobretudo a partir de 2014, arriscam-se a que os orçamentos de Estado fiquem quase limitados a orçamentos de gestão de tesouraria”.

 

Após ter assinado mais de 100 relatórios de auditoria do TC que analisaram, entre outros, os gastos com a Expo 98, as SCUT, os estádios do Euro 2004, a Casa da Música, o Túnel do Rossio ou o terminal de contentores de Alcântara, Carlos Moreno diz ter “sistematicamente” concluído por “tremendos erros, falhas e desvios em relação ao que estava anunciado”.

 

“Tudo aquilo que se chama de boas práticas de gestão do dinheiro público não foram tidos em conta. Mas, como a lei não cobre isto, a responsabilidade dilui-se”, disse.

 

Segundo o juiz jubilado, “atualmente não são apuradas responsabilidades” porque a lei orgânica do TC e a própria Constituição apenas atribuem a este órgão fiscalizador do Estado a capacidade de sancionar ilegalidades e não a má gestão.

 

“Em todos estes casos, as auditorias que fiz são de boa gestão e isso não é sancionável pelo TC, só a ilegalidade”, sustenta.

 

Na sua opinião, “quando há derrapagens injustificadas de custos e prazos em parcerias público privadas [PPP] ou em obras públicas deveria não só apurar-se se há ilegalidades, mas também se há desleixo, erros ou falhas graves, e punir os responsáveis com multa ou com reintegração nos cofres do Estado dos prejuízos causados”.

 

Como maus exemplos, aponta as “acentuadíssimas derrapagens” nas PPP (parcerias público-privadas) rodoviárias, ferroviárias e de saúde.

“A Lusoponte foi anunciada como uma PPP a custo zero e tem uma derrapagem de 400 milhões de euros; o Metro do Sul do Tejo tem encargos acumulados para o Estado de 350 milhões; as SCUT já têm encargos acumulados de 15 mil milhões”, alerta.

 

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Prós e Contras com 3 ex-Presidentes da República

RTP

2010-10-11

 



http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/

RAMALHO EANES. MÁRIO SOARES. JORGE SAMPAIO.


A voz dos presidentes no momento crítico da vida do país.

O Prós e Contras entra na Universidade de Lisboa na comemoração do seu Centenário.

O Reitor António Nóvoa, o Concelho Geral, Alunos e Professores juntam-se ao maior debate da televisão portuguesa.

A Política.

A Sociedade.

A importância do Ensino Superior e da Investigação 
na formação de lideranças e cidadania.

por: Equipa Prós e Contras.


:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 16 de Maio de 2010

Entrevista a Jacques Attali por Laura Davidescu, Euronews

Euronews

Jacques Attali: a crise está apenas a começar

07/05 17:58 CET

 

 

Podemos prevêr as crises económicas? É um exercício perigoso a que Jacques Attali se dedica há muitos anos.

Engenheiro e economista de formação, presidiu ao Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento nos anos 90. Jacques Attali é autor de numerosos ensaios sobre política, economia e finanças.

A Euronews entrevista-o sobre a crise grega e as turbulências na Zona Euro. Para começar, Jacques Attali lamenta o atraso da Cimeira Europeia no tratamento do tema.

Jacques Attali – A cimeira ocorre muito tarde. Se tinha sido feita há 15 dias, três semanas, teríamos colocado 40 mil milhões na mesa e teria sido suficiente. Mas não foi, hesitámos, dissémos que não o faríamos, por isso é a pior das soluções, dizer não e depois dizer sim.

Em segundo lugar, o mecanismo que está em vigor não é credível, os montantes anunciados são muito elevados, mas o plano de rigor imposto aos gregos é absolutamente insustentável e mais: nós nem sequer lhes pedimos poupanças no orçamento da Defesa, o que representa a maior parte dos gastos!

Assim, os mercados vão forçosamente colocar a questão de saber o que se vai passar com outros países, estão preocupados, e vão tentar compreender se os Estados vão ser sérios, em Portugal, em Espanha, em Itália, em Inglaterra, porque o Reino Unido também está mal colocado.

E assim vamos ter mais ataques, não propriamente ataques, verificação da seriedade dos Estados que não o são.

Hoje em dia, os governos europeus não tomam a única decisão que se impõe, ou seja, criar títulos do Tesouro europeus para emprestar em nome da Europa. Tudo o que fazemos hoje é esbanjar.

Laura Davidescu, euronews – Então diz – se é que estou a compreender – face a uma crise com tal amplitude a única solução é consolidar os mecanismos verdadeiramente europeus?

J. A.- Claro … (…) a única solução é a de crescimento para a redução da dívida , é a única solução.

Mas enquanto se espera a retoma do crescimento, enquanto se fazem as economias necessárias, é preciso evitar a catástrofe e para evitar a catástrofe, devemos emprestar de modo credível e o único que pode emprestar de modo credível é a União Europeia.

L.D. – Mas está longe de ser uma decisão dessa envergadura …

J.A. – Nestes dois anos, de qualquer modo, não fizémos nada.

Parecemos o G20, que não serviu para nada, anunciámos tanto que nunca cumprimos, temos tanto medo de tomar a mais pequena decisão que não fizémos nada enquanto a bolha crescia.

A crise era uma pequena crise dos subprimes americanos, que devia ter custado 10 mil milhões de dólares e se tornou numa crise mundial de bancos que pode custar 500 mil milhões de dólares ..continuamos a não fazer nada, salvo transferir para os contribuintes, o que se transformou em crise da dívida pública que atinge os 7,8 biliões de dólares.

Os bancos continuam a especular exatamente como antes, os actos imorais também continuam do mesmo modo, nada, absolutamente nada mudou num sistema que está totalmente nas mãos do mercado financeiro internacional.

L.D. – Foi então que descobrimos, depois de uma crise das finanças privadas a crise das finanças públicas….

J.A. – Não descobrimos . Se me permite, com muitos outros, há três anos que digo que não fazemos mais do que transferir a dívida privada para a dívida pública.

Desde o momento em que se deu a crise do Lehman, escolhemos transferir a dívida privada para a dívida pública, e como aceitámos transferir aceitámos financiar todas as perdas dos mais diversos bancos e, Lehman à parte, não deixar ninguém declarar falência.

Assim, aceitámos que o contribuinte de amanhã, para além das dívidas que tenha , pague esses erros.

L.D. – Um dos motivos, já que há tantos, das queixas dos últimos três meses, está ligada ao Fundo Monetário Internacional.

Os dirigentes alemães opuseram-se a que a Europa pague, e assumem sozinhos o plano de socorro à Grécia.

O senhor qualifica, num artigo recente, a decisão de finalmente apelar ao FMI, como desonrada. Porquê?

J.A. – Retomei a fórmula de Churchill: “Você hesitou entre a guerra e a desonra, e porque escolheu desonrar-se vai ter a guerra. “

Infelizmente, esta fórmula que apliquei é verdadeira. Escolhemos a desonra porque o Fundo Monetário é uma estrutura honorável mas não é uma estrutura europeia. Assim, confiámos a outros, ou seja, aos americanos e outros não europeus a responsabilidade de decidir a política que convém seguir num país europeu.

Assim, optamos por uma estratégia que está a destruir a identidade europeia.

E o encargo principal será europeu, pois são os europeus que vão pagar a crise.

L.D. – Mas e se isso não chegar a acontecer, precisamente por a nossa construção europeia ter defeitos, pecados originais? Por exemplo, o euro nunca foi apoiado por uma política europeia comum ou fiscal ou económica ou de qualquer modo. Então, será que podemos enfrentar?

J.A. – Há 10 anos que digo que o euro vai desaparecer se não formos capazes de estabelecer um orçamento europeu.

Sempre avançámos assim na Europa: fizémos o mercado único porque o mercado comum não era suficiente e de cada vez houve crises que precederam estes factos.

Hoje, vemos como uma evidência que a moeda única não pode existir sem uma política fiscal e orçamental. Não é possível.

Então, será que temos a coragem de o fazer? Vamos ver! Mas, por agora estamos a lidar com os políticos que são do século XX. Estão um século atrasados.

L.D. – Há um, entre os actuais líderes da Europa, que mostre sinais de ter entendido esta realidade?

J.A. – Infelizmente, o único político sério que parece sério e ter compreendido é Jean Claude Trichet, mas não é um homem político.

É o único na Europa, que conheço, talvez com Jean Claude Junker também, que na posição de patrão do eurogrupo viu bem o que estava em jogo. Ambos compreenderam que era precisa uma integração maior, mas eles não estão em posição de impôr.

L.D. – Então para onde acha que vamos, Sr. Jacques Attali?

J.A. – Acho que estamos a ir para pior, e pior é dizer entre dois a três anos, até menos, uma desintegração da Europa. A única questão é se não os políticos que tiveram a coragem de decidir na calma podem fazê-lo durante a tempestade.
L.D. – Na tempestade? Então é apenas o começo desta tempestade …

J.A. – Com certeza, a crise está apenas a começar. Todos os que têm vindo a dizer, há meses e meses, “a crise acabou, saímos da crise” dizem qualquer coisa. A crise está apenas a começar. Porque o público aumenta a dívida, porque a recessão está aqui. É claro que não há crise na China, Índia, Ásia e em outros lugares. Mas a crise na Europa, a crise os E.U., a crise no Japão, a crise em todos os países da OCDE
está à vista. Estes velhos países, antes ricos, estão cansados, optaram por viver no crédito mas é preciso pagá-lo.
L.D. – Que preço tem de pagar a Europa? É que assim vai sair, se sair, mais fragilizada do que nunca.
J.A. – Primeiro ainda não acabou. E esta pode mesmo ser a ocasião, como quando houve a crise da desvalorização de 92-93 , ou a grande crise da Europa nos anos 83- 84, pode ser o momento de se reforçar, de fazer com que a crise se torne a ocasião para fazer melhor e mais. Ainda espero que a Europa compreenda que hoje a única via que lhe resta á Mais Europa e não Menos Europa.

L.D. – Na 24 ª hora …

J.A. – Esperemos que não seja na 25a, para citar um grande escritor romeno.

L.D. – Portugal? Existe um risco lá, imediatamente ou nos meses que vêm? E Espanha?

J.A. – Sim, evidentemente, os mercados vão verificar se os políticos que não fizeram a tempo o seu trabalho sobre a Grécia, vão fazer o seu trabalho sobre Portugal. Assim, vamos ver as notações de crédito (credit default swap ) de Portugal, de Espanha e do Reino Unido aumentarem até ficarem sem crédito, e vamos ver o que fazem os governos.

L.D.- O pior cenário.

J.A. – O pior cenário. É por lá, sem dúvida, que é preciso passar para chegar ao despertar da classe política.

Copyright © 2010 euronews

Ver vídeo em:

 

http://pt.euronews.net/2010/05/07/jacques-attali-a-crise-esta-apenas-a-comecar/


:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:35
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Medidas Anti-Crise - IVA e IRS

RTP
2010-05-14 21:23:26
Economia

IVA e IRS

no topo das medidas anti-crise

   

Depois do anúncio das medidas anti-crise, o Ministério das Finanças revelou hoje o contributo de cada medida de austeridade para o esforço de redução do défice do Estado.

 

O aumento do IVA é o que vai fazer entrar mais dinheiro nos cofres do Estado nos próximos 18 meses. Segue-se o aumento do IRS, que vai ser de 1% para quem ganha até 1300 euros por mês. São três salários mínimos - e não cinco, como inicialmente chegou a ser noticiado.

 

A partir dos três salários mínimos o aumento do imposto é de 1,5%.

 

 

 

: Será que o caminho é por aqui
Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:29
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

TOLERÂNCIA ZERO PARA A CORRUPÇÃO

 

SAPO Notícias

 


publicado por Henrique Monteiro às 04:03

TOLERÂNCIA ZERO PARA A CORRUPÇÃO

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:01
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Passos Coelho Propõe Conselho Superior da República

RTP

09/04/10

Passos Coelho

 

Propõe Conselho Superior da República

 

 

 

 

"Passos Coelho diz que em nome da Ética na Política o Estado não deve envolver-se nos Negócios...

... deixou uma Proposta para a Criação de um Conselho Superior da República..."

 

 

♦ ◊ ♦ ◊ ♦

 

 

Ver:

 

SEGUNDA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2010

 

Código de Conduta Ética para Políticos / Guião de Boas Práticas para a Classe Política

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/177624.html

 

 

 


 

RTP

10/12/09

 

PSD obtém "pleno" na Assembleia da República

 

 

 

"PSD pede Tolerância Zero para a Corrupção..."

 


Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:24
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Deputados abdicam de voos de luxo

SOL

04 ABR 10

 


Deputados Abdicam de Voos de Luxo

Polémica sobre as viagens continua no Parlamento. Agora há deputados a abdicar de viajar em executiva

 

 

Enquanto a ‘novela’ sobre as viagens de Inês de Medeiros não tem fim, um grupo de deputados do PS decidiu abdicar de viagens de avião em classe executiva para poupar dinheiro e abrir a porta à revisão das regras dos abonos e subsídios dos deputados.


«No contexto económico em que nos encontramos, entendo que devemos dar o exemplo», afirmou ao SOL a deputada Odete João, considerando oportuno que se «discuta de forma mais alargada» o actual regime de ajudas de custos.

 

Também Jorge Seguro, que já viajou a Paris em representação da Assembleia da República em económica, considera «normal que se opte por um transporte mais económico e mais consentâneo com as exigências de contenção».

 

Os deputados têm direito a dois tipos de ajudas de custo: da residência à Assembleia da República e para as deslocações ao seu círculo eleitoral. Todas as viagens que fazem, quer seja para ir a casa (caso dos deputados eleitos pelas regiões autónomas) ou em representação da Assembleia, são em classe executiva.

 

«Não pretendo fazer doutrina, é uma opção pessoal. Achei que devia poupar alguns euros ao Parlamento. Não me custa nada», explicou, por sua vez, o deputado João Galamba, que se estreou em classe económica numa recente viagem a Madrid.

 

Continua...

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=168168



Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:02
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Código de Conduta Ética para Políticos / Guião de Boas Práticas para a Classe Política

JN

00h00m

 

Passos Coelho

Propõe Código de Conduta Ética para

Políticos


foto ARLINDO CAMACHO/GLOBAL IMAGENS
Passos Coelho propõe código de conduta ética para políticos

 

 

ALEXANDRA MARQUES

Propostas de demarcação do PS e da anterior Direcção aprovadas no próximo fim-de-semana

 

O congresso do PSD em Carcavelos deverá ser - é essa a expectativa - "uma convenção à americana", de consagração ao líder eleito.

 

Para marcar a diferença, Passos Coelho tenciona desafiar PS a viabilizar no Parlamento um guião de boas práticas para a classe política.

 

 

Continua ... http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1535996

 

 

◊ ♦ ◊

 

"Guião de Boas Práticas para a Classe Política"

 

 

 

Parece Complicado

...

 

mas

 

Agrada !

 

 

"Propõe Código de Conduta Ética para Políticos"

 

 


Afinal


por enquanto a fase é


"Propõe"

 

 

Há que ter Esperança nos nossos Políticos!


 

bomsensoamiguinhos@sapo.pt

 

 


 

 

Ver

 

QUARTA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2009


Ética e Mentira - QUAL A RELAÇÃO ENTRE AS DUAS?

 

 

A mentira é geralmente aceite de forma inconsciente. No entanto, é de forma consciente que mais tarde se detectam... talvez por isso se diz que:

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/46540.html

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/tag/ética

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:58
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Uma digressão pelas ditaduras

 VISÃO

OPINIÃO

Victor Ângelo 

 

 

Uma digressão pelas ditaduras

Não há justificação alguma para o sofrimento humano imposto por qualquer senhor do poder

11:43 Quinta-feira, 18 de Fev de 2010

 

A minha experiência de anos faz-me dizer que entrar em conflito com o Conselho de Segurança das Nações Unidas é um erro político de peso. Os dirigentes que optaram por essa via de confrontação acabaram, com o tempo, por ser isolados pela comunidade internacional. O exemplo mais recente é o da Eritreia. Entrara em choque com a ONU, por causa das dificuldades que decidira criar à operação de manutenção de paz, a UNMEE, que tinha como mandato assegurar uma zona tampão de segurança, na fronteira entre a Eritreia e a Etiópia. O governo eritreu resolveu, mesmo, expulsar a missão. Acabou com o mandato, num rompante, sem qualquer tipo de consulta com os membros permanentes. As atitudes de hostilidade criaram as condições políticas para que o Conselho, à primeira oportunidade, adoptasse um regime de sanções contra os dirigentes de Asmara.

 

É verdade que os ditadores, habituados, nas suas terras, a fazer o que lhes passa pela cabeça, sem necessitarem de prestar um mínimo de atenção às normas jurídicas, à opinião da maioria ou ao bom senso diplomático, não entendem as regras básicas das relações internacionais. A história e os factos presentes estão recheados de exemplos. Assim aconteceu com Salazar e Caetano, no seu tempo, que passaram anos a guerrear com a Comissão de Descolonização. Ou mais recentemente, com Milosevic e com Saddam Hussein. Ou, agora, com os tiranos do Irão ou da Coreia do Norte, para mencionar apenas, e tão somente, os dois exemplos mais conhecidos.

 

Acontece, por vezes, que certos membros permanentes do Conselho de Segurança não exercem a política de influência que deveriam, junto desses dirigentes desgarrados. Preferem apostar numa relação de status quo, que não traga alterações à situação existente. É o velho princípio de que mais vale trabalhar com o diabo que se conhece do que com o desconhecido. É também um mau entendimento dos seus interesses estratégicos,  com as vantagens do curto prazo a serem sobrestimadas. Foi assim com Mobutu, até a situação se tornar explosiva. O mesmo acontece no relacionamento com certos senhores do poder absoluto, que se tornam honoráveis porque cheiram a petrodólares. Ou porque são uma barreira contra o fundamentalismo religioso. É também o caso da Europa frente a certos homens do poder em África, em relação aos quais se fecham os olhos, se faz de cego, para manter uma suposta zona de influência. Só que esta maneira de fazer política internacional acaba sempre por abrir as portas a crises e conflitos. O oportunismo em política é o pai de grandes desastres.

 

Quando o Conselho não se mexe, existe a possibilidade da mobilização das ONG internacionais. As grandes ONG, as que fazem campanhas de opinião de um modo sistemático e credível, são actualmente um elemento fundamental na tomada de decisões. As posições que defendem, as causas que assumem, os comunicados que emitem, tudo isto pesa nas chancelarias. São estas organizações que nos lembram, repetidas vezes, que a comunidade das nações tem o dever de proteger os direitos humanos, de salvaguardar as vidas das populações civis expostas a cenários de violência, de dar abrigo aos refugiados e assistir os deslocados, que a insegurança fez fugir das suas terras de origem. Quando essa pressão é forte e bem orquestrada, o Conselho acaba por assumir as suas responsabilidades e a máquina de triturar ditadores, pequenos ou grandes, aprendizes ou useiros, entra em movimento. E quando mais cedo melhor, que não há justificação alguma para o sofrimento humano imposto por qualquer senhor do poder. Porque afinal a razão de ser da política, nacional ou internacional, é a de garantir a protecção dos mais vulneráveis.

 

http://aeiou.visao.pt/uma-digressao-pelas-ditaduras=f548496

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Revista do Ano 2009: Política

 SIC

 

2009

 

Política

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sábado, 6 de Junho de 2009

Presidente da República apela ao voto

Política

 RTP

2009-06-06 21:58:38

 

Presidente da República
Apela ao Voto nas Eleições Europeias

 

 
 
Cavaco Silva considera que votar nas eleições europeias deste domingo é defender os interesses do país na Europa.
 
 
O Presidente da República apela ao voto dos portugueses e sublinha que o Parlamento Europeu está longe de ser uma instituição irrelevante.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:58
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sábado, 18 de Abril de 2009

José Roquette - Mentalidade para manipular a realidade estatística "não ajuda nada" e deve ser ultrapassada

  RTP

 

Mentalidade para manipular a realidade estatística

"não ajuda nada"

e deve ser ultrapassada

 

José Roquette

 

Lisboa, 18 Abr (Lusa)

 

 

"Existe sempre uma certa tendência do ponto de vista da perspectiva das várias forças políticas de fazerem alguma manipulação da realidade estatística do país, o que obviamente não ajuda muito", disse José Roquette à margem do 4º Congresso Nacional da Associação Cristã de empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa.
 
Em declarações à agência Lusa, o antigo banqueiro e um dos principais animadores da ACEGE, sustentou que "é uma questão que temos que ultrapassar culturalmente e que não é muito aceitável".

 

 O empresário português José Roquette criticou hoje o facto de as várias forças políticas terem tendência para manipular a realidade das estatísticas económicas do país, o que "não ajuda nada", defendendo que esta mentalidade deve ser ultrapassada.

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 19:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Pensamento - Baptista-Bastos

 

 

 

"Há qualquer coisa de podre,

há qualquer coisa de decadente e de vil neste tempo.

 

Repare-se no rosto dos que estão no poder, e no daqueles que estão preparados para os substituir.

 

Sempre aquelas caras que pouco se alteram.

 

Sempre os mesmos hábitos.

 

Sempre o mesmo sarro da aldrabice, da dissimulação, do desdém por todos nós."


Baptista-Bastos, Jornal de Negócios, em 2009-02-27

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 3 de Março de 2009

Nascimento Rodrigues lamenta que ainda não tenha sido substituído

TSF

 

Nascimento Rodrigues lamenta que ainda não tenha sido substituído
Hoje às 19:00
 
Nascimento Rodrigues está desagradado por ainda não ter sido substituído no cargo de Provedor de Justiça e escreveu ao Parlamento para manifestar o que considera ser uma situação «insustentável».

 

Nascimento Rodrigues, que já tinha manifestado publicamente o seu desagrado por ainda não ter sido substituído no cargo, decidiu agora escrever ao Parlamento.
 
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, leu a carta na conferência de líderes, mas escusou-se a entrar em detalhes.
 
Para além do descontentamento, Nascimento Rodrigues refere na carta que já não há condições internas para continuar o trabalho, falando mesmo em «desprestígio» das instituições.
 
Face às críticas de Nascimento Rodrigues, Jaime Gama renovou o apelo ao PS e PSD «para tomarem as medidas necessárias, de modo a que o assunto não se arraste mais na agenda parlamentar».
 
www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx
 
Peça de Teresa Dias Mendes sobre carta de Nascimento Rodrigues, em que este manifesta o desagrado por ainda não ter sido substituído no cargo
 
 
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Jorge Sampaio Analisa a Crise

SIC

 

Jorge Sampaio analisa a crise

 

 

 

Jorge Sampaio fala da crise na UE

 

 

 

Ex-PR diz que há risco de “destruirmos o que construímos nos últimos 50 anosA estabilidade do sistema financeiro internacional passa pela realização de uma nova Conferência de Bretton Woods, para que dessa iniciativa saia um "novo quadro institucional", defendeu hoje em Lisboa o ex-Presidente da República Jorge Sampaio

 

O "novo quadro institucional" que deverá sair da conferência "deverá reflectir de forma apropriada os interesses dos países industrializados e também das economias emergentes e das populações mais nobres e que garanta o efectivo apoio ao desenvolvimento", salientou Sampaio, que exerce actualmente funções de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

As conferências de Bretton Woods estabeleceram em Julho de 1944 as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo, tendo em 1946 sido estabelecidos o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

Jorge Sampaio, que intervinha na conferência de encerramento das celebrações do 25 aniversário do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa (CEPCEP), da Universidade Católica Portuguesa, citou o discurso que o vice-Presidente norte-americano Joseph Biden proferiu sábado em Munique, Alemanha, para sustentar que, "sem desenvolvimento para todos, não há paz nem segurança sustentáveis no mundo".

"Por isso, mais do que nunca, importa prosseguir na via do multilateralismo porque enfrentamos problemas de dimensão global que só podem ser resolvidos através de mais e melhor cooperação internacional", disse.

A opção pelo multilateralismo visa aproveitar as "lições da história".

"Tal como em outros episódios passados de recessão, as opiniões associadas ao nacionalismo e ao populismo parecem ganhar novo fulgor e força", alertou.

Jorge Sampaio, que intitulou a sua conferência de "Sinais dos Tempos", sustentou que na actual crise, ao apostar-se no "reforço da cooperação" e na "concertação multilateral", importa começar pela construção europeia, "sob pena de destruirmos o que construímos nos últimos 50 anos".

"De facto, neste tempo de crise aguda, é necessário, mais do que nunca, que os governos não secundarizem as políticas de boa governação da diversidade cultural sob pena de estarmos a criar condições para uma explosão social de consequências políticas imprevisíveis", frisou.

A conferência de Jorge Sampaio encerrou as comemorações do CEPCEP, iniciadas em Fevereiro de 2008 com o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e prosseguiram em Dezembro passado com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Com Lusa

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Bagão Félix, Ex-Ministro das Finanças

SIC

Negócios da Semana

12/02/2009

 

Bagão Félix

Ex-Ministro das Finanças

 

Critica alteração de Política Fiscal proposta pelo Governo

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Os alertas de Mário Soares

RTP

2009-02-11 13:28:00

 

Os Alertas de Mário Soares

 

 

 

 

Vídeo Politica
 
 
Mário Soares
considera que sem transparência no País,
em especial no sector da banca,
Portugal poderá viver momentos de grande instabilidade.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Portugal pode conhecer a prazo clima de revolta, diz Mário Soares

TSF

 

 

Portugal
 
pode conhecer a prazo clima de revolta,
diz Mário Soares

 

 

 

Mário Soares considera que sem transparência no País, em especial no sector da banca, Portugal poderá conhecer a prazo um clima de revolta.

 

O ex-presidente da República afirma que é preciso esclarecer o que se passou no Banco Português de Negócios (BPN) e no Banco Privado Português (BPP).

 

AUDIO

www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx

 

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Ramalho Eanes denunciou existência de um clima de medo crónico

 

TSF

 Ramalho Eanes

 

 

O general Ramalho Eanes denunciou, esta terça-feira, a existência de um clima de medo crónico de criticar para não ser prejudicado e de arriscar.
 
O antigo Presidente da República pediu ainda aos políticos que informem sempre os portugueses da verdade.

 

 

O general Ramalho Eanes, que participava numa conferência sobre defesa nacional, no âmbito de um ciclo cujos trabalhos são presididos pelo ministro Severiano Reixeira, disse que Portugal necessita de mudanças profundas e de uma sociedade mais unida.

 
O antigo Presidente da República considerou também que os partidos políticos devem aproveitar o período eleitoral que se aproxima para falar a verdade aos portugueses.
 
O antigo Chefe de Estado defendeu que, durante a campanha eleitoral, «se evite o folclore partidário habitual e se aproveite para consciencializar os portugueses da situação de impossível manutenção em que nos encontramos e que não se entre num jogo de atribuição de culpas».
 
Na opinião do general, só conhecendo a verdade se pode fortalecer a opinião pública e acabar com um clima de medo, afirmando que na sociedade actual existem vários medos como o «com medo do presente, do futuro, pelos filhos, pela sorte dos pais, pelo emprego e medo dos poderes políticos».
 
Para Ramalho Eanes, falta noção da realidade na sociedade actual que, perante a « impavidez política dos governos», se entregou à realidade incontornável do consumo.

 

 

AUDIO

 

www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx

 

 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 10:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Mário Soares - Transformar Tribunal da Boa-Hora em hotel de charme é uma pouca-vergonha

 

Tribunal da Boa-Hora

 

Tribunal da Boa Hora, Armando Serôdio, 1968, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A64149

 

 

Localização
Calçada de São Francisco nº 39, Largo da Boa Hora nº 1, Rua Nova do Almada nº 17-45
Freguesia: Mártires

Data
Século XVIII

O convento foi fundado em 1633 por D. Luís de Castro do Rio no antigo sítio conhecido por Pátio das Comédias contíguo ao Palácio do Conde de Barbacena. Viveram no convento os padres dominicanos irlandeses até 1659, altura em que foram transferidos para uma nova casa no Corpo Santo. O convento foi então cedido aos irmãos da Congregação de S. Filipe de Néri até 1677 e aos  Reverendos Agostinhos Descalços, que entraram em Portugal sob a protecção da rainha D. Luísa de Gusmão.

O terramoto de 1755, danificou muito o edifício obrigando a sua reconstrução. Com a extinção das Ordens Religiosas em 1834, o convento serviu de quartel ao 1º Batalhão dos Voluntários do Comércio, de sede da Guarda Nacional de Lisboa para finalmente ficar na dependência do Ministério da Justiça, transformando-se no actual Tribunal da Boa Hora.
 
Retirado de revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/

 

♦♦♦

Sapo Noticias

09 de Fevereiro de 2009

 

 

 

Justiça: Transformar Tribunal da Boa-Hora em hotel de charme é uma pouca-vergonha - Mário Soares
 
 
09 de Fevereiro de 2009, 21:25
 
Lisboa, 09 Fev (Lusa) - O ex-Presidente da República Mário Soares considerou hoje "uma pouca-vergonha" a possível transformação das instalações do Tribunal da Boa-Hora num hotel de charme.
 
"É uma pouca-vergonha.
É preciso não deixar esquecer a memória histórica",
 
afirmou o antigo Presidente da República durante a sua intervenção na Conferência "Boa-Hora - Um Tribunal com História", promovida pela Associação dos Juízes Pela Cidadania, que decorreu hoje na Sexta Vara do Tribunal da Boa-Hora.
 
Por sua vez, o juiz desembargador Rui Rangel acusou o Governo de "falta de sensibilidade" ao querer afectar o Tribunal da Boa-Hora à recuperação da zona ribeirinha de Lisboa.
 
"Desta sessão saiu um movimento em defesa do Tribunal da Boa-Hora, que vamos agora concretizar para que, no fundo, seja um movimento expressivo de denúncia deste enorme escândalo que é retirar da Justiça este património valioso e decisivo", afirmou Rui Rangel.
 
Segundo o presidente da Associação, "a grande adesão" que se fez sentir na sala onde decorria a iniciativa demonstra "que, de facto, as pessoas estão preocupadas e querem preservar e ter carinho pela memória".
 
"Esta insensibilidade de destruir tudo o que é memória é uma coisa trágica", realçou Rui Rangel.
 
O edifício do Tribunal da Boa-Hora, um antigo convento na Rua Nova do Almada, faz parte de um conjunto de edifícios que o Governo pretende alienar, uma vez que vai concentrar no Parque das Nações as diversas varas criminais que ali funcionam e 25 serviços do Ministério da Justiça.
 
A transformação do edifício da Boa-Hora em hotel está prevista no plano da Sociedade Frente Tejo para a frente ribeirinha.
 
Pelo edifício da Boa-Hora, que deverá ficar vago até final de Julho, passaram julgamentos históricos como os realizados pelo Tribunal Plenário durante o salazarismo.
 
NM.
Lusa/fim

♦♦♦

 

ver

Posts relacionados

bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/82667.html

 

♦♦♦

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

PS - Alegre diz que Santos Silva está a «desviar atenções»

TSF

Hoje às 20:26

 

 Manuel Alegre

 

Alegre diz que Santos Silva está a

«desviar atenções»

 

O deputado Manuel Alegre entende que Augusto Santos Silva ao dizer que gosta de «malhar na direita» está a usar a técnica do «desvio de atenções».

 

Para o histórico do PS, as declarações deste ministro não se enquadram na tradição do PS

 

www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx

 

Jornalista Teresa Dias Mendes dá conta das
críticas de Manuel Alegre

 

 

 
O deputado Manuel Alegre criticou as palavras do ministro Augusto Santos Silva que disse gostar de «malhar na direita e com especial prazer naqueles que se situam de facto à direita do PS».
 
O parlamentar socialista entende que as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares não se enquadram na «tradição e na cultura do PS» e que, desta forma, Santos Silva está a utilizar a «velha técnica» do «desvio de atenções para fora».
 
«Dizer como se dizia antigamente que se esta a fazer o jogo de direita ou o jogo da esquerda chique. Isso são métodos que não fazem parte da nossa tradição nem da nossa cultura», acrescentou o histórico socialista.
 
Recordando as declarações feitas por outro histórico socialista, Edmundo Pedro, que disse que há quem não se pronuncie sobre a vida interna do partido por causa do medo, Alegre disse ainda que o PS sofre de medo «que não é o da polícia», mas sim o receio de não ser promovido.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:15
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

DN - Veto de Cavaco mata lei do PS sobre voto emigrante

Diário de Notícias

Quarta, 4 de Fevereiro de 2009
Edição Papel

 

 

Veto de Cavaco

mata lei do PS

sobre voto emigrante

 

JOÃO PEDRO HENRIQUES

 

 

Emigrantes. Cavaco Silva devolveu à Assembleia a lei do PS que imporia o voto presencial nas legislativas. Para a aprovar de novo só com dois terços dos deputados. Um resultado impossível por desacordo do PS com o PSD. Resultado: o projecto morreu

Nova aprovação do diploma só com dois terços na AR

Está condenada ao fracasso a tentativa do PS para obrigar os emigrantes a deslocarem-se aos postos diplomáticos portugueses nas eleições legislativas, impedindo-lhes o voto por correspondência.

O projecto de lei, aprovado na Assembleia da República pelo PS (em conjunto com a esquerda parlamentar), foi ontem vetado pelo Presidente da República.

Para o reaprovar no Parlamento ignorando as reservas presidenciais, seriam precisos dois terços dos votos. Só que nem o PSD nem o CDS estão dispostos a isso - muito pelo contrário. Os dois partidos saudaram ontem, elogiando, o veto do Presidente. Tudo aponta, portanto, para que nada de essencial mude na lei. Os emigrantes poderão continuar a votar nas legislativas por correspondência, sem serem obrigados a deslocar-se aos postos diplomáticos portugueses (consulados, embaixadas). Ao contrário do que acontece nas presidenciais, onde só podem votar presencialmente (mas esse voto não estava em causa na lei ontem vetada).

Cavaco Silva vetou a lei argumentando que "iria promover a abstenção eleitoral" visto que "obrigaria milhares de pessoas a percorrerem centenas ou milhares de quilómetros para exercerem um direito fundamental." Segundo acrescentou, "constitui um imperativo nacional combater a abstenção eleitoral e promover a ligação dos cidadãos emigrantes a Portugal".

Cavaco Silva explicitou mesmo um dado "extremamente revelador" de como a abstenção poderia disparar: "A participação dos eleitores residentes no estrangeiro em actos eleitorais é significativamente mais elevada, em cerca do dobro, nas eleições para a Assembleia da República, em que o voto por correspondência é permitido, do que nas eleições para a Presidência da República, em que o voto presencial é obrigatório."

Disse ainda na mensagem enviada à Assembleia da República que impôr o voto presencial nas eleições legislativas equivaleria a "romper [com] uma tradição enraizada há mais de trinta anos".

Admitir-se agora uma mudança da lei só poderia acontecer caso se verificasse "uma de duas situações": "que, ao fim de mais de trinta anos de vigência, o regime a que agora se pretende pôr termo tinha dado azo à prática sistemática de fraudes ou ilícitos eleitorais; ou concluir-se que tal regime, que vigora desde 1976, é contrário aos princípios constitucionais".

No entender do PR não aconteceu nem uma coisa nem outra e daí o veto. Além do mais, existem contradições entre as intenções do projecto-lei (a imposição do voto presencial) e o programa de Governo, na parte em que este preconiza "a introdução do recurso a meios electrónicos de voto".

O PS reagiu ao veto prometendo, através do seu líder parlamentar, Alberto Martins, uma "ponderação e um reexame" ao projecto. António Braga, secretário de Estado das Comunidades, disse que o Governo "se revê" na posição da sua bancada.
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:45
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Portugal - Que Misão! (Eurico Ribeiro)

 

 

 

Eurico Ribeiro

March 20th, 2008

www.grifo.com.pt/index.php
 
 
 
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos.
 
Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.
 
Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.
 
É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação… emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.
 
Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é UE, tem sido uma falácia traduzindo-se na pratica, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa, com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões. As regiões advêm do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes, que desta feita irão imergir, lutando na defesa da comunidade pela sua autodeterminação cuja força é agora possível face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo. Mais, a livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico, irá provocar a médio prazo a miscigenação dos povos com a perda de identidade e o empobrecimento regional ao nível do valor humano.
 
Neste aspecto é relevante a unidade do povo português continental e insular, de modo a que as fronteiras do berço da portugalidade se mantenham inalteráveis em todo o processo que se venha a desenhar. É necessário que se tomem medidas de manutenção e fixação dos melhores indivíduos, na prestação de serviços à sua comunidade, bem como políticas culturais baseadas na história e na missão Portuguesa, a fim da tradição ser de tal modo demolidora que quem decidir ficar entre nós, terá não só de aprender o português, como ter acesso aos nossos costumes e respeitar os nossos valores, tal como acontece nos países nórdicos. Essa unidade só será possível através de um líder natural que se torne o símbolo de união, relembrando a nossa história, projectando-a no futuro.
 
O povo português sofre de atavismos próprios de quem já foi grande… a queda no abismo leva à melancolia e à depressão, esse saudosismo que o Pessoa refere como sendo do Futuro, reflexo de um passado incompleto! O nosso Fado…
 
Contrariamente ao que é referido, o povo Português não é ingovernável (e quando assim se torna, emerge o princípio paradigmático de auto-preservação e de auto-regulação, subjacente a uma sabedoria ancestral de egrégora que funciona como um subconsciente colectivo, tal como o cardume que se movimenta quase por instinto face a um perigo externo), nem se pode dizer que não se pode esperar muito dele! Há um dizer em Sintra que expressa: “Nascer em Portugal ou por missão ou por castigo!” É um facto que o povo Português não nasceu para cumprir as regras dos outros, mas para “andar à frente do mundo”, para dar “novos mundos ao mundo”. Dêem uma missão impossível ao Português e ele é eficiente, dêem-lhe uma rotina e ele desinteressa-se e torna-se improdutivo. Gostaria de pedir aos governantes e gestores para que conheçam o povo que governam ou os trabalhadores que dirigem antes de implantarem as técnicas e métodos desenvolvidos noutros quadrantes pelos gurus da moda, que se têm mostrado ser comprovadamente ineficazes quando aplicados a um povo sobranceiro e milenar como o nosso! E não é com repressão ou pela força que se tira o melhor de cada um – medidas aliás que têm conduzido sempre a convulsões revolucionárias, como que se de um tumor maligno o povo se quisesse ver livre. Tira-se partido deste povo conhecendo e potenciando tão-somente a corda sensível que o projecta e o transcende. Tal foi a capacidade estratégica de São Bernardo de Claraval, levada a cabo pela Ordem do Templo, única potência estratégica que soube como nenhuma outra, levar o povo Português às suas reais potencialidades.
 
É certo que o português gosta de conhecer as novidades porque se posiciona numa perspectiva de descoberta, porque é um povo aberto para o mundo: é filho da original casta Lusitana, mas também do celta, do fenício, do árabe, do judeu e do cristão! É aberto às novidades, mas odeia ser obrigado a viver pelas regras dos outros, porque criou a sua própria paidéia triplamente transmitida pela terra onde nasce, pelos genes dos seus antepassados e pela oralidade dos poetas. O português tem tanto de Vasco da Gama, quanto de D. Henrique quanto de Velho do Restelo. E todos são úteis: o aventureiro que quer dar novos mundos ao mundo, o sonhador e estratega que concebe e planeia, e o ponderado que embora refractário e reactivo o faz por defesa da sua terra natal. No entanto sendo constituídos conceptualmente pelos três, tornamo-nos seres inquietos, pelo paradoxo de que somos reflexo.
 
O português sendo aventureiro e missionário, não pode ser materialista no seu espírito, porque o risco de uma epopeia ou missão, implica o desapego completo, com o limite da sua própria vida! O espírito de desapego do português é tal que nas épocas de governação estrangeirada, desconhecendo a sua ancestral missão ligada à do país onde nasceu, o leva a raiar a traição, tal se encontra motivado a ser um cidadão do mundo. Desse mal padecem as classes governativas e intelectuais infectadas pelo jacobinismo, pelo positivismo da revolução francesa de 1800 cuja continuidade atravessou dois séculos até ao europeísmo actual.
 
Do “ser português original” excluo obviamente o indivíduo mesquinho e de visão curta, que se alimenta da corrupção, porque parasitas os há em todos os quadrantes e latitudes e não respeitam nenhuma terra que pisam. Excluo o novo-rico com as suas manias e preconceitos que o manterá para sempre tão pobre e desligado interiormente como nasceu. Tem vergonha da sua condição, projectando a sua inferioridade no povo de que faz parte, mas que não reconhece. Refiro-me sim aqui ao português de alma e coração: desde o inovador cosmopolita, mas conhecedor da sua missão, ao português profundo enraizado na terra dos seus antepassados, o indivíduo estreitamente ligado à terra, ao ser autêntico, rude de mãos e caras fendidas temperado pelo sofrimento, pelas alegrias e pelos elementos, mas com um conhecimento empírico tal, que muitas vezes mancha o manto sobranceiro do académico.
 
O Português é um Homem livre, preparado para a incógnita, para o desconhecido que o empolga, que o agiganta e que em suma o liberta, não para a rotina, para o conhecido, para as regras dos outros que o aprisionam, o asfixiam e o condenam a uma morte lenta… A sua reacção no presente é claramente de renúncia às regras impostas, ao sentimento de saudosismo, na esperança de ver renascida das cinzas, projectada no futuro a missão vanguardista de quinhentos que foi somente sua.
 
Deste modo, Portugal reúne todas as possibilidades de cumprir a profecia do Quinto Império: estamos a entrar numa nova Era, que levará a sociedade à imaterialidade. Este aspecto já é vislumbrado por variadíssimos indícios, se podem resumir em dois paradigmas, um respeitante ao Homem (lembro aqui da 3ª vaga de Alvin Tofler…), e outro ao meio em que vive – o Ecossistema.
 
No primeiro vem-me à memória a sucessão dos sectores de actividade que nos acompanham desde os primórdios do homem sobre a Terra: o sector primário com a caça, pesca e agricultura que é já uma actividade de transição ao sector secundário que aparece mecanizado nos finais do século XIX com a revolução industrial. O sector secundário é uma actividade de transformação efectiva da natureza, cuja necessidade proveio inicialmente da conservação dos produtos perecíveis do sector primário e da criação de novas ferramentas e utensílios auxiliares à actividade do Homem. O sector terciário aparece na segunda metade do século XX que se destina aos serviços, sendo alavancado pelos sectores anteriores, os quais transitam de uma produção alicerçada nos produtos a uma aproximação cada vez maior às necessidades de mercado dos indivíduos. Actualmente vivemos no sector quaternário que se caracteriza pela Era das tecnologias da informação e conteúdos, que cumprem as necessidades de uma sociedade global. Do futuro espera-se que isto venha a suceder na Era quinquenária do “Wellfare” ou do bem-estar. Os impérios da história acompanharam todos estes sectores, e impuseram paradigmaticamente a mudança.
 
As organizações seguiram esta tendência, tendo actualmente o primado das marcas, das ideias, dos conteúdos e da informação. Substituiu-se a materialidade empresarial centrada no produto e nas organizações rígidas do tipo familiar ou estatal, cujos activos (corpo material) se vêem disseminados por um conjunto indefinido de novos donos, accionistas. A personalidade e identidade, em suma a alma destas organizações, reside agora só e apenas na marca, cuja mobilidade é tal que pode mudar de corpo, e de donos.
 
A Internet tem substituído a materialidade dos livros, das bibliotecas, dos suportes multimédia e as empresas. Grande parte do trabalho é hoje executado em suportes imateriais, cada vez mais o trabalho do homem reside nas ideias, na criatividade e na mudança, mais balanceado para o pensar e menos para o fazer…
 
No segundo paradigma, o do Ecossistema, tem-se verificado e propagado aos quatro ventos que os três primeiros sectores de actividade, são extremamente lesivos ao equilíbrio dos recursos naturais, daí que a actividade económica tenha de transitar rapidamente ao plano das ideias e da alta finança, saindo do âmbito do plano físico. Desde que se articulem estratégias sustentáveis de manutenção das necessidades básicas de subsistência das sociedades, a actividade ou o negócio do Homem transitará para o mundo criativo das ideias, suportado através de meios virtuais, que colidam o mínimo possível com o ecossistema.
 
Deste modo, a harmonização dos dois paradigmas prevêem a salvaguarda do equilíbrio Natural e a sustentabilidade das Sociedades do Homem que, sem as obsessões actuais, se tornam num cumprimento absoluto das Leis do Equilíbrio – ou Leis Divinas. Devo contudo referir, que mais nefasta que a poluição física dos ecossistemas, é a poluição mental dos Homens, ou melhor a falta de Amor Incondicional, do Amor Verdadeiro que é a única Força agregadora e criativa do Universo.
 
Contudo, penso que a real defesa da nossa identidade terá de passar, nesta conjuntura em que se perfila uma amálgama miscigenada de povos, pelo pragmatismo, seguindo o caminho possível. Vejo a aposta na indústria do turismo, a possibilidade de salvaguardar os locais patrimoniais de referência, da nossa história, bem como os usos e costumes. O turismo de habitação pode alavancar o redescobrimento das aldeias históricas e das vilas acasteladas, da agricultura biológica (com as práticas de subsistência ancestrais) e esta da nossa restauração típica e tradicional, bem como dos produtos regionais demarcados com embalagens biodegradáveis. A indústria já não faz sentido porque é onerosa e extremamente poluente, em especial como vimos, numa época paradigmática das tecnologias de informação, que tende a evoluir para o “Wellfare”, mas a agricultura biológica, apesar de ser do primeiro sector, fará sempre parte do futuro (quanto mais não seja pela necessidade básica) caso seja sustentável e não lesiva ao ecossistema, tal como eram os métodos tradicionais utilizados pelos nossos antepassados. Penso deste modo que o caminho de defesa da nossa identidade poderá ser perfeitamente consubstanciado com os paradigmas da sucessão dos sectores de actividade que vimos atrás em harmonia com o ecossistema.
 
«Considerem agora os Portugueses, e leiam tudo o que daqui por diante formos escrevendo com este pressuposto e importantíssima advertência: que, se alguma cousa lhes poderia retardar o cumprimento destas promessas, seria só o esquecimento ou desconhecimento do soberano Autor delas, quando por nossa desgraça fôssemos tão injuriosamente ingratos a Deus, que ou referíssemos os benefícios passados, ou esperássemos os futuros de outra mão que a sua.
 
Prometeu Deus de livrar os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, como tinha jurado aos seus maiores, e de os levar e meter de posse da terra da Promissão; (…) se buscarmos no Texto Sagrado as causas deste desvio e dilação (a qual durou quarenta anos inteiros, sendo a distancia do caminho breve, e que se podia vencer em poucos dias) acharemos que foram, três. Agora nos servem as duas, depois diremos a terceira. A primeira causa foi atribuírem a liberdade do cativeiro a Moisés; (…) A segunda, e ainda mais ignorante (sobre ímpia e blasfema), foi atribuírem a mesma liberdade ao ídolo que de seu ouro tinham fundido no deserto. (…) Basta, povo descortês, ingrato e blasfemo! Que Moisés e o vosso ídolo foram os que vos livraram do cativeiro do Egipto?! (…)
 
Mas antes que passemos às outras utilidades, que ficarão para os capítulos seguintes, justo será que fechemos este com a terceira causa do castigo que ponderávamos, a qual refere o Texto Sagrado no cap. XIV dos Números, e pode ser de grande exemplo para outra casta de gente, que são os que a Escritura chama filhos da desconfiança.»

Padre António Vieira em História do Futuro, Cap. II Vol. I
 
Voltando a Portugal, e segundo o P. António Vieira, três aspectos podem impedir que a profecia se cumpra: destruição da concepção do Princípio Divino, anulação do ideal da aristocracia natural e perda de fé do indivíduo em sim mesmo.
No primeiro pode haver o risco das novas gerações perderem a noção da dependência das Leis Naturais (Lex Natura), pela ignorância ou pela arrogância. O falso conhecimento pode levar ao caminho divergente da verdadeira Luz com adoração a falsos profetas e deuses menores da ciência, da política, da finança e dos “media”.
 
Na segunda, a criação e adoração de “bezerros de ouro”: os bens materiais que conduzem ao hedonismo numa sociedade virada somente para o prazer e futilidade. A procura do ter, mais e melhor do que o outro, a ostentação de sinais externos de riqueza, o sentimento de que a sociedade do Homem tem ferramentas prontas a resolver todos os problemas e o autismo com que os privilegiados encaram a sua vida e viram a cara à miséria dos excluídos, sem direitos aos frutos da prosperidade.
 
Na terceira, o eterno recalcamento depressivo a que o português é sujeito desde a infância, levando-o ao complexo de inferioridade pelo nascimento, a desacreditar em si próprio, a pensar que é menos capaz que todos os outros, que é atrasado e que nunca chegará à linha dos povos da frente. O sentimento desde o berço de que nasceu num país pobre e pequeno, e que é filho de um povo atrasado e medíocre. Bombardeado pelos “media”, passando pelo estabelecimento de ensino, à empresa onde trabalha e às conversas de circunstancia, não lhe é permitido que o seu espírito germine e que erga a cabeça. Para isso tem de imigrar, para um sítio onde não seja identificado e anatematizado por ser tão só Português!
 
Para que Portugal possa liderar, por direito próprio, num futuro próximo, o avanço da Humanidade como o fez desde o século XII ao XVI, terá que saber transmutar os agentes internos que se mantêm presos a ideologias e interesses que o aprisionam nestes três aspectos.
 
No primeiro, penso que terá de se mudar o paradigma, criando em todo o português um ideal superior, místico, uma missão, um leitmotiv, uma Paidéia segundo Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, António Quadros bem como muitos outros! Terá de seguir uma estratégia de vida que obedeça às Leis Naturais ou Divinas.
 
Na segunda, a educação não para a igualdade castradora, taylorista, mas para a natural separação de indivíduos por capacidades e potencialidades, de tal forma que os que se encontram à frente se tornem nos ideais a projectar nos que estão mais a trás, pelo abnegável exemplo, pelos princípios e em suma pelo valor e não pela falsa imagem que leva os indivíduos das classes inferiores a questionarem os das classes mais privilegiadas. Temos de colocar líderes naturais, equilibrados pela ética natural e pela mais valia técnica e humana, a fim de servirem de força de tracção a toda a sociedade.
 
Na terceira, perceber e mostrar que o povo Português é naturalmente superior ou igual aos outros povos e se não se consegue avançar pelo caminho dos outros é porque ele não nasceu para o fazer, como já referi. Ele nasceu para criar os seus próprios caminhos para lá do impossível, tornando-se no vanguardista, no descobridor, no navegador que dá novos mundos ao mundo!
 
O povo Português, para sobreviver como identidade própria, tem de conhecer exactamente a sua história e perceber sem reactividades nem vinganças, de que a sua raça, a “milenar raça portuguesa” foi condenada desde 1535 à lenta extinção, pela ignorância, castração e amnésia. Paradoxalmente, todos esses movimentos têm, ao contrário do que se possa pensar, tido início dentro da nossa casa. A crise que levou à 1ª união ibérica de 1580 a 1640 e ao império dos Habsburgo, não foi provocada por nenhuma invasão, nem devido ao facto muitas vezes adiantado pelos nossos historiadores ou de idiossincrasias políticas, de que não havia pretendentes ao trono vago, após a morte de D. Sebastião, rei que afinal morre encarcerado nos Limoges em França! A decisão foi consentida pelos iberistas da época, que aproveitando-se da crise política, emergiram o país numa crise financeira a fim de justificarem ao povo a união com Espanha. Desta feita preferiam o rei Filipe II de Espanha (futuro Filipe I de Portugal) a D. António I, neto de D. Manuel I ou a D. Catarina da Casa de Bragança, cujo neto D. João II futuro El Rei D. João IV viria curiosamente a restaurar a independência. Mais, todos os inícios dinásticos das Reais Casas portuguesas se deram através de filhos ilegítimos: na Casa de Borgonha, suspeitando-se que D. Afonso Henriques possa ter sido filho de D. Egas Moniz perfilhado pelo Conde D. Henrique por incapacidade física do filho natural, a Casa de Avis aparece com D. João I, filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, e por sua vez a Casa de Bragança com o 1º Duque Afonso filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pereira. Desta feita qualquer argumentação sobre a legitimidade das sucessões, cai por terra, num país que desde o início em 1149 até 1910 teve uma monarquia muito própria, cuja sucessão era baseada não só com base na hereditariedade, mas no princípio da aclamação popular e das cortes.
 
Assim, a destruição da nossa paidéia por dentro, por uma classe de portugueses “sem berço”, foi consumada através da Espanha que trouxe com ela a Igreja e a Inquisição, pela França de Napoleão que trouxe o racionalismo castrador, pela Inglaterra que se tentou aproveitar do estatuado da “Oldest Ally” e da circunstância da ingovernabilidade do país no período que se seguiu, a consanguinidade e miscigenação estratégica das casas reais europeias que toldaram a nossa missão, enfraquecendo e condenando posteriormente os Braganças (Casa Real periférica e com perigo de afirmação contrária aos interesses europeus que levaram aos dois grandes conflitos mundiais), as forças ocultas e destabilizadoras por detrás da 1ª República – movimento que não reflectia os desejos do povo português na sua maioria alheio a tudo isso, os poderes mundiais materializados pelos EUA e URSS na instabilidade forçada que levou à independência antes do tempo das nossas colónias e finalmente a CEE/CE/UE com o perigo que mais uma vez se avizinha da dissolução total da identidade e independência de um povo milenar. É preciso saber que em todas as épocas de perda de soberania da nossa história, esse processo foi sempre levado a cabo por dentro.
 
Atrevo-me a pensar que as forças destruturantes que se acercaram do nosso país desde 1535, se deveram ao facto da missão portuguesa se encontrar muito à frente da capacidade e mentalidade do mundo nessa época e oposto ao materialismo que se desenvolve alguns séculos depois. Era necessário travar os Portugueses, era necessário que depois de D. Manuel I (que apercebendo-se do fim, se apressa a registar para épocas mais propícias a missão portuguesa nos sólidos livros de pedra do manuelino), a missão nunca mais fosse restaurada, era necessário matá-la de vez, impedindo que D. Sebastião regressasse a casa… Era necessário em suma que o projecto Templário planeado pelo visionário São Bernardo de Claraval – o Porto do Graal – soçobrasse de vez!
 
Deste modo, é de todo necessário que as condições mundiais se deteriorem de tal modo que Portugal volte a ser o centro do mundo material, porque se encontra no centro do “mapa mundi” (posição logística estratégica) e em esperança espiritual, porque é o único país verdadeiramente universalista reflectido no seu povo amistoso e nas armas da sua bandeira.
 
Para isso teremos de estar preparados, para essa eventualidade: essa é a nossa missão! Esse deveria começar a ser o leitmotiv político dos futuros líderes nacionais.
 
 
Ver Post:
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa
Pensamento do Momento
 
 

 

PORTUGAL
 
Que Missão!
Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

------------------------------

Deixe a Sua Sugestão...Opinião...Mensagem... ! :-)

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

ENVIE AS SUAS SUGESTÕES: Bomsensoamiguinhos@sapo.pt

GEOGLOBO

PENSAMENTO DO MOMENTO Anilady

Mercados Financeiros: Esp...

Pensamento - Investir na ...

Foi com Surpresa e Enorme...

Bomsenso - Crise Naciona...

O que é a Ética?

Bomsenso - Ética e Mentir...

Bomsenso - GUERRA - GAZA ...

Bomsenso - Dívida Externa...

TAGS

portugal(252)

actualidade(125)

2010(105)

crise(93)

2009(71)

crise económica(66)

pensamento(65)

economia(61)

portugueses(60)

vídeo(54)

cultura(53)

lisboa(52)

história(50)

crise financeira(49)

ciência(48)

2011(46)

videos(44)

portugal-bem(43)

português(43)

presidente da república(43)

conhecer portugal(40)

provérbio(40)

política(38)

actualidade política(37)

citações(37)

pensamentos(37)

cavaco silva(36)

interesse geral(33)

cavaco(31)

viajar cá dentro(31)

património(30)

turismo(30)

saúde(28)

democracia(27)

conhecimento(26)

foto(26)

frases(26)

música(26)

politicos(26)

recessão(26)

viagens(22)

desemprego(21)

estado da nação(21)

europa(21)

frase(21)

tourist(21)

25 de abril(20)

ética(20)

global(20)

investigação(20)

presidente(20)

arte(19)

obama(19)

actualidade económica(18)

fotos(18)

lisbon(18)

poesia(18)

portuguesa(18)

sociedade(18)

conduta(17)

eua(17)

finanças(17)

histórico(17)

neve(17)

poema(17)

porto(17)

portugueses em destaque(17)

revolução(17)

sismo(17)

ue(17)

barack obama(16)

crise politica(16)

frio(16)

cravos(15)

economia real(15)

educação(15)

escritor(15)

história de portugal(15)

movimento(15)

opinião(15)

revolução dos cravos(15)

terramoto(15)

1974(14)

imprensa(14)

militares(14)

photos(14)

poeta(14)

vermelhos(14)

bomsensoamiguinhos(13)

crianças(13)

défice(13)

desconfiança(13)

eleições(13)

forças armadas(13)

mapa(13)

cinema(12)

guerra(12)

museu(12)

otelo saraiva carvalho(12)

photo(12)

todas as tags

PESQUISAR NO BLOG:

 

Visitas desde 17-12-2008

Facebook

Auxiliar Memória Do Mundo

Cria o teu cartão de visita
    follow me on Twitter
    blogs SAPO
    RSS