SÃO NESTE MOMENTO :

Outubro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

ARQUIVO

PESQUISAR NO BLOG:

 

POST RECENTES

SportTV - José Mourinho é...

"Concerto de Santa Cecili...

Morreu António Feio

José Saramago Morreu

Afinal o que é ser portug...

Língua Portuguesa - Dia d...

João Garcia - Cavaco Silv...

António Feio - Mensagem P...

Pensamento - Fernando Pes...

32 Novos Planetas - Portu...

Zeca Afonso - Praça com o...

Vinho Português Premiado ...

Morreu Vasco Granja

Vasco Granja - Pioneiro n...

Campeão do Mundo de magia...

Gago Coutinho - Fotos

Presidente da República n...

Prémio para Manoel de Oli...

Património cultural - Leg...

Jovem português recebe Mã...

Vídeo - Historia de Portu...

DN - Veto de Cavaco mata ...

O Schindler português, sa...

Portugal - Que Misão! (Eu...

Poema - António Aleixo

Fernando Pessoa - O Mostr...

Fernando Pessoa

Fernando Namora recordado...

Poema - Ser Português - P...

Portugal - Presidente da ...

Portugal - Viana do Caste...

Poema - António Gedeão - ...

Rão Kyao - Fado das Canas

Poema - FERNANDO PESSOA -...

Obama - Escolhe Luso-Des...

Poema - Fernando Pessoa -...

Portugueses em Destaque n...

Portugal - Casa-Museu Dr....

LÍNGUA - O HOMEM QUE FEZ ...

Portugal - Presidente da ...

Futebol: Gala FIFA - "Pré...

Português - Portugal - FI...

PortoCartoon: World Festi...

LINKS

PESQUISAR NO BLOG:

 

Outubro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

O MUNDO É PEQUENO

Bem Vindo a este Espaço :-)

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

SportTV - José Mourinho é eleito o Melhor Técnico de 2010 / FIFA 2010

 

José Mourinho

eleito

o Melhor Técnico de 2010

 

 

 

 

 


 

 

foto retirada da net

I
informação
11-Jan-2011

Mourinho

o Treinador que Derruba Definições

por Manuel Queiroz ,

Publicado em 11 de Janeiro de 2011

 

Depois do Special One já não se aceita a célebre definição de Platini, segundo a qual o treinador valeria 15% dos êxitos da equipa

 

Num país que tem poucos campeões da Europa ou do Mundo, José Mourinho é um caso à parte. É um campeão de tudo, a começar pela comunicação - agradeceu em português e como um "orgulhoso português" na cerimónia de ontem no Palácio dos Congressos de Zurique - e a acabar nos seus inúmeros títulos no desporto mais competitivo do mundo. Ontem ganhou o prémio de Melhor Treinador do Mundo, instituído pela primeira vez pela FIFA, que manda em todo o jogo.

No futebol esta foi a década de Mourinho, e não só pelos títulos. Até aparecer o Special One, aceitava-se, ainda que com algumas variações, a célebre definição de Michel Platini, segundo a qual um treinador valeria aí 15% dos êxitos de uma equipa.

Depois de José Mourinho, essa definição está ultrapassada, laminada por uma personalidade única, talvez irrepetível. Um treinador já não é apenas um líder de uma equipa, é um personagem que estende a sua influência para além do campo de jogo. Não é só um líder, é um herói que nunca ganha convencionalmente ou só porque tem melhores jogadores. Descobre-se sempre mais qualquer coisa. Sempre centrado no jogo - nunca se alarga para a política ou para outra área qualquer -- mas comunica de uma forma que as pessoas querem ouvir, comentam, se interessam. E gosta - ó, se gosta - de ser admirado.

É uma personalidade magnética que não se limita a ganhar, domina o mundo à volta, atrai os holofotes. Não é o herói épico, é às vezes um Dom Quixote, outras o Grande Gatsby, mas sempre o herói que subverte códigos, não aquele que se redime pelo supremo sacrifício. É um herói que aceita muitas vezes ser vilão, porque tem sempre um objectivo claro, que persegue, e só esse lhe interessa realmente. E a esse sacrifica quase tudo. Nisso tem muito de Pinto da Costa.

Os seus interesses mandam sempre, mesmo que isso não seja o máximo que se pode dizer de um desportista. Mas ele não é um desportista, é um profissional. Na alta competição, ser desportista e ser profissional são conceitos que muitas vezes se opõem.

Mas ser profissional, para Mourinho, é ser afectivo, é criar uma relação com os outros, com os seus jogadores, que lhe devotam uma admiração que chega a ser idolatria. Até porque ele os escolhe - quer, normalmente, gente com vontade férrea. As estrelas, os génios só lhe interessam se se puserem ao seu serviço, porque ele garante que será capaz de lhes dar uma equipa. Ele faz a equipa, como líder incontestado. Não sabe tudo, e ouve os seus colaboradores, mas comanda tudo. Decide.

É o contrário do português suave. É o português sem medo, que sabe que em Inglaterra, ou em Itália ou em Espanha, um português não é aceite, impõe-se. E um pouco de show off, impecavelmente encenado, também ajuda num espectáculo hipermediático chamado futebol.

Filho de um guarda-redes, Mourinho comeu futebol desde que nasceu. Não deu para jogador, felizmente...

 

http://www.ionline.pt/conteudo/97863-mourinho-o-treinador-que-derruba-definicoes

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:01
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

"Concerto de Santa Cecilia à luz das velas"

 

 

"Concerto

de Santa Cecilia à Luz das Velas"

 

21 de Novembro de 2010 - 18:00H

 

Igreja de Santa Catarina em Lisboa

 

 

Miguel ZinK

Violino

 

 

O solista é um Jovem de 15 anos

 

 

 

 

 

Programa  -

 

 

 

imagem retirada da net

 

Igreja de Santa Catarina

Calçada do Combro, 82

1200-115 LISBOA

 


:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Morreu António Feio

 

SIC

Publicação: 30-07-2010 00:20
Última actualização: 30-07-2010 01:23

Morreu

o actor e encenador

António Feio

Morreu esta quinta-feira o actor e encenador António Feio às 23h25, no Hospital da Luz, em Lisboa. António Feio, 55 anos, estava internado desde a passada terça-feira, sofria de um câncro no pâncreas.

 

 


 

 

 

António Feio

 

Actor e Encenador Português

(Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954)

http://cinema.sapo.pt/pessoa/antonio-feio/biografia

 

 

Portugal

 

 

 

Ver:


António Feio - Mensagem Poderosa

SEXTA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2010

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/175008.html

 

 


: O País ficou mais Pobre !!!
Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

José Saramago Morreu

José Saramago

 

 

2010-06-18

 

O prémio Nobel da Literatura, José Saramago, faleceu aos 87 anos. O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. "Caim" foi o último livro de Saramago a ser lançado.

 

 

 

Morreu José Saramago

Aos 87 anos, José Saramago faleceu na sua casa em Lanzarote. A câmara ardente com os restos mortais de José Saramago será instalada às 17:00 desta sexta-feira, hora de Lisboa, na Biblioteca José Saramago na localidade de Tías, na ilha espanhola Lanzarote.

A informação foi confirmada aos muitos jornalistas que estavam no exterior da casa de Saramago, nesta localidade, onde se deslocaram já, entre outros, o biógrafo do escritor, José Juan Cruz e o escritor Fernando Gómez Aguilera, director da Fundação César Manrique.

José Saramago vai ser cremado e as cinzas vão ficar em Portugal.

 

O site da Fundação José Saramago deu lugar a uma única página, com a mensagem:

 

"Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila."


...

 

Biografia


José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.


Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.


Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.


Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".


Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vivia exclusivamente do seu trabalho literário.

 

http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/27804.html

 

 


 

 

Prémio Nobel da Literatura

Foto@LUSA/Manuel Moura

José Saramago na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Literatura, em Estocolmo.

Fotografia de 10 de Dezembro de 1998.

 

http://noticias.sapo.pt/foto/1072562/

 

 


RTP

2010-06-18

19:01:20

 

Carlos Reis

coloca Samarago

acima da dimensão nacional

 

Carlos Reis é um dos maiores estudiosos da obra de José Saramago. O professor universitário vê na morte do escritor a perda de uma grande referência.


RTP

2010-06-18

13:33:32

 

Saramago,

prémio Nobel da Literatura

 

 

Morreu José Saramago. O primeiro prémio Nobel da literatura em língua portuguesa faleceu esta manhã em casa, na Ilha de Lanzarote, aos 87 anos.

 


 

RTP

2010-06-18

18:25:23

Discurso de Saramago na cerimónia da atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1998

 

José Saramago recebeu o Prémio Nobel da literatura em 1998. O discurso perante a Academia Sueca foi um dos momentos altos da vida do escritor. Saramago falou sobre muitos dos livros que escreveu. Recordamos aqui algumas das palavras sobre os títulos "Todos os Nomes" e "Ensaio sobre a Cegueira".

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:05
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Afinal o que é ser português?

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Lourenço

 

O que é afinal ser

português

 

 

O que somos, no fim do dia de cada dia, e o que somos até quando sonhamos.

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:54
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Língua Portuguesa - Dia da Língua Portuguesa e da Cultura dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

 

Dia da Língua Portuguesa

e da Cultura

dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)


 


 

 

 

Ontem dia 5 de Maio ocorreram as celebrações do primeiro ano em que é assinalado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

A Língua Portuguesa tem hoje mais de 260 milhões de falantes sendo como língua nativa a quinta língua mais falada no mundo.

 

Língua Portuguesa teve origem há cerca de dois mil anos no que é hoje o Norte de Portugal e Galiza, tendo derivado do latim vulgar falado pelos povos (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cónios) que habitavam a parte mais ocidental da Península Ibérica.

 

D. Dinis, em 1290 decretou o Português como lingua oficial e cria a primeira universidade portuguesa em Lisboa - O Estudo Geral.

 

O Português deu-se a conhecer ao mundo tendo sido bem acolhido a partir dos seculos XV e XVI com a expansão portuguesa e quando Portugal estabeleceu um Império Colonial e Comercial...

propagou-se pelo Brasil, Américas, Índia,  Macau, China, Timor, África ...

 

Consultei algumas páginas e a imprensa... e seleccionei alguns artigos sobre o tema que para aqui transcrevi.

 

Bomsensoamiguinhos

 

 


RTP

2010-05-05

21:05:24

Presidente

visitou escola para assinalar

Dia da Língua Portuguesa

Cavaco Silva diz que a Língua Portuguesa tem uma projecção em crescimento em todo o Mundo.

O Presidente visitou uma escola em Lisboa para assinalar o Dia da Língua Portuguesa e da cultura dos países da Lusofonia.


CM

05 Maio 2010

Dia da Língua Portuguesa

Por:João Saramago

Alunos de 35 nacionalidades acolhem Presidente

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, visitou esta quarta-feira, a escola Secundária Eça de Queirós, nos Olivais (Lisboa) classificada como um exemplo no ensino do português

 

A Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa, acolheu esta quarta-feira as celebrações do primeiro ano em que é assinalado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

A escola conta com alunos de 35 nacionalidades, sendo considerada a escola nacional com alunos de mais países.

 

A directora da escola, Maria José Soares, explica que "o aparecimento de alunos de tão diferentes países resulta dos estrangeiros comunicarem um aos outros a existência na escola dos Olivais de aulas de português para alunos com uma outra língua materna".

 

A directora acrescentou que "também os adultos que frequentam as aulas de português para estrangeiros optam por colocar os filhos a estudar na escola".

 

O sucesso do ensino do português resulta, segundo explicou a professora "da preocupação de prestarem um ensino de qualidade que visa a inclusão".

 

As comemorações contaram com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, e da ministra da Educação, Isabel Alçada.

 

O Presidente classificou o trabalho realizado pela escola como um exemplo de promoção da "integração multicultural".

 

A cerimónia contou também com a presença de embaixadores dos países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Princípe e Timor-Leste).

 

Cavaco Silva salientou que o português é uma língua em forte expansão pelo que dos "actuais 250 milhões de habitantes dos países de língua portuguesa dentro de 20 anos serão 350 milhões".

 

O português é a quinta língua mais falada no Mundo, sendo a língua mais falada no Hemisfério Sul e na América do Sul. É também a segunda língua mais falada na África Austral e em grandes cidades como Paris, Caracas e Joanesburgo.

 


 

 

 

Consulta na Wikipédia

" ...

Portugal tornou-se independente em 1143 com o rei D. Afonso Henriques. A língua falada à época, o português antigo (antepassado comum ao galego e ao português modernos, do século XII ao século XIV), começou a ser usada de forma mais generalizada, depois de ter ganhado popularidade na Península Ibérica cristianizada como uma língua de poesia. Em 1290, o rei Dom Dinis cria a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, até então apenas conhecido como "língua vulgar" passasse a ser conhecido como língua portuguesa e oficialmente usado.

 

No segundo período do português arcaico, entre os séculos XIVXVI, com as descobertas portuguesas, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da ÁsiaÁfricaAméricas. Hoje, a maioria dos falantes do português encontram-se no Brasil, na América do Sul. No século XVI, torna-se a língua franca daÁsiaÁfrica, usado não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também para comunicação entre os responsáveis locais e europeus de todas as nacionalidades. A irradiação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais e a sua associação com os esforços missionários católicos levou a que fosse chamada Cristão em muitos sítios da Ásia. O Dicionário japonês-português de 1603 foi um produto da actividade missionária jesuíta no Japão. A língua continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático até ao século XIX. ..."

 

 

Língua oficial de:

 

Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Macau ( República Popular da China)
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor-Leste

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_portuguesa

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 18 de Abril de 2010

João Garcia - Cavaco Silva Felicita-o pela Conquista do Cume do Annapurna

 

SIC

17-04-2010 21:12

Cavaco Silva

Felicita João Garcia

pela conquista do cume do Annapurna

garcia


O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, felicitou hoje o alpinista João Garcia pela conquista do cume do Annapurna, tornando-se o primeiro português a conquistar as catorze montanhas mais altas do mundo.

"Pela força da sua vontade, pela persistência da sua coragem, pela grandiosidade do seu esforço, João Garcia constitui um motivo de orgulho para Portugal e um exemplo para todos os Portugueses", lê-se numa mensagem enviada pelo chefe de Estado ao alpinista português.

Sublinhando que "não há nenhuma razão para escalar uma montanha que não seja a pura vontade de o fazer", Cavaco Silva destaca o facto de João Garcia se ter tornado o primeiro português a escalar as catorze montanhas mais altas do mundo ao conquistar hoje o cume do Annapurna.

"Em nome de Portugal, expresso-lhe o meu profundo reconhecimento por esta proeza notável", refere ainda o Presidente da República.

Lusa 


SIC Testemunha

Alpinista João Garcia a

Entrar para a História

 

 

 

João Garcia

Prepara-se para Descer o

Anapurna, Nepal

 


Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:25
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 19 de Março de 2010

António Feio - Mensagem Poderosa

  SAPO Cinema - 12-03-2010 16:00 

TRAILER 

 

António Feio

 

Louva Novo Filme de

 

Fernando Fragata, com Joaquim de Almeida
 

 

 

 

  
«Contraluz» é o título do filme que Fernando Fragata, realizador de «Sorte Nula», realizou nos EUA com Joaquim de Almeida, e que mereceu o louvor de António Feio na abertura do respectivo «trailer».

 
 
«Daqui a 100 anos a população actual do mundo estará morta. Os nossos familiares. Os nossos amigos. Os nossos filhos. Tu e eu. 7 mil milhões de seres humanos desaparecerão para sempre. Todos caminhamos em direcção à luz. Até lá… Vive, em Contraluz!».
Esta é a premissa do novo filme de Fernando Fragata, que se pode ler no respectivo «trailer», precedida por uma mensagem sentida de António Feio, a reconhecer o valor de se aproveitar cada minuto de vida, algo que parece estar subjacente ao tema da película. Aliás, «aproveita cada dia... cada momento... agradece... e não deixes nada por dizer... nada por fazer» é um dos motes de promoção da fita.
Fernando Fragata, que tem no currículo sucessos de bilheteira como «Pesadelo Cor-de-Rosa» e «Sorte Nula» (em que participou António Feio), rodou «Contraluz» nos EUA («Backlight» é o título internacional) com actores como Joaquim de Almeida, Evelina Pereira, Scott Bailey, Michael Mania e Ana Cristina Oliveira. A data de estreia em cinema ainda não foi divulgada.
 

 

António Feio

 

Actor e Encenador Português

 (Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954)

http://cinema.sapo.pt/pessoa/antonio-feio/biografia 

 

Portugal



Publicado por bomsensoamiguinhos às 19:24
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Pensamento - Fernando Pessoa - A Nossa Crise Mental

Citador

A Nossa Crise Mental

 

 

 

 

Que pensa da nossa crise?

 

Dos seus aspectos — político,

moral e intelectual?

 

 


A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico. Todo o povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente. A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo.


O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita — como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova — o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só portugueses. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima).


Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise.


As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto.


Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer.

 
Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

32 Novos Planetas - Português participa na descoberta

SOL

19-10-2009

 Espaço

 
Português
participa na descoberta de
32 novos planetas
 
 
A descoberta de 32 novos planetas extra-solares foi hoje anunciada por uma equipa internacional de investigadores, da qual faz parte o português Nuno Cardoso Santos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP)
 
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=151364

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:59
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 10 de Maio de 2009

Zeca Afonso - Praça com o seu nome em Santiago de Compostela

 

TSF

10-05-2009

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1227619

 

 

Praça
 
 Zeca Afonso
  
Santiago de Compostela

 

 

Em pleno coração de Santiago de Compostela existe a partir de agora um parque com o nome de Zeca Afonso, onde em 1972, onde esta figura portuguesa cantou pela primeira vez, em público a «Grandola Vila Morena».
 
Há 37 anos, Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público a «Grandola Vila Morena». Foi na Galiza, em Santiago de Compostela, que este domingo inaugura um Parque com o nome do cantor português.
 
Uma cerimónia a que assistiu a viúva de Zeca, mas que também emocionou o autarca local. José Sánchez Bugallo referiu o significado da intervenção do cantor na luta anti-fascista em Portugal, mas também em Espanha.
 
Zélia Afonso, a viúva deste cantor de intervenção, diz em declarações à TSF que esta é uma homenagem justa.

 

  ♦♦♦

  

 ver:

ZECA AFONSO VIDA E OBRA

www.azeitao.net/zeca/

 

OUTROS POSTS NO BLOG:

 

bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/search

 

  1. 26 Abr 2009 por bomsensoamiguinhos
    Zeca Afonso - Filhos da Madrugada!           Zeca Afonso - Maria Faia]
     
  2. 26 Abr 2009 por bomsensoamiguinhos
    Zeca Afonso - 20 anos depois: Concerto        ]
     
  3. 25 Abr 2009 por bomsensoamiguinhos
    [ RTP MEMÓRIA   JECA AFONSO        ]
     
  4. 25 Abr 2009 por bomsensoamiguinhos
    [ Morena, José Afonso, 1971    Zeca Afonso           Grândola Vila Morena Zeca]
     
  5. 27 Abr 2009 por bomsensoamiguinhos
    [ continuar a usar o Auxiliar de Memória que tanta falta faz para alguns... Hoje revi Zeca Afonso e a]
Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Vinho Português Premiado - Concurso Mundial de Bruxelas

 RTP

2009-05-07 14:13:13

 

 

Concurso Mundial de Bruxelas

Vinho Português Premiado
Vila Real

 

 

 

Um branco da Adega Cooperativa de Vila Real venceu o prémio de melhor vinho apresentado este ano no Concurso Mundial de Bruxelas. Cada uma das 30 mil garrafas deste Grande Reserva 2007 custa 5,49 euros.
 
 
♦♦♦
 
 
VILA REAL
 
 
     
 
 
 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Morreu Vasco Granja

 

 

 

 

Foi um dos mais importantes divulgadores de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal.
2009-05-04 21:06:54
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:13
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Vasco Granja - Pioneiro na divulgação do cinema de animação e da banda desenhada em Portugal

 DN

 Obituário

 

 

 

Morreu

Vasco Granja
(1925-2009)
 
 
Pioneiro na divulgação do cinema de animação e da banda desenhada em Portugal, morreu esta madrugada em Cascais, aos 83 anos.
(Com VIDEO)

 

Vasco Granja foi uma presença regular na televisão portuguesa entre 1974 e 1990 (ano em que se reformou), onde apresentou mais de mil programas sobre banda desenhada e desenhos animados, na RTP. 
 
Um sketche no programa "Herman Enciclopédia", de Herman José, onde Vasco Granja participa e brinca consigo próprio, ilustra bem a sua presença no imaginário da juventude portuguesa:

 

 

 

 

Vasco Granja divulgou filmes de animação como Yellow Submarine, dos Beatles, e muitos trabalhos realizados e produzidos na Europa de Leste, no seu programa "Cinema de Animação". Ficou conhecido, por ter sido assim chamado por uma criança, como "O Pai da Pantera-cor-de-rosa", personagem cujos filmes divulgou nos seus programas.
 
Com 15 anos, Vasco Granja trabalhou nos Armazéns do Chiado. Mais tarde, vendeu lotarias durante cerca de 16 anos. No final dos anos 50, Vasco Granja começou a trabalhar na Editora Arcádia e, depois, na Livraria Bertrand, onde ficou durante cerca de 30 anos e fez coordenação editorial, revisão, e contactou com gente do meio literário e editorial.
 
Como membro do Cine-Clube Imagem, Vasco Granja visitou o primeiro festival de animação realizado em todo o mundo, o Festival de Annecy, em 1960. Sete anos depois, numa edição do mesmo festival, visitou uma exposição de banda desenhada que influenciou o seu trabalho futuro.
 
Acabaria por tornar-se divulgador da banda desenhada em Portugal, tendo editado, através da Bertrand, a versão portuguesa da revista Tintim (de 1968 a 1982), que, além do herói de Hergé, também contava as histórias de Spirou e Corto Maltese.
 
Escreveu em várias revistas e jornais, divulgando estas artes, e foi professor na ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação) durante dois anos. Foi agraciado com dois prémios: o Troféu de honra Zé Pacóvio e Grilinho, no 7.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (1996) e o Grand Prix Saint Michel para a promoção da BD (1972).

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:30
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Campeão do Mundo de magia

 

SIC

 

Campeão do Mundo de magia

 

Português nascido numa família de mágicos

faz dos truques modo de vida

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Gago Coutinho - Fotos

GAGO COUTINHO

 

140 ANOS DO SEU NASCIMENTO

 

50 ANOS DA SUA MORTE 

 

 

 

Carlos Viegas Gago Coutinho
(na foto, à direita)
Nasceu em Lisboa a 17 de Fevereiro de 1869 e
Faleceu na mesma cidade a 18 de Fevereiro de 1959.
 
Em 2008,
Celebram-se os 140 anos do seu nascimento e os 50 da sua morte.
 
O almirante distinguiu-se, sobretudo, por ter feito a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, em 1922, com Artur Sacadura Cabral (na foto, à esquerda).
17-02-2009 13:28

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Presidente da República na Cerimónia de Homenagem ao Almirante Gago Coutinho

 

Cerimónia de homenagem

Cerimónia de homenagem
 

 

Discurso do Presidente da República na

Cerimónia de Homenagem ao Almirante Gago Coutinho

 

 

Sociedade de Geografia de Lisboa, 17 de Fevereiro de 2009
Senhor Presidente da Sociedade de Geografia,
Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,
Senhor Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas,
Senhor Chefe do Estado-Maior da Armada,
Senhor Professor Doutor José Pereira Osório,
Minhas Senhoras e meus Senhores,
 
A Sociedade de Geografia de Lisboa tomou a louvável iniciativa de homenagear a insigne figura do almirante Gago Coutinho no dia em que se completam cento e quarenta anos sobre o seu nascimento.

Como Presidente da República, como Presidente de Honra da Sociedade de Geografia de Lisboa e, acima de tudo, como português, associo-me com todo o gosto a esta celebração.

O almirante Gago Coutinho foi um português de singular destino: o nosso grande sábio-marinheiro veio a alcançar a fama como navegador de avião num único voo.

É justo, no entanto, afirmar que Gago Coutinho merece ser recordado por muito mais do que a travessia do Atlântico Sul.

A instituição centenária em que nos encontramos é o local privilegiado para que possamos apreciar toda a dimensão do contributo de Gago Coutinho para a ciência e a cultura portuguesas.

É na Sociedade de Geografia de Lisboa, de que o homenageado foi sócio durante cinquenta e sete anos, que se celebra, anualmente, através da atribuição do Prémio Internacional Gago Coutinho, a memória do grande cientista.

Foi aqui recolhida a sua biblioteca e o seu espólio, os quais nos dão a imagem multifacetada de um distinto oficial que dedicou anos da sua longa vida ao estudo da história dos Descobrimentos e, em particular, da técnica náutica que os portugueses desenvolveram.

Neste local histórico sentem-se ainda os ecos das muitas conferências científicas que Gago Coutinho aqui proferiu.

Recordo, por exemplo, aquela ocasião, em 1902, em que a Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa assistiu à exposição de um jovem oficial de marinha sobre um tema inovador: a telegrafia sem fios. Pioneiro também nesse domínio, o orador não hesitou, decerto para espanto de muitos, ao proclamar que aí estaria o meio de comunicação do futuro.

Ainda nesta sala, em 1920, Gago Coutinho apresentou aos sócios da Sociedade de Geografia de Lisboa - instituição estatutariamente vinculada à promoção da geografia como ciência -, a proposta de criação em Portugal de um curso de engenharia geográfica.

Gago Coutinho foi o primeiro entre nós a destacar o papel do engenheiro geógrafo, considerando ser o mesmo “necessário à tarefa geográfica secular que temos diante de nós”.

O engenheiro geógrafo é, sobretudo, um especialista no domínio do posicionamento. A sua melhor qualidade técnica é a de saber onde se está com precisão infinitesimal.

Eis uma qualidade unanimemente reconhecida ao almirante Gago Coutinho: ele sempre soube onde estava e sempre soube qual era o seu destino.

Em Timor, em Moçambique, em Angola, em S. Tomé, efectuou levantamentos geodésicos e topográficos, fixou fronteiras. Com meios relativamente rudimentares, realizou prodígios de exactidão.

A sua primeira obra como engenheiro geógrafo, realizada em Timor nos últimos anos do século XIX, foi recentemente utilizada, com grande proveito, na demarcação da fronteira entre a República Democrática de Timor-Leste e a República da Indonésia.

Esta profunda ligação ao espaço de língua portuguesa, que marca o seu trajecto como militar e como cientista, foi também evidenciada na travessia do Atlântico Sul.

O inspirado voo, realizado no ano do centenário da independência do Brasil, avivou a fraternidade entre as pátrias irmãs, como o demonstra a triunfal recepção que os aeronautas aí tiveram.

Recordar hoje o almirante Gago Coutinho é, por isso, também homenagear a unidade do mundo que fala português.

Sendo bem verdade que, como comecei por referir, o legado do almirante Gago Coutinho ultrapassa em muito a memória da travessia aérea do Atlântico Sul, não é menos verdade que esse voo foi a expressão culminante da sabedoria e da inventiva de um grande homem de ciência.

O empreendimento, vencendo ares nunca dantes navegados, foi arrojado. Feitos de igual valia já tinham sido completados por outros pioneiros da aviação. Mas nunca se fora tão longe no voo científico.

No seu diário de bordo, Sacadura Cabral, descrevendo o momento mais dramático da travessia, deixou claro o verdadeiro móbil dos aeronautas portugueses: se a gasolina acabasse e se vissem forçados a pousar, ao acaso, no meio do oceano, “ficaria por demonstrar aquilo que pretendíamos provar, isto é, que a navegação aérea é susceptível da mesma precisão que a navegação marítima”.

Foi, portanto, uma demonstração científica que os levou a arriscar tudo, incluindo a própria vida, naquele voo entre a Cidade da Praia, em Cabo Verde, e os penedos de S. Pedro e S. Paulo. Aí, após mais de onze horas sem beneficiar de quaisquer referências à superfície, num avião pequeno e demasiado lento, com a gasolina a esgotar-se no tanque, tiveram de descobrir na imensidão do Atlântico um minúsculo penedo com duzentos metros de comprimento.

Os cálculos do imperturbável Gago Coutinho não podiam falhar, sob pena de tudo terminar ingloriamente. Como de costume, não falharam. Feito extraordinário no momento em que a aeronavegação dava os primeiros passos.

Como foi possível? “Nós não fomos heróis” - explicou Gago Coutinho, dando nota da sua proverbial simplicidade – “Usámos de manhas de geógrafos, que se orientam pelo Sol e pelas estrelas”.

Manhas, talvez. Mas o certo é que ninguém antes se lembrara de as usar. Tratava-se, afinal, de inovações científicas. Inovações que permitiram um passo de gigante na história da aviação.

A travessia foi realizada com certeza antecipada quanto ao rumo seguido. A navegação depende do conhecimento exacto da posição em cada momento e da direcção e distância ao ponto de destino. Pois ao longo do caminho, Gago Coutinho e Sacadura Cabral sempre souberam exactamente onde estavam e qual o rumo e a distância até ao objectivo que tinham traçado.

Gago Coutinho serviu-se de um sistema integrado de navegação aérea que criou e aperfeiçoou. Sistema composto pelo famoso sextante de horizonte artificial, a que gostava de chamar astrolábio de precisão.

Sistema que também incluía métodos inéditos de cálculo e de pré-cálculo de tal forma apurados que em três minutos – e isto sem computador e sem calculadora electrónica - permitiam ao navegador Gago Coutinho registar no Diário de Navegação o local preciso onde se encontravam.

Assim dotados, os aviadores chegaram com absoluta precisão ao seu destino. Deste modo, para além da aventura humana assistiu-se a um prodígio científico. O grande pioneiro da aviação, o brasileiro Santos Dumont, bem o disse: “… o raid de Coutinho e Sacadura foi matematicamente realizado”.

O almirante Gago Coutinho era um espírito positivo, racional e matemático. Acreditava no método científico que desenvolveu a tal ponto que nele confiou serenamente a sua vida e a do seu companheiro de viagem.

O homem de ciência que homenageamos ensinou-nos que, para termos confiança em nós, precisamos de saber onde estamos e para onde vamos. Eis a mais profunda lição do eminente engenheiro geógrafo que foi o almirante Gago Coutinho.

Presto homenagem à memória de um grande português.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Prémio para Manoel de Oliveira

 

Prémio para Manoel de Oliveira

photo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeo Artes & Espectáculos
2009-02-11 11:29:05
 
 
 
Manoel de Oliveira foi homenageado em Berlim, na Alemanha.

Um prémio que surge antes da estreia mundial do seu novo filme, Singularidade de uma rapariga loira".
 
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=387253&tema=32

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 10:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Património cultural - Legislação - A presente lei estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural

 

DATA: Sábado, 8 de Setembro de 2001
NÚMERO: 209/01 SÉRIE I-A
EMISSOR: Assembleia da República
DIPLOMA/ACTO: Lei n.º 107/01
SUMÁRIO: Estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural
PÁGINAS DO DR: 5808 a 5829
TEXTO:  

 
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
 
 
TÍTULO I
 
Dos princípios basilares
Artigo 1.º

Objecto 

 

  1. A presente lei estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural, como realidade da maior relevância para a compreensão, permanência e construção da identidade nacional e para a democratização da cultura.
  2. A política do património cultural integra as acções promovidas pelo Estado, pelas Regiões Autónomas, pelas autarquias locais e pela restante Administração Pública, visando assegurar, no território português, a efectivação do direito à cultura e à fruição cultural e a realização dos demais valores e das tarefas e vinculações impostas, neste domínio, pela Constituição e pelo direito internacional.
Artigo 2.º
Conceito e âmbito do património cultural
  1. Para os efeitos da presente lei integram o património cultural todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização.
  2. A língua portuguesa, enquanto fundamento da soberania nacional, é um elemento essencial do património cultural português.
  3. O interesse cultural relevante, designadamente histórico, paleontológico, arqueológico, arquitectónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico, dos bens que integram o património cultural reflectirá valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade.
  4. Integram, igualmente, o património cultural aqueles bens imateriais que constituam parcelas estruturastes da identidade e da memória colectiva portuguesas.
  5. Constituem, ainda, património cultural quaisquer outros bens que como tal sejam considerados por força de convenções internacionais que vinculem o Estado Português, pelo menos para os efeitos nelas previstos.
  6. Integram o património cultural não só o conjunto de bens materiais e imateriais de interesse cultural relevante, mas também, quando for caso disso, os respectivos contextos que, pelo seu valor de testemunho, possuam com aqueles uma relação interpretativa e informativa.
  7. O ensino, a valorização e a defesa da língua portuguesa e das suas variedades regionais no território nacional, bem como a sua difusão internacional, constituem objecto de legislação e políticas próprias.
  8. A cultura tradicional popular ocupa uma posição de relevo na política do Estado e das Regiões Autónomas sobre a protecção e valorização do património cultural e constitui objecto de legislação própria.

     

Artigo 3.º
Tarefa fundamental do Estado
  1. Através da salvaguarda e valorização do património cultural, deve o Estado assegurar a transmissão de uma herança nacional cuja continuidade e enriquecimento unirá as gerações num percurso civilizacional singular.
  2. O Estado protege e valoriza o património cultural como instrumento primacial de realização da dignidade da pessoa humana, objecto de direitos fundamentais, meio ao serviço da democratização da cultura e esteio da independência e da identidade nacionais.
  3. O conhecimento, estudo, protecção, valorização e divulgação do património cultural constituem um dever do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais.

...

 Continua: www.ipa.min-cultura.pt/legis/legis_e_reguls/folder/lei_org_n

Ministério da Cultura

 

Aprovada em 17 de Julho de 2001.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 22 de Agosto de 2001.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 30 de Agosto de 2001.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Jovem português recebe Mão Biónica

 

 

Vila Nova de Gaia

 
 
 
Jovem Português Recebe
 Mão Biónica
 
 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 16:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Vídeo - Historia de Portugal em 7 minutos

 

 

 

Historia de Portugal

em 7 minutos e 17 segundos

 

 

 

turbolento

www.youtube.com/user/turbolento

  

apesar do som não estar as melhores condições

Vale a pena perder 7 minutinhos

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

DN - Veto de Cavaco mata lei do PS sobre voto emigrante

Diário de Notícias

Quarta, 4 de Fevereiro de 2009
Edição Papel

 

 

Veto de Cavaco

mata lei do PS

sobre voto emigrante

 

JOÃO PEDRO HENRIQUES

 

 

Emigrantes. Cavaco Silva devolveu à Assembleia a lei do PS que imporia o voto presencial nas legislativas. Para a aprovar de novo só com dois terços dos deputados. Um resultado impossível por desacordo do PS com o PSD. Resultado: o projecto morreu

Nova aprovação do diploma só com dois terços na AR

Está condenada ao fracasso a tentativa do PS para obrigar os emigrantes a deslocarem-se aos postos diplomáticos portugueses nas eleições legislativas, impedindo-lhes o voto por correspondência.

O projecto de lei, aprovado na Assembleia da República pelo PS (em conjunto com a esquerda parlamentar), foi ontem vetado pelo Presidente da República.

Para o reaprovar no Parlamento ignorando as reservas presidenciais, seriam precisos dois terços dos votos. Só que nem o PSD nem o CDS estão dispostos a isso - muito pelo contrário. Os dois partidos saudaram ontem, elogiando, o veto do Presidente. Tudo aponta, portanto, para que nada de essencial mude na lei. Os emigrantes poderão continuar a votar nas legislativas por correspondência, sem serem obrigados a deslocar-se aos postos diplomáticos portugueses (consulados, embaixadas). Ao contrário do que acontece nas presidenciais, onde só podem votar presencialmente (mas esse voto não estava em causa na lei ontem vetada).

Cavaco Silva vetou a lei argumentando que "iria promover a abstenção eleitoral" visto que "obrigaria milhares de pessoas a percorrerem centenas ou milhares de quilómetros para exercerem um direito fundamental." Segundo acrescentou, "constitui um imperativo nacional combater a abstenção eleitoral e promover a ligação dos cidadãos emigrantes a Portugal".

Cavaco Silva explicitou mesmo um dado "extremamente revelador" de como a abstenção poderia disparar: "A participação dos eleitores residentes no estrangeiro em actos eleitorais é significativamente mais elevada, em cerca do dobro, nas eleições para a Assembleia da República, em que o voto por correspondência é permitido, do que nas eleições para a Presidência da República, em que o voto presencial é obrigatório."

Disse ainda na mensagem enviada à Assembleia da República que impôr o voto presencial nas eleições legislativas equivaleria a "romper [com] uma tradição enraizada há mais de trinta anos".

Admitir-se agora uma mudança da lei só poderia acontecer caso se verificasse "uma de duas situações": "que, ao fim de mais de trinta anos de vigência, o regime a que agora se pretende pôr termo tinha dado azo à prática sistemática de fraudes ou ilícitos eleitorais; ou concluir-se que tal regime, que vigora desde 1976, é contrário aos princípios constitucionais".

No entender do PR não aconteceu nem uma coisa nem outra e daí o veto. Além do mais, existem contradições entre as intenções do projecto-lei (a imposição do voto presencial) e o programa de Governo, na parte em que este preconiza "a introdução do recurso a meios electrónicos de voto".

O PS reagiu ao veto prometendo, através do seu líder parlamentar, Alberto Martins, uma "ponderação e um reexame" ao projecto. António Braga, secretário de Estado das Comunidades, disse que o Governo "se revê" na posição da sua bancada.
 
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:45
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

O Schindler português, salvou 30 mil judeus desobedecendo à regra salazarista

 

Correio da Manhã

01 Fevereiro 2009 - 00h30

 

Aristides de Sousa Mendes

 

João Correa e Francisco Manso vão filmar vida de Aristides de Sousa Mendes (na foto), que desobedeceu a Salazar e salvou milhares dos campos de concentração nazis

 

João Correa e Francisco Manso vão filmar vida de

Aristides de Sousa Mendes (na foto),

que desobedeceu a Salazar

e salvou milhares dos campos de concentração nazis

 

 

 

Filme
Aristides de Sousa Mendes em biografia ficcionada
 
Cônsul heróico vai chegar ao cinema
 

Chamam-lhe o Schindler português, pois salvou 30 mil judeus desobedecendo à regra salazarista de não serem passados Vistos a refugiados, e ficou no terceiro lugar do concurso da RTP que elegeu ‘Os Grandes Portugueses’. Foi a "surpresa total" para José Mazeda, produtor de ‘O Cônsul de Bordéus’, filme que Francisco Manso e João Correa vão rodar a partir de 28 de Abril.

"Não imaginava que tanta gente conhecesse Aristides de Sousa Mendes", espanta-se o produtor, que ainda não escolheu o actor que interpretará o herói que resgatou tantas vidas ao Holocausto. "Será uma biografia ficcionada, com romance", diz Mazeda, já em negociações para levar a película além-fronteiras.

 

"À primeira vista, ele era um aristocrata, monárquico e progressista e só mais tarde percebi que esta primeira ideia derivava da má propaganda que se fez contra ele durante anos", conta João Correa, cineasta português radicado em Bruxelas há 46 anos, que desde há dez investiga a vida de Sousa Mendes. Hoje, mais do que um herói, Aristides é, para Correa, "um homem profundamente português nas qualidades".
 
Qualidades que encantaram também o primo Francisco Manso, co-realizador da produção de cerca de três milhões de euros da Take 2000. "Ele teve a coragem de pensar por si próprio e teve uma dose de humanidade do tamanho do Mundo", lembra o realizador.
 
Com apoios do Instituto do Cinema e Audiovisual, RTP e Instituto de Cinema e Artes Audiovisuais de Espanha – segundo o produtor, "o primeiro filme nacional com apoio espanhol" –, é uma co-produção portuguesa, espanhola e belga, estando em negociações a parceria com o Brasil.
 
A rodagem passa por Bordéus, França – centro dos acontecimentos de 1940, na II Guerra Mundial –, Norte de Portugal, Lisboa e Brasil (Manaus). ‘O Cônsul de Bordéus’ estreia até ao fim do ano.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Portugal - Que Misão! (Eurico Ribeiro)

 

 

 

Eurico Ribeiro

March 20th, 2008

www.grifo.com.pt/index.php
 
 
 
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos.
 
Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.
 
Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.
 
É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação… emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.
 
Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é UE, tem sido uma falácia traduzindo-se na pratica, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa, com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões. As regiões advêm do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes, que desta feita irão imergir, lutando na defesa da comunidade pela sua autodeterminação cuja força é agora possível face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo. Mais, a livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico, irá provocar a médio prazo a miscigenação dos povos com a perda de identidade e o empobrecimento regional ao nível do valor humano.
 
Neste aspecto é relevante a unidade do povo português continental e insular, de modo a que as fronteiras do berço da portugalidade se mantenham inalteráveis em todo o processo que se venha a desenhar. É necessário que se tomem medidas de manutenção e fixação dos melhores indivíduos, na prestação de serviços à sua comunidade, bem como políticas culturais baseadas na história e na missão Portuguesa, a fim da tradição ser de tal modo demolidora que quem decidir ficar entre nós, terá não só de aprender o português, como ter acesso aos nossos costumes e respeitar os nossos valores, tal como acontece nos países nórdicos. Essa unidade só será possível através de um líder natural que se torne o símbolo de união, relembrando a nossa história, projectando-a no futuro.
 
O povo português sofre de atavismos próprios de quem já foi grande… a queda no abismo leva à melancolia e à depressão, esse saudosismo que o Pessoa refere como sendo do Futuro, reflexo de um passado incompleto! O nosso Fado…
 
Contrariamente ao que é referido, o povo Português não é ingovernável (e quando assim se torna, emerge o princípio paradigmático de auto-preservação e de auto-regulação, subjacente a uma sabedoria ancestral de egrégora que funciona como um subconsciente colectivo, tal como o cardume que se movimenta quase por instinto face a um perigo externo), nem se pode dizer que não se pode esperar muito dele! Há um dizer em Sintra que expressa: “Nascer em Portugal ou por missão ou por castigo!” É um facto que o povo Português não nasceu para cumprir as regras dos outros, mas para “andar à frente do mundo”, para dar “novos mundos ao mundo”. Dêem uma missão impossível ao Português e ele é eficiente, dêem-lhe uma rotina e ele desinteressa-se e torna-se improdutivo. Gostaria de pedir aos governantes e gestores para que conheçam o povo que governam ou os trabalhadores que dirigem antes de implantarem as técnicas e métodos desenvolvidos noutros quadrantes pelos gurus da moda, que se têm mostrado ser comprovadamente ineficazes quando aplicados a um povo sobranceiro e milenar como o nosso! E não é com repressão ou pela força que se tira o melhor de cada um – medidas aliás que têm conduzido sempre a convulsões revolucionárias, como que se de um tumor maligno o povo se quisesse ver livre. Tira-se partido deste povo conhecendo e potenciando tão-somente a corda sensível que o projecta e o transcende. Tal foi a capacidade estratégica de São Bernardo de Claraval, levada a cabo pela Ordem do Templo, única potência estratégica que soube como nenhuma outra, levar o povo Português às suas reais potencialidades.
 
É certo que o português gosta de conhecer as novidades porque se posiciona numa perspectiva de descoberta, porque é um povo aberto para o mundo: é filho da original casta Lusitana, mas também do celta, do fenício, do árabe, do judeu e do cristão! É aberto às novidades, mas odeia ser obrigado a viver pelas regras dos outros, porque criou a sua própria paidéia triplamente transmitida pela terra onde nasce, pelos genes dos seus antepassados e pela oralidade dos poetas. O português tem tanto de Vasco da Gama, quanto de D. Henrique quanto de Velho do Restelo. E todos são úteis: o aventureiro que quer dar novos mundos ao mundo, o sonhador e estratega que concebe e planeia, e o ponderado que embora refractário e reactivo o faz por defesa da sua terra natal. No entanto sendo constituídos conceptualmente pelos três, tornamo-nos seres inquietos, pelo paradoxo de que somos reflexo.
 
O português sendo aventureiro e missionário, não pode ser materialista no seu espírito, porque o risco de uma epopeia ou missão, implica o desapego completo, com o limite da sua própria vida! O espírito de desapego do português é tal que nas épocas de governação estrangeirada, desconhecendo a sua ancestral missão ligada à do país onde nasceu, o leva a raiar a traição, tal se encontra motivado a ser um cidadão do mundo. Desse mal padecem as classes governativas e intelectuais infectadas pelo jacobinismo, pelo positivismo da revolução francesa de 1800 cuja continuidade atravessou dois séculos até ao europeísmo actual.
 
Do “ser português original” excluo obviamente o indivíduo mesquinho e de visão curta, que se alimenta da corrupção, porque parasitas os há em todos os quadrantes e latitudes e não respeitam nenhuma terra que pisam. Excluo o novo-rico com as suas manias e preconceitos que o manterá para sempre tão pobre e desligado interiormente como nasceu. Tem vergonha da sua condição, projectando a sua inferioridade no povo de que faz parte, mas que não reconhece. Refiro-me sim aqui ao português de alma e coração: desde o inovador cosmopolita, mas conhecedor da sua missão, ao português profundo enraizado na terra dos seus antepassados, o indivíduo estreitamente ligado à terra, ao ser autêntico, rude de mãos e caras fendidas temperado pelo sofrimento, pelas alegrias e pelos elementos, mas com um conhecimento empírico tal, que muitas vezes mancha o manto sobranceiro do académico.
 
O Português é um Homem livre, preparado para a incógnita, para o desconhecido que o empolga, que o agiganta e que em suma o liberta, não para a rotina, para o conhecido, para as regras dos outros que o aprisionam, o asfixiam e o condenam a uma morte lenta… A sua reacção no presente é claramente de renúncia às regras impostas, ao sentimento de saudosismo, na esperança de ver renascida das cinzas, projectada no futuro a missão vanguardista de quinhentos que foi somente sua.
 
Deste modo, Portugal reúne todas as possibilidades de cumprir a profecia do Quinto Império: estamos a entrar numa nova Era, que levará a sociedade à imaterialidade. Este aspecto já é vislumbrado por variadíssimos indícios, se podem resumir em dois paradigmas, um respeitante ao Homem (lembro aqui da 3ª vaga de Alvin Tofler…), e outro ao meio em que vive – o Ecossistema.
 
No primeiro vem-me à memória a sucessão dos sectores de actividade que nos acompanham desde os primórdios do homem sobre a Terra: o sector primário com a caça, pesca e agricultura que é já uma actividade de transição ao sector secundário que aparece mecanizado nos finais do século XIX com a revolução industrial. O sector secundário é uma actividade de transformação efectiva da natureza, cuja necessidade proveio inicialmente da conservação dos produtos perecíveis do sector primário e da criação de novas ferramentas e utensílios auxiliares à actividade do Homem. O sector terciário aparece na segunda metade do século XX que se destina aos serviços, sendo alavancado pelos sectores anteriores, os quais transitam de uma produção alicerçada nos produtos a uma aproximação cada vez maior às necessidades de mercado dos indivíduos. Actualmente vivemos no sector quaternário que se caracteriza pela Era das tecnologias da informação e conteúdos, que cumprem as necessidades de uma sociedade global. Do futuro espera-se que isto venha a suceder na Era quinquenária do “Wellfare” ou do bem-estar. Os impérios da história acompanharam todos estes sectores, e impuseram paradigmaticamente a mudança.
 
As organizações seguiram esta tendência, tendo actualmente o primado das marcas, das ideias, dos conteúdos e da informação. Substituiu-se a materialidade empresarial centrada no produto e nas organizações rígidas do tipo familiar ou estatal, cujos activos (corpo material) se vêem disseminados por um conjunto indefinido de novos donos, accionistas. A personalidade e identidade, em suma a alma destas organizações, reside agora só e apenas na marca, cuja mobilidade é tal que pode mudar de corpo, e de donos.
 
A Internet tem substituído a materialidade dos livros, das bibliotecas, dos suportes multimédia e as empresas. Grande parte do trabalho é hoje executado em suportes imateriais, cada vez mais o trabalho do homem reside nas ideias, na criatividade e na mudança, mais balanceado para o pensar e menos para o fazer…
 
No segundo paradigma, o do Ecossistema, tem-se verificado e propagado aos quatro ventos que os três primeiros sectores de actividade, são extremamente lesivos ao equilíbrio dos recursos naturais, daí que a actividade económica tenha de transitar rapidamente ao plano das ideias e da alta finança, saindo do âmbito do plano físico. Desde que se articulem estratégias sustentáveis de manutenção das necessidades básicas de subsistência das sociedades, a actividade ou o negócio do Homem transitará para o mundo criativo das ideias, suportado através de meios virtuais, que colidam o mínimo possível com o ecossistema.
 
Deste modo, a harmonização dos dois paradigmas prevêem a salvaguarda do equilíbrio Natural e a sustentabilidade das Sociedades do Homem que, sem as obsessões actuais, se tornam num cumprimento absoluto das Leis do Equilíbrio – ou Leis Divinas. Devo contudo referir, que mais nefasta que a poluição física dos ecossistemas, é a poluição mental dos Homens, ou melhor a falta de Amor Incondicional, do Amor Verdadeiro que é a única Força agregadora e criativa do Universo.
 
Contudo, penso que a real defesa da nossa identidade terá de passar, nesta conjuntura em que se perfila uma amálgama miscigenada de povos, pelo pragmatismo, seguindo o caminho possível. Vejo a aposta na indústria do turismo, a possibilidade de salvaguardar os locais patrimoniais de referência, da nossa história, bem como os usos e costumes. O turismo de habitação pode alavancar o redescobrimento das aldeias históricas e das vilas acasteladas, da agricultura biológica (com as práticas de subsistência ancestrais) e esta da nossa restauração típica e tradicional, bem como dos produtos regionais demarcados com embalagens biodegradáveis. A indústria já não faz sentido porque é onerosa e extremamente poluente, em especial como vimos, numa época paradigmática das tecnologias de informação, que tende a evoluir para o “Wellfare”, mas a agricultura biológica, apesar de ser do primeiro sector, fará sempre parte do futuro (quanto mais não seja pela necessidade básica) caso seja sustentável e não lesiva ao ecossistema, tal como eram os métodos tradicionais utilizados pelos nossos antepassados. Penso deste modo que o caminho de defesa da nossa identidade poderá ser perfeitamente consubstanciado com os paradigmas da sucessão dos sectores de actividade que vimos atrás em harmonia com o ecossistema.
 
«Considerem agora os Portugueses, e leiam tudo o que daqui por diante formos escrevendo com este pressuposto e importantíssima advertência: que, se alguma cousa lhes poderia retardar o cumprimento destas promessas, seria só o esquecimento ou desconhecimento do soberano Autor delas, quando por nossa desgraça fôssemos tão injuriosamente ingratos a Deus, que ou referíssemos os benefícios passados, ou esperássemos os futuros de outra mão que a sua.
 
Prometeu Deus de livrar os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, como tinha jurado aos seus maiores, e de os levar e meter de posse da terra da Promissão; (…) se buscarmos no Texto Sagrado as causas deste desvio e dilação (a qual durou quarenta anos inteiros, sendo a distancia do caminho breve, e que se podia vencer em poucos dias) acharemos que foram, três. Agora nos servem as duas, depois diremos a terceira. A primeira causa foi atribuírem a liberdade do cativeiro a Moisés; (…) A segunda, e ainda mais ignorante (sobre ímpia e blasfema), foi atribuírem a mesma liberdade ao ídolo que de seu ouro tinham fundido no deserto. (…) Basta, povo descortês, ingrato e blasfemo! Que Moisés e o vosso ídolo foram os que vos livraram do cativeiro do Egipto?! (…)
 
Mas antes que passemos às outras utilidades, que ficarão para os capítulos seguintes, justo será que fechemos este com a terceira causa do castigo que ponderávamos, a qual refere o Texto Sagrado no cap. XIV dos Números, e pode ser de grande exemplo para outra casta de gente, que são os que a Escritura chama filhos da desconfiança.»

Padre António Vieira em História do Futuro, Cap. II Vol. I
 
Voltando a Portugal, e segundo o P. António Vieira, três aspectos podem impedir que a profecia se cumpra: destruição da concepção do Princípio Divino, anulação do ideal da aristocracia natural e perda de fé do indivíduo em sim mesmo.
No primeiro pode haver o risco das novas gerações perderem a noção da dependência das Leis Naturais (Lex Natura), pela ignorância ou pela arrogância. O falso conhecimento pode levar ao caminho divergente da verdadeira Luz com adoração a falsos profetas e deuses menores da ciência, da política, da finança e dos “media”.
 
Na segunda, a criação e adoração de “bezerros de ouro”: os bens materiais que conduzem ao hedonismo numa sociedade virada somente para o prazer e futilidade. A procura do ter, mais e melhor do que o outro, a ostentação de sinais externos de riqueza, o sentimento de que a sociedade do Homem tem ferramentas prontas a resolver todos os problemas e o autismo com que os privilegiados encaram a sua vida e viram a cara à miséria dos excluídos, sem direitos aos frutos da prosperidade.
 
Na terceira, o eterno recalcamento depressivo a que o português é sujeito desde a infância, levando-o ao complexo de inferioridade pelo nascimento, a desacreditar em si próprio, a pensar que é menos capaz que todos os outros, que é atrasado e que nunca chegará à linha dos povos da frente. O sentimento desde o berço de que nasceu num país pobre e pequeno, e que é filho de um povo atrasado e medíocre. Bombardeado pelos “media”, passando pelo estabelecimento de ensino, à empresa onde trabalha e às conversas de circunstancia, não lhe é permitido que o seu espírito germine e que erga a cabeça. Para isso tem de imigrar, para um sítio onde não seja identificado e anatematizado por ser tão só Português!
 
Para que Portugal possa liderar, por direito próprio, num futuro próximo, o avanço da Humanidade como o fez desde o século XII ao XVI, terá que saber transmutar os agentes internos que se mantêm presos a ideologias e interesses que o aprisionam nestes três aspectos.
 
No primeiro, penso que terá de se mudar o paradigma, criando em todo o português um ideal superior, místico, uma missão, um leitmotiv, uma Paidéia segundo Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, António Quadros bem como muitos outros! Terá de seguir uma estratégia de vida que obedeça às Leis Naturais ou Divinas.
 
Na segunda, a educação não para a igualdade castradora, taylorista, mas para a natural separação de indivíduos por capacidades e potencialidades, de tal forma que os que se encontram à frente se tornem nos ideais a projectar nos que estão mais a trás, pelo abnegável exemplo, pelos princípios e em suma pelo valor e não pela falsa imagem que leva os indivíduos das classes inferiores a questionarem os das classes mais privilegiadas. Temos de colocar líderes naturais, equilibrados pela ética natural e pela mais valia técnica e humana, a fim de servirem de força de tracção a toda a sociedade.
 
Na terceira, perceber e mostrar que o povo Português é naturalmente superior ou igual aos outros povos e se não se consegue avançar pelo caminho dos outros é porque ele não nasceu para o fazer, como já referi. Ele nasceu para criar os seus próprios caminhos para lá do impossível, tornando-se no vanguardista, no descobridor, no navegador que dá novos mundos ao mundo!
 
O povo Português, para sobreviver como identidade própria, tem de conhecer exactamente a sua história e perceber sem reactividades nem vinganças, de que a sua raça, a “milenar raça portuguesa” foi condenada desde 1535 à lenta extinção, pela ignorância, castração e amnésia. Paradoxalmente, todos esses movimentos têm, ao contrário do que se possa pensar, tido início dentro da nossa casa. A crise que levou à 1ª união ibérica de 1580 a 1640 e ao império dos Habsburgo, não foi provocada por nenhuma invasão, nem devido ao facto muitas vezes adiantado pelos nossos historiadores ou de idiossincrasias políticas, de que não havia pretendentes ao trono vago, após a morte de D. Sebastião, rei que afinal morre encarcerado nos Limoges em França! A decisão foi consentida pelos iberistas da época, que aproveitando-se da crise política, emergiram o país numa crise financeira a fim de justificarem ao povo a união com Espanha. Desta feita preferiam o rei Filipe II de Espanha (futuro Filipe I de Portugal) a D. António I, neto de D. Manuel I ou a D. Catarina da Casa de Bragança, cujo neto D. João II futuro El Rei D. João IV viria curiosamente a restaurar a independência. Mais, todos os inícios dinásticos das Reais Casas portuguesas se deram através de filhos ilegítimos: na Casa de Borgonha, suspeitando-se que D. Afonso Henriques possa ter sido filho de D. Egas Moniz perfilhado pelo Conde D. Henrique por incapacidade física do filho natural, a Casa de Avis aparece com D. João I, filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, e por sua vez a Casa de Bragança com o 1º Duque Afonso filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pereira. Desta feita qualquer argumentação sobre a legitimidade das sucessões, cai por terra, num país que desde o início em 1149 até 1910 teve uma monarquia muito própria, cuja sucessão era baseada não só com base na hereditariedade, mas no princípio da aclamação popular e das cortes.
 
Assim, a destruição da nossa paidéia por dentro, por uma classe de portugueses “sem berço”, foi consumada através da Espanha que trouxe com ela a Igreja e a Inquisição, pela França de Napoleão que trouxe o racionalismo castrador, pela Inglaterra que se tentou aproveitar do estatuado da “Oldest Ally” e da circunstância da ingovernabilidade do país no período que se seguiu, a consanguinidade e miscigenação estratégica das casas reais europeias que toldaram a nossa missão, enfraquecendo e condenando posteriormente os Braganças (Casa Real periférica e com perigo de afirmação contrária aos interesses europeus que levaram aos dois grandes conflitos mundiais), as forças ocultas e destabilizadoras por detrás da 1ª República – movimento que não reflectia os desejos do povo português na sua maioria alheio a tudo isso, os poderes mundiais materializados pelos EUA e URSS na instabilidade forçada que levou à independência antes do tempo das nossas colónias e finalmente a CEE/CE/UE com o perigo que mais uma vez se avizinha da dissolução total da identidade e independência de um povo milenar. É preciso saber que em todas as épocas de perda de soberania da nossa história, esse processo foi sempre levado a cabo por dentro.
 
Atrevo-me a pensar que as forças destruturantes que se acercaram do nosso país desde 1535, se deveram ao facto da missão portuguesa se encontrar muito à frente da capacidade e mentalidade do mundo nessa época e oposto ao materialismo que se desenvolve alguns séculos depois. Era necessário travar os Portugueses, era necessário que depois de D. Manuel I (que apercebendo-se do fim, se apressa a registar para épocas mais propícias a missão portuguesa nos sólidos livros de pedra do manuelino), a missão nunca mais fosse restaurada, era necessário matá-la de vez, impedindo que D. Sebastião regressasse a casa… Era necessário em suma que o projecto Templário planeado pelo visionário São Bernardo de Claraval – o Porto do Graal – soçobrasse de vez!
 
Deste modo, é de todo necessário que as condições mundiais se deteriorem de tal modo que Portugal volte a ser o centro do mundo material, porque se encontra no centro do “mapa mundi” (posição logística estratégica) e em esperança espiritual, porque é o único país verdadeiramente universalista reflectido no seu povo amistoso e nas armas da sua bandeira.
 
Para isso teremos de estar preparados, para essa eventualidade: essa é a nossa missão! Esse deveria começar a ser o leitmotiv político dos futuros líderes nacionais.
 
 
Ver Post:
bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/27137.html
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa
Pensamento do Momento
 
 

 

PORTUGAL
 
Que Missão!
Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|
Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Poema - António Aleixo

 

 

Os Vendilhões do Templo

 

Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.


António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 13:00
Acesso ao Link do post | COMENTE ESTE POST OU SOBRE ESTE TEMA... | Adicionar aos favoritos
|

Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

------------------------------

Deixe a Sua Sugestão...Opinião...Mensagem... ! :-)

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

ENVIE AS SUAS SUGESTÕES: Bomsensoamiguinhos@sapo.pt

GEOGLOBO

PENSAMENTO DO MOMENTO Anilady

Mercados Financeiros: Esp...

Pensamento - Investir na ...

Foi com Surpresa e Enorme...

Bomsenso - Crise Naciona...

O que é a Ética?

Bomsenso - Ética e Mentir...

Bomsenso - GUERRA - GAZA ...

Bomsenso - Dívida Externa...

TAGS

portugal(252)

actualidade(125)

2010(105)

crise(93)

2009(71)

crise económica(66)

pensamento(65)

economia(61)

portugueses(60)

vídeo(54)

cultura(53)

lisboa(52)

história(50)

crise financeira(49)

ciência(48)

2011(46)

videos(44)

portugal-bem(43)

português(43)

presidente da república(43)

conhecer portugal(40)

provérbio(40)

política(38)

actualidade política(37)

citações(37)

pensamentos(37)

cavaco silva(36)

interesse geral(33)

cavaco(31)

viajar cá dentro(31)

património(30)

turismo(30)

saúde(28)

democracia(27)

conhecimento(26)

foto(26)

frases(26)

música(26)

politicos(26)

recessão(26)

viagens(22)

desemprego(21)

estado da nação(21)

europa(21)

frase(21)

tourist(21)

25 de abril(20)

ética(20)

global(20)

investigação(20)

presidente(20)

arte(19)

obama(19)

actualidade económica(18)

fotos(18)

lisbon(18)

poesia(18)

portuguesa(18)

sociedade(18)

conduta(17)

eua(17)

finanças(17)

histórico(17)

neve(17)

poema(17)

porto(17)

portugueses em destaque(17)

revolução(17)

sismo(17)

ue(17)

barack obama(16)

crise politica(16)

frio(16)

cravos(15)

economia real(15)

educação(15)

escritor(15)

história de portugal(15)

movimento(15)

opinião(15)

revolução dos cravos(15)

terramoto(15)

1974(14)

imprensa(14)

militares(14)

photos(14)

poeta(14)

vermelhos(14)

bomsensoamiguinhos(13)

crianças(13)

défice(13)

desconfiança(13)

eleições(13)

forças armadas(13)

mapa(13)

cinema(12)

guerra(12)

museu(12)

otelo saraiva carvalho(12)

photo(12)

todas as tags

PESQUISAR NO BLOG:

 

Visitas desde 17-12-2008

Facebook

Auxiliar Memória Do Mundo

Cria o teu cartão de visita
    follow me on Twitter
    blogs SAPO
    RSS