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29
Jul10

Mohamed Azzim - Impérios e multinacionais desenvolvem-se de forma semelhante

bomsensoamiguinhos

 

2010-07-26

Professor do ISCTE distinguido por estudo sobre multinacionais

Mohamed Azzim recebe prémio Emerald por artigo que compara empresas a impérios

 

Mohamed Azzim é professor no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa)

 

Mohamed Azzim é professor no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa)

 

 

Impérios e multinacionais desenvolvem-se de forma semelhante e apoiam-se fortemente na superioridade dos seus conhecimentos. Este foi o ponto de partida da investigação de Mohamed Azzim, que mereceu um prémio Emerald, atribuído aos artigos mais influentes em economia e gestão.

O trabalho do professor do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), desenvolvido na Universidade de Harvard em parceria com Mark Casson e Peter Buckley, compara os impérios com as empresas multinacionais que exploram os seus conhecimentos para obter vantagens e apropriar-se de territórios ocupados por terceiros.

 

O estudo, explicou à Lusa Mohamed Azzim, debruçou-se sobre a teoria da internalização - que constitui o paradigma dominante de análise das multinacionais - tornando-a mais abrangente.

O artigo «Extending internalisation theory: From the multinational enterprise to the knowledge-based empire» recupera os princípios da teoria da internalização para explicar a existência e declínio dos impérios.

“A base de partida é que evoluem da mesma forma, embora não se possam aplicar todos os princípios da economia clássica porque enquanto as empresas desenvolvem a sua actividade num contexto de mercado organizado, os impérios fazem-no num contexto não organizado. Há guerras para se apropriarem de territórios no exterior e controlá-los.

Os investigadores consideram que o factor decisivo para o sucesso dos impérios é o conhecimento civil e militar, enquanto o declínio surge quando o investimento no desenvolvimento destes conhecimentos fica abaixo do que seria necessário.

As conclusões são suportadas pela análise das causas de ascensão e declínio em 14 impérios, incluindo o português. Neste caso, são apontados como factores de crescimento as capacidades de navegação e construção de navios, a tecnologia de minas e o patrocínio real, enquanto o fraco investimento na defesa e a dimensão do país são considerados factores de declínio.

 

 

 

Azzim analisou as causas de ascensão e declínio em 14 impérios, incluindo o português

 

 

A obsolescência do conhecimento é associada ao declínio e queda dos impérios, seja porque o conhecimento se mantém actual, mas a superioridade é anulada (surgindo imitações, por exemplo), seja porque surgem novos conhecimentos que tornam os anteriores obsoletos.

 

“A queda dos impérios tem sido uma constante ao longo do tempo”, salientou Mohamed Azzim, acrescentando que“normalmente há um conjunto de factores que confluem e que levam à cegueira dos próprios impérios quanto as suas fragilidades”. E isso também acontece às empresas.

 

Apesar de ter sido desenvolvida por economista, a teoria “acaba por ser útil para historiadores, geógrafos e académicos de várias áreas”, considerou o professor do ISCTE.

As aplicações podem estender-se à análise do desenvolvimento dos impérios corporativos, adaptando alguns dos conceitos, já que as multinacionais corporate desenvolvem “actividade num mercado onde existem leis”.

O trabalho de Mohamed Azzim foi publicado na International Business Review e escolhido pela editora científica especializada Emerald entre mais de 15 mil artigos de economia e gestão. Todos os anos, a Emerald seleciona os 50 artigos considerados mais influentes aos quais atribui prémios de citação de excelência.

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