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07
Fev09

Projecto tampinhas multado pelo Ministério do Ambiente

bomsensoamiguinhos

SOL

Sábado, 7 Fevereiro 2009  

 

Santarém
 
Projecto tampinhas multado pelo Ministério do Ambiente
 
Por Sónia Graça
 
João Vilagelim e dois amigos conseguiram recolher, em três anos, mais de 15 toneladas de tampas de plástico que valeram cadeiras de rodas e material ortopédico a muitos deficientes carenciados de Santarém. Mas acabaram por ser multados pelo Ministério do Ambiente

 

 
Em Maio do ano passado, uma denúncia pôs os fiscais no rasto de um pequeno terreno onde se amontoavam cerca de cinco toneladas de tampas (as outras 10 estavam armazenadas em garagens) e também cabos eléctricos. Esta infracção pode custar entre 1.500 e 3.740 euros à proprietária do terreno, Celeste Bento, por causa de resíduos no solo sem licença.
 
 
Apanhado de surpresa, João Vilagelim garante não saber que estava a desrespeitar a lei: «A certa altura, o material já não cabia na garagem e tivemos de recorrer ao ‘quintal’. Era uma espécie de secção de triagem».
 
 
Desde que a equipa recebeu a notificação e o auto, em Julho, suspendeu a recolha e tem vindo a desocupar o espaço. «Só lamento ter ‘empurrado’ os meus amigos para este problema».
 
 
Entretanto, não tiveram mais notícias do processo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa informou o SOL que o mesmo «aguarda uma decisão», não tendo sido ainda definido o valor da coima.

Espírito de coleccionador
 
Aos 44 anos, este coleccionador de selos, de moedas e de carros, «pouco agarrado ao dinheiro», soma dois anos de desemprego e uma história de voluntariado que começou em finais de 2005, quando foi interpelado por uma deficiente motora de Salvaterra de Magos que precisava de uma cadeira de rodas mais sofisticada.
 
 
Animado pela campanha nacional da Associação Tampa Amiga – fundada por uma enfermeira do Hospital Garcia de Orta –, João convenceu dois amigos e conseguiram juntar uma tonelada e meia de tampas, entregues depois à Resitejo, empresa de gestão e tratamento de lixos do Médio Tejo.
 
 
Nessa altura, teve o apoio da Sociedade Filarmónica União Samorense, em Samora Correia – que assegurou uma carrinha e todas despesas de deslocação a vários pontos da zona.
Estava lançada a semente. «Foi um efeito de bola de neve. Até as escolas nos contactavam», conta, orgulhoso. Os peditórios aumentavam e o monte de tampas também. Em 2006, o próprio Governo Civil de Santarém juntou-se à iniciativa e passou a fazer a gestão do processo, desde a encomenda do material à entrega final.
 
 
Em dois anos, foram recolhidas 75 mil toneladas em todo o distrito – convertidas em quase 50 mil euros para cadeiras e equipamentos ortopédicos doados a pessoas e instituições.
João não conhece a maior parte dos beneficiários, mas sabe de cor quanto valeu o esforço de três anos: garantiu 15 mil toneladas, cerca de um quinto de toda a colheita. «Chegaram pedidos de todo o país. As pessoas contactavam-me por telemóvel», diz o voluntário.
 
 
Ultimamente já numa carrinha alugada, «praticamente por conta própria», os três amigos percorreram vários concelhos de Santarém à procura de tampinhas. De todos os tamanhos, cores e feitios, tudo era aproveitado, até o plástico de cabos de comunicação. Depois de recolhido, o material era seleccionado antes de seguir para a Resitejo e depois para a Sociedade Ponto Verde.
 
 
Nem os recentes distúrbios de saúde parecem desencorajar o voluntário – com currículo em contabilidade antes de cair no desemprego. «Voltaria a fazer tudo, desta ou de outra forma. O que me motiva é o associativismo, mobilizar as pessoas».
 
Afinal, remata, «o mais importante é ser útil». Casado e com duas filhas, a mulher tem sido a retaguarda de João: «Sabe que sou meio inconsciente e às vezes lembra-me que há contas por pagar».
 

 

 

 

 

 

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