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Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

03
Jan09

Sociedade - Desemprego

bomsensoamiguinhos

SOL

sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx

 
Trabalho
 
Maior corrida de sempre aos centros de emprego
 
Por Luís Reis Ribeiro
 
Os centros do Ministério do Trabalho receberam mais de 600 mil inscrições de desempregados em 2008, mais 12% do que em 2007.
 
É o valor mais alto de sempre e reflecte o agravamento da crise.
 
Fim de contratos a prazo e despedimento são as principais razões

 

Mais de 50 mil inscrições de desempregados por mês, um total superior a 600 mil casos em 2008: os centros de emprego do Ministério do Trabalho receberam, no ano que terminou, o maior número de sempre de pedidos de apoio (procura de trabalho e de formação, pedidos de subsídio de desemprego), sinal do agravamento veloz de uma crise que deverá assumir proporções ainda mais graves em 2009, referem os principais observadores.

 

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) terá recebido, em 2008, uma média de 50 mil pedidos de desempregados por mês. Principais motivos: a precariedade do contrato e o despedimento. As novas regras (mais exigentes) do subsídio de desemprego,  em vigor desde início de 2007, contribuíram para o acréscimo homólogo, pois reduziram o fluxo de desempregados em 2007. Mas, comparando com 2006, antes das novas regras surtirem efeito, o desemprego já está a subir de forma significativa.
 

 

01
Jan09

Portugal - Presidente da República - Mensagem de Ano Novo do Presidente da República

bomsensoamiguinhos

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República

 

 

 

 

 

www.presidencia.pt/

 

Boa Noite,
 
No início deste novo ano, dirijo a todos os Portugueses, onde quer que estejam, uma saudação calorosa e os melhores votos para 2009.
 
Quero começar por dirigir uma palavra especial de solidariedade a todos os que se encontram em situações particularmente difíceis, porque sofreram uma redução inesperada dos seus rendimentos.
 
A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo desânimo.
 
O mesmo digo aos jovens que, tendo terminado os seus estudos, vivem a angústia de não conseguirem um primeiro emprego: acreditem nas vossas capacidades, não percam a vontade de vencer.
 
Quero também lembrar dois outros grupos da nossa sociedade que são frequentemente esquecidos e que vivem tempos difíceis.
 
Os pequenos comerciantes, que travam uma luta diária pela sobrevivência. O pequeno comércio deve merecer uma atenção especial porque constitui a única base de rendimento de muitas famílias.
 
Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção.
 
Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.
 
O mundo rural faz parte das raízes da nossa identidade colectiva. A sua preservação é fundamental para travar o despovoamento do interior e para garantir a coesão territorial do País.

Portugueses,
Não devo esconder que 2009 vai ser um ano muito difícil.
Receio o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.
Devo falar verdade.
 
A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes.
 
É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca.
 
A crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias.
 
A crise chegou quando Portugal regista oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus.
Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.
 
Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos.
 
Para quem ainda tivesse dúvidas, a crise financeira encarregou-se de desfazê-las.
Como é sabido, quando a possibilidade de endividamento de um País se esgota, só resta a venda dos bens e das empresas nacionais aos estrangeiros.
 
Os portugueses devem também estar conscientes de que dependemos muito das relações económicas com o exterior.
 
Não são apenas as exportações e as importações de bens.
 
São as remessas dos nossos emigrantes, o turismo, os apoios da União Europeia, o investimento estrangeiro, os empréstimos externos que Portugal tem de contrair anualmente.
 
Para tudo isto, é importante a credibilidade que merece a nossa política interna, as perspectivas futuras do País, a confiança que o exterior tem em nós.
 
Devemos, por isso, ser exigentes e rigorosos connosco próprios, cuidar da imagem do País que projectamos no mundo.
 
Caso contrário, tudo será mais difícil.
 
Não escondo a verdade da situação difícil em que o País se encontra.
 
Mas também não escondo a minha firme e profunda convicção de que há um caminho para Portugal sair da quase estagnação económica em que tem estado mergulhado.
 
O caminho é estreito, mas existe. E está ao nosso alcance.
 
Para ele tenho insistentemente chamado a atenção.
 
O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas a nível internacional e o investimento nos sectores vocacionados para a exportação têm de ser uma prioridade estratégica da política nacional.
 
Sem isso, é pura ilusão imaginar que haverá verdadeiro progresso económico e social, criação duradoura de emprego e melhoria do poder de compra dos salários.
 
Sem isso, não conseguiremos pôr fim ao crescimento explosivo da dívida externa.
 
As ilusões pagam-se caras.
 
Por outro lado, temos de reduzir a ineficiência e a dependência do exterior em matéria de energia.
 
Assim como temos de alterar a estrutura da produção nacional, no sentido de mais qualidade, inovação e conteúdo tecnológico.
 
Os dinheiros públicos têm de ser utilizados com rigor e eficiência.
 
Há que prestar uma atenção acrescida à relação custo-benefício dos serviços e investimentos públicos.
 
Para que o nosso futuro seja melhor, para que os nossos filhos e netos não recebam uma herança demasiado pesada, exige-se a todos trabalho e determinação, sentido de responsabilidade, ponderação nas decisões e prudência nas escolhas.
 
Há que enfrentar as dificuldades do presente com visão de futuro, olhando para além do ano de 2009.

Portugueses,
Conheço os desafios que Portugal enfrenta e quero contribuir para a construção de um futuro melhor.
 
Tenho percorrido o País e contactado directamente com as pessoas.
 
Tenho procurado mobilizar os portugueses, apelando à união de esforços, incutindo confiança e vontade de vencer, apontando caminhos e oportunidades que sempre existem em tempo de crise.
 
Tenho insistido na atenção especial que deve ser prestada aos cidadãos mais atingidos pelo abrandamento da actividade económica.
 
Tenho apelado ao espírito de entreajuda em relação aos mais desfavorecidos.
 
Aos Portugueses, pede-se muito neste ano que agora começa.
 
Mas, na situação em que o País se encontra, especiais responsabilidades impendem sobre as forças políticas.
Os portugueses gostariam de perceber que a agenda da classe política está, de facto, centrada no combate à crise.
 
As dificuldades que o País enfrenta exigem que os agentes políticos deixem de lado as querelas que em nada contribuem para melhorar a vida dos que perderam o emprego, dos que não conseguem suportar os encargos da prestação das suas casas ou da educação dos seus filhos, daqueles que são obrigados a pedir ajuda para as necessidades básicas da família.
 
Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.
 
Nesta fase da vida do País, devemos evitar divisões inúteis.
 
Vamos precisar muito uns dos outros.

Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
 
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
 
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
 
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
 
Não tenham medo.
 
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
 
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
 
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
 
Para todos, Bom Ano de 2009.

 

www.presidencia.pt/

 

30
Dez08

Bomsenso - Crise Nacional e Global - Pensamento do Momento

bomsensoamiguinhos
  
Tudo indica que o Ano de 2009
vai entrar com muitos problemas…
Económicos, Financeiros, Sociais …
a nível nacional e a nível global.
 
Portugal,
terá certamente que se ajustar...
Definir um Rumo Muito Claro
a Bem das Gerações Futuras.
 
O Nosso País precisa de Muitos Pequenos Passos
Todos com uma Mesma Direcção e Sentido.
 
Não devemos duvidar das capacidades dos portugueses
que já têm dado provas suficientes de que são capazes
sempre a que a isso se dispõem ...
quando surge uma determinada vontade...
ou quando a necessidade assim os obriga....
 
Temos de facto problemas!
Encontro 

Algum Desanimo tanto no Litoral como no Interior...

Falta uma definição clara e bem delineada
dum verdadeiro rumo... com objectivos realistas...
Demasiada ignorância e desinteresse,
Algum oportunismo...,
Enorme desperdício de oportunidades...
Fraca vontade de dar exemplos claros e inequívocos
a estes cerca de dez milhões portugueses
no sentido de os motivar a caminhar todos no mesmo sentido
criando e incutindo mentalidades menos egoístas...
em que muitos se acham apenas com direitos
sem qualquer sentido de obrigações...
 
A História mostra-nos que neste País
tivemos momentos Altos e momentos muito Maus…
contudo também nos prova e revela
--> que é nos momentos altos que a ostentação exagerada
nos leva ao desperdício total não se prevenindo o futuro...
--> que é nos momentos de dificuldade
que por vezes a necessidade e a imaginação
nos ajuda a inverter o percurso.
 
Em fim...
talvez a nossa História tenha ainda muito mais para nos ENSINAR
se tivermos disposição e vontade para APRENDER
em vez de apenas dizer mal por DIZER
e desdenhar por DESDENHAR...
 
30 de Dezembro de 2008  0:15
Anilady

 bomsensoamiguinhos@sapo.pt

 

29
Dez08

Portugal - Presidente da República - Intervenção - Estatuto Politico-Administrativo dos Açores

bomsensoamiguinhos

 

PÁGINA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

www.presidencia.pt/

 

 

Imagem ampliada

 

Declaração do Presidente da República

sobre a

Promulgação do

Estatuto Político-Administrativo dos Açores

 

 

 
Palácio de Belém, 29 de Dezembro de 2008
 
 
A lei que aprovou a revisão do Estatuto dos Açores, que tinha sido por mim vetada, foi, no passado dia 19, confirmada pela Assembleia da República sem qualquer alteração.
 
Isto é, não foram acolhidas, pela maioria dos deputados, as duas objecções que por mim tinham sido suscitadas.
 
É muito importante que os portugueses compreendam o que está em causa neste processo.
 
Este não é um problema do actual Presidente da República.
Não é tão-pouco uma questão de maior ou menor relevo da autonomia regional.
 
O que está em causa é o superior interesse do Estado português.
 
O Estatuto agora aprovado pela Assembleia da República introduz um precedente muito grave: restringe, por lei ordinária, o exercício das competências políticas do Presidente da República previstas na Constituição.
 
De acordo com uma norma introduzida no Estatuto, o Presidente da República passa a estar sujeito a mais exigências no que toca à dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores do que para a dissolução da Assembleia da República.
 
Nos termos da Constituição, a Assembleia da República pode ser dissolvida pelo Presidente da República ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado.
 
Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente da República terá que ouvir, para além dos partidos nela representados e o Conselho de Estado, o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região.
 
Trata-se de uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas.
 
Mas o absurdo não se fica por aqui.
 
A situação agora criada não mais poderá ser corrigida pelos deputados.
Uma outra Assembleia da República que seja chamada, no futuro, a uma nova revisão do Estatuto vai estar impedida de corrigir o que agora se fez.
 
Isto porque foi acrescentada ao Estatuto uma disposição que proíbe a Assembleia da República de alterar as normas que não tenham sido objecto de proposta feita pelo parlamento dos Açores.
 
Quer isto dizer que a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas.
 
Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.
 
Como disse, não está em causa qualquer problema do actual Presidente da República.
 
A Assembleia Legislativa dos Açores, em 30 anos de autonomia, nunca foi dissolvida e não prevejo que surjam razões para o fazer no futuro.
 
O que está em causa é uma questão de princípio e de salvaguarda dos fundamentos essenciais que alicerçam o nosso sistema político.
 
E não se trata apenas de uma questão jurídico-constitucional. É muito mais do que isso.
 
Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.
 
Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere?
 
Será normal e correcto que a Assembleia da República imponha uma certa interpretação da Constituição para o exercício dos poderes presidenciais?
 
É por isso que o precedente agora aberto, de limitar o exercício dos poderes do Presidente da República por lei ordinária, abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República.
 
O exercício dos poderes do Presidente da República constantes da Constituição não pode ficar à mercê da contingência da legislação ordinária aprovada pelas maiorias existentes a cada momento.
 
Por que é que a Assembleia da República não alterou o Estatuto apesar de vozes, vindas dos mais variados quadrantes, terem apelado para que o fizesse, considerando que as objecções do Presidente da República tinham toda a razão de ser?
 
Principalmente, quando a atenção dos agentes políticos devia estar concentrada na resolução dos graves problemas que afectam a vida das pessoas?
 
Foram várias as vozes que apontaram razões meramente partidárias para a decisão da Assembleia da República.
 
Pela análise dos comportamentos e das afirmações feitas ao longo do processo e pelas informações que em privado recolhi, restam poucas dúvidas quanto a isso.
 
A ser assim, a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés.
Nos termos da Constituição, se a Assembleia da República confirmar um diploma vetado pelo Presidente da República, este deverá promulgá-lo no prazo de 8 dias.
 
Assim, promulguei hoje o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Assumi o compromisso de cumprir a Constituição e eu cumpro aquilo que digo.
 
Mas nunca ninguém poderá alguma vez dizer que, confrontado com o grave precedente criado pelo Estatuto dos Açores, não fiz tudo o que estava ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado.
 
Nunca ninguém poderá dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para impedir que interesses partidários de ocasião se sobrepusessem aos superiores interesses nacionais.
 
Como Presidente da República fiz, em consciência, o que devia fazer.
 
27
Dez08

Crise - Económica Internacional - Nobel da Economia - Paul Krugman

bomsensoamiguinhos

 

IOL Diário

diario.iol.pt/economia/nobel-krugman-crise-financeira-madoff-turbulencia-obama/1026951-4058.html

 

O economista Paul Krugman, mais recente prémio Nobel da Economia, acredita que o fim da actual crise está «distante».

 

De acordo com a agência Lusa, o especialista antevê o surgimento de novos escândalos financeiros como o de Bernard Madoff e de mais nacionalizações de bancos.
 
Em entrevista à rádio espanhola Cadena Ser, Paul Krugman afirma que «a crise é pior do que inicialmente pensado» e acredita que a actual crise será a pior desde a depressão de 1932.
 
O Nobel da Economia considerou ainda muito provável a revelação de novos escândalos como a fraude de 50 mil milhões de dólares (35,6 mil milhões de euros) de Bernard Madoff.
 
«Quase de certeza que vamos ver mais situações deste tipo, porque quando a casa cai encontram-se esqueletos nos armários», afirmou.
 
Paul Krugman descreveu ainda como «necessária» a decisão da baixa das taxas de juro pela Reserva Federal dos Estados Unidos para um intervalo entre 0 e 0,25 por cento, afirmando que «a melhor forma de evitar uma depressão deste tipo é responder cedo e com agressividade».
 
As dificuldades de Obama
 
O economista considerou ainda que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não terá uma tarefa fácil no futuro imediato e mostrou a sua preocupação quanto à rapidez da aplicação do pacote de medidas avançadas por Obama para revitalizar o mercado de trabalho e criar emprego.
 
«É muito difícil implementar um programa deste tipo em menos de seis meses», disse.
 
Paul Krugman acredita também que a administração de George W. Bush não tem ajudado muito na resolução dos problemas e considera que Bush não foi um bom presidente «nem do ponto de vista económico, nem de qualquer outro ponto de vista».

 

23
Dez08

Portugal - Tribunal de Contas - Reforço no Controlo dos Gastos Público

bomsensoamiguinhos

DIÁRIO ECONÓMICO

diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1194368.html

 

Edição Impressa - Economia
 

O director-geral do TC promete que vai estar “muito atento” à intenção do Executivo de reforçar a despesa pública no próximo ano.

Mais despesa em 2009 2008-12-23 00:05

 

 
 
 
 
Tribunal de Contas vai reforçar controlo dos gastos públicos
 
Mário Baptista e Bruno Faria Lopes

A crise económica agrava-se e o Governo prepara-se para responder subindo a despesa pública, mas o polícia dos gastos do Estado  promete estar de atenção redobrada em 2009. O director-geral do Tribunal de Contas, José Tavares, garantiu ontem ao Diário Económico que vai estar “muito atento” aos investimentos públicos que o Governo já lançou e vai lançar durante o próximo ano.

A garantia da instituição  liderada por Guilherme d’Oliveira Martins surgiu no mesmo dia em que divulgou um parecer que identifica várias “deficiências” na Conta Geral do Estado de 2007 e mantém as críticas feitas em anos anteriores sobre a forma pouco fiável como são contabilizadas as receitas e as despesas públicas – com destaque para o plano de investimentos do Estado (PIDDAC) e as parcerias publico-privadas.  

Sobre os planos do Executivo para 2009 – cujo plano de recuperação da economia prevê um total de 600 milhões de euros em investimento público – José Tavares admitiu que “é normal que num momento de crise financeira, o investimento público aumente”. Contudo, o responsável do Tribunal de Contas alerta: “Os investimentos públicos terão sempre de respeitar a lei e o interesse dos contribuintes”.

O “domínio acrescido de acção e preocupação” identificado pelo Tribunal de Contas para 2009  enquadra-se, aliás, “na estratégia conjunta com os outros Tribunais europeus para que o plano [de recuperação] desenhado por Bruxelas seja aplicado com todo o rigor e com o escrupuloso cumprimento das normas legais”, explica o director-geral.


Os problemas em 2007
No parecer divulgado ontem sobre as contas do Estado em 2007, o Tribunal de Contas mantém as críticas feitas noutros anos – as conclusões do relatório são, aliás, praticamente decalcadas do parecer publicado há um ano.  

“O Tribunal de Contas mantém as reservas que tem vindo a colocar aos valores globais da receita e da despesa evidenciados na Conta Geral do Estado de 2007 e, consequentemente, ao valor do défice aí apresentado, na óptica da contabilidade pública”, explica o parecer. A falta de fiabilidade das contas na óptica de caixa não leva, contudo, a instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins a pôr em causa o valor do défice orçamental em contabilidade nacional – na óptica de compromissos assumidos, a que interessa a Bruxelas –, uma área em que não tem competência legal.

Entre os problemas identificados está a suborçamentação – a “assunção de encargos sem dotação orçamental suficiente” – e a ausência de informação sobre encargos plurianuais assumidos pelo Estado.


1/3 de dívidas é incobrável
A operação de venda de créditos fiscais ao Citigroup feita em 2003 pela então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, continua a acumular resultados negativos. Até 2007, o Estado teve de substituir créditos no valor total de 3,73 mil milhões de euros. Este valor “representa 32,6% do valor global da carteira de créditos inicialmente cedida e salienta bem as fragilidades dessa carteira”, sublinha o Tribunal de Contas. A substituição de dívidas – 3,187 mil milhões de euros de dívidas fiscais e 547 milhões na área da Segurança Social – deve-se a inexistência de bens que assegurem o pagamento dessas dívidas. Em 2003, o Governo de Durão Barroso vendeu ao Citigroup, numa operação de titularização, 11,4 mil milhões de euros de dívidas – uma medida extraordinária para atingir esse ano a meta do défice orçamental. O Tribunal de Contas veio ontem dizer quie cerca de um terço destas dívidas eram incobráveis, tendo o Estado que desviar receita para as substituir junto do Citigroup.


Pareceres do Tribunal de Contas

1 - Situação patrimonial do Estado desconhecida
O Tribunal de Contas sublinha a total ausência de dados sobre a situação patrimonial do Estado na Conta Geral do Estado. O organismo refere que “as divergências apuradas em auditoria entre os valores registados na Conta e os apurados pelo Tribunal não permitem emitir opinião sobre o valor inicial do património do Estado, nem sobre as operações realizadas em 2007, nem sobre o seu valor final”. Por outro lado, as dívidas não financeiras do Estado ultrapassavam os dois mil milhões de euros, sendo
que 1, mil milhões (74,9%) respeitam a entidades do sector da saúde.

2 - Peso das receitas na economia tem aumentado
O peso das receitas do Estado tem vindo a aumentar no Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado atingiram 25,2% do PIB, superior em 0,9 pontos percentuais face a 2006. As receitas fiscais representavam 21,9% do PIB em 2007, superior também em 0,9 p.p. face ao ano anterior. Sobre este facto o Ministério das Finanças, no exercício do contraditório, não teceram quaisquer comentários. Os impostos indirectos como o IVA ou o ISV representaram em termos médios 60,5% da receita fiscal. O IVA continuou a ser o imposto gerador de maior receita líquida – 37% do total em 2007 .

3 - TC dá nota negativa à implementação do POPC
O Tribunal de Contas dá  nota negativa à implementação, pelo Estado, do Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP), aprovado em 1997. Dez anos após a sua aprovação, o POCP “continuava por implementar na maior parte dos organismos públicos”. O organismo liderado por Guilherme de Oliveira Martins considera ainda que “este adiamento sucessivo constitui um estrangulamento relevante no processo de melhoria da fiabilidade e transparência das contas públicas”. A este respeito, o director-geral do TC, José Tavares, diz que “é preciso dar passos mais rápidos e seguros”.


Críticas

- Sobre as contas do Estado em 2007, o Tribunal de Contas mantém as críticas, entre as quais de suborçamentação.

- No parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado, a instituição revela, contudo, que as suas recomendações têm vindo a ser seguidas. O Tribunal emitiu 81 recomendações (menos que as 100 do ano anterior). 

- O ministério das Finanças reagiu ao parecer do Tribunal de Contas, salientando a estabilização da dívida a fornecedores, reconhecida pelo TC. 
22
Dez08

Crise Económica Internacional

bomsensoamiguinhos

 JORNAL DIÁRIO

jornaldigital.com/noticias.php

 

Segundo Sócrates, 2009 vai ser o «cabo das Tormentas»
2008-12-19 15:13:59

 

 

Lisboa – Segundo declarações de hoje, o primeiro-ministro José Sócrates considerou que o próximo ano vai ser o «Cabo das Tormentas» da crise económica internacional e exigirá «rapidez na acção» sem ortodoxias por parte do Governo.

 

O primeiro-ministro falava num seminário promovido pelo Diário Económico, subordinado ao tema «Como crescer em tempo de crise», discursando de improviso cerca de 50 minutos, José Sócrates vincou a ideia que, perante a actual crise internacional, «é preciso agir sem ortodoxia e sem ideias feitas».

«É preciso estar com a mente aberta para responder aos problemas e não para responder às necessidades da nossa ideologia. Precisamos de ter mente aberta e não ficarmos reféns da ideologia ou das respostas clássicas, porque problemas novos exigem respostas novas», sustentou o primeiro-ministro.

José Sócrates considerou em seguida que se exige aos governos «respostas para amanhã e não para o médio prazo».

«Exige-se rapidez na acção. Provavelmente ninguém aqui estará interessado em saber o que acontecerá daqui a dois anos. E a verdade é que há boas razões para essa atitude, porque o Cabo das Tormentas, o momento mais difícil, vai ser justamente 2009», declarou, perante uma plateia maioritariamente constituída por empresários.

Sócrates disse ainda que Portugal «será um dos poucos países da zona euro que cumprirá o seu objectivo orçamental em 2008».
(c) PNN Portuguese News Network

 

 

22
Dez08

Cultura - Música - Gotan Project no Campo Pequeno: O país está de tango

bomsensoamiguinhos

DISCODIGITAL

discodigital.sapo.pt/news.asp

 

domingo, 21 de Dezembro de 2008 | 20:02

 
Gotan Project no Campo Pequeno: O país está de tango
 
 
João Gonçalves


Diz que a classe média tende a desaparecer. Sinais da crise. É mentira. Diz que os Gotan Project estão a desaparecer. Não parece ser verdade após mais uma visita ao nosso país em que saíram em ombros de um lotado Campo Pequeno.

 

Já muito se falou e escreveu dos concertos dos Gotan Project. São presença habitual entre nós, já passaram pela Aula Magna, pelo Coliseu, ou pelos jardins de Oeiras. O que surpreende é o facto de ainda esgotarem salas mais de sete anos depois de editarem «La Revancha del Tango». O disco de estreia continua a ser o abono de um colectivo que tem um francês, um argentino e um suíço. Convenhamos que depois de 2001, o Gotan Project nunca mais despertou os níveis de entusiasmo que o disco de estreia proporcionou, ao ponto de inspirarem outros projectos como os Bajofondo Tangoclub.
 
21
Dez08

Economia - Depressão Mundial

bomsensoamiguinhos

SOL

Domingo, 21 Dezembro 2008

sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx

Governador

 
 
Banco de Espanha admite «grande depressão» mundial
 
A incerteza sobre a Economia mundial é actualmente «total» e existem possibilidades de uma «grande depressão» global, previu hoje o Governador do Banco de Espanha, Miguel Ángel Fernandez Ordoñez

 

«A falta de confiança é total. O mercado interbancário não funciona e gera ciclos viciosos: os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam», afirmou ao jornal El País.

Segundo o responsável, «existe uma paralisia quase total à qual ninguém escapa».

O governador do Banco de Espanha considera que a retoma económica global, que foi antecipada para o fim 2009 ou início 2010, pode ser atrasada por «falta de confiança».

Uma retoma relativamente rápida é possível graça à queda do preço do petróleo e à baixa das taxas, reconhece Ordoñez, que admite no entanto a possibilidade de um ciclo vicioso que aprofunde a falta de liquidez no sistema.

«Isso levar-nos-ia perante uma grande depressão, que não é de excluir», afirmou.

A crise financeira actual é «a mais grave desde a Grande Depressão» de 1929, sublinhou ainda o responsável, para quem as previsões do Fundo Monetário Internacional - que fixa numa quebra de 0,3 por cento do Produto Interno Bruto dos países desenvolvidos em 2009 depois de ter fixado em 1,4 por cento para este ano - são «bastante razoáveis».

Segundo o governador do Banco de Espanha, será «lógico» que o conselho dos governadores do Banco Central Europeu, onde tem assento, decida na próxima reunião de Janeiro uma nova baixa das taxas, caso se verifique, «entre outras variáveis», que a inflação se situe «claramente» nos dois por cento.
Lusa/SOL

  

 

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