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Sábado, 2 de Abril de 2011

Comissão Permanente da Assembleia Parlamentar da NATO hoje nos Açores

sic

02-04-2011 11:51
 

NATO reunida nos Açores 

para analisar implicações das decisões da Cimeira de Lisboa

 

A Comissão Permanente da Assembleia Parlamentar da NATO está hoje reunida em Ponta Delgada, Açores, no "coração da Aliança Atlântica", para analisar as implicações das decisões da "histórica" Cimeira de Lisboa na vida da organização.

 

 

Arquivo Lusa

 

"Estamos no coração da Aliança Atlântica, numa região com uma importante posição geoestratégica, o que dá um significado especial a esta reunião", afirmou o presidente da Mesa da Assembleia Parlamentar da NATO, Karl Lamers, na abertura dos trabalhos. 

Lamers recordou que a reunião que hoje decorre em Ponta Delgada é a primeira desde a Cimeira de Lisboa, pelo que um dos assuntos em discussão é saber "como incorporar (na vida da organização) o que foi decidido na histórica e produtiva Cimeira de Lisboa". 

A atual situação no Médio Oriente e no Norte de África estará também no centro das atenções, tendo Karl Lamers salientado a importância de analisar como pode a NATO "ajudar a democracia". 

O especial significado da realização deste encontro nos Açores foi também salientado por José Lello, chefe da delegação portuguesa na Assembleia Parlamentar da NATO, frisando que o arquipélago se situa "entre os dois pilares da Aliança", representando a ligação que existe entre a América do Norte e a Europa. 

No mesmo sentido, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, defendeu que "as exigências de um contexto internacional cada vez mais diferenciado nos seus desafios impõe a construção renovada de uma consciência cívica mundial assente na defesa das liberdades que coincidem com o património histórico de valores da NATO". 

Por essa razão, elogiou o recente entendimento alcançado entre os aliados para atuarem no Norte de África, recordando que é o espírito de "cooperação mútua" que faz com que a NATO seja "a mais persistente e bem sucedida aliança internacional da Idade Contemporânea". 

Carlos César salientou que esta reunião decorre "no centro do mundo", tendo em conta o desenho dos planisférios que se estudam na escola, acrescentando que os Açores "constituem a fronteira de segurança próxima dos EUA e o nexo físico e geoestratégico da segurança cooperativa euroatlântica". 

O presidente do executivo açoriano alertou ainda: "estar no centro do mundo depende de como nos relacionarmos e do que formos capazes de ser perante o resto do mundo". 

"Todo o mapa, como se tem visto, é redesenhável",
 adiantou. 

Os trabalhos da Comissão Permanente da Assembleia Parlamentar da NATO, que vão decorrer durante todo o dia à porta fechada no Teatro Micaelense, começaram com um minuto de silêncio em memória das vítimas do sismo e do tsunami no Japão. 

A Assembleia Parlamentar da NATO reúne legisladores dos países membros da Aliança Atlântica e de 14 países associados, tendo como principal objetivo promover o diálogo sobre os grandes problemas de segurança que se colocam à parceria transatlântica. 

Lusa

Publicado por bomsensoamiguinhos às 12:48
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Domingo, 26 de Setembro de 2010

Mar dos Açores - 24 espécies de Mamíferos Marinhos

 

RTP

2010-09-25 14:41:53

 

Mar dos Açores

Albergam muitas Baleias

Pela costa das ilhas do arquipélago passam 24 espécies de mamíferos marinhos.

Uma equipa da RTP foi à descoberta destas maravilhas.

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 17:46
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Terça-feira, 1 de Junho de 2010

18º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores - Museu da Electricidade em Lisboa

2010-05-30

Por Susana Lage

(texto e fotos)

Génios do Futuro


18º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores realizou-se no Museu da Electricidade, em Lisboa

O primeiro prémio foi atribuído à Escola Secundária de Lagoa, S. Miguel, Açores (clique para ampliar)

 

Centenas de trabalhos apresentados por alunos de escolas de várias regiões de Portugal chegaram à fase final do concurso promovido pela Fundação da Juventude. As quatro equipas vencedoras, da ilha de S.Miguel, de Odemira e da Covilhã irão representar o país em provas internacionais.

 


 

 

 

Gritos de alegria, abraços e muitas lágrimas. Foi assim que o primeiro prémio do 18º concurso de Jovens Cientistas e Investigadores foi recebido por Carla Raposo, Filipe Amaral e Tiago Costa, da Escola Secundária de Lagoa, S. Miguel, Açores.

“Quando ouvimos a anunciarem que o prémio era para a área de Ciências Médicas, o nosso coração ia saltando da boca. E quando disseram o nome do nosso projecto nem queríamos acreditar que éramos mesmo nós os vencedores. Estamos muito emocionados”,revelam os alunos ao Ciência Hoje. A atribuição da distinção foi decidida na IV Mostra Nacional de Ciência que decorreu sexta-feira e sábado em Lisboa.

O trabalho vencedor consiste no desenvolvimento de um programa de biomonitorização da doença vibroacústica que é causada pela exposição excessiva a ruídos de baixa frequência a que muitos indivíduos estão sujeitos. Afecta principalmente técnicos de aeronáutica, pilotos de aeronaves e assistentes de bordo.

Os efeitos mais comuns manifestam-se no espessamento das estruturas cardíacas. Para analisar os efeitos dos ruídos de baixa frequência no organismo, os jovens investigadores recorreram à espécie Helix aspersa (caracol de jardim) como bioindicador e biomarcador.

Para tal, procederam à amostragem de espécimes de diversos locais da ilha com diferentes características e ruído e analisaram a glândula digestiva de modo a averiguarem a presença ou ausência de efeito. Parece complicado, mas não é. Os autores do projecto explicam ao CH que “a ciência é para todos e desde que haja empenho e gosto consegue-se sempre obter resultados”.

 

O segundo prémio foi entregue a Inês Marques e Kristoffer Hog por Pedro Estácio Marques

 

 

Aos jovens portugueses, deixaram ainda uma mensagem: “Participem, tenham coragem, não pensem que não é possível pois nós nunca imaginámos que poderíamos ganhar e ganhámos”.

Coordenada pela professora Alexandra Medeiros, a equipa da secundária da Lagoa ganhou o direito de representação de Portugal no concurso internacional de Jovens Cientistas. Segundo a docente, também vencedora do Prémio Especial Coordenador pela dedicação no acompanhamento do trabalho, o tema do projecto “não é muito estudado ainda em Portugal, apesar de haver um investigador que tem alguma notoriedade neste campo a nível internacional, o Dr. Nuno Castelo Branco”.

 

O que os alunos pretenderam foi “dar um contributo para a falta de informação que existe. E acho que é esta a principal inovação no trabalho deles, tentar fazer com que se fale cada vez mais sobre uma doença que é grave e que a maior parte das pessoas desconhece”, explica.

Ciência não é para marrões

O segundo prémio do concurso foi atribuído a Inês Marques e Kristoffer Hog, da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira, pelo projecto “Rochas do Sudoeste – os mistérios escritos na pedra”. “Termos sido escolhidos como o segundo melhor projecto é para nós uma grande honra”, revelam os alunos da área de Ciências da Terra.

 

Ana Noronha entregou o terceiro prémio à equipa da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira (clique para ampliar)

 

“O nosso trabalho é sobre formações rochosas de arenito em forma de esfera. Trata-se de um projecto diferente e novo, não é a continuação de outros que já existem. É algo que ninguém sabe como se formou, que muito pouca gente sabe que existe e nós agora podemos dar a conhecer”, afirmam.

Apesar das muitas horas, dias, semanas e fins-de-semana dedicados ao trabalho, os autores garantem que “a ciência não é para marrões, a ciência pode ser divertida e desafiante, pois há bastantes mistérios por desvendar e são estes que nos motivam”. Mais acrescentam: “Muita gente diz que a Geologia é chata, mas por detrás de cada pedra há uma história incrível”.

O terceiro e quarto prémios foram atribuídos à equipa da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira, e à equipa da Escola Secundária Campos Melo, Covilhã, respectivamente. “Anfíbios e Répteis: completar o Atlas para a região de Odemira” foi realizado pelos alunos da área de Biologia, Francisco Silva, João Pereira e Ruben Gonçalinho. O projecto “Hologramas de Transmissão e Módulo de Young” é da autoria de Ana Rocha, André Fernandes e Vitória Esteves, alunos da área de Física.

A título excepcional, este ano foi ainda atribuído o Prémio Especial Ambiente. Os alunos Guilherme Freches, Isabel Rosa e Daniel Proença, da Escola Secundária do Fundão, venceram com o projecto “A história da um aquário auto-suficiente”.

Prémios em dinheiro e viagens

“Na mostra nacional atribuímos 2000 euros ao primeiro prémio, 1500 euros ao segundo, 1000 euros ao terceiro e 500 euros ao quarto. O prémio especial ambiente ganha 1000 euros”, afirma Susana Chaves, coordenadora de projectos da Fundação da Juventude.

 

 

A equipa da Escola Secundária Campos Melo, Covilhã, ficou em quarto lugar (clique para ampliar)

 

Os vencedores terão ainda oportunidade de participar em projectos internacionais. “O primeiro e segundo lugares vão representar Portugal na Final Europeia de Jovens Cientistas e Investigadores. O terceiro lugar vai participar numa semana de investigação sobre animais selvagens que vai decorrer na Suíça, no final de Julho, onde vão mesmo fazer trabalho de campo. E o quarto prémio vai participar numa feira internacional de ciências que vais decorrer nos Estados Unidos da América, em Maio de 2011. Como a qualidade dos projectos era bastante boa decidimos atribuir 13 menções honrosas não pecuniárias”.

Os trabalhos científicos foram avaliados por um júri composto por 12 elementos e presidido por Gaspar Barreira, do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas de Lisboa. Para além dos indicadores de raciocínio, apresentação e experimentação dos projectos, foi tido em conta o nível educacional de cada concorrente, a criatividade, a originalidade e a clareza.

“Tenho três princípios na vida que não renuncio: estar atento, ser desconfiado e ficar insatisfeito”, afirmou Gaspar Barreira na abertura da cerimónia de entrega de prémios. “Os premiados são aqueles que nos parecem responder a estes princípios. Tratam-se de trabalhos que revelam um olhar estimulante sobre o mundo, trazem algo de novo que não vemos na televisão, nas revistas, nem está na moda das conversas mediáticas”, explicou.

Final Europeia em Portugal

“É muito importante haver jovens interessados em ciência e tecnologia e sobretudo que se habituem a fazer pequenas investigações independentes”, afirma Ana Noronha ao CH.

A directora executiva da Ciência Viva, entidade apoiante do concurso, sublinha, no entanto, que é pena não haver mais comunicação social envolvida e que o acontecimento não seja mais divulgado para se perceber que por detrás das dificuldades económicas que o País, a Europa e o mundo atravessam, existe uma esperança de futuro porque existe uma quantidade de jovens que estão a adquirir formação, conhecimento e interesse por ciência e tecnologia”.

 

Para além dos prémios em dinheiro, os vencedores terão oportunidade de participar em projectos internacionais (clique para ampliar)

 

Em relação à Final Europeia de Jovens Cientistas e Investigadores, que se realiza em Setembro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, a responsável considera que “vai ser importante para passar a iniciativa para outro patamar”. Isto é, “quando o concurso europeu se realiza noutro país, só os jovens que foram seleccionados para lá irem é que têm acesso à mostra, têm oportunidade de comparar e até aprender com os seus pares. Sendo o concurso feito aqui, com a feira aberta ao público, todos os jovens e professores vão ter oportunidade de ver e de aprender uns com os outros”, explica.

Susana Chaves, coordenadora de projectos da Fundação da Juventude, explica ao CH que “é a segunda vez que este concurso se irá realizar em Portugal, a primeira vez foi há 12 anos no Porto”. E adianta: “Vai ser uma grande final europeia onde vão participar os melhores projectos de toda a Europa. O primeiro prémio são 7500 euros, o segundo 5000 euros, o terceiro 3500 euros, e há ainda muitas viagens”.

Neste concurso espera-se que participem 200 jovens e 40 representantes de vários países. Trata-se de uma iniciativa importante para o País porque “envolve os jovens no desenvolvimento de projectos científicos que podem fazer vir a fazer deles grandes génios no futuro”, sublinha a coordenadora do18º Concurso Nacional de Jovens Cientistas e Investigadores.

 

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=43011&op=all

 

 

http://www.fjuventude.pt/?id=733

 

 

Bomsensoamiguinhos

Foi Ver

Esteve Presente na Entrega dos Prémios

A Todos os Envolvidos neste Excelente Evento

Parabéns !!!

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Bomsensoamiguinhos



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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Lisboa - Vacas na Praça de Espanha - Açores

Vacas na Praça de Espanha

Açores

 

RTP

 

Operadores turísticos portugueses optimistas quanto ao futuro
 
 
Eles não parecem preocupados com a crise internacional e apontam para a elevada afluência de profissionais à Bolsa de Turismo de Lisboa como prova de confiança.
 
ww1.rtp.pt/noticias/index.php

 vídeo

 

 

Praça de Espanha

 

 

 

 

 

YouTube

 

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida - Investigação: Fontes hidrotermais profundas

 

CIÊNCIA - INVESTIGAÇÃO

 

Correio da Manhã

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009 - 2:32

 

03 Janeiro 2009 - 00h30
 
Investigação: Fontes hidrotermais profundas

 

 Hidrotermalismo de baixa profundidade é explorado no monte submarino D. João de Castro (Açores)
Hidrotermalismo de baixa profundidade
é explorado no monte submarino D. João de Castro (Açores)
 
 

 

 

 

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida
 

Não dispomos de uma máquina do tempo que nos permita saber tudo sobre a origem da vida. Para animais e plantas, sobretudo para as que têm partes duras, temos o registo fóssil, mas para os primeiros microrganismos, seres unicelulares, não é tão simples obter pistas.
 

Pouco nos dizem como seria o ancestral comum a todos os seres vivos, que se crê ser um organismo amante do calor como as arqueas hipertermófilas (microrganismos unicelulares que, à semelhança das bactérias, não têm núcleo), que vivem nas fontes hidrotermais submarinas. Os cientistas acreditam que pelo estudo da vida nestas estruturas, que se encontram nas hidrotermais açorianas, se possa explicar a origem e evolução da vida na Terra.
 
As fontes hidrotermais localizam-se nas zonas de rifte, fossas tectónicas com centenas ou milhares de quilómetros de extensão na forma de um vale alongado com fundo plano. São o resultado dos movimentos combinados de falhas geológicas paralelas ou quase paralelas na planície oceânica, onde se regista um vulcanismo activo.
 
Actualmente, são conhecidas nos Açores cinco fontes hidrotermais (‘Lucky Strike’, descoberta em 1992, ‘Menez Gwen’, em 1994, ‘Rainbow’, em 1997, ‘Saldanha’, em 1998 e ‘Ewan’, em 2006), todas elas localizadas a sul do arquipélago açoriano, e a serem alvo de estudos científicos.
 
NA MIRA DA MEDICINA
 
Um dos objectivos da investigação científica nas fontes hidrotermais de profundidade é encontrar respostas para sectores como a Medicina e a indústria farmacêutica, que procuram descobrir propriedades anticancerígenas nesses organismos, que sobrevivem em condições extremas (libertação de gases e temperaturas elevadas). Ao adaptarem-se às condições dessas fontes, bactérias e outros organismos podem ter desenvolvido moléculas úteis à Medicina ou à indústria. Na biotecnologia, as fontes hidrotermais do mar profundo são vistas como um mundo admirável...
 
NOTAS
ROV 'LUSO'
 
O único equipamento português de prospecção do fundo do mar foi recentemente comprado pelo Ministério da Defesa. O ROV ‘Luso’ pode atingir os 6000 metros.
'ALVIN'
 
O submersível ‘Alvin’, da Infremer, que em 1979 mergulhou pela primeira vez no rifte dos Galápagos em busca de fontes hidrotermais, tem sido um dos mais activos nos Açores.
 
DORSAL MÉDIA OCEÂNICA
 
Nos locais onde as placas tectónicas divergem, produz-se novo fundo do mar. Quando as placas se afastam, criam um rifte (abertura). O magma ascende do manto através do rifte, formando vulcões e criando uma cadeia montanhosa submarina, chamada dorsal média oceânica.
 
ONDE É
 
A Dorsal Média Atlântica, a mais longa do mundo e fica no ponto onde as placas Eurásia e Africana estão a divergir da placa Norte-americana e Sul-americana.
 
Estende-se por 16 mil quilómetros desde o oceano Árctico até depois da extremidade sul da África.
 
É equidistante dos continentes que estão de ambos os lados do Atlântico e ergue-se 2000-4000 metros acima do fundo do mar.
 
Uma cadeia de vulcões percorre a sua extensão, nomeadamente na Islândia, onde uma erupção em 1963 criou uma nova ilha vulcânica, Surtsey. A ilha de Ascenção e os Açores ficam sobre a dorsal.
 
COMO ACONTECE
 
1. A água do mar penetra na crosta terrestre através das falhas que se abrem à medida que o fundo se expande, penetrando vários quilómetros na crusta recém-formada.
 
2. A água fria reage com a rocha quente perto do depósito de magma atingindo 350-400º centígrados.
 
3. Sobreaquecida, a água dissolve minerais das rochas por onde passa, incluindo enxofre, que forma ácido sulfídrico.
 
4. A água quente ascende através das fendas e é expelida pelas fontes sob a forma de névoa quente cheia de minerais.
 
A VIDA A MAIS DE 300º C
 
Aquecida pelo magma a água dissolve os minerais das rochas. Quando sai pelas fontes, é arrefecida pelo mar e faz os minerais separarem-se e formar algo parecido com nuvens de fumo, brancas (sílica e anidrite, um mineral branco) ou negras (partículas de sulfureto); outros minerais depositam-se e formam chaminés, que podem crescer 30 cm por dia.
 
Apesar da alta temperatura, muitos seres ali vivem, sem luz solar, com destaque para os vermes tubiformes. Podem ter dois metros de comprimento e a espessura de um braço humano. Não tem boca nem intestino. Tem dentro de uma bolsa corporal um órgão chamado trofosoma, cheio de aglomerados de bactérias.
 
As plumas branquiais carmesim do verme, que saem de um tubo rígido profundamente enterrado em fendas para se manterem na vertical, recolhem sulfuretos da água das fontes e as bactérias (que chegam a representar mais de metade do peso do corpo) usam-nos para produzir matéria orgânica, que o verme absorve.
 
Mário Gil

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Portugal - Presidente da República - Intervenção - Estatuto Politico-Administrativo dos Açores

 

PÁGINA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

www.presidencia.pt/

 

 

Imagem ampliada

 

Declaração do Presidente da República

sobre a

Promulgação do

Estatuto Político-Administrativo dos Açores

 

 

 
Palácio de Belém, 29 de Dezembro de 2008
 
 
A lei que aprovou a revisão do Estatuto dos Açores, que tinha sido por mim vetada, foi, no passado dia 19, confirmada pela Assembleia da República sem qualquer alteração.
 
Isto é, não foram acolhidas, pela maioria dos deputados, as duas objecções que por mim tinham sido suscitadas.
 
É muito importante que os portugueses compreendam o que está em causa neste processo.
 
Este não é um problema do actual Presidente da República.
Não é tão-pouco uma questão de maior ou menor relevo da autonomia regional.
 
O que está em causa é o superior interesse do Estado português.
 
O Estatuto agora aprovado pela Assembleia da República introduz um precedente muito grave: restringe, por lei ordinária, o exercício das competências políticas do Presidente da República previstas na Constituição.
 
De acordo com uma norma introduzida no Estatuto, o Presidente da República passa a estar sujeito a mais exigências no que toca à dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores do que para a dissolução da Assembleia da República.
 
Nos termos da Constituição, a Assembleia da República pode ser dissolvida pelo Presidente da República ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado.
 
Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente da República terá que ouvir, para além dos partidos nela representados e o Conselho de Estado, o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região.
 
Trata-se de uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas.
 
Mas o absurdo não se fica por aqui.
 
A situação agora criada não mais poderá ser corrigida pelos deputados.
Uma outra Assembleia da República que seja chamada, no futuro, a uma nova revisão do Estatuto vai estar impedida de corrigir o que agora se fez.
 
Isto porque foi acrescentada ao Estatuto uma disposição que proíbe a Assembleia da República de alterar as normas que não tenham sido objecto de proposta feita pelo parlamento dos Açores.
 
Quer isto dizer que a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas.
 
Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.
 
Como disse, não está em causa qualquer problema do actual Presidente da República.
 
A Assembleia Legislativa dos Açores, em 30 anos de autonomia, nunca foi dissolvida e não prevejo que surjam razões para o fazer no futuro.
 
O que está em causa é uma questão de princípio e de salvaguarda dos fundamentos essenciais que alicerçam o nosso sistema político.
 
E não se trata apenas de uma questão jurídico-constitucional. É muito mais do que isso.
 
Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.
 
Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere?
 
Será normal e correcto que a Assembleia da República imponha uma certa interpretação da Constituição para o exercício dos poderes presidenciais?
 
É por isso que o precedente agora aberto, de limitar o exercício dos poderes do Presidente da República por lei ordinária, abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República.
 
O exercício dos poderes do Presidente da República constantes da Constituição não pode ficar à mercê da contingência da legislação ordinária aprovada pelas maiorias existentes a cada momento.
 
Por que é que a Assembleia da República não alterou o Estatuto apesar de vozes, vindas dos mais variados quadrantes, terem apelado para que o fizesse, considerando que as objecções do Presidente da República tinham toda a razão de ser?
 
Principalmente, quando a atenção dos agentes políticos devia estar concentrada na resolução dos graves problemas que afectam a vida das pessoas?
 
Foram várias as vozes que apontaram razões meramente partidárias para a decisão da Assembleia da República.
 
Pela análise dos comportamentos e das afirmações feitas ao longo do processo e pelas informações que em privado recolhi, restam poucas dúvidas quanto a isso.
 
A ser assim, a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés.
Nos termos da Constituição, se a Assembleia da República confirmar um diploma vetado pelo Presidente da República, este deverá promulgá-lo no prazo de 8 dias.
 
Assim, promulguei hoje o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Assumi o compromisso de cumprir a Constituição e eu cumpro aquilo que digo.
 
Mas nunca ninguém poderá alguma vez dizer que, confrontado com o grave precedente criado pelo Estatuto dos Açores, não fiz tudo o que estava ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado.
 
Nunca ninguém poderá dizer que não fiz tudo o que estava ao meu alcance para impedir que interesses partidários de ocasião se sobrepusessem aos superiores interesses nacionais.
 
Como Presidente da República fiz, em consciência, o que devia fazer.
 
www.presidencia.pt/
Publicado por bomsensoamiguinhos às 21:06
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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