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Terça-feira, 1 de Junho de 2010

18º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores - Museu da Electricidade em Lisboa

2010-05-30

Por Susana Lage

(texto e fotos)

Génios do Futuro


18º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores realizou-se no Museu da Electricidade, em Lisboa

O primeiro prémio foi atribuído à Escola Secundária de Lagoa, S. Miguel, Açores (clique para ampliar)

 

Centenas de trabalhos apresentados por alunos de escolas de várias regiões de Portugal chegaram à fase final do concurso promovido pela Fundação da Juventude. As quatro equipas vencedoras, da ilha de S.Miguel, de Odemira e da Covilhã irão representar o país em provas internacionais.

 


 

 

 

Gritos de alegria, abraços e muitas lágrimas. Foi assim que o primeiro prémio do 18º concurso de Jovens Cientistas e Investigadores foi recebido por Carla Raposo, Filipe Amaral e Tiago Costa, da Escola Secundária de Lagoa, S. Miguel, Açores.

“Quando ouvimos a anunciarem que o prémio era para a área de Ciências Médicas, o nosso coração ia saltando da boca. E quando disseram o nome do nosso projecto nem queríamos acreditar que éramos mesmo nós os vencedores. Estamos muito emocionados”,revelam os alunos ao Ciência Hoje. A atribuição da distinção foi decidida na IV Mostra Nacional de Ciência que decorreu sexta-feira e sábado em Lisboa.

O trabalho vencedor consiste no desenvolvimento de um programa de biomonitorização da doença vibroacústica que é causada pela exposição excessiva a ruídos de baixa frequência a que muitos indivíduos estão sujeitos. Afecta principalmente técnicos de aeronáutica, pilotos de aeronaves e assistentes de bordo.

Os efeitos mais comuns manifestam-se no espessamento das estruturas cardíacas. Para analisar os efeitos dos ruídos de baixa frequência no organismo, os jovens investigadores recorreram à espécie Helix aspersa (caracol de jardim) como bioindicador e biomarcador.

Para tal, procederam à amostragem de espécimes de diversos locais da ilha com diferentes características e ruído e analisaram a glândula digestiva de modo a averiguarem a presença ou ausência de efeito. Parece complicado, mas não é. Os autores do projecto explicam ao CH que “a ciência é para todos e desde que haja empenho e gosto consegue-se sempre obter resultados”.

 

O segundo prémio foi entregue a Inês Marques e Kristoffer Hog por Pedro Estácio Marques

 

 

Aos jovens portugueses, deixaram ainda uma mensagem: “Participem, tenham coragem, não pensem que não é possível pois nós nunca imaginámos que poderíamos ganhar e ganhámos”.

Coordenada pela professora Alexandra Medeiros, a equipa da secundária da Lagoa ganhou o direito de representação de Portugal no concurso internacional de Jovens Cientistas. Segundo a docente, também vencedora do Prémio Especial Coordenador pela dedicação no acompanhamento do trabalho, o tema do projecto “não é muito estudado ainda em Portugal, apesar de haver um investigador que tem alguma notoriedade neste campo a nível internacional, o Dr. Nuno Castelo Branco”.

 

O que os alunos pretenderam foi “dar um contributo para a falta de informação que existe. E acho que é esta a principal inovação no trabalho deles, tentar fazer com que se fale cada vez mais sobre uma doença que é grave e que a maior parte das pessoas desconhece”, explica.

Ciência não é para marrões

O segundo prémio do concurso foi atribuído a Inês Marques e Kristoffer Hog, da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira, pelo projecto “Rochas do Sudoeste – os mistérios escritos na pedra”. “Termos sido escolhidos como o segundo melhor projecto é para nós uma grande honra”, revelam os alunos da área de Ciências da Terra.

 

Ana Noronha entregou o terceiro prémio à equipa da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira (clique para ampliar)

 

“O nosso trabalho é sobre formações rochosas de arenito em forma de esfera. Trata-se de um projecto diferente e novo, não é a continuação de outros que já existem. É algo que ninguém sabe como se formou, que muito pouca gente sabe que existe e nós agora podemos dar a conhecer”, afirmam.

Apesar das muitas horas, dias, semanas e fins-de-semana dedicados ao trabalho, os autores garantem que “a ciência não é para marrões, a ciência pode ser divertida e desafiante, pois há bastantes mistérios por desvendar e são estes que nos motivam”. Mais acrescentam: “Muita gente diz que a Geologia é chata, mas por detrás de cada pedra há uma história incrível”.

O terceiro e quarto prémios foram atribuídos à equipa da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, Odemira, e à equipa da Escola Secundária Campos Melo, Covilhã, respectivamente. “Anfíbios e Répteis: completar o Atlas para a região de Odemira” foi realizado pelos alunos da área de Biologia, Francisco Silva, João Pereira e Ruben Gonçalinho. O projecto “Hologramas de Transmissão e Módulo de Young” é da autoria de Ana Rocha, André Fernandes e Vitória Esteves, alunos da área de Física.

A título excepcional, este ano foi ainda atribuído o Prémio Especial Ambiente. Os alunos Guilherme Freches, Isabel Rosa e Daniel Proença, da Escola Secundária do Fundão, venceram com o projecto “A história da um aquário auto-suficiente”.

Prémios em dinheiro e viagens

“Na mostra nacional atribuímos 2000 euros ao primeiro prémio, 1500 euros ao segundo, 1000 euros ao terceiro e 500 euros ao quarto. O prémio especial ambiente ganha 1000 euros”, afirma Susana Chaves, coordenadora de projectos da Fundação da Juventude.

 

 

A equipa da Escola Secundária Campos Melo, Covilhã, ficou em quarto lugar (clique para ampliar)

 

Os vencedores terão ainda oportunidade de participar em projectos internacionais. “O primeiro e segundo lugares vão representar Portugal na Final Europeia de Jovens Cientistas e Investigadores. O terceiro lugar vai participar numa semana de investigação sobre animais selvagens que vai decorrer na Suíça, no final de Julho, onde vão mesmo fazer trabalho de campo. E o quarto prémio vai participar numa feira internacional de ciências que vais decorrer nos Estados Unidos da América, em Maio de 2011. Como a qualidade dos projectos era bastante boa decidimos atribuir 13 menções honrosas não pecuniárias”.

Os trabalhos científicos foram avaliados por um júri composto por 12 elementos e presidido por Gaspar Barreira, do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas de Lisboa. Para além dos indicadores de raciocínio, apresentação e experimentação dos projectos, foi tido em conta o nível educacional de cada concorrente, a criatividade, a originalidade e a clareza.

“Tenho três princípios na vida que não renuncio: estar atento, ser desconfiado e ficar insatisfeito”, afirmou Gaspar Barreira na abertura da cerimónia de entrega de prémios. “Os premiados são aqueles que nos parecem responder a estes princípios. Tratam-se de trabalhos que revelam um olhar estimulante sobre o mundo, trazem algo de novo que não vemos na televisão, nas revistas, nem está na moda das conversas mediáticas”, explicou.

Final Europeia em Portugal

“É muito importante haver jovens interessados em ciência e tecnologia e sobretudo que se habituem a fazer pequenas investigações independentes”, afirma Ana Noronha ao CH.

A directora executiva da Ciência Viva, entidade apoiante do concurso, sublinha, no entanto, que é pena não haver mais comunicação social envolvida e que o acontecimento não seja mais divulgado para se perceber que por detrás das dificuldades económicas que o País, a Europa e o mundo atravessam, existe uma esperança de futuro porque existe uma quantidade de jovens que estão a adquirir formação, conhecimento e interesse por ciência e tecnologia”.

 

Para além dos prémios em dinheiro, os vencedores terão oportunidade de participar em projectos internacionais (clique para ampliar)

 

Em relação à Final Europeia de Jovens Cientistas e Investigadores, que se realiza em Setembro, no Museu da Electricidade, em Lisboa, a responsável considera que “vai ser importante para passar a iniciativa para outro patamar”. Isto é, “quando o concurso europeu se realiza noutro país, só os jovens que foram seleccionados para lá irem é que têm acesso à mostra, têm oportunidade de comparar e até aprender com os seus pares. Sendo o concurso feito aqui, com a feira aberta ao público, todos os jovens e professores vão ter oportunidade de ver e de aprender uns com os outros”, explica.

Susana Chaves, coordenadora de projectos da Fundação da Juventude, explica ao CH que “é a segunda vez que este concurso se irá realizar em Portugal, a primeira vez foi há 12 anos no Porto”. E adianta: “Vai ser uma grande final europeia onde vão participar os melhores projectos de toda a Europa. O primeiro prémio são 7500 euros, o segundo 5000 euros, o terceiro 3500 euros, e há ainda muitas viagens”.

Neste concurso espera-se que participem 200 jovens e 40 representantes de vários países. Trata-se de uma iniciativa importante para o País porque “envolve os jovens no desenvolvimento de projectos científicos que podem fazer vir a fazer deles grandes génios no futuro”, sublinha a coordenadora do18º Concurso Nacional de Jovens Cientistas e Investigadores.

 

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=43011&op=all

 

 

http://www.fjuventude.pt/?id=733

 

 

Bomsensoamiguinhos

Foi Ver

Esteve Presente na Entrega dos Prémios

A Todos os Envolvidos neste Excelente Evento

Parabéns !!!

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Bomsensoamiguinhos



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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Cancro da Mama - Portugueses descobrem mecanismo que pode combater reincidência

SIC

15-05-2010

10:24

Portugueses

Descobrem Mecanismo

que pode combater

Reincidência do Cancro da Mama

Uma equipa de investigadores liderada pelo açoriano André Albergaria descobriu o mecanismo que permite às células, em determinadas condições, reagir ao tratamento contra o cancro da mama, abrindo uma nova oportunidade para o combate à reincidência do tumor



A investigação, realizada no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) com base em análises a doentes do Hospital de Ponta Delgada, foi publicada na última edição da revista 'Human Molecular Genetics'.

Em causa está o facto de cerca de 25 por cento das mulheres com tumores da mama dependentes de estrogénio apresentarem reincidência da doença depois de cinco anos de tratamento com terapia endócrina.

O tratamento inicial permite reduzir o tumor, o que possibilita a sua extração ao fim de cerca de um ano, prosseguindo depois para evitar a reincidência, mas, em alguns casos, ele acaba por reincidir ao fim de alguns anos.

"Já não se trata do tumor primário, que foi extraído por cirurgia, mas um que aparece noutro local do corpo", salientou André Albergaria, em declarações à Lusa, frisando que foram estes casos de reincidência que originaram a investigação.

Os investigadores estavam intrigados com o que "leva as células do tumor, ao fim de cinco anos de tratamento, a começar outra vez a invadir o corpo e a criar metástases".

"A célula adapta-se ao tratamento, resiste à droga e cria novas vias de sobrevivência. O que nós descobrimos foi esse mecanismo de adaptação, essa capacidade de a célula reagir ao tratamento", afirmou.

O estudo envolveu a análise de cerca de duas centenas de casos, a maioria dos quais doentes do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, nos Açores.

A investigação permitiu identificar o fármaco antiestrogénico que pode desencadear o mecanismo que ativa o gene denominado 'P-Caderina', que faz com que a célula se torne mais invasiva.

André Albergaria frisou, no entanto, que não estão em causa as terapias, que "são eficazes", salientando que "o fármaco em causa faz ativar genes muito importantes para combater o cancro".

Nesse sentido, os investigadores pretendem agora "identificar os efeitos secundários para conseguir controlar a doença". "Não podemos evitar que os genes sejam ativados, mas podemos atuar sobre eles", afirmou.

Por essa razão, o próximo passo da investigação pretende determinar "se a reincidência apenas depende deste gene e se, bloqueando este gene, a doença pode ser novamente controlada".

"Podemos abrir uma janela para uma nova fórmula de tratamento para doentes com terapia endócrina", afirmou o investigador.

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

Lusa

:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:00
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Domingo, 2 de Agosto de 2009

STRESS - Conclusão de Estudo de Portugueses Consta das Páginas da Conceituada Revista Science

 RTP

2009-07-31 14:08:59

 

 

A exposição crónica ao stress
influencia a tomada de decisões
 
 
 
 
Há uma conclusão portuguesa que hoje consta das páginas da conceituada revista Science.
  
Uma equipa do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, da Universidade do Minho fez um estudo.
 
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:45
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Ciência - Neurónios - Portugueses descobrem como surgem

DN - Ciência

 

Investigação
 
Portugueses
descobrem como surgem os
Neurónios
 
por Lusa
 
 
 
 
Investigadores portugueses identificaram os mecanismos moleculares envolvidos na geração de neurónios a partir de células estaminais embrionárias, abrindo caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos de lesões do sistema nervoso ou de doenças degenerativas.
 
O trabalho - hoje publicado na revista científica norte-americana PLoS ONE - foi realizado por uma equipa da Unidade de Biologia do Desenvolvimento do c(IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa a partir de células estaminais embrionárias de ratinho.
 
"Em vez de recorrer ao embrião em si, usámos um método in vitro que permite obter um grande número de células, ao longo de diferentes etapas, para tentar perceber o que acontece durante o desenvolvimento embrionário", disse Elsa Abranches, primeira autora do estudo.
 
A equipa traçou como objectivo "perceber ao que correspondem essas células no embrião em si, para tentar perceber quais os mecanismos que levam ao aparecimento de neurónios", acrescentou esta engenheira química doutorada em biotecnologia.
 
O estudo descreve, nomeadamente, a organização das células cultivadas in vitro nos grupos em roseta a partir das quais se desenvolvem os neurónios, da mesma forma que ocorre in vivo em animais vertebrados.

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 22:00
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Ciência - Reparação Cerebral Vence Prémio

DN - Ciência

por Lusa

 

 
 
Reparação cerebral vence prémio do MIT-Portugal
 
  
Reparação cerebral vence prémio do
MIT-Portugal
 
 
Uma investigação médica, realizada em Coimbra, que procura conhecer o funcionamento das células e contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos que reparem cérebros doentes foi distinguida com um
 
 
Prémio do Programa MIT -- Portugal.
 
A plataforma científica, desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra "acaba de vencer a competição das Bio-Innovation Teams (Bio-Teams)", promovida pelo Programa MIT -- Portugal, e foi o  terceiro prémio que obteve no espaço de um ano (dois nacionais e um internacional), revela uma nota de imprensa da instituição.
 
João Malva, da Faculdade de Medicina de Coimbra, adiantou à Agência Lusa que a investigação que coordena se desenrola há quatro anos no domínio da reparação cerebral, em torno das propriedades das células e na identificação de novos fármacos.
 
Segundo uma nota de imprensa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o resultado da investigação encontra-se já protegido por cinco patentes internacionais.
 
Além da busca de novos fármacos que reparem as doenças no cérebro, o conhecimento do funcionamento das células, segundo o investigador, poderá vir a possibilitar a "educação das células imaturas" (estaminais) para gerarem neurónios que substituam os que se encontram danificados.
 
"Em resumo, a plataforma permite avaliar, em simultâneo, um gigantesco número e diversidade de células e obter a informação detalhada do comportamento de cada uma", explica o investigador.
 
Estas pesquisas de novas estratégias neuroprotectoras e de reparação cerebral, que João Malva classifica de "investigação pura", poderão ser úteis no tratamento de doenças neurogenerativas, como as doenças de Alzheimer ou de Parkinson.
 
"Explorando a capacidade do cérebro adulto, de gerar novas células do cérebro, esperamos que um dia a ciência consiga utilizar este potencial para curar doenças", conclui João Malva.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 02:10
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Portugal - Aveiro - A Veneza de Portugal

 

 

Aveiro

 

A Veneza de Portugal

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

O SISMO DE 1755 CONTADO PELOS OSSOS DAS VÍTIMAS

 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Segunda, 2 de Fevereiro de 2009
Edição Papel

 

 

O SISMO DE 1755

CONTADO PELOS OSSOS DAS VÍTIMAS

 

 

 

PEDRO SOUSA TAVARES

 

 

Ciência.

Assassínios, provas de canibalismo, marcas da violência dos desmoronamentos, incêndios e tsunamis.

Desde 2004, uma equipa de investigadores portugueses vem revelando os segredos do primeiro ossuário conhecido das vítimas do terramoto de Lisboa. Já ganharam prémios internacionais, mas continuam a trabalhar de graça e sem apoios

 

Durante alguns minutos de terror, o assassino golpeou-lhe repetidamente o crânio, sem a matar, para que falasse. Procurava ouro e prata, ou alimentos escondidos, igualmente valiosos nos dias de anarquia que se seguiram àquela manhã de 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos.

Talvez tenham ouvido os seus gritos, antes do golpe na fronte que lhe acabou com a vida aos trinta e poucos anos. Mas, depois do terramoto, das ondas de seis metros que varreram a zona ribeirinha, e das chamas que consumiram grande parte de Lisboa, quem não morrera ou fugira já só pensava na própria sobrevivência.

A história da sua morte violenta teria sido apagada sem rasto. Tal como a de muitos outros crânios com sinais evidentes de agressão, incluindo, num caso, uma marca de bala esférica. Ou ainda a surpreendente revelação de um fémur com cuidadosos cortes de uma grande faca, prova "irrefutável" de que a fome levou alguns ao recurso extremo do canibalismo.

Mas uma improvável soma de coincidências ditou que o primeiro ossoário conhecido de vítimas do terramoto surgisse na Academia de Ciências, instalada desde 1836 no Convento franciscano de Nossa Senhora de Jesus. E que fosse alguém capaz de perceber a sua importância a fazer o achado.

Em Junho de 2004, Miguel Telles Antunes, director do museu da Academia, inspeccionava as obras de remoção de paredes e do chão de cimento numa das alas do claustro, onde funcionara uma biblioteca, quando algo atraiu o seu olhar. Do solo, emergia parte de uma caveira. "Literalmente tropecei nela. Ia-lhe dando um pontapé sem querer", confessa o paleontólogo.

"Naquele claustro existem várias sepulturas, lembra. "Encontrar uma caveira era normal. O que me alertou foram os restos de um peixe de tamanho razoável, que estava ao seu lado. Uma situação muito invulgar."

Uma equipa de voluntários

As obras foram interrompidas.Pelo telefone, Telles Antunes pediu ajuda a José Luís Cardoso, professor catedrático da Universidade Aberta. "No dia seguinte fui ao local e verifiquei imediatamente a importância do achado", explica o arqueólogo. Com a autorização do (já extinto) Instituto Português de Arqueologia e um "pequeno subsídio" da Fundação Gulbenkian - o único apoio até à data -, começaram meses de escavações, enquantoTelles Antunes recrutava investigadores entre os seus contactos.

Misturados com terra e restos de animais, dispersos alguns centímetros acima de sepulturas anteriores, ossos dispersos de centenas ou mesmo milhares de indivíduos assemelhavam-se mais a montes de entulho do que a materiais de interesse científico. Mas o que estas sepulturas colectivas revelaram e continuam a revelar ultrapassa tudo o que se conhecia sobre a época.

"Sabemos que houve violência, enquanto não foi possível restaurar a ordem, com o recurso a julgamentos sumários e mais de 40 enforcamentos", diz Telles Antunes. "Mas os ossos contam as suas próprias histórias. Hoje a descarnação e o canibalismo compreendem-se perfeitamente num contexto de fome. Mas quem é que ia falar em canibalismo na época? Seria uma vergonha para o País."

Através dos ossos confirmou-se também a violência dos elementos, com crânios literalmente rebentados por temperaturas que terão chegado aos mil graus. Para a investigadora Cristiana Pereira, abriu-se ainda uma janela sobre as doenças, as carências, o quotidiano de toda uma geração que viveu há 250 anos (ver texto em baixo) .

Outros objectos, como cerâmicas, restos de vestuário, amuletos, medalhas e moedas - algumas, de prata, com alterações cloretadas, sugestivas de que os corpos poderão ter estado em contacto com água salgada - foram analisados pelo cónego Manuel Lourenço, da Chancelaria do Patriarcado de Lisboa, dando importantes pistas sobre a sociedade da época.

E tudo isto, lembra José Luís Cardoso, é fruto de uma escavação que abrangeu apenas "metade da ala sul" do claustro. "Temos razões para acreditar que a ala este também poderá ter sido usada para depositar restos humanos", diz o arquéologo, que confessa que um dia, "se surgissem os apoios", gostaria de retomar os trabalhos.

Para já, a muito adiada publicação de uma obra sobra os resultados da investigação, a aguardar melhor atenção pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, já seria recompensa suficiente para os investigadores.|

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 08:00
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Lagos: Centro Ciência Viva recria época dos Descobrimentos

SAPO NOTÍCIAS

 

Lagos
 
Centro Ciência Viva recria época dos Descobrimentos
 
29 de Janeiro de 2009, 22:21
 
Lagos, Faro, 29 Jan (Lusa) - O Centro Ciência Viva de Lagos foi hoje inaugurado, tornando-se no único espaço interactivo dedicado aos Descobrimentos existente em Portugal, onde é possível assistir a uma ponte entre as descobertas do passado e do presente.
 
Dividido em três áreas temáticas, "Os Instrumentos de Orientação e de Navegação", "A Vida a Bordo" e "Comunicações à Distância", o espaço em funcionamento há dois meses e hoje inaugurado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realça a "forte" ligação daquela cidade algarvia à epopeia das Descobertas.
 
Aquele espaço retrata a importância de Lagos do século XV, como ponto de apoio na busca do desconhecido pelos navegadores portugueses e como "cais" de partida de embarcações que iniciaram a exploração da costa de África.
 
Foram também lacobrigenses - naturais de Lagos -- que aperfeiçoaram as técnicas de construção naval e de navegação.
 
Aquele espaço interactivo, cuja construção foi iniciada há cerca de dez anos, está implantado num edifício de dois pisos, antigo solar setecentista, de traça pombalina, junto à Avenida dos Descobrimentos, com vista privilegiada sobre a Baía de Lagos.
 
O Centro de Ciência Viva de Lagos, é o terceiro do Algarve, a seguir a Faro e Tavira, e o décimo oitavo do País, tendo a sua construção orçado em cerca de 1,5 milhão de euros, financiada em partes iguais pela autarquia com recurso a fundos comunitários.
 
Constituído por vários módulos interactivos, expositivos e de actividades, o centro permite compreender a complexa arte de "orientação", como o quadrante, astrolábio e sextante até ao actual Sistema de Posicionamento Global, vulgarmente conhecido por GPS.
 
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que presidiu à inauguração, destacou a importância dos Centros de Ciência Viva, como espaços essenciais para o desenvolvimento futuro do país.
 
"Estudar mais, designadamente ciências e apreender tecnologias, é essencial para o desenvolvimento", observou o ministro.
 
Acrescentou que Portugal atingiu "finalmente níveis de desenvolvimento científico, o que nos faz ombrear com outros países europeus, como a Espanha", realçando que "isso significa muito mais responsabilidade para o futuro".
 
Segundo o governante, o centro além de espaço de aprendizagem, é também uma oferta de turismo cultural de Portugal, para mostrar "o nosso nível educativo, cultural, científico e organizativo".
 
No centro, os visitantes aprendem a navegar longe da costa, sem perder o rumo, manobrar um navio a vapor, velejar ou testar as suas capacidades para manobrar pequenos barcos telecomandados, a fazer nós utilizados pelos "homens-do-mar" bem como, técnicas de construção de faróis, ponto de orientação para os navegadores.
 
Existem ainda espaços polivalentes, com computadores com ligação à Internet de acesso livre, um jardim e um pequeno auditório ao ar livre.
 
A Caravela Boa Esperança, réplica da embarcação utilizada por Bartolomeu Dias, para dobrar o Cabo das Tormentas, em 1488, propriedade da Região de Turismo do Algarve, actualmente atracada na cidade, faz parte do programa de visitas do centro, onde os visitantes ficam a conhecer actividades da vida a bordo no tempo dos Descobrimentos.
 
O Centro Ciência Viva de Lagos resulta de uma iniciativa conjunta da Ciência Viva, da Universidade do Algarve e da Câmara Municipal de Lagos, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
 
JPC.
Lusa/fim

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:58
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida - Investigação: Fontes hidrotermais profundas

 

CIÊNCIA - INVESTIGAÇÃO

 

Correio da Manhã

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009 - 2:32

 

03 Janeiro 2009 - 00h30
 
Investigação: Fontes hidrotermais profundas

 

 Hidrotermalismo de baixa profundidade é explorado no monte submarino D. João de Castro (Açores)
Hidrotermalismo de baixa profundidade
é explorado no monte submarino D. João de Castro (Açores)
 
 

 

 

 

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida
 

Não dispomos de uma máquina do tempo que nos permita saber tudo sobre a origem da vida. Para animais e plantas, sobretudo para as que têm partes duras, temos o registo fóssil, mas para os primeiros microrganismos, seres unicelulares, não é tão simples obter pistas.
 

Pouco nos dizem como seria o ancestral comum a todos os seres vivos, que se crê ser um organismo amante do calor como as arqueas hipertermófilas (microrganismos unicelulares que, à semelhança das bactérias, não têm núcleo), que vivem nas fontes hidrotermais submarinas. Os cientistas acreditam que pelo estudo da vida nestas estruturas, que se encontram nas hidrotermais açorianas, se possa explicar a origem e evolução da vida na Terra.
 
As fontes hidrotermais localizam-se nas zonas de rifte, fossas tectónicas com centenas ou milhares de quilómetros de extensão na forma de um vale alongado com fundo plano. São o resultado dos movimentos combinados de falhas geológicas paralelas ou quase paralelas na planície oceânica, onde se regista um vulcanismo activo.
 
Actualmente, são conhecidas nos Açores cinco fontes hidrotermais (‘Lucky Strike’, descoberta em 1992, ‘Menez Gwen’, em 1994, ‘Rainbow’, em 1997, ‘Saldanha’, em 1998 e ‘Ewan’, em 2006), todas elas localizadas a sul do arquipélago açoriano, e a serem alvo de estudos científicos.
 
NA MIRA DA MEDICINA
 
Um dos objectivos da investigação científica nas fontes hidrotermais de profundidade é encontrar respostas para sectores como a Medicina e a indústria farmacêutica, que procuram descobrir propriedades anticancerígenas nesses organismos, que sobrevivem em condições extremas (libertação de gases e temperaturas elevadas). Ao adaptarem-se às condições dessas fontes, bactérias e outros organismos podem ter desenvolvido moléculas úteis à Medicina ou à indústria. Na biotecnologia, as fontes hidrotermais do mar profundo são vistas como um mundo admirável...
 
NOTAS
ROV 'LUSO'
 
O único equipamento português de prospecção do fundo do mar foi recentemente comprado pelo Ministério da Defesa. O ROV ‘Luso’ pode atingir os 6000 metros.
'ALVIN'
 
O submersível ‘Alvin’, da Infremer, que em 1979 mergulhou pela primeira vez no rifte dos Galápagos em busca de fontes hidrotermais, tem sido um dos mais activos nos Açores.
 
DORSAL MÉDIA OCEÂNICA
 
Nos locais onde as placas tectónicas divergem, produz-se novo fundo do mar. Quando as placas se afastam, criam um rifte (abertura). O magma ascende do manto através do rifte, formando vulcões e criando uma cadeia montanhosa submarina, chamada dorsal média oceânica.
 
ONDE É
 
A Dorsal Média Atlântica, a mais longa do mundo e fica no ponto onde as placas Eurásia e Africana estão a divergir da placa Norte-americana e Sul-americana.
 
Estende-se por 16 mil quilómetros desde o oceano Árctico até depois da extremidade sul da África.
 
É equidistante dos continentes que estão de ambos os lados do Atlântico e ergue-se 2000-4000 metros acima do fundo do mar.
 
Uma cadeia de vulcões percorre a sua extensão, nomeadamente na Islândia, onde uma erupção em 1963 criou uma nova ilha vulcânica, Surtsey. A ilha de Ascenção e os Açores ficam sobre a dorsal.
 
COMO ACONTECE
 
1. A água do mar penetra na crosta terrestre através das falhas que se abrem à medida que o fundo se expande, penetrando vários quilómetros na crusta recém-formada.
 
2. A água fria reage com a rocha quente perto do depósito de magma atingindo 350-400º centígrados.
 
3. Sobreaquecida, a água dissolve minerais das rochas por onde passa, incluindo enxofre, que forma ácido sulfídrico.
 
4. A água quente ascende através das fendas e é expelida pelas fontes sob a forma de névoa quente cheia de minerais.
 
A VIDA A MAIS DE 300º C
 
Aquecida pelo magma a água dissolve os minerais das rochas. Quando sai pelas fontes, é arrefecida pelo mar e faz os minerais separarem-se e formar algo parecido com nuvens de fumo, brancas (sílica e anidrite, um mineral branco) ou negras (partículas de sulfureto); outros minerais depositam-se e formam chaminés, que podem crescer 30 cm por dia.
 
Apesar da alta temperatura, muitos seres ali vivem, sem luz solar, com destaque para os vermes tubiformes. Podem ter dois metros de comprimento e a espessura de um braço humano. Não tem boca nem intestino. Tem dentro de uma bolsa corporal um órgão chamado trofosoma, cheio de aglomerados de bactérias.
 
As plumas branquiais carmesim do verme, que saem de um tubo rígido profundamente enterrado em fendas para se manterem na vertical, recolhem sulfuretos da água das fontes e as bactérias (que chegam a representar mais de metade do peso do corpo) usam-nos para produzir matéria orgânica, que o verme absorve.
 
Mário Gil

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:00
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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