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Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

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Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

21
Out11

É o Goldman Sachs que manda no mundo?

bomsensoamiguinhos

 

 

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus"

É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs

 

ECONÓMICO

Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?

 

Rui Barroso   
21/10/11 19:30

Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo.

 

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.
"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes , de Government Sachs. O banco liderado por Lloyd Blankfein conta com um exército de antigos funcionários em alguns dos cargos políticos e económicos mais sensíveis no mundo. E o inverso também acontece, o recrutamento de colaboradores que já desempenharam cargos de decisão.

 

"Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação.

O banco reconhece no seu site que os antigos colaboradores contribuíram para a rica história e tradição da empresa e "orgulhamo-nos de muitos continuarem activamente ligados. Isto não ajuda apenas a validar a nossa cultura mas também a fornecer um valor real e tangível que transcende uma geração". E não é só nos EUA que ex-Goldmans dão o salto para altos cargos políticos e económicos. Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia.

Duas crises de proporções épicas, duas epopeias de escândalos

 

O mundo enfrentou duas das maiores crises das últimas décadas em quatro anos. E, tanto na crise financeira de 2008 como na tragédia grega, o Goldman Sachs foi alvo de acusações de actuações menos correctas.
Começando por Atenas, o Goldman Sachs ajudou, a partir de 2002, a Grécia a encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias, o que na prática permitiu a Atenas aumentar a sua dívida sem reportar esses valores a Bruxelas. Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas. No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país. "É um escândalo se os mesmos bancos que nos trouxeram para a beira do abismo ajudaram a falsear as estatísticas", referiu a chanceler alemã Angela Merkel.

 

As autoridades europeias e a SEC abriram investigações ao logro das contas gregas, mas isso não impediu que Petros Christodoulou, um antigo empregado na divisão de derivados do Goldman, assumisse em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. Além disso, o Goldman tem ajudado o Fundo Europeu de Estabilização Financeira a colocar dívida para financiar Portugal, Irlanda ao abrigo do programa de assistência financeira. O FEEF justifica a escolha com o alcance global do banco. Além do Goldman, também o BNP Paribas e o Royal Bank of Scotland costumam ser escolhidos para liderar estas operações.

O escândalo grego levou alguns deputados europeus a questionarem o futuro presidente do BCE sobre a sua independência para assumir o cargo. Queriam saber se teve conhecimento das operações feitas com a Grécia e se o cargo no Goldman não poderia afectar a percepção sobre a sua integridade para substituir Trichet. Draghi negou as ligações aos negócios com Atenas e defendeu o seu registo em alertar para os riscos que o sector financeiro estava a tomar.

 

Manifestações à porta do Goldman apesar de ameaça de prejuízos


 

Mas é nos EUA que há mais sinais de raiva contra o Goldman Sachs. Esta semana, o movimento dos "Ocupas" de Wall Street manifestou-se à frente do banco. A fúria contra o banco deve-se à actuação do Goldman durante a crise financeira. O banco chegou mesmo a ser condenado por fraude pela SEC por estar a apostar contra instrumentos ligados ao mercado imobiliário, ao mesmo tempo que vendia esses mesmos instrumentos aos seus clientes. Além disso, recorreu a fundos públicos e foi acusado de ser beneficiado com o resgate da AIG, coordenado pelo Tesouro dos EUA, liderado na altura por um antigo presidente do Goldman. "Os banqueiros e 'traders' de Wall Street foram recompensados por tomarem riscos elevados com o dinheiro de outras pessoas. Como consequência, os bancos foram salvos e os banqueiros receberam os seus bónus de milhões de dólares. É difícil de acreditar que foram recompensados pelo seu falhanço, mas foi o que aconteceu", defende William D. Cohan.

Uma das respostas aos que acusam o Goldman de dominar o mundo financeiro é que, afinal, o banco também sofre com a crise. Os analistas de mercado esperam que o banco tenha registado o segundo prejuízo trimestral da sua história entre Julho e Setembro. Isto depois de ter lucrado mais de mil milhões de dólares no segundo trimestre. Em 2010 e 2009, conseguiu receitas de 39,2 mil milhões de dólares e de 45,2 mil milhões de dólares, respectivamente. Mais de 35% destes valores foram utilizados para pagar bónus aos seus empregados. O salário e bónus do presidente do banco, Lloyd Blankfein, situou-se em 13,2 milhões de dólares no ano passado.

 

O homem que denunciou o Goldman em directo

Alessio Rastani, um 'trader' em 'part-time', defendeu em directo na BBC que não eram os governos que mandavam no mundo, mas sim o Goldman Sachs.

 

 

VÍDEO: 

Alessio Rastani Trader na BBC Londres.

Investimentos na Bolsa de Valores

 

Alessio Rastani transformou-se num fenómeno. O 'trader' em 'part-time' surpreendeu tudo e todos numa entrevista à BBC. Além de vários cenários catastrofistas sobre a crise, Rastani defendeu que "este não é o momento para pensar que os governos irão resolver as coisas. Os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs manda no mundo". Bastaram pouco mais de três minutos para tornar Rastani num fenómeno na Internet. O vídeo tornou-se viral e levantou a controvérsia sobre o poder que o banco liderado por Lloyd Blankfein tem na economia e na política. Isto apesar de haver quem defendesse que Rastani estaria apenas a pregar uma partida à BBC e que pertencesse a um grupo satírico chamado Yes Men. O próprio 'trader' refutou esta tese, apesar de reconhecer que gosta mais de falar do que de fazer negociação em bolsa, algo que vê apenas como um 'hobbie'.

Esta semana, numa entrevista ao "Huffington Post", Rastani teceu uma série de ideias sobre o papel do Goldman no mundo. E diz que as teorias da conspiração que aparecem sobre o banco não são uma coincidência.

"Os governos dependem dos bancos, os bancos dependem dos governos. A relação é tão cinzenta e quem controla quem? Quem é o marionetista e quem é a marioneta? As pessoas podem ter as suas ideias sobre isto. Eu apenas expressei a minha perspectiva", disse.

Rastani não é o primeiro a atacar o papel do Goldman no mundo. Em Abril de 2010, um jornalista da "Rolling Stone" escreveu um artigo que se tornou famoso, tanto para os contestatários ao banco como para os que defendem o Goldman e utilizam a caracterização feita pelo repórter para ironizar com os detractores do banco. Matt Taibbi descreveu o Goldman como um "grande vampiro" que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável por tudo o que envolva dinheiro.

 

Do Goldman para o poder

O Goldman Sachs é uma escola que permite a muitos economistas e gestores atingir cargos de poder um pouco por todo o mundo.

 

Hank Paulson, antigo secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Saiu da liderança do Goldman Sachs para ser secretário de Estado do Tesouro durante a administração Bush. Paulson delineou o programa de ajuda à banca durante a crise financeira de 2008, que também resgatou o Goldman.
Mario Draghi, futuro presidente do BCE
O futuro presidente do BCE, Mario Draghi, foi director-geral da Goldman Sachs International entre 2002 e 2005. A ligação levou-o a enfrentar perguntas dos eurodeputados sobre se esteve envolvido na ocultação do défice grego.
Mark Carney, governador do Banco Central do Canadá
O actual governador do banco central do Canadá passou 30 anos no Goldman.Foi responsável pelas áreas relacionadas com risco soberana e foi o homem com a tarefa de delinear a estratégia do banco durante a crise russa de 1998.
Romano Prodi, antigo presidente da comissão europeia
O antigo presidente da Comissão e ex-primeiro-ministro italiano esteve no Goldman nos anos 90. A ligação valeu-lhe críticas da Oposição quando rebentou um escândalo a envolver o Goldman e uma empresa italiana.
Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial
O actual presidente do Banco Mundial foi director-geral do Goldman.Antes de se juntar ao banco tinha trabalhado no Departamento do Tesouro norte-americano. Lidera o Banco Mundial desde Julho de 2007.
Robert Rubin, antigo Secretário de Estado do Tesouro dos EUA
Robert Rubin teve cargos de topo na administração do Goldman. Após 26 anos no banco foi escolhido por Bill Clinton como secretário de Estado do Tesouro. Após passar pelo Governo, trabalhou no Citigroup.
Ducan Niederauer, presidente da NYSE Euronext
O presidente da NYSE Euronext, Duncan Niederauer, que detém as bolsas de Nova Iorque e de Paris, Bruxelas, Amesterdão e Lisboa, foi responsável do Goldman pela área da execução de ordens dadas sobre títulos financeiros.
Mark Patterson, Chefe de Staff do Tesouro dos EUA
Mark Patterson é o chefe de gabinete do actual secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Antes de se juntar ao governo estava registado como lóbista, intercedendo para defender os interesses do Goldman.
António Borges, director do Departamento Europeu do FMI
O economista foi vice-presidente e director-geral do Goldman entre 2000 e 2008. Após sair do banco foi da associação que delineia a regulação dos 'hedge funds'. Em Outubro de 2010, foi nomeado director do FMI para a Europa.
Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro Ministro
Após acabar o MBA em Harvard, no ano 2000, o actual responsável pelo acompanhamento do programa da 'troika' foi trabalhar para a divisão europeia de fusões e aquisições do Goldman Sachs. Saiu do banco em 2004.
António Horta Osório, presidente do Lloyds Bank
O primeiro emprego de Horta Osório após terminar o MBA no Insead foi no Goldman, centrando-se na área de 'corporate finance'. Actualmente é presidente do banco britânico Lloyds depois de ter estado no Santander.
William C. Dudley, presidente da Fed de Nova Iorque
O actual presidente da Fed de Nova Iorque é a segunda figura mais importante na condução da política monetária dos EUA. Foi durante mais de uma década economista-chefe do Goldman e director-geral.

 

A máquina de fazer dinheiro na bolsa

 

Goldman negoceia com um programa que tem potencial para influenciar os mercados. Regulador quer acabar com divisões de negociação com fundos dos próprios bancos.

É uma das jóias da coroa do Goldman Sachs mas os reguladores estão a ameaçá-la. A negociação de acções e obrigações com dinheiro do próprio banco terá, segundo a “Bloomberg”, representado mais de 30% dos lucros que o Goldman conseguiu gerar em 2010. Nestas divisões, os especialistas do banco investem ainda em capital de risco e em ‘hedge funds’. Apesar destas informações, os responsáveis do banco dizem que este tipo de negócios por conta do próprio banco não têm um peso significativo nos resultados. No entanto, a imprensa norte-americana dá conta que o Goldman já estará a estudar formas de fintar o regulador, que quer acabar com este tipo de divisões nos bancos.

A negociação por conta própria do Goldman Sachs é conhecida pela sua pontaria. No segundo trimestre de 2010, enquanto se incendiava o rastilho da crise de dívida soberana, as operações de ‘trading’ do Goldman não fecharam um único dia com perdas. Em 2009, a taxa de dias positivos foi de 87,5%. O banco é activo na negociação de alta frequência, uma estratégia que faz negócios ao milésimo de segundo tendo como base ‘softwares’ que detectam padrões de negociação e reagem rapidamente à informação que chega aos mercados. Para elaborar esses programas são necessários códigos. E em 2009, rebentou o escândalo.

Um antigo funcionário do Goldman, Sergey Aleynikov, foi detido por tentar vender parte do código secreto que o banco utiliza para fazer os seus negócios por conta própria e para assumir funções de ‘market maker’ (de assegurar liquidez ao mercado). Segundo o Ministério Público, na acusação ao antigo colaborador, “o banco levantou a possibilidade de que existe o perigo de que alguém que saiba como utilizar o programa possa fazê-lo para manipular o mercado de formas injustas”. Além disso, argumentou o procurador, o Goldman “gastou milhões atrás de milhões de dólares a desenvolver o programa nos últimos anos e é algo que dá ao banco milhões de dólares em receitas”.

 

Reguladores apertam o cerco à negociação por conta do banco

Na sequência da crise financeira, os reguladores estão a apertar o cerco às práticas de bancos como o Goldman Sachs. Consideram que as divisões de negociação por conta e risco do próprio banco são um dos factores que podem levar a crises como a do Lehman Brothers. Mas Wall Street não dorme. O Goldman Sachs e os seus funcionários foram os maiores financiadores de Obama na corrida à Casa Branca e o lóbi de Wall Street está presente na nova regulação para os mercados financeiros. “Estão a ter um papel importante. Eu não diria que o poder político está subjugado ao poder financeiro mas eles funcionam como uma mão e uma luva, tornando seguro que Wall Street pode viver com as novas leis e regulações, apesar de Wall Street preferir que elas não existissem”, defende William D. Cohan, jornalista que tem investigado o modo de actuação do Goldman Sachs. E mesmo com novas regras, por mais ou menos apertadas que sejam, há forma de contorná-las. A nova regulação aplicar-se-á a bancos que tenham tido acesso a ajudas estatais ou que possam obter financiamento junto da Reserva Federal dos EUA. Na crise financeira, o Goldman mudou o seu estatuto de banco de investimento para banco comercial para conseguir aceder àquelas ajudas e começar a receber depósitos. Duas das soluções apontadas pelos analistas passam ou por reclassificar as unidades de negociação por conta própria do banco ou por abandonar o estatuto de banco comercial para escapar à regulação da Fed. Isto apesar de algumas das unidades de ‘proprietary trading’ já terem sido encerradas pelo Goldman. “Nos últimos anos, os bancos foram humilhados e tornaram-se mais modestos, mas suspeito que esse sentimento não irá durar e em breve as empresas de Wall Street que sobreviverem voltarão novamente aos seus velhos truques”, conclui William D. Cohan.

Os negócios do Goldman Sachs com Portugal

 

Banco é uma das entidades que trabalha com o Tesouro nacional para colocar dívida portuguesa no mercado.

 

O Goldman Sachs é uma entidade global e das mais influentes junto dos mercados. Como consequência, as instituições portuguesas que necessitem de fazer operações financeiras optam frequentemente pela contratação do banco. A começar pelo próprio Estado. O banco liderado por Lloyd Blankfein é Operador Especializado em Valores do Tesouro. O mesmo é dizer que é uma das entidades contratadas pelo Estado para colocar dívida nacional no mercado e para aconselhar sobre as estratégias de financiamento que Portugal deve tomar para convencer os investidores a comprarem dívida da República. Apesar disso, e à semelhança de muitos bancos internacionais, desde Setembro de 2010 que o Goldman dizia aos seus clientes que Portugal não iria conseguir financiar-se nos mercados e que teria de recorrer a ajuda externa. A ligação ao Goldman e a outras grandes firmas de Wall Street levou alguns órgãos de comunicação anglo-saxónicos a sugerir que Portugal e estes bancos terão feito negócios similares aos embustes orçamentais na Grécia. Estas afirmações foram refutadas pelas autoridades europeias. Mas não é apenas com o Estado que o Goldman tem relações. Num dos períodos mais quentes da história da bolsa portuguesa, o banco de investimento teve um papel fulcral. Nas ofertas públicas de aquisição que a Sonaecom lançou à Portugal Telecom e que o BCP lançou ao BPI, ambas em 2006, o Goldman foi contratado pelos alvos das ofertas para ajudar a montar as estratégias de defesa às ofertas hostis. Recentemente, foi ainda noticiado que o Goldman Sachs mostrou interesse em analisar os dossiers das privatizações da EDP e da REN que o Governo está a preparar no âmbito do programa de assistência financeira a Portugal. Outro negócio a envolver o Goldman e uma empresa portuguesa foi a compra, por parte da EDPRenováveis, de uma eólica norte-americana. Acotada nacional comprou a Horizon Wind Energy por 1,6 mil milhões de euros ao Goldman Sachs.

 

Analistas do Goldman acompanham acções nacionais


Outra das actividades do Goldman Sachs no mercado nacional é o acompanhamento de acções portuguesas. Os analistas do banco de investimento seguem actualmente 13 cotadas portuguesas. E as recomendações nem são negativas. O Goldman recomenda “comprar” Galp, EDP e Jerónimo Martins. Apenas a Semapa é vista pelos analistas do Goldman como um título a “vender”. Os restantes, incluindo os títulos do sector financeiro, têm uma apreciação de “neutral”. Além de acompanhar o mercado português, o Goldman teve colaboradores portugueses que estão agora sob os holofotes. É o caso de António Horta Osório, que trabalhou no banco antes de assumir cargos de relevo no Santander e no Lloyds. O actual presidente do banco britânico trabalhou na área de ‘corporate finance’ do Goldman. Também o actual secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, teve uma passagem pelo gigante das finanças. O governante, que tem a cargo o acompanhamento da aplicação do memorando com a ‘troika’, trabalhou no departamento europeu de fusões e aquisições do Goldman. Outro português que se notabilizou no banco foi António Borges, director-geral e vice-presidente do banco entre 2000 e 2008. O economista foi depois presidente da entidade que delineia a regulação dos ‘hedge funds’ e actualmente dirige a divisão europeia do Fundo Monetário Internacional.

 

Artigo publicado no suplemento Outlook de 14 de Outubro

03
Dez10

"Escrevi há sete anos sobre o que está a acontecer em Portugal"

bomsensoamiguinhos

Económico com Lusa
03/12/10 20:00

 

 

 

"Escrevi há sete anos

sobre o que está a acontecer em

Portugal"

 


 

Cavaco afirma que escreveu com sete anos de antecedência aquilo que agora está acontecer em Portugal no domínio da economia.


Cavaco Silva assumiu esta posição perante os jornalistas, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, onde também está presente até Sábado o primeiro-ministro, José Sócrates.

 

"Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades.

 

Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado 'Dores de cabeça', escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal", disse.

 

Cavaco Silva destacou perante os jornalistas um segundo artigo da sua autoria, igualmente sobre as condições económicas do País.

 

"Antes de ser Presidente da República, também publiquei um artigo chamado 'A ideia base', em que dizia já nessa altura que Portugal não tinha nenhuma hipótese de se afirmar como país desenvolvido, mais próximo dos níveis de desenvolvimento da União Europeia, se não apostasse no aumento da competitividade, no aumento da produção de bens que concorrem com a produção estrangeira", referiu.

 

Segundo o Presidente da República, tanto ele, na qualidade de chefe de Estado, como o primeiro-ministro, colocam sempre nas cimeiras o tema da cooperação económica.


"Penso que vai produzindo os seus resultados. Hoje, os nossos mercados já não são os dos nossos parceiros tradicionais, mas também a Índia, o Brasil, a China, a Venezuela e a África do Sul e, sobretudo, para Angola, que é actualmente o nosso maior mercado fora da União Europeia", disse.

 

Para Cavaco Silva, estas cimeiras ibero-americanas "são uma oportunidade para conhecer as oportunidades de Portugal".

 

"Neste tempo de crise, que de alguma forma atinge todos, Portugal e Espanha também beneficiarão desta comunidade ibero-americana", acrescentou.

 

14
Jul10

José Sócrates Contra o Negativismo / Boletim Económico - Verão 2010

bomsensoamiguinhos

Jornal de Negócios

 

 

 

Sócrates
"A economia portuguesa
foi a que melhor resistiu à crise.

Basta olhar para os números"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro-ministro exultou a revisão em alta do crescimento económico de 0,4% para 0,9% em 2010 por parte do Banco de Portugal, mas desvalorizou o alerta do supervisor em relação ao efeito recessivo que as medidas do PEC podem ter em 2011.


A comunicação social foi a principal visada pelas críticas de José Sócrates por só falar do que se vai passar em 2011 e nada dizer das boas notícias para 2010. O primeiro-ministro deixa mais uma vez como conselho olhar para os números.

A economia portuguesa foi a que melhor resistiu à crise. Basta olhar para os números”, sublinhou.

Sócrates apelidou ainda de ideia “infantil e politiqueira” os que dizem que só Portugal enfrenta uma crise profunda.

 


 

 

 

Boletim Económico - Verão 2010

 

Texto de Política e Situação Económica | Verão 2010

http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/BoletimEconomico/Paginas/BoletimEconomico.aspx

 

 

PROJEÇÕES PARA A ECONOMIA PORTUGUESA: 2010-2011

pdf 951 Kb

 

 


DN Economia

Hoje

PREVISÃO

Portugal ameaçado por nova recessão em 2011

Boletim de Verão do Banco de Portugal diz que há mais de 50% de hipótese de o País registar um crescimento negativo

 

 

Há uma hipótese superior a 50% de Portugal voltar a entrar em recessão já em 2011. É esta uma das principais conclusões do Boletim Económico de Verão do Banco de Portugal (BdP), ontem divulgado, e que revê em baixa a evolução económica do País para 2011, admitindo mesmo um cenário de crescimento negativo. Segundo o documento, as expectativas de crescimento do PIB para o próximo ano fixam-se nos 0,2%, contra os 0,8% avançados pela instituição, agora presidida por Carlos Costa, no Boletim anterior.

 

"Uma variação negativa do PIB em 2010 tem uma probabilidade inferior a 15%, mas sobe para um valor acima de 50% em 2011", pode ler-se no Boletim do BdP, que assinala que há 63% de "probabilidade de o crescimento do PIB ficar abaixo das actuais projecções. Apesar do cenário negro traçado para o próximo ano, o BdP reviu em alta as previsões de crescimento para este ano, de 0,7 para 0,9%.

 

Segundo o Boletim de Verão, o aumento de um ponto percentual nas taxas de IVA deverá aumentar a inflação em 0,4% em 2010 e 2011. "Sob a hipótese de que este aumento [do IVA] será integralmente reflectido nos preços finais pagos pelos consumidores, estima-se um impacto na inflação de 0,4 pontos percentuais", esclarece o banco central no primeiro estudo emitido sob a liderança de Carlos Costa. As contas da instituição central apontam para que, em 2011, a maioria das variáveis do PIB analisadas esteja em terrenos negativos: o consumo deve cair (-0,9%), assim como investimento (-1,6%). Já as exportações deverão crescer, mas ainda assim irão perder força face às estimativas adiantadas para 2010, avançando apenas 3,7% em 2011, reflectindo um arrefecimento generalizado da procura externa relevante dirigida ao País.

 

No documento, o Banco de Portugal adianta ainda que o rendimento disponível real das famílias deverá cair 1,3% já este ano e abrandar para 0,8% em 2011. Isto após se ter verificado um aumento de 1,9% no ano passado. De acordo com a instituição, esta queda do rendimento disponível real deverá ser provocada por um "ajustamento dos salários reais às condições adversas no mercado de trabalho".

 

 


 

OJE

ECONOMIA

12/07/10, 15:04
OJE/Lusa

 

 

Primeiro boletim económico de Carlos Costa

sai na terça-feira

 

 

O Banco de Portugal divulga esta terça-feira o Boletim Económico de Verão, o primeiro com Carlos Costa ao leme da instituição, semana e meia depois de o Governo ter revisto em baixa o desempenho da economia em 2011.

 

No último boletim económico o ex-governador e agora vice-presidente do Banco Central Europeu reviu em baixa as perspectivas da instituição para o desempenho da economia portuguesa em 2010, apresentando um cenário mais negativo que o estimado pelo Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento, cujos números no ROPO, relativos a 2010, se mantiveram.

 

 

As estimativas do banco em Março apontavam para um crescimento de 0,4% este ano e de 0,8% no próximo.


Esta revisão vinha em linha com as declarações de Vítor Constâncio, por ocasião da divulgação do Boletim Económico de Inverno, em que admitiu uma revisão em baixa do crescimento em 2010 para perto de metade dessa previsão.


No Relatório de Orientação da Política Orçamental (ROPO) o Governo manteve a sua previsão de crescimento de 0,7% em 2010, mas reviu em baixa a previsão para 2011, de 0,9 para 0,5%.


O Boletim Económico de Verão que será apresentado esta terça-feira fica ainda marcado por ser o primeiro sob a liderança de Carlos Costa, que tomou posse como governador do banco central no dia 7 de Junho.


O documento, além de revelar as projecções detalhadas para este ano e para o próximo, contém também textos de política e situação económica. Vítor Constâncio recordou antes de sair de governador, mas já com a confirmação do seu novo posto, que quando voltou ao banco, em 2000, teceu duras críticas à política orçamental do Governo da altura, que considerou demasiado expansionista, no último boletim do ano.


As projecções entre as diferentes organizações têm ficado marcadas por um maior contraste no que diz respeito aos números apontados a 2010, sendo mais semelhantes nos respeitantes ao próximo ano.


Para 2010 o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 0,3%, já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) projecta um crescimento de 1%, e a Comissão Europeia de 0,5%.


Para 2011 a variação nas projecções é menor: FMI prevê um crescimento de 0,7%, igual à da Comissão Europeia, e a OCDE de 0,8%.

 

 


Visão

Lusa - Esta notícia foi escrita
nos termos do Acordo Ortográfico
14:04 Segunda feira,
12 de Jul de 2010

 

 

Banco de Portugal: Primeiro boletim económico de Carlos Costa publicado terça feira

Lisboa, 11 jul (Lusa) -- O Banco de Portugal divulga na terça feira o Boletim Económico de Verão, o primeiro com Carlos Costa ao leme da instituição, semana e meia depois do Governo ter revisto em baixa o desempenho da economia em 2011.

 

Lisboa, 11 jul (Lusa) -- O Banco de Portugal divulga na terça feira o Boletim Económico de Verão, o primeiro com Carlos Costa ao leme da instituição, semana e meia depois do Governo ter revisto em baixa o desempenho da economia em 2011.


No último boletim económico, o ex governador e agora vice presidente do Banco Central Europeu, reviu em baixa as perspetivas da instituição para o desempenho da economia portuguesa em 2010, apresentando um cenário mais negativo que o estimado pelo Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento, cujos números no ROPO, relativos a 2010, se mantiveram.


As estimativas do banco em março apontavam para um crescimento de 0,4 por cento este ano e de 0,8 por cento no próximo.

 


 

Exame Expresso

Lusa

9:35 Segunda feira,

7 de Junho de 2010

Carlos Costa assume Banco de Portugal

Economista Carlos Costa deixa a vice-presidência do Banco Europeu de Investimento para suceder a Vítor Constâncio no cargo de governador do  Banco de Portugal.

 

Carlos Costa sucede a Vítor Constâncio

na liderança do banco de Portugal

Alberto Frias

 

Carlos Costa é hoje indigitado como novo governador do Banco de Portugal pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sucedendo a Vítor Constâncio na liderança do supervisor. A cerimónia de tomada de posse já decorre no salão nobre do Ministério das Finanças.

 

O economista Carlos Costa, que saiu da vice-presidência do Banco Europeu de Investimento onde estava desde outubro de 2006, foi nomeado pelo Governo a 23 de abril para suceder a Vítor Constâncio, que deixou a liderança do Banco de Portugal, depois de 10 anos em funções, para assumir por sua vez a vice-presidência do Banco Central Europeu.

 

Carlos Costa, 60 anos, licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto em 1973, tem uma vasta experiência no setor bancário e na integração de Portugal na Comunidade Europeia.

 

Foi também membro do conselho de administração e diretor executivo da Caixa Geral de Depósitos entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).

03
Jul10

Entrevista ao responsável pelo Tribunal de Contas

bomsensoamiguinhos

Entrevistas Antena 1

2010-07-02

 

Entrevista a Guilherme d`Oliveira Martins


 


 

 

A jornalista Maria Flor Pedroso entrevista o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins.

 

O responsável pelo Tribunal de Contas afirma que aceita o recurso à ‘golden share' do Estado na PT, tendo em conta a importância da participação da operadora portuguesa na brasileira Vivo.

 

Guilherme d'Oliveira Martins defende ainda a responsabilização dos projectistas de obras públicas nos casos em que haja erros no projecto, que levem a derrapagens.

 

 

VÍDEO COM A ENTREVISTA:

 

http://tv1.rtp.pt/antena1/?t=Entrevista-a-Guilherme-dOliveira-Martins.rtp&article=2126&visual=11&tm=16&headline=13

28
Mai10

Estudo do cérebro facilita compreensão das escolhas económicas - Investigação: Nova ciência

bomsensoamiguinhos

May 24, 2010 by Inovação & Marketing

Investigação:

Nova ciência de estudo do cérebro

facilita compreensão das escolhas económicas

 

Inovação, Marketing, Tecnologia, Empreendedorismo, Gestão, Portal, Blog

As decisões económicas são imprevisíveis porque a racionalidade é limitada, mas a neuroeconomia pode ajudar a compreender melhor o que está na base de determinados comportamentos e tendências, estudando os mecanismos cerebrais.
Esta ciência está ainda a dar os primeiros passos, mas pode vir a tornar-se uma ferramenta muito útil, defendeu o investigador e autor do livro “Neuroeconomia – Ensaio sobre a sociobiologia do comportamento”, José Eduardo Carvalho, em entrevista à Lusa.
Os estudos neuroeconómicos revelam o papel das emoções nas escolhas estratégicas e podem contribuir para ajustar os modelos económicos a uma nova realidade.
Recorrendo a áreas científicas como a cromotografia, a microeletrónica e a nanotecnologia, os neurocientistas dispõem de “um conjunto de instrumentos que permitem ver em tempo real como é que as pessoas reagem, em termos hormonais, se forem estimuladas”.
“O que as pessoas dizem nem sempre corresponde à realidade”, sublinhou o professor universitário. “Hoje, é possível ver isso e estes instrumentos podem optimizar a informação de que os economistas hoje dispõem”.
No entanto, a nova ciência está a ser mais aproveitada pelos “homens do marketing” do que pelos economistas.
A neurociência descobriu que há zonas do cérebro que são estimuladas quando uma pessoa é confrontada com um dado objecto, mas nem sempre funcionam de forma racional.
“A estimulação é visível numa determinada zona e depois há outra zona que faz a aferição do preço, por exemplo, mas se houver uma deficiência do funcionamento cerebral, essa zona não se “acende” e o indivíduo pode endividar-se para comprar um bem de que não necessita”.
A explicação para o sobreendividamento pode ter também a ver com outra descoberta: “Temos uma componente genética que nos pode fazer desenvolver uma certa propensão para o consumo, mas também há uma componente cultural, que resulta de uma aprendizagem e que se transmite através de gerações”, explicou o economista.
Os comportamentos económicos reflectem crenças e valores, salientou.
Ao contrário do que acontecia há décadas, em que os pobres se resignavam e não ambicionavam chegar a uma classe superior, hoje as pessoas com menores rendimentos “são constantemente estimuladas para o consumo, pelos anúncios e pelas telenovelas e vão interiorizando estes padrões”.
José Eduardo Carvalho defende que “as tradições e a política contribuem cada vez menos para a formação da identidade” e que esse papel tem vindo a ser assumido pelo consumo.

 

Fonte: Económico

 

♦ ♦ ♦

 

VER:

 

http://inovacaomarketing.com/

26
Mai10

O Petróleo Português - Portugal tem maior mina de lítio da Europa

bomsensoamiguinhos

Carros Elétricos

que usam Baterias de Lítio

Reportagem com Automóveis comuns convertidos em elétricos ,que usam baterias de Lítio.

 

Tambem Motos,Motocicletas ,veiculos off-road convertidos em eletricos com estas baterias.

 

07:56Há 3 anos


O Petróleo Português

EXPRESSO TV

 

Vítor Andrade (www.expresso.pt)
10:20 Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

 

 

Portugal dispõe de dois milhões de toneladas de reservas de minério de lítio.

 

Quanto a reservas possíveis, a fasquia sobe até às doze milhões de toneladas.

 

Isto é o suficiente para perto de 70 anos de exploração mineira.

 

Com uma particularidade: as ocorrências de lítio estão entre os 20 e os 30 metros de profundidade, ou seja, não é necessário abrir minas subterrâneas.

 

Vídeo Expresso sem som:

 

Vídeo Expresso com som:

http://aeiou.expresso.pt/o-petroleo-portugues=f577649

 

 


 

VISÂO

27-08-2009

Metais

Lítio: um tesouro desaproveitado

Portugal é o maior produtor europeu de lítio mas, no estado em que este se encontra, não serve para fabricar as baterias dos futuros carros eléctricos

Clara Teixeira
16:14 Quinta-feira, 27 de Ago de 2009

 

Portugal não tem petróleo nem gás mas tem lítio, no subsolo. Um pouco por todo o lado, cresce a procura do mais leve metal existente na Terra, cuja densidade é apenas metade da água. É com lítio que se fabricam as baterias dos computadores portáteis, telemóveis, leitores de mp3, câmaras digitais, relógios e, dentro de algum tempo, dos carros eléctricos. A Nissan, a primeira marca a apostar na construção em massa dos novos veículos, vai instalar uma fábrica de baterias de lítio em território nacional. Mas, apesar de sermos os maiores produtores europeus desse metal, a construtora terá de adquirir a matéria-prima nos mercados internacionais.

O lítio que por cá se extrai, a partir de certos tipos de rochas, vem agregado a outros metais, existindo dúvidas sobre a viabilidade financeira da sua separação e posterior utilização para o fabrico de baterias. Mas há estudos nesse sentido.

A Felmica, maior produtor nacional, com sede em Mangualde, começou a estudar, em conjunto com uma empresa alemã, a exploração de lítio "num estado mais puro", com a finalidade de servir de matéria-prima para o fabrico de baterias. "Só haverá plano financeiro depois de sabermos o que podemos colher", disse à VISÃO o administrador José Manuel Henriques.

Por enquanto, a totalidade da produção da Felmica destina-se à indústria cerâmica nacional, que utiliza o lítio no fabrico de mosaicos, azulejos, louças sanitárias e louças de cozinha. Em 2008, começou, pela primeira vez, a produzir concentrados de lítio.

Os novos usos do lítio estão a fazer com que as empresas comecem a olhar para esta matéria-prima "de forma mais sustentada", diz o subdirector-geral da Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE), Carlos Caxaria. Mas, durante mais algum tempo, os destinatários da produção serão os fabricantes de vidro e cerâmica.

"Para o fabrico de baterias será necessário lítio na forma de carbonato, que não é o nosso tipo de produção", explica aquele técnico, acrescentando que essa transformação "poderá ser demasiado dispendiosa e grande consumidora de energia". "Tenho dúvidas quanto à sua futura utilização nas baterias de automóveis", conclui.

Procura cresce

A produção de lítio, concentrada nas regiões de Guarda, Viseu, Vila Real e Viana do Castelo, tem vindo a aumentar, assim como os pedidos de prospecção desse metal. Os dados da DGGE indicam que, entre 2005 e 2007, registou-se uma subida de 33% na exploração de pegmatitos (rochas) com lítio, para um total de 34 755 toneladas, avaliadas em cerca de meio milhão de euros. A dimensão das reservas não é, por enquanto, conhecida.

Numa análise recente do U.S. Geological Survey - um instituto público norte-americano - Portugal é apontado como o maior produtor de lítio na Europa, numa tabela liderada pelo Chile e pela Austrália. Mas, a breve prazo, essa lista sofrerá alterações. A descoberta das maiores reservas do mundo na Bolívia, estimadas em 5,4 milhões de toneladas (metade do total mundial) ditará a entrada de um novo gigante neste mercado, em forte expansão por causa da procura de lítio para baterias - que lideram já as aplicações daquele metal, consumindo 25% da produção mundial. Mas nem tudo são boas notícias. Os especialistas frisam que o lítio é um metal raro e que, com a esperada massificação das viaturas eléctricas, será necessário procurar alternativas. As expectativas de fortuna fácil, por parte dos produtores, podem, afinal, não se concretizar.



Portugal tem maior mina de lítio da Europa

 

http://www.boasnoticias.pt

30/4/2010

 

 

Portugal é o 5.º maior produtor mundial de lítio, um mineral de cor violeta que é utilizado na construção de baterias para os carros elétricos A mina da Felmica, na Guarda, é a maior da Europa, noticia o jornal Expresso.

É com lítio que se vão produzir as baterias dos novos carros elétricos que as marcas estão a anunciar, mas a indústria automóvel tem tido dificuldades em encontrar um fornecedor de matéria prima em abundância. Portugal pode vir a ser a solução.

"Temos a matéria prima já concentrada e já estamos a fazer um estudo para podermos preparar o lítio para poder ser aplicado no setor das baterias", explicou Carlos mota, presidente da Felmica ao jornal Expresso.

A mina da Felmica, na região da Guarda, é a maior da Europa e dispõe de reservas para 30 anos de produção. Portugal é já o quinto produtor mundial deste mineral.

Carlos Mota adiantou ao jornal que a empresa já foi contactada por dois grandes grupos da indústria automóvel e que poderão ser parceiros na fase de transformação do lítio, ou seja, na sua preparação para utilização nas baterias.

Portugal dispõe de dois milhões de toneladas de reservas de minério de lítio. Quanto a reservas possíveis, a fasquia sobe até às doze milhões de toneladas, o que é suficiente para perto de 70 anos de exploração mineira.

Em termos de exploração, o lítio apresenta uma vantagem relativamente a outros minerais já que as ocorrências deste minério estão entre os 20 e os 30 metros de profundidade pelo que não é necessário abrir minas subterrâneas.


19
Mai10

Será Possível ??? - Energie, especializada em painéis termodinâmicos ameaça mudar-se para Espanha

bomsensoamiguinhos

RTP

2010-05-18

14:19:02

Empresa Portuguesa

de painéis termodinâmicos

ameaça mudar-se para

Espanha

 

Uma empresa portuguesa, a Energie, especializada em painéis termodinâmicos ameaça abandonar o país.

A empresa ainda não está integrada no Sistema Nacional de Certificação Energética.

A consequência prática é que não pode vender em Portugal. Pode apenas exportar.

O empresário avisa que, se até ao final deste mês, não tiver uma resposta deslocaliza a empresa para Espanha.

 


 

 



Energie, empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos, ainda está a ponderar a melhor opção para o seu futuro. Depois do grupo espanhol Telemo ter demonstrado o interesse na compra da empresa portuguesa liderada por Luís Rocha, o que implicaria a sua deslocalização da Póvoa de Varzim para a Galiza, a Energie tem estado a analisar «os prós e os contras» da decisão a tomar. Espanha é, de resto, um dos principais mercados da empresa, que exporta para diferentes países 40 por cento da sua produção.

Recorde-se que a Energie iniciou, no final de 2007, a sua primeira fase de expansão, ao inaugurar a maior fábrica de produção de painéis solares termodinâmicos do mundo. A tecnologia, que é já a terceira geração deste tipo de materiais, consiste em painéis solares de alto rendimento e sem vidro, que funcionam por meio de um klea (fluido frigorigénio ecológico), captando imediatamente a radiação solar, tanto directa como difusa, bem como o calor do meio envolvente.

Em 2008, a empresa foi responsável pela instalação de 24 mil metros quadrados de área de painéis solares termodinâmicos, tendo registado um crescimento na ordem dos 12 por cento, com um volume de negócios a rondar os sete milhões de euros. A empresa segue assim a tendência de 2007, quando nesse ano, de acordo com dados da Federação da Indústria Solar Térmica Europeia (ESTIF), 52 por cento dos painéis solares térmicos instalados em Portugal eram fabricados pela Energie.

Para 2009, a empresa continua a aspirar a novo crescimento, nomeadamente através da conquista de novos mercados internacionais, nomeadamente a Alemanha e a América do Sul. Actualmente, 60 por cento da produção destina-se ao mercado nacional e os restantes 40 por cento ao mercado internacional, designadamente para países como Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, Bélgica, Irlanda e Estados Unidos.

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.portal-energia.com/wp-content/pth/thumb_energie_1235754281.jpg&imgrefurl=http://www.portal-energia.com/tag/termodinamicos/&usg=__D28PMeMFUYM8e7kncXzdmjyCMIo=&h=130&w=130&sz=4&hl=pt-PT&start=24&itbs=1&tbnid=91QMCST4zEsS7M:&tbnh=91&tbnw=91&prev=/images%3Fq%3DEnergie%2B-%2Bpain%25C3%25A9is%2Btermodin%25C3%25A2mico%26start%3D20%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1

 

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