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03
Out09

ARDI - Fóssil de antepassado humano revelado

bomsensoamiguinhos

 

 

 

DN

02-10-2009

 

ARDI

 

 

Fóssil de antepassado humano revelado

 

 

Catalogação do esqueleto encontrado na Etiópia demorou 17 anos, mas esta pode ser a chave para compreender melhor a evolução humana.
 
Tem 4,4 milhões de anos, chama- -se Ardipithecus ramidus e pode ser mais um dos antepassados do homem, diz a equipa de investigadores da Universidade da Califórinia que estudou o fóssil na Etiópia.
 
Apesar de não estar directamente na linha evolutiva do homem, o Ardi ( nome dado ao esqueleto parcial de uma fêmea) oferece novas informações sobre a forma como a espécie humana evoluiu do antepassado que partilha com o chimpanzé, dizem os investigadores.
 
O fóssil do Ardipithecus ramidus foi encontrado pela primeira vez na Etiópia em 1992, mas foram precisos mais 17 anos para compreender a sua importância. A equipa internacional recolheu ossos importantes, como o crânio com dentes, braços, mãos, pélvis, pernas e pés. Também foram encontrados outros fragmentos de osso que pertencem a 36 indivíduos diferentes, incluindo jovens, machos e fêmeas.
 
"Demoramos muitos anos a limpar os ossos no Museu Nacional da Etiópia e depois a restaurar o esqueleto para as suas dimensões e forma original", diz Tim White, da Universidade da Califórnia, citado pela BBC, que demorou algum tempo a "comparar os fósseis com outro encontrados em África".
 
Algumas das características do animal são próprias do homem moderno (caminhava em dois pés) mas outras são encontradas no chimpanzé (tinha os pés chatos o que não lhe permitia percorrer longas distâncias).
 
"Este não é um fóssil qualquer. Não é um chimpanzé. Não é um humano. Mostra-nos como costumávamos ser", terminou.

 

 

 

 

08
Fev09

Lisboa - Ciência - A paleontologia e os fósseis ao virar da esquina

bomsensoamiguinhos

 

 

Diário de Notícias

07.02.09

 

 

A paleontologia

e os fósseis ao virar da esquina

 

 

FILOMENA NAVES

 

 

 

Fósseis. Lisboa está cheia deles. Nas calçadas, nas escadarias, nas fachadas dos edifícios, nos bancos antigos. O liós, a pedra branca que dá aquele toque de luz especial à cidade, tem a marca do Jurássico

Sinais do Jurássico na calçada lisboeta

Estão debaixo dos pés a cada passo, à altura dos olhos nas paredes da cidade, mas nem reparamos neles, quando passamos apressados. Os fósseis estão por todo o lado, em Lisboa, impressos na superfície do liós, a nobre pedra branca da região que serviu de material para a construção que, ao longos dos séculos, deu forma à cidade.

"São fósseis de organismos marinhos extintos há muitos milhões de anos e contam histórias de vida e de morte na calçada lisboeta e nas fachadas dos prédios antigos e históricos da capital", diz o geólogo e paleontólogo Carlos Marques da Silva, do departamento e Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Foi no seu trajecto habitual entre o seu gabinete, que nos anos 90 ainda era no edifício do Museu Nacional de História Natural, na Rua da Escola Politécnica, e o barco para Almada, no Cais do Sodré, que o professor e investigador de geologia e paleontologia começou a olhar para os fósseis, a cada passo. "A certa altura pensei que era engraçado mostrar aos lisboetas a cidade nesta perspectiva. Com o meu colega Mário Cachão começámos a fazer este passeio, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais", explica Carlos Marques da Silva. A adesão foi grande. De tal forma que, a partir de 1998, os dois professores da FCUL passaram a fazer estes percursos de forma organizada, no âmbito da programação da Geologia no Verão, do Ciência Viva. E, desde então, continuam a fazê-lo.

"A filosofia desta paleontologia urbana é levar a montanha a Maomé", explica Carlos Marques da Silva. Ou seja, se os lisboetas não saem da cidade para desfrutar do que a geologia e a paleontologia têm para lhes oferecer fora de portas, então podem muito bem começar a olhar para a riqueza que têm, literalmente, debaixo dos pés, quando passeiam, por exemplo, na Baixa. Dessa forma, as pessoas passam a poder reconhecer também os fósseis que estão por todo lado, no pavimento dos passeios, nas escadarias das igrejas ou nas fachadas dos prédios antigos.

O DN fez esta "caminhada paleontológica" guiada por Carlos Marques da Silva, entre o Terreiro do Paço e o Rato, passando pela Rua do Arsenal, o Largo de São Paulo, Rua do Alecrim e, por aí acima, até ao Rato, ao longo da ruas D. Pedro V e da Escola Politécnica. Aprendem-se palavras novas, como os nomes dos fósseis rudistas, recua-se muito tempo, até há 150 milhões de anos, no Jurássico Superior, quando toda a região de Lisboa estava coberta por um mar tropical pouco profundo, cheio de pequenos organismos, como moluscos e bivalves, que já não existem há muito. Esse percurso, e o que fomos vendo, aqui fica. Venha daí.

♦♦♦

 

 

Fotos retiradas  de:

webpages.fc.ul.pt/~cmsilva/Paleourbana/Paleourbana.htm

 

Fósseis ao virar da esquina
Percurso urbano de interpretação paleontológica
 
 

 

 

 

 

 

 

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