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Domingo, 30 de Janeiro de 2011

O ouro está sobrevalorizado?

Económico

Edward Chancellor
30/01/11 10:28

O Ouro Está Sobrevalorizado?

 

 

A subida fulgurante que o ouro faz aumentar as preocupações sobre o preço deste metal precioso.

 

O ouro é a cortesã do mundo do investimento, sempre a fazer promessas diferentes e muitas vezes contraditórias. Por vezes, comporta-se como qualquer vulgar tipo de investimento especulativo. Noutras, oferece protecção contra grandes catástrofes financeiras. O consenso aponta no sentido de o ouro proteger os investidores em igual medida contra a deflação ou contra a inflação. Hoje o ouro caiu nas boas graças dos gigantes dos ‘hedge funds' e de uma série de investidores, bem como dos especuladores em alta e dos especuladores em baixa. Mas existe um problema: os grandes admiradores do ouro raramente sabem que valor lhe devem atribuir.

Se pudéssemos identificar o ouro por popularidade, então o ouro seria uma bolha. O Harrods, o grande armazém de Knightsbridge, vende agora barras de ouro nos seus balcões. E existem mesmo máquinas automáticas de venda de ouro. Os intervalos da Bubblevision, leia-se a cadeira de televisão CNBC, estão cheios de anúncios de promotores de ouro. Os investidores retalhistas estão a apostar cada vez mais fundos transaccionados em bolsa, enquanto alguns investidores institucionais mais respeitados estão cada vez mais receptivos ao investimento em barras de ouro. O preço do ouro está elevado graças à procura nos mercados emergentes. O Banco Industrial e Comercial chinês relançou recentemente o seu "Gold Accumulation Plan", atraindo mais de um milhão de contas. "Depois de abrir uma conta," reporta o World Gold Council, os Croesus modernos da Ásia podem começar a acumular ouro numa base diária..."

Há uma década, quando o ouro se situava abaixo dos 300 dólares por onça, era ignorado pelos corretores. Depois de ter quadruplicado de valor, Wall Street está agora a extrapolar esta subida recente e a projectá-la para o futuro longínquo. O Goldman aponta para valores de 1.690 dólares por onça em 2011, cerca de 20% acima do preço actual. Segundo as previsões da HSBC o ouro subirá 8% ao ano durante o resto da década e recomenda uma afectação de 15% do investimento neste metal precioso. Com o euro em apuros e o dólar ameaçado pelas rotativas bem oleadas por Ben Bernanke, o ouro tornou-se assim na moeda mais em voga.

Mas as bolhas são definidas de acordo com a sua valorização e não segundo o comportamento dos investidores. Durante muito tempo, a valorização do ouro em dólares ajustados à inflação manteve-se estável. Mas, desde 1900, o ouro rondou uma média de 440 dólares, a taxa do dólar de 2010.

Segundo esta medida de avaliação, o ouro a 1.400 dólares por onça regista um desvio padrão de 2,5 acima da sua média a longo prazo. E o ouro está também caro tendo em conta o seu custo de extracção, custo este que o Credit Suisse afirma situar-se nos 600 dólares por onça.

O ouro parece estar sobrevalorizado segundo os padrões mais tradicionais. Nos tempos da Babilónia dizia-se que uma onça de ouro dava para comprar 350 pães. Cada pão de trigo que consumo normalmente custa 2,45 dólares, pelo que um preço justo do ouro seria agora 850 dólares.
Outra regra elementar diz-nos que uma onça de ouro dava para comprar um fato. Esta regra só não nos diz de que tipo de alfaiataria estamos a falar. Mas a Gieves & Hawkes de Savile Row tem actualmente bons fatos a 795 libras.

O ouro parece menos caro quando comparado com outras mercadorias. Desde 1900 que uma onça de ouro era comprada a 50 vezes o seu peso em prata. Depois da subida repentina da prata no ano passado, este rácio caiu 47 vezes. O preço do ouro em termos de petróleo tem-se mantido também bastante constante. Desde 1900, uma onça de ouro era comprada a uma média equivalente a 13,4 barris de petróleo. Hoje, a mesma onça dá para comprar 15,5 barris.

Não existe nenhum método científico para avaliar o ouro. Como refere Jim Grant na sua ‘newsletter' mais recente: "Podíamos avaliá-lo sempre como um activo que só gera rentabilidade no acto de compra e venda." Mas Grant sugere uma avaliação do ouro em termos de "1/n, sendo ‘n' a confiança do mundo nas moedas em papel e nos mandarins que as manipulam. Infelizmente, quanto ao ‘n', não sei o que representa."

Os investidores demasiado optimistas de Wall Street esforçam-se ainda menos para identificar o seu valor. E apontam meramente para o facto de o ouro tender a subir depois de um período de taxas de juro negativas. Só não mencionam que a bolha do ouro de 1980 caiu rapidamente quando o presidente do Fed, Paul Volcker, começou a aumentar as taxas. Nos dois anos que se seguiram o preço do ouro caiu dois terços. A questão da avaliação, por mais difícil que seja, não deve ser ignorada. O ouro tem que cair cerca de 70% para atingir a sua média a longo prazo em termos de dólares ajustados à inflação. Para voltar a estar em linha com o seu custo de produção teria que cair cerca de 55%. O ouro está cerca de 40% sobrevalorizado face ao preço do pão e 9% face ao preço do petróleo.

O ouro só parece um pouco barato quando comparado com a performance da prata. Os especuladores em alta esperam que, em termos reais, o ouro possa voltar a atingir o pico de 1980, altura em que subiu mais de 70%. Mas a média das nossas medidas de avaliação aponta para um valor justo do ouro inferior a mil dólares por onça, cerca de terço abaixo do preço actual.

Não quero com isto dizer que o ouro não possa vir a subir no próximo ano ou que não exista uma necessidade de protecção contra riscos inflacionistas. Mas os investidores prudentes deviam olhar antes para outros activos menos fingidos para protegerem o valor das suas poupanças.

Exclusivo Financial Times
Tradução de Carlos Tomé Sousa


:
Publicado por bomsensoamiguinhos às 15:00
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Investir em empresas sustentáveis - opinião de António Correia

Público - ECONOMIA
02.01.2010 - 14h45

Por : António Correia,

Partner da PricewaterhouseCoopers

 

 
Investir em Empresas Sustentáveis 
 
 
O investimento em sustentabilidade é uma das tendências mais em foco no mundo empresarial, gerando um crescente interesse entre um leque diversificado de investidores.

Os números falam por si: os Princípios para o Investimento Responsável das Nações Unidas (UN PRI, na sigla em inglês), uma iniciativa que promove a integração de factores de sustentabilidade nas decisões de investimento, têm neste momento signatários que representam activos no valor de 15 biliões de dólares globalmente.
 
Mas, a questão é:
 
faz sentido considerar a sustentabilidade? Pode o desempenho financeiro ser melhorado através do investimento em empresas sustentáveis?

Numa economia de mercado, a posição competitiva de uma empresa determina o seu potencial de criar valor. A nossa convicção é que as tendências de sustentabilidade como as mudanças climáticas, a eficiência dos recursos, ou a expansão demográfica têm um impacto no ambiente em que as empresas competem.

O investimento sustentável é uma abordagem de investimento a longo prazo que integra aspectos económicos, ambientais e sociais na selecção e retenção de investimentos. Muitos denominados de “intangíveis”, entre outros, pelo facto do seu real valor não ser facilmente mensurável. Factores como a reputação, a motivação, a satisfação, a inovação aparecem hoje no topo das preocupações dos executivos mundiais. Não lhes dar a devida a atenção, e mais, não os gerir é não ter presente a prosperidade da organização e dos seus stakeholders no longo prazo.

Além disso, os mercados de capitais estão cada vez mais atentos ao valor dos activos intangíveis para a empresa. Como demonstra o seguinte diagrama, o rácio médio do valor contabilístico (book value) em relação ao valor de mercado geral caiu significativamente nas últimas décadas; isto implica que a capacidade de uma empresa fazer crescer os seus lucros depende cada vez mais de activos intangíveis como a qualidade da gestão, o poder da marca, o desenvolvimento do capital humano, o capital intelectual, entre outros. Tendo em conta estes factos, parece claro que os profissionais de investimento não podem mais deixar de lado o valor dos intangíveis, quando realizam análises dos fundamentais de uma empresa.

A Banca e os mercados de capitais também têm tirado partido de novos produtos ligados à sustentabilidade. Estes produtos respondem a novas prioridades de muitos investidores, incluindo uma segunda geração de famílias ricas que têm a intenção de depositar as suas heranças de formas socialmente responsáveis, investidores institucionais (fundos de pensões) que procuram retornos acima da média a longo prazo, e empresa sustentáveis que pretendem responder a essas prioridades. Produtos já com um histórico assinalável incluem índices de sustentabilidade como o Dow Jones Sustainability World Index, fundos de energias renováveis, fundos ligados ao sector das águas e fundos de investimento socialmente responsável (SRI). Existem outras oportunidades ao nível do financiamento de capitais de risco de projectos de energias alternativas e de outros negócios que tenham como objectivo proteger o ambiente, bem como o comércio de emissões de carbono.

Portugal tem vindo a acompanhar esta tendência, mas ainda há muito a fazer. As empresas que querem ser competitivas e os investidores institucionais, não podem mais ignorar a importância dos factores de sustentabilidade para o seu sucesso.

É esse o caminho que estão a trilhar as mais de uma centena de empresas que estão a participar no Prémio Cidadania das Empresas e Organizações. O prémio divide-se em duas categorias, sendo que a primeira pretende reconhecer as empresas mais bem sucedidas na aplicação das suas políticas de responsabilidade social, em três vertentes: económica, social e ambiental. No caso da categoria destinada a Organizações Não Governamentais (ONG), mais do que reconhecer o seu empenho na aplicação de medidas efectivas, pretende-se apoiar na melhoria de implementação das mesmas.
Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:01
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

AR: PS questiona ministro das Finanças sobre aquisição de acção da Cimpor pela CGD

RTP

 

 

AR:
PS questiona ministro das Finanças
sobre aquisição de acção da Cimpor pela CGD
 
 
Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O deputado socialista Vera Jardim questionou hoje o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sobre a aquisição de acções da Cimpor pela Caixa Geral de Depósitos acima do valor de mercado.

 

 

Em requerimento hoje entregue na Assembleia da República, Vera Jardim interroga o Governo se "o accionista Estado teve conhecimento prévio da operação efectuada".

 

 

Em caso afirmativo, o deputado socialista quer saber "o que justifica tal transacção", sublinhando que foi noticiada "a aquisição pela Caixa Geral de Depósitos a um investidor privado por um preço por acção superior à cotação média das últimas semanas e com uma cláusula de direito da recompra das acções, no prazo de três anos".

 

 

Também o PCP e o BE já tinham questionado o Governo sobre esta operação, em que a CGD terá comprado 10 por cento do capital da Cimpor 25 por cento acima do valor de mercado, pagando mais 62 milhões de euros.
 
Hoje, o grupo parlamentar do PCP requereu a audição urgente do presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.
 
O PCP argumenta que "nos últimos tempos" a CGD tem sido chamada a intervir "na salvação de alguns bancos do sistema bancário" e que "tem tido intervenções incompreensíveis no apoio a alguns grupos económicos e financeiros".
 
Os deputados comunistas querem esclarecimentos sobre as opções estratégicas da CGD, referindo casos de "negociações leoninas de empréstimos" feitos entre empresários como Manuel Fino, Teixeira Duarte, Joe Berardo e José Rendeiro.
 
SMA/SF/ATF.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 10:00
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