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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Morreu António Feio

 

SIC

Publicação: 30-07-2010 00:20
Última actualização: 30-07-2010 01:23

Morreu

o actor e encenador

António Feio

Morreu esta quinta-feira o actor e encenador António Feio às 23h25, no Hospital da Luz, em Lisboa. António Feio, 55 anos, estava internado desde a passada terça-feira, sofria de um câncro no pâncreas.

 

 


 

 

 

António Feio

 

Actor e Encenador Português

(Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954)

http://cinema.sapo.pt/pessoa/antonio-feio/biografia

 

 

Portugal

 

 

 

Ver:


António Feio - Mensagem Poderosa

SEXTA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2010

 

http://bomsensoamiguinhos.blogs.sapo.pt/175008.html

 

 


: O País ficou mais Pobre !!!
Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:30
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria, morreu ao 77 Anos

Público

02.02.2010 - 17:19

 

A actriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria, de 77 anos, morreu hoje depois de ter sido internada há uma semana com uma anemia grave num hospital privado de Lisboa. O seu editor na ASA e agora na PortoEditora, Manuel Alberto Valente, recorda-a como "uma pessoa extraordinária" e revela que Lobato Faria desejava publicar um novo romance este ano. Lauro António, realizador, frisa que "ela deixa uma marca forte no mundo do espectáculo e da cultura portuguesa".

 

A actriz foi internada há uma semana 

A actriz foi internada há uma semana (Mário Santos/Porto Editora)

 
Rosa Lobato Faria estava internada num hospital privado de Lisboa há uma semana devido a anemia e já há mais de seis meses que sofria de complicações devidas a uma cirurgia motivada por uma infecção intestinal. É viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, desde 26 de Novembro de 2008.

O corpo de Rosa Lobato Faria vai estar amanhã de manhã na Igreja de Santa Isabel, perto do Largo do Rato, em Lisboa, onde decorrerá uma missa pelas 15h00, disse à Lusa um familiar. Depois da celebração, o funeral sairá para um cemitério de Lisboa, mas a fonte disse ainda desconhecer qual. Sendo que a actriz será cremada, os cemitérios de Alto S. João e Olivais são as únicas possibilidades em Lisboa.

"É uma grande dor e uma grande perda", lamenta Manuel Alberto Valente ao PÚBLICO, que editou o primeiro romance da autora - "Para além de ser muito bem escrito, trazia para a área da ficção essa marca poética muito forte de todo o trabalho dela" - e quase toda a sua obra desde então.

"Foi crescendo entre nós uma amizade muito grande. Eu era uma das primeiras pessoas a ler cada original que ela terminava. Tinha prometido entregar-nos brevemente o novo romance que queria publicar ainda este ano. Não sei em que fase estava da escrita desse romance, mas vou agora tentar saber junto da família."

Lauro António, realizador de cinema que dirigiu Rosa Lobato Faria em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986), elogia a sensibilidade e a elegância da actriz, que "ao mesmo tempo [era] muito intensa ao nível das suas convicções e paixões". O realizador assinala ainda que "a imagem que se tinha dela correspondia muito à sua essência. Tinha uma beleza interior e exterior e uma certa serenidade – curiosamente aproveitei essa serenidade para lhe dar papéis em que era fria, distante, personagens um pouco hipócritas".

"E, não sendo uma feminista militante, tinha uma personalidade forte, e deu um bom retrato da mulher, ajudando a alterar a imagem da mulher em Portugal nos últimos 50 anos", sublinha Lauro António ao PÚBLICO.

O Ministério da Cultura manifestou, em comunicado, "grande pesar pelo falecimento" da poetisa e romancista, destacando que "a actividade que desenvolveu na área da escrita, fundamentalmente como autora de romances, mas também de poemas, contos, peças de teatro, argumentos para televisão e letras de músicas e, ainda, como actriz em filmes e séries televisivas constituem um legado que atesta a sua criatividade e extrema sensibilidade e que perpetuará como fonte de inspiração para novas gerações".

Da poesia ao romance

A escritora (poeta e romancista) e actriz nasceu em Lisboa em abril de 1932. O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995, mas publicara já antes vários volumes de poesia - como "Os Deuses de Pedra" (1983) ou "As Pequenas Palavras" (1987). O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997). Em 1999, na ASA, publica "A Gaveta de Baixo", um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares.

Como romancista publicou ainda "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e "A Trança de Inês" (2001). Escreveu também "O Sétimo Véu" (2003), "Os
Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "A Estrela de Gonçalo
Enes" (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e "O Prenúncio das Águas" foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008 pela Porto Editora.

Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, "Vila Faia" (1983), e trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" também como argumentista. Filmou com João Botelho ("Tráfico, de 1998, e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960.

Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares
.

Notícia actualizada às 19h54

 

 


Sábado

02-02-2010

 

 

 

Rosinha, como lhe chamam os amigos, tem os tiques das meninas “bem”: dá apenas um beijinho, chama criadas às empregadas domésticas, refere-se aos pais como “a mãe” e “o pai” e acentua as palavras de forma nasalada. Apesar do ambiente onde nasceu, foi também uma rebelde: casou-se três vezes e encorajou as filhas a terem relações sexuais antes do casamento. E tornou-se actriz quando isso era malvisto no seu meio social. Hoje gosta, acima de tudo, de escrever romances, mas também poesia, letras de músicas – mais de 1500 – e telenovelas (Passerelle, em parceria com Ana Zanatti, e Telhados de Vidro, a primeira da TVI). Os quatro filhos, os 11 netos e o marido (Joaquim Magalhães), com quem vive há quase 30 anos, “são a única coisa realmente importante” e pela qual morreria.

Entrevista de Rita Roby Gonçalves
 
Gosta do tipo de humor do Aqui não Há quem Viva (SIC)?
Imenso. É uma série bem escrita, ao contrário de outras coisas que tenho feito. Nas gravações choramos a rir. Há cenas que só ficam gravadas à quinta vez, principalmente aquelas em que entra o Nicolau [Breyner].
Sente-se bem no registo de comédia?
Gosto de fazer comédia, apesar de um actor nunca perder a esperança de fazer um grande papel dramático, mas como não sou uma actriz por aí além...
Não se tem em grande conta como actriz?
Não tenho nenhuma preparação académica. Tudo o que faço é por intuição, logo aí não acredito nos meus dotes. Mas vou fazendo e vou gostando.
Foi uma menina “bem”?
Fui uma menina relativamente “bem”. O meu pai era oficial da Marinha e a minha mãe era filha destas senhoras que se percebe que são bem-nascidas. Não fui uma menina rica, mas tive uma infância desafogada. Em roupa gastava-se pouco, mas tínhamos uma mesa farta. Em casa tínhamos sempre duas criadas e uma cozinheira.
Onde nasceu?
Em Lisboa. Vivíamos num apartamento em Entrecampos e estudávamos no Colégio Moderno. A minha irmã era mais velha e mandava em mim. O meu pai estava ausente e quando regressava eu pensava que não gostava daquele senhor porque não o conhecia.
Ele era muito autoritário?
Sim, porque estava habituado a mandar. Às 13h almoçava-se e quem não estava não comia. O pai mandava e era assim que se fazia. Acho que não gostava muito de crianças, mas tratava-_-nos bem. Não era nada efusivo, nem isso se usava na altura.
E a sua mãe como era?
A mãe era meiguíssima. Com 13 anos fui para o colégio interno, o Instituto de Odivelas, onde fiquei quatro anos. Adorei, tanto pelo companheirismo como pela disciplina, mas acima de tudo pelo tempo que tinha para estudar. Adorava ser boa aluna.
Mas não ficava triste por estar longe da família?
Sim, claro.
Chorava à noite na camarata?
Pelo amor de Deus, fui educada para cumprir as minhas obrigações sem lágrimas. Uma choramingona é desprezível.
Era muito certinha?
Fumámos uma vez às escondidas e ficámos enjoadas. O importante era o companheirismo, nunca denunciávamos ninguém. As “chibas” eram mal--vistas. Aos domingos as visitas levavam bolos e nós dividíamo-los por todas, porque algumas não recebiam. Havia uma que guardava os bolos dela na mesinha-de-cabeceira para não dar às outras. Nós íamos ao dormitório durante o dia – o que era proibido – e comíamos-lhe tudo.
Havia muitas regras em sua casa?
Sim, à mesa, por exemplo. Esta coisa de os meninos se estatelarem no sofá não existia na altura. A menina sentava-se como deve ser ou então ia para o quarto. A minha mãe falava connosco em francês ao jantar porque para ela não saber falar francês era o mesmo que não saber comer a sopa.
Qual era a cor política lá de casa?
O meu pai era contra o Salazar, mas uma das coisas que me ensinaram é que era falta de educação uma senhora discutir política.
Teve muitos namorados?
Naquele tempo ninguém tinha muitos namorados. Era uma coisa que se fazia à distância. Na Figueira da Foz, onde vivemos nove anos, eles assobiavam e nos íamos à janela.
Entretanto, foi estudar para Coimbra.
Entrei em Germânicas porque sabia inglês e alemão. Odiei. O que queria era ser actriz, mas não me deixavam e, por respeito profundo pela opinião dos meus pais, não segui. Entretanto, casei-me e foi pior a emenda do que o soneto porque não podia fazer coisíssima nenhuma.
Casou-se apaixonada?
Não, que ideia! Não sou de paixões. Casei-
-me aos 19 anos porque se usava.
Onde se conheceram?
Tinha-o conhecido em Caminha. Era filho do visconde da Granja. Eu vivia em função do cinema e, como nos filmes, a minha ideia era ter uma saia enorme, cruzar as pernas e casar com o visconde da Granja.
Como foi esse primeiro casamento?
Ele tinha mais quatro anos do que eu e trabalhava na produção de vinhos do pai. Tivemos três filhos. O curso acabou-se. A ideia subjacente era a seguinte: ou és casada ou tiras o curso. E eu até nem gostava do curso. Fui viver para um solar em Amarante que fazia parte do meu sonho cinematográfico.
Como ocupava o tempo?
A princípio não fazia nada. Depois convenci o senhor de que aquilo não era nada, que ele devia ter um emprego. Como a mãe dele era de Évora arranjou-lhe um emprego lá. Fomos para Évora em 1955, na altura já tínhamos uma filha de 2 anos e eu estava com outro na barriga. Foi uma vida diferente: alugámos um andar e eu tive de aprender a cozinhar. Uma tia ofereceu-me o Pantagruel e salvou-me a vida.
Fazia tudo sozinha?
Tinha uma criada, mas era daquelas modernas que vão dormir a casa. De repente percebi que gostava de cozinhar, talvez herdasse o jeito de umas tias paternas. Agora tenho um neto de 16 anos que quer ser chef.
Teve de ir trabalhar?
Sim, vim para Lisboa fazer um curso de guia intérprete. Depois, voltei para Évora para preencher uma vaga que tinha aberto lá. Entretanto, separei-me.
O que fez quando saiu de casa?
Fui com os pequenos para casa dos meus pais, em Lisboa. Estive um bocadinho em casa deles e depois conheci uma pessoa com quem vivi 14 anos, que já morreu e é pai do meu filho Nuno.
A sua família reagiu bem à separação?
Não me chatearam nada. A família da parte do meu pai era conservadora. Depois divorciaram-se todos. Aos 25 anos resolvi arrumar as minhas ideias. Até ali tinha feito o que os meus pais achavam bem, aos 25 anos comecei a pensar pela minha cabeça. Foi um balanço. De um lado coloquei coisas como o carácter, a lealdade, a verdade. Do outro coisas tipo: a mulher tem de obedecer ao marido. E pensei: “Puta que os pariu.” Percebi que o essencial era pouca coisa, como ser leal comigo própria e viver como achava que devia viver.
Como é a relação com o primeiro marido?
Quase inexistente, mas muito boa. Eu tinha este conceito: não posso estar de candeias às avessas com o pai dos meus filhos. Ele é muito tímido, eu tenho muita lata. A primeira vez que nos encontrámos, dirigi-me a ele e disse: “Estás bom? A tua mulher está boa?” A partir daí tudo bem. Mas não vamos juntos para a praia do Meco.
Teve com os seus filhos uma relação diferente daquela que os seus pais tiveram consigo?
Muito diferente. Havia uma revista fantástica, a Life, que tinha tudo sobre bebés. Eu expliquei o assunto aos meus filhos a dar--lhes muitos beijinhos. Lembro-me de a Teresa [Sachetti] me perguntar se o bebé nascia despido: “Sem uma camisa nem nada?” Quando as minhas filhas namoravam, dizia-lhes: “Façam o favor de ir para a cama com os namorados, ninguém deve casar-se sem ir para a cama com um homem. Porque se as coisas correm mal na cama, é meio caminho andado para o casamento ficar estragado.” Não sou uma mãe convencional.
Os seus pais falaram-lhe sobre sexo?
Tive uma educação amputante desse ponto de vista e era preciso que me tivessem explicado. Eu era inteligente, teria percebido. Quando me apareceu a menstruação, estava a tomar banho de imersão e julguei que ia morrer porque nunca ninguém me tinha falado naquilo. Por outro lado esta educação fez com que eu tivesse uma infância de fadas.
Como foi a experiência da maternidade?
Não gritei, nem quis marido nenhum ao pé de mim durante o parto, porque era um assunto entre mim e Deus.
Acredita em Deus?
A minha mãe era católica e o meu pai ateu. Eu sou extraordinariamente crente, mas não sigo muitas coisas da Igreja. Acredito na reencarnação e que há espíritos do outro mundo que nos ajudam e acompanham. Eu amo Deus, ele ama-me e designou alguém para tomar conta de mim: um anjo que escreve os meus livros e que me acompanha.
Quando entrou para a televisão?
Em 1971 abriram um concurso porque uma locutora ia de licença de parto, só que ela decidiu trabalhar logo a seguir a ter a criança e eu fiquei sem o lugar. Comecei por fazer uns programas literários e acabei por ficar 15 anos. Havia regras ridículas: não podia dizer aborto, vermelho, divórcio e suicídio. Depois do 25 de Abril, os programas literários acabaram e comecei a fazer novelas.
Quando se estreou nas telenovelas?
Em 1982, na Vila Faia. Sabia que o Nicolau Breyner estava ligado ao projecto e então disse-lhe: “Se precisares de uma quarentona com bom aspecto, lembra-te de mim.”
Quando começou a escrever?
Comecei muito nova, mas senti-me um bocadinho bicho de jardim zoológico porque a minha mãe não resistia a contar às amigas. Então passei a escrever na cabeça sem passar para o papel. Depois de estudar literatura percebi que havia outros senhores que tinham o mesmo defeito que eu, chamados Camões, Antero de Quental, etc. Portanto, não tinha nada de me envergonhar. Recomecei a escrever. Só quando conheci o Joaquim [Magalhães, o actual marido] é que ele me disse que tinha de ter a humildade de publicar.
Qual foi o seu livro que vendeu mais?
Tenho a impressão de que foi Os Três casamentos de Camila S. Inspirei-me na vida da minha bisavó que casou com 12 anos com um homem de 40. Ela teve o primeiro filho aos 16 anos, o que me leva a crer que só começaram a ter vida sexual quando ela fez 15. Também sabia que no princípio do casamento ela andava no colégio e brincava com bonecas. Sempre achei isto bonito e horrível ao mesmo tempo.
Quando se separou pela segunda vez?
A 30 de Abril de 1975. Eu não era casada com ele porque a concordata não permitia. A segunda separação não foi nada frustrante, estava farta de homens até aos olhos. 
À terceira foi de vez?
Ele [Joaquim Magalhães] é uma pessoa extraordinária. Na altura não queria mais homem nenhum na minha vida, mas já estamos juntos há 30 anos.
A beleza foi um empecilho na sua vida?
A beleza foi um empecilho porque eu preferia ser vista como inteligente.
Foi difícil envelhecer?
Facílimo. A única coisa importante é a família. É a única coisa pela qual morreria.

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:25
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Domingo, 23 de Agosto de 2009

Morais e Castro Faleceu - Conhecido pelo Professor do menino Tonecas

 RTP

2009-08-22 17:07:31

 

 

 Morreu o actor Morais e Castro

 

 

 

Vítima de cancro faleceu este sábado o actor Morais e Castro que nos últimos anos ficou conhecido entre o grande público como o professor do menino Tonecas na série transmitida pela RTP.

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 02:46
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

RAÚL SOLNADO

 

 

Raul Augusto Almeida Solnado,

 

Nasceu a 19 de Outubro de 1929

 

Faleceu a 8 de Agosto de 2009

aos 79 anos

 

 

Humorista, apresentador de televisão e actor.

 

 

 

 Monólogo satírico de Raúl Solnado - A Guerra de 1908

 

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 18:30
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Portugal - Morreu João Bénard da Costa

Agência Lusa, Publicado em 21 de Maio de 2009

 

 

 
 
Portugal
 
Morreu João Bénard da Costa
 
 
“Aos 50 anos, somos velhos para os de 20 ou 30, mas quando chegamos aos 70 ou 80, invejamos os de 50 e lamentamos termo-nos visto com o olhar dos que aí vinham e não com o dos que por lá tinham passado."
 
João Bénard da Costa
 
 
 
 
O funeral do director da Cinemateca Portuguesa realiza-se sexta-feira à tarde no Cemitério dos Olivais, em Lisboa
 
 

Obras

 

 

Livros da Autoria de João Bénard da Costa:
 
-Os filmes da minha vida, Assírio e Alvim, Lisboa, 1990
- Muito lá de casa, Assírio e Alvim, Lisboa, 1993
- Histórias do Cinema Português, Lisboa, 1991
- Mary Meerson e o cinema como magia, C.P., Lisboa, 1983
- O cinema português nunca existiu, CTT, Lisboa, 1996
- Decifrar o cinema egípcio, C.P., Lisboa, 1997
- O cinema vai ao teatro, C.P., Lisboa, 1996
- O Musical, 1987
 
Monografias da sua autoria:
- Alfred Hitchcock, 1982
- Luis Buñuel, 1982
- Fritz Lang, 1983
- John Ford, 1983
- Josef Von Sternberg, 1984
- Nicholas Ray, 1984
- Howard Hawks, 1988
 
Foi um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo, em 1963, onde foi chefe de redacção e, mais tarde, se tornou director, entre 1963 e 1970.
 
 

 

 

Biografia

 

João Bénard da Costa nasceu em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1935.
 
Durante a instrução primária, frequentou um colégio de freiras e o Lar Educativo João de Deus, tendo concluído o quarto ano em casa com um explicador. No 5º ano passou para o Liceu Camões, onde chumbou dois anos, tendo depois mudado de área e concluído os estudos no Liceu Pedro Nunes.
 
É licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1959, com uma tese intitulada “Do Tema do "Outro" baseada no filósofo francês Emmanuel Mounier.
 
Após acabar o curso, foi convidado pelo Prof. Delfim Santos para seu Assistente naquela faculdade, mas foi-lhe impedida a carreira universitária por informação desfavorável da P.I.D.E., devido à intensa actividade política que sempre desenvolveu contra o regime.
 
Ingressou no ensino liceal, tendo sido professor de História e Filosofia no Seminário Menor de Almada, no Externato Frei Luís de Sousa da mesma cidade, no Liceu Camões e no Colégio Moderno, entre 1959 e 1965.
 
Foi Presidente-Geral da Juventude Universitária Católica (1957/1958) e trabalhou como dirigente cineclubista num clube de cinema universitário, de 1957 a 1960.  
 
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1960 e 1963, para poder continuar os estudos, e ter mais acesso a mais informação, nomeadamente à biblioteca particular de Emannuel Mounier, filósofo francês sobre o qual realizou a sua tese de doutoramento.
 
Em 1963 foi um dos fundadores da Revista “O Tempo e o Modo”, de que foi chefe de redacção (e onde colaborou com nomes como Pedro Támen, Salgado Zenha, Nuno Bragança) enquanto António Alçada Baptista esteve na revista e, depois, director após a retirada deste da revista, entre 1963 e 1970.
 
De 1964 e 1966, foi investigador no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian e de 1966 a 1974 foi secretário executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura.
 
Em 1969 assumiu funções como responsável pelo Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, ao tempo da criação deste sector. Exerceu essas funções até 1991.
 
De 1973 a 1980, voltou ao ensino como Professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional.
 
Em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, de que actualmente, e desde 1991, é director.
 
Entre 1990 e 1995, foi presidente da Comissão de Programação da Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF). Em 2000 foi responsável pelo capítulo cinema português da enciclopédia Einaudi, incluído na História do Cinema Mundial, coordenada por Gian-Piero Brunetta, e colaborou ainda com ensaios sobre o cinema português em obras colectivas sobre a arte do século XX, editadas pelo Centro Nacional de Cultura (1998) ou pelo AR.CO (1999).
 
Em 1997, foi nomeado pelo Presidente da República (Jorge Sampaio), presidente da comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, cargo que continua a ocupar até ao presente.
 
Possui as comendas de Officier des Arts et des Lettres de França e a Ordem do Infante D. Henrique, com que foi agraciado pelo Presidente Mário Soares em 1990. Em 1995, a Universidade de Coimbra concedeu-lhe o Prémio de Estudos Filmicos, por ocasião da primeira atribuição deste prémio. O Prémio Pessoa em 2001 foi a sua mais recente distinção.

 

Fonte:

www.escamoes.pt/alunoscomotu/ALUNOS_COMO_TU/alunos_como_tu/Joaocosta/Audiovisuais.htm

 

 

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Cultura - Dramaturgo - Perda - Harold Pinter - Prémio Nobel da Literatura em 2005

SOL

 Fonte: sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx

25 Dezembro 2008  

 Teatro

 
Morreu o dramaturgo e activista político Harold Pinter
 

O dramaturgo Harold Pinter, laureado em 2005 com o Prémio Nobel da Literatura, faleceu na noite de Consoada aos 78 anos. O autor britânico de ascendência portuguesa, comparado a Samuel Becket e notado pelo seu polémico activismo político, sofria de cancro.

  

Recordado como um dos grandes dramaturgos do século XX, Harold Pinter era ainda conhecido pelo seu polémico activismo político, conotado com a esquerda britânica.
 
Foi um dos mais destacados opositores à invasão do Iraque, lutou contra o bombardeamento da Sérvia e declarou o seu apoio ao líder sérvio Slobodan Milosevic, para quem pediu um julgamento justo, após a sua detenção em 2001.
 
Pinter foi autor de inúmeras peças do chamado 'teatro do absurdo' e também de guiões para o cinema, como A Mulher do Tenente Francês.
 
A Academia Sueca, que lhe atribuiu o Nobel da Literatura de 2005, declarou que a obra de Pinter «força a abertura das divisões fechadas da opressão» e que o autor devolveu ao teatro os seus elementos básicos, como o espaço fechado e a imprevisibilidade dos diálogos.
 
«Ele trouxe realismo ao teatro», reforça o crítico Tim Walker, do Sunday Telegraph.
«Foi a maior figura do teatro desde os anos 50», comentou o director creativo da BBC, Alan Yentob.
 
A relevância de Pinter é, de resto, sublinhada pelo adjectivo «pinteresco», usado frequentemente para descrever certo tipo de atmosfera em palco.
 
Pinter tinha ascendência portuguesa. Segundo o próprio, o seu nome era uma adaptação de 'Pinto', testemunho de antepassados sefarditas lusos.
 
O autor sofria de cancro no esófago desde o ano 2002, mas terá sucumbido ao cancro do fígado, segundo noticia a BBC.
 
Faleceu na noite de Consoada, de acordo com a mulher, Antonia Fraser, que declarou que «foi um privilégio viver com ele mais de 33 anos».
 
SOL com agências
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Cultura - Escritor - Perda - Alçada Batista

Literatura dos afectos» está de luto                                                             JORNAL DIGITAL   2008-12-07 22:19:04
Morreu o escritor Alçada Baptista aos 81 anos
jornaldigital.com/noticias.php

 

 

«A minha obra escrita vende-se muito por uma razão simples, porque eu sou talvez o primeiro escritor que não teve vergonha dos afectos»,


Lisboa – Morreu hoje, aos 81 anos o escritor António Alçada Baptista. O «escritor dos afectos», como se auto intitulava admitia ter uma «sensibilidade feminina» e deixa uma vasta obra na área da ficção e ensaio e uma imagem de defensor da liberdade e dos direitos do homem.
 
«A minha obra escrita vende-se muito por uma razão simples, porque eu sou talvez o primeiro escritor que não teve vergonha dos afectos», disse um dia o escritor sobre a sua obra - ao todo 14 títulos - que percorreu o ensaio, crónica, novela e o romance.
 
Nas suas obras, constam, entre outros, a «Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus» (1971), «Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança» (1982), «Documentos Políticos» (crónicas e ensaios, 1970), «O Tempo das Palavras» (1973), «Conversas com Marcello Caetano» (1973), «Os Nós e os Laços» (romance, 1985), «Catarina ou o Sabor da Maçã» (novela, 1988), «Tia Suzana, meu Amor» (romance, 1989) e «O Riso de Deus» (romance, 1994).
 
O escritor foi condecorado com a Ordem de Santiago, com a Grã Cruz da Ordem Militar de Cristo pelo Presidente Ramalho Eanes, em 1983 e com a Grã Cruz da Ordem do Infante pelo Presidente Mário Soares, de quem foi colaborador, em 1995, foi sócio da Academia Brasileira de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa, e da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, foi também presidente da Comissão de Avaliação do Mérito Cultural e administrador da Fundação Oriente.

Segundo o escritor Vasco de Graça Moura, Alçada baptista era «um indisciplinador da alma que contribuiu para a consciencialização de muitos cidadãos», além de um «excelente ensaísta, dotado de uma grande bagagem mental, sempre preocupado com a condição humana».

O corpo vai ser velado na Igreja das Mercês, em Lisboa, sendo amanhã levado para o Cemitério dos Prazeres.
 
(c) PNN Portuguese News Network
 FONTE:  jornaldigital.com/noticias.php

 

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 Vanda

 

Literatura: 45 personalidades escrevem sobre Alçada Baptista


 forum.g-sat.net/showthread.php
 
«Escritor e amigo de todos nós» é como António Alçada Baptista é apresentado num volume de textos editado esta semana em sua homenagem, com coordenação de Maria Helena Mira Mateus e Guilherme d'Oliveira Martins.


Familiares, escritores, catedráticos, políticos, num total de 45 personalidades, escrevem sobre Alçada Baptista, a inspiração que dele receberam e a importância da sua obra.

O livro, editado esta semana pela Presença, intitula-se «António Alçada Baptista. Tempo afectuoso - Homenagem ao escritor amigo de todos nós», e nele colaboram, entre outros, Eduardo Lourenço, Mário de Carvalho, Teolinda Gersão, Dinis Machado, António Ramos Rosa, Mário Soares, Pedro Roseta e Edgar Morin.
O editor, Francisco Espadinha, esclarece que o livro «reúne testemunhos de muitos amigos e admiradores» do autor de «Os nós e os laços», cuja forma de estar no mundo os tem «inspirado». ...
   FONTE:    forum.g-sat.net/showthread.php
 
Publicado por bomsensoamiguinhos às 01:23
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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