Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

03
Mai09

Dia das Mães - Poema - Carlos Drummond de Andrade

bomsensoamiguinhos

 

Dos_rosas_PICT4446.jpg dos rosas image by german_cv_solo_cristo

 

Para Sempre



Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho
.

 

 

 

Carlos Drummond de Andrade

Poeta Brasileiro (1902 -1987)

 

 

26
Abr09

Agostinho da Silva

bomsensoamiguinhos

Sapo

 

Herman José entrevista Agostinho da Silva

parte2

 

 

 

George Agostinho Baptista da Silva foi um grande filósofo, poeta e ensaísta português.

 

"Conversas Vadias" CD2
Entrevista com Baptista Bastos
Parte Final

"No final de contas

não tenho feito mais do que apresentar e repetir

o que foi a obra e o pensamento de muitos portugueses do

século XIII,

de Camões, do Padre Vieira, de Fernando Pessoa,

Não sou nenhuma espécie de

génio ou de visionário."

 

 

 

02
Fev09

Poema - FLORBELA ESPANCA - Árvores do Alentejo

bomsensoamiguinhos

 

 

 

Árvores do  Alentejo

 

 

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

 

 Florbela Espanca

 

 
  
Fotos retirada da Internet
 

 

 

31
Jan09

Poema - António Aleixo

bomsensoamiguinhos

 

 

Os Vendilhões do Templo

 

Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.


António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

29
Jan09

Fernando Pessoa - O Mostrengo

bomsensoamiguinhos

 

 

O MOSTRENGO

 

Vídeo animado com base no poema de

Fernando Pessoa sobre os Descobrimentos

 

 

O MOSTRENGO

de

Fernando Pessoa



O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

 

⇔ ⇔ ⇔ 

 

Mapa dos Descobrimentos

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

ESPAÇOS DO AUTOR

====================== INFORMAÇÃO GLOBAL PANDEMIA - LINKS UTEIS ======================

  • ======================

GRIPE HUMANA DE ORIGEM SUíNA, AVIÁRIA, PANDEMIA -> LINKS ÚTEIS

GRIPE HUMANA (Aviária e Pandemia) Ministérios Outros Países

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

PESSOAS ADMIRÁVEIS

LEGISLAÇÃO

=> DIREITOS HUMANOS

INSTITUIÇÕES NACIONAIS

SIC-Soc. Informação e Conhecimento

FINANÇAS / IMPOSTOS

UE - INST. EUROPEIAS

Finanças,Gestão, Economia...

INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS

MÚSICOS E MÚSICAS

Imprensa / Informação

ONLINE - RÁDIO / TV / Imagens

EDITORES

ESPAÇOS CULTURAIS

LIVRARIAS

DADOS HISTÓRICOS

LIVREIROS / ALFARRABISTAS

ESPAÇOS AMIGOS

ESPAÇOS SUGERIDOS

VALEU A PENA CONHECER

RESTAURANTES

-> V I O L Ê N C I A

MEDICINA DENTÁRIA

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2008
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D