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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Uma digressão pelas ditaduras

 VISÃO

OPINIÃO

Victor Ângelo 

 

 

Uma digressão pelas ditaduras

Não há justificação alguma para o sofrimento humano imposto por qualquer senhor do poder

11:43 Quinta-feira, 18 de Fev de 2010

 

A minha experiência de anos faz-me dizer que entrar em conflito com o Conselho de Segurança das Nações Unidas é um erro político de peso. Os dirigentes que optaram por essa via de confrontação acabaram, com o tempo, por ser isolados pela comunidade internacional. O exemplo mais recente é o da Eritreia. Entrara em choque com a ONU, por causa das dificuldades que decidira criar à operação de manutenção de paz, a UNMEE, que tinha como mandato assegurar uma zona tampão de segurança, na fronteira entre a Eritreia e a Etiópia. O governo eritreu resolveu, mesmo, expulsar a missão. Acabou com o mandato, num rompante, sem qualquer tipo de consulta com os membros permanentes. As atitudes de hostilidade criaram as condições políticas para que o Conselho, à primeira oportunidade, adoptasse um regime de sanções contra os dirigentes de Asmara.

 

É verdade que os ditadores, habituados, nas suas terras, a fazer o que lhes passa pela cabeça, sem necessitarem de prestar um mínimo de atenção às normas jurídicas, à opinião da maioria ou ao bom senso diplomático, não entendem as regras básicas das relações internacionais. A história e os factos presentes estão recheados de exemplos. Assim aconteceu com Salazar e Caetano, no seu tempo, que passaram anos a guerrear com a Comissão de Descolonização. Ou mais recentemente, com Milosevic e com Saddam Hussein. Ou, agora, com os tiranos do Irão ou da Coreia do Norte, para mencionar apenas, e tão somente, os dois exemplos mais conhecidos.

 

Acontece, por vezes, que certos membros permanentes do Conselho de Segurança não exercem a política de influência que deveriam, junto desses dirigentes desgarrados. Preferem apostar numa relação de status quo, que não traga alterações à situação existente. É o velho princípio de que mais vale trabalhar com o diabo que se conhece do que com o desconhecido. É também um mau entendimento dos seus interesses estratégicos,  com as vantagens do curto prazo a serem sobrestimadas. Foi assim com Mobutu, até a situação se tornar explosiva. O mesmo acontece no relacionamento com certos senhores do poder absoluto, que se tornam honoráveis porque cheiram a petrodólares. Ou porque são uma barreira contra o fundamentalismo religioso. É também o caso da Europa frente a certos homens do poder em África, em relação aos quais se fecham os olhos, se faz de cego, para manter uma suposta zona de influência. Só que esta maneira de fazer política internacional acaba sempre por abrir as portas a crises e conflitos. O oportunismo em política é o pai de grandes desastres.

 

Quando o Conselho não se mexe, existe a possibilidade da mobilização das ONG internacionais. As grandes ONG, as que fazem campanhas de opinião de um modo sistemático e credível, são actualmente um elemento fundamental na tomada de decisões. As posições que defendem, as causas que assumem, os comunicados que emitem, tudo isto pesa nas chancelarias. São estas organizações que nos lembram, repetidas vezes, que a comunidade das nações tem o dever de proteger os direitos humanos, de salvaguardar as vidas das populações civis expostas a cenários de violência, de dar abrigo aos refugiados e assistir os deslocados, que a insegurança fez fugir das suas terras de origem. Quando essa pressão é forte e bem orquestrada, o Conselho acaba por assumir as suas responsabilidades e a máquina de triturar ditadores, pequenos ou grandes, aprendizes ou useiros, entra em movimento. E quando mais cedo melhor, que não há justificação alguma para o sofrimento humano imposto por qualquer senhor do poder. Porque afinal a razão de ser da política, nacional ou internacional, é a de garantir a protecção dos mais vulneráveis.

 

http://aeiou.visao.pt/uma-digressao-pelas-ditaduras=f548496

Publicado por bomsensoamiguinhos às 23:55
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Nelson Mandela - 20 Anos após a Libertação

 SIC

 
Mandela libertado há 20 anos 
 
 
 

 
 TVI 24 
 
 
Nelson Mandela:
há 20 anos em liberdade (fotos)
 
Nelson Mandela
 
Há duas décadas atrás o líder histórico deixou a prisão de Victor Verter e tornou-se no principal elemento inspirador de uma nação a tentar reconciliar-se com o passado
Redacção Lux / Lusa em 2010-02-11 08:00
 
 
Aos 91 anos, o homem que deixou pelo seu próprio pé a cela da cadeia de Victor Vester, nos arredores do Cabo, continua a ser o principal inspirador de uma nação que tenta reconciliar-se com o passado.
Há 20 anos, no dia 11 de fevereiro, Nelson Mandela caminhou, com Winnie, com quem era casado na altura, pelo braço, em direção a um mar de gente que o aguardava nas ruas, sem aparato de segurança especial, dando início a um processo de edificação de uma democracia plena e representativa que ainda hoje surpreende o mundo.
Esse gesto, aparentemente intrépido, de um líder que viveu 27 anos encarcerado por ousar opor-se a um regime brutal, encerra em si próprio a natureza do político que acredita que quando a causa é justa não há lugar para o medo.
Por isso, foi sempre coerente nas abordagens e na vida, quer como cidadão, quer como chefe do Estado quer como líder na reforma.
Essa atitude perante a vida e perante o povo criou dores de cabeça sem fim aos seguranças ao longo dos últimos 20 anos: quando Mandela caminha não há barreiras que o segurem.
Recorde, abaixo, alguns momentos da vida de Mandela após a libertação:
Em certa medida, Frederik de Klerk, o homem que ordenou a libertação do "pai" da democracia sul-africana, tem uma abordagem semelhante perante o processo político.
Frederik de Klerk, que em 2 de Fevereiro de 1990, poucos meses após ter sido eleito, ordenou a libertação de Mandela e a legalização dos partidos políticos e sindicatos, mostrou durante as fases críticas do processo de transição o mesmo espírito temerário, apesar das ameaças que enfrentava de todos os sectores, designadamente do seu próprio povo, os afrikaners, para quem, na altura, simbolizava "o supremo traidor".
A importância do papel de De Klerk na libertação de Mandela e no sucesso do processo de reconciliação que se seguiu ainda hoje não é pacífico.
A versão oficial do Congresso Nacional Africano (ANC), reiterada na semana passada, é a de que De Klerk fez apenas aquilo que deveria ter feito, não lhe restando, em 1990, outras opções, face ao isolamento a que o mundo tinha condenado o país e à paralisia económica provocada pelas sanções.
De Klerk acreditava que ao nível dos princípios e dos valores, a única via a seguir era libertar Mandela e todos os presos políticos e construir um regime democrático. No processo tentou garantir os direitos básicos para 
a minoria branca que representava, uma tarefa difícil face à opressão contra a maioria negra que Mandela, orgulhosamente, representava.
Isso mesmo transmitiu numa entrevista em 1992, no período em que se negociava uma nova Constituição, a partilha transitória do poder e o calendário do processo eleitoral.
Nisso mesmo ele continua a acreditar: que não existem "meias democracias", embora sejam necessárias garantias de proteção das minorias em regimes democráticos, face às constantes tentações totalitárias dos dirigentes eleitos.
Apesar dos recuos, dos persistentes episódios de corrupção e desvios à linha reconciliatória imposta por Mandela e altos dirigentes do ex-movimento de libertação, a África do Sul mantém-se firme no caminho da democracia.
O dinamismo das instituições, a liberdade de Imprensa e o relativo bom funcionamento do sistema judicial, não totalmente controlado pelo partido no poder, são garantias de sucesso, 20 anos após a libertação de Mandela.
Nelson Mandela vai deslocar-se à Assembleia Nacional na Cidade do Cabo, quinta feira, dia em que celebra 20 anos de liberdade, para assistir ao discurso do presidente Jacob Zuma sobre o Estado da Nação.
O presidente do Parlamento, Max Sisulu, confirmou terça feira que Mandela vai estar presente na abertura do ano parlamentar, uma ocasião de gala em que o Chefe do Estado Jacob Zuma faz o discurso do Estado da Nação.
 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 20:41
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Enganar - voçê pode enganar...

 

 

Você pode enganar pessoas 

 todo o tempo.

 

Você pode também enganar 

todas as pessoas

algum tempo.

 

Mas você não pode enganar

 todas as pessoas

o tempo todo. "

 

 

 

Abraham Lincoln
 

Abraham Lincoln

 

12-02-1809 a 14-04-1965

 

Advogado, Maçom e Político Estadunidense

16.º Presidente dos Estados Unidos

 

 

Publicado por bomsensoamiguinhos às 00:20
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Contagem a partir do dia 17 de Dez de 2008

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