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Auxiliar de Memória de Acontecimentos do Mundo onde Vivemos

Bom Senso "É conservar uma Atitude Harmonizada em momentos decisão..., conflito..., possuir a capacidade de evitar a prática de acções ou actos impensados no intuito de posteriormente não se sentir embaraço, arrependimento..." Bomsenso

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06
Jan11

Nobel da Economia de Joseph Stiglitz: "O que nos espera em 2011?"

bomsensoamiguinhos

Económico

 

Stiglitz

O que nos espera em 2011?

Joseph E. Stiglitz
05/01/11 07:55

 

 

Para Stiglitz

2011 volta a ser um ano de contestações sociais

e greves gerais no continente europeu

 

 

 

Conheça as perspectivas do Prémio Nobel da Economia de Joseph Stiglitz para os Estados Unidos e a Europa este ano.

 

 

A economia global termina o ano de 2010 mais dividida do que estava no início do ano. Por um lado, os países dos mercados emergentes como a Índia, China e as economias do Sudeste Asiático estão a registar fortes crescimentos.

Por outro, a Europa e os Estados Unidos enfrentam a estagnação - aliás, uma maleita ao estilo japonês - e taxas de desemprego teimosamente elevadas. O problema nos países desenvolvidos não é uma retoma do emprego, mas uma retoma anémica - ou pior, a possibilidade de uma recessão intercalada por uma ligeira retoma.

Este mundo de duas faces coloca alguns riscos invulgares. Embora a produção económica asiática seja demasiado reduzida para suscitar crescimento no resto do mundo, poderá ser suficiente para fazer aumentar os preços das mercadorias.

Entretanto, os esforços norte-americanos para estimular a sua economia através da política da Reserva Federal de "agilização quantitativa" poderão sair gorados. No fundo, nos mercados financeiros globalizados, o dinheiro procura as melhores perspectivas em todo o mundo e essas perspectivas estão na Ásia, não estão nos EUA. Assim, o dinheiro não vai para onde é necessário e uma grande parte será canalizada para onde não é desejado - causando mais aumentos nos preços dos activos e das mercadorias, nomeadamente nos mercados emergentes.

Tendo em conta os elevados níveis de excesso de capacidade e desemprego na Europa e na América, é pouco provável que a agilização quantitativa possa despoletar um período de inflação. Em contrapartida, poderá aumentar a ansiedade em relação à inflação futura, gerando taxas de juro a longo prazo mais elevadas - precisamente o inverso do objectivo da Fed.

Este não é o único risco de recessão, ou mesmo o mais importante, que aflige a economia global. A maior ameaça provém da onda de medidas de austeridade que está a varrer o mundo, à medida que os governos, nomeadamente na Europa, tentam contrariar os elevados défices causados pela Grande Recessão e que a ansiedade em relação à capacidade de alguns países cumprirem o pagamento das suas dívidas contribui para a instabilidade dos mercados financeiros.

O resultado de uma consolidação orçamental prematura é tudo menos previsível: o crescimento vai abrandar, as receitas de impostos vão diminuir e a redução dos défices será um desapontamento. Além disso, no nosso mundo integrado globalmente, o abrandamento na Europa irá exacerbar o abrandamento nos EUA e vice-versa.

Visto os EUA serem capazes de se endividar com taxas de juros aos mais baixos níveis de sempre e com a promessa de elevadas rentabilidades sobre os investimentos públicos, após uma década de esquecimento, não existem dívidas sobre o que se deveria fazer. Um programa de investimento público em larga escala iria estimular o emprego no curto prazo e o crescimento no longo prazo, gerando no final uma redução da dívida nacional. Porém, os mercados financeiros demonstraram a sua miopia nos anos que precederam a crise, e estão novamente a demonstrá-la, ao pressionar cortes na despesa, mesmo que isso implique a redução perniciosa de investimentos públicos.

Além disso, o engarrafamento político irá garantir que poucas medidas serão tomadas para resolver os outros problemas graves que afectam a economia norte-americana: as execuções hipotecárias irão provavelmente manter-se (sem falar das complicações legais); as pequenas e médias empresas irão certamente continuar a mendigar fundos; e os bancos de pequena e média dimensão, que lhes concediam tradicionalmente crédito, vão continuar certamente a lutar para sobreviver.

Entretanto, na Europa, a situação não se afigura melhor. A Europa conseguiu finalmente socorrer a Grécia e a Irlanda. No decurso da crise, ambos eram governados por partidos de direita conotados com o capitalismo ou pior, demonstrando mais uma vez que a economia do Mercado livre não funcionou melhor na Europa do nos EUA.

Na Grécia, tal como nos EUA, um novo governo foi nomeado para resolver o problema. O governo irlandês, que encorajou os ousados empréstimos bancários e a criação de uma bolha imobiliária, não teve mais habilidade - o que não é de estranhar - para gerir a economia após a crise do que revelara antes.

Pondo de lado as questões políticas, as bolhas imobiliárias deixam no seu dealbar um legado de dívidas e excesso de capacidade no sector que não é fácil de rectificar - especialmente quando os bancos com relações políticas resistem à reestruturação de hipotecas.

Não considero que seja uma questão particularmente interessante tentar discernir as perspectivas para 2011: a resposta é sombria com pouco potencial de crescimento e muitos riscos de recessão. O mais importante é saber quanto tempo demorará a Europa e os EUA a recuperar, e se as economias asiáticas aparentemente dependentes das exportações irão continuar a crescer se os seus mercados históricos desvanecerem?

A minha melhor aposta é que estes países irão manter o seu rápido crescimento à medida que se virarem para os seus mercados internos vastos e inexplorados. Isto vai exigir uma reestruturação considerável das suas economias, mas a China e a Índia são dinâmicos e demonstraram a sua resistência à Grande Recessão.

Não sou tão optimista em relação à Europa e aos EUA. Em ambos os casos, o problema subjacente é uma insuficiência da procura agregada. A ironia disto é que existe simultaneamente excesso de capacidade e vastas necessidades por suprir - e políticas que poderiam restaurar o crescimento utilizando a primeira para suprir as segundas.

Tanto os EUA como a Europa devem, por exemplo, adaptar as suas economias para enfrentar os desafios do aquecimento global. Existem políticas exequíveis que poderiam funcionar com restrições orçamentais a longo prazo. O problema é a política: nos EUA, o Partido Republicano preferia ver o Presidente Barack Obama fracassar ao invés da economia ser bem sucedida. Na Europa, 27 países com interesses e perspectivas diferentes seguem caminhos diferentes, sem a dose necessária de solidariedade para compensar. Os pacotes de recuperação revelam, à luz destes factos, resultados impressionantes.

Na Europa e nos EUA, a ideologia do mercado livre, que permitiu o crescimento de bolhas de activos sem qualquer interferência - os mercados é que sabem, pelo que os governos não devem intervir -, deixa agora os legisladores de mãos atadas para procurarem conceber respostas eficazes à crise. Poderia pensar-se que a própria crise iria minar a confiança nesta ideologia, no entanto parece ter ressurgido para arrastar os governos no caminho da austeridade.

Se a política é o problema da Europa e dos EUA, somente a introdução de alterações políticas poderão restaurar o crescimento.

Ou senão, podem esperar até o espectro do excesso de capacidade diminuir, os bens de capital se tornarem obsoletos e as forças restauradoras internas da economia fizerem gradualmente os seus truques de magia. Em qualquer dos casos, a vitória não está ao virar da esquina.

Com os governos de quase todos os países obrigados a implementar duras e impopulares medidas de austeridade nos orçamentos, 2011 volta a ser um ano de contestações sociais e greves gerais no continente europeu. No Reino Unido os estudantes protestam contra o aumento das propinas, na Irlanda registam-se manifestações pacíficas contra a austeridade orçamental, em França a situação continua explosiva, com o aumento da idade da reforma e a aproximação das presidenciais de 2012, em Itália a contestação centra-se no primeiro-ministro Sílvio Berlusconi e Espanha terminou o ano com o "estado de emergência" decretado contra uma greve sem pré-aviso dos controladores aéreos.

A expectativa do mercado é que a 2011 seja um ano positivo para as bolsas. Apesar desse optimismo, perspectivam-se ganhos moderados, entre 4% e 8% para os principais índices. Segundo uma sondagem feita pela agência Reuters junto de mais de 50 casas de investimento, os principais índices mundiais deverão registar valorizações este ano. No entanto, a bolsa nacional verá a situação das finanças públicas do Estado a condicionar o seu desempenho. O segredo de 2011 estará nos mercados emergentes. As perspectivas positivas para as bolsas mundiais com o crescimento económico mundial, deve superar os 4% à custa dos mercados emergentes e das medidas agressivas adoptadas nos EUA". Os analistas estimam um S&P acima dos 10%, para o intervalo 1350-1.400 pontos e uma variação da mesma amplitude para os maiores mercados europeus . Apesar de estimarem ganhos os analistas estão cautelosos com os próximos actos da crise de dívida soberana. A aversão ao risco, relacionado com a dívida soberana de alguns países, podem aumentar as incertezas quanto aos resultados trimestrais das empresas e dos ritmos de crescimento económico de cada país.

http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-nos-espera-em-2011_107998.html

29
Jul09

Bento XVI na Encíclica - com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas

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O Declínio na Ética

 

“pode levar a que as leis do mercado colapsem”

 Tema apresentado pelo então cardeal Joseph Ratzinger num ensaio em 1985

 
 
Jornal de Negócios  Online
negocios@negocios.pt

 

O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, disse que a economia de mercado livre legitimizou a ganância, citando o filme "Wall Street", de 1987, e o seu protagonista, o investidor Gordon Gekko.

“O mercado da ganância substituiu o mercado livre”, afirmou hoje Bertone num discurso junto de senadores italianos em Roma. “A ganância é uma coisa boa, a ganância é correcta”, disse Bertone, citando uma das frases mais populares de Gekko no filme realizado por Oliver Stone, ao salientar o conteúdo da encíclica do Papa Bento XVI, que apela a uma nova ordem financeira.

O sumo pontífice, com 82 anos de idade, publicou a 7 de Julho o “Caritas in Veritate” (“Caridade na Verdade”), com 150 páginas.

 

As reflexões do Papa sobre o capitalismo foram escritas ao longo de dois anos e neste documento podemos também encontrar análises sobre as formas de sair da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, salienta a Bloomberg.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
                              

 

 “Quando o lucro se torna no objectivo exclusivo, se for produzido de forma imprópria e sem o bem comum como propósito final, arrisca-se a destruir a riqueza e a criar pobreza”,

escreveu Bento XVI na encíclica.


Bertone, que é o segundo maior responsável no Vaticano, sublinhou a mensagem do Papa aos legisladores italianos. Desde a década de 1970, referiu, as nações desenvolvidas “expuseram as suas economias reais aos caprichos das finanças” e convenceram os consumidores a gastarem além das suas possibilidades.

 

Em Novembro passado, o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, afirmou que o Papa tinha feito uma “profecia” num ensaio que escreveu quando era ainda cardeal.

 

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger apresentou um ensaio intitulado “Economia de Mercado e Ética”, onde referia que um declínio na ética “pode levar a que as leis do mercado colapsem”.

 

Dois anos mais tarde, Michael Douglas ganhou um Óscar pelo seu desempenho da personagem Gekko. A personagem acabou por simbolizar os excessos de Wall Street cometidos na década de 80.
 

 

09
Mai09

Bagão Félix - prevê recessão «bastante gravosa»

bomsensoamiguinhos

TVI 24

Artigos de Economia

14-04-2009  17: 07
 
 
Bagão Félix
prevê recessão «bastante gravosa»
 
Efeitos serão muito fortes em especial para desempregados
 
 
Trabalho:Bagão Félix fala em propostas negativas
 
O economista Bagão Félix antecipou esta terça-feira uma recessão «bastante gravosa» e «sobretudo para os desempregados», após previsões do Banco de Portugal de contracção de 3,5 por cento da economia e queda de 14,2% das exportações.
 
«A contracção de 3,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) é um valor bastante acentuado e que representa uma recessão bastante cavada. E em termos de curto prazo é sobretudo gravosa para os que perdem emprego», disse à agência Lusa o ex-ministro das Finanças, Bagão Félix.
 
Desemprego é epicentro da crise
 
O economista considera que esta contracção, associada à descida de 14,2% das exportações e de 14,4% do investimento, devido ao ambiente de adiamento de consumo de bens duradouros «vai repercutir-se brutalmente no desemprego».
 
«O epicentro da crise é o desemprego. Estas previsões representam perdas significativas de postos de trabalho e terão repercussões nas despesas sociais. Os que já não têm emprego, vão continuar a não ter, além dos outros que também vão perder», afirmou Bagão Félix.
 
Apesar da queda das exportações, que considera «brutal», Bagão Félix lembra que está prevista uma depreciação do euro, o que pode contribuir para «algum estímulo» às vendas no exterior.
 
«Nas outras recessões que passaram por Portugal, as exportações estiveram sempre a níveis confortáveis, quando contrariando até a tendência geral. Mas esta crise tem a particularidade de ser generalizada e ocorrer numa economia que é bastante vulnerável e aberta», afirmou.
 
Quanto à inflação, que segundo as previsões deve ser negativa em 0,2%, o ex-ministro das Finanças sublinhou ter ficado surpreendido, já que esperava um crescimento de 0,3/0,4%, mas afasta contudo o cenário de deflação, atribuindo a situação a uma descida temporária de preços condicionada pelos preços dos combustíveis, à semelhança do Banco de Portugal.
 
«Pode é vir a ser uma acendalha para a própria recessão», admitiu Bagão Félix.
 
 

 

07
Mai09

Banco Central Europeu baixa taxas de juro para valor recorde

bomsensoamiguinhos

 

RTP

2009-05-07 19:33:07

 

Economia

 

 

 

Um corte de 0,25% levou as taxas para o mínimo histórico de 1%, mas o presidente do BCE admitiu que este valor pode vir a ser ainda mais baixo.

 

Esta decisão faz parte de um pacote de medidas para enfrentar a pior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial.

 

15
Fev09

G7 volta a apelar a estratégia global e reforço do sistema bancário

bomsensoamiguinhos

RTP

Domingo, 15 de Fevereiro 2009

 

 

G7
volta a apelar a estratégia global e
reforço do sistema bancário

 

 

 

Imagem da reunião de Roma, com o presidente do Banco Central Europeu em primeiro plano

Mario de Renzis/EPA

A reunião de Roma do G7 foi desenhada como uma etapa preparatória da cimeira do G20, marcada para início de Abril em Londres

 

 

 

O G7 comprometeu-se no comunicado final da cimeira de Roma trabalhar em conjunto para apoiar o crescimento e o emprego e investir num reforço do sistema bancário mundial. O agravamento da crise mundial, responsável pela escalada do desemprego e reflexos proteccionistas, foi o ponto central da agenda dos ministros das Finanças dos sete países mais industrializados do Mundo, reunidos durante dois dias na capital italiana para definir linhas comuns de acção face à actual conjuntura.

 

"As economias desenvolvidas estão em forte recessão e não há sinais visíveis sobre a eventualidade de em 2009 poder vir melhorar", alertava na véspera Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI.

No final dos trabalhos, os responsáveis das Finanças dos países mais ricos fizeram eco das palavras do chefe do Fundo Monetário e voltaram a insistir na prossecução de uma estratégia global face à crise internacional.

Nesse sentido, a reunião de Roma do G7, desenhada como uma etapa preparatória antes da cimeira do G20, marcada para início de Abril em Londres, sublinhou a necessidade de um consenso no encontro que sentará à mesa os países ricos e as principais economias emergentes em busca das grandes linhas para reformar o sistema financeiro internacional.
 

 

Declaração final sublinha curva descendente em 2009
 

Com a promessa deixada no ar para uma estratégia conjunta de apoio ao crescimento, à criação de emprego e ao reforço do sistema bancário, a declaração final da reunião de Roma não esconde que a situação económica deverá continuar a desenhar-se numa linha descendente durante grande parte deste ano.

"A estabilização da economia global e dos mercados financeiros continua a ser a nossa mais alta prioridade", sublinha a declaração dos mais altos responsáveis das Finanças do G7, que acrescentam uma advertência para a tentação de cada país pôr em prática medidas proteccionistas que colocarão em perigo as economias dos países em desenvolvimento e levará, consequentemente, a que sejam as pessoas mais pobres os principais alvos da crise mundial.

Seria também nesse sentido que, na senda de um duro comunicado emitido pelo G7 no Outono, o grupo lançou um apelo à China para que permita a valorização da sua moeda de forma a amenizar os desequilíbrios comerciais internacionais.

Prioridade para o reforço do sistema bancário internacional

O comunicado desta reunião, que marca a estreia internacional do novo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, apoia ainda os esforços de recapitalização dos bancos levado a cabo pelas autoridades britânicas e norte-americanas no sentido de reforçar o sistema bancário.

O G7 adverte também que deve ser encontrada uma forma de lidar com os activos tóxicos dos bancos, sem contudo indicar qualquer solução para o problema.

A criação de uma estrutura que pudesse absorver os activos tóxicos dos bancos seria "a solução mais simples entre as várias soluções técnicas" para o problema, afirmou Dominique Strauss-Kahn, director do FMI, depois de o fundo monetário ter definido como uma prioridade estas preocupações com o sistema bancário global.

"Deve explicar-se que é preciso voltar a pôr de pé um sector financeiro que funcione, não certamente para salvar os accionistas mas porque a economia moderna precisa de um sector financeiro que funcione", declarou Strauss-Kahn, para deixar um aviso: "Os bancos que não são viáveis deverão ser tomados por outros ou encerrados".

 

Paulo Alexandre Amaral, RTP
2009-02-14 17:36:41

 

 

01
Fev09

Portugal - Que Misão! (Eurico Ribeiro)

bomsensoamiguinhos

 

 

 

Eurico Ribeiro

March 20th, 2008

 
 
 
A época sombria em que vivemos tem sido paradoxalmente um motor de esperança e virtude do aparecimento de muitos indícios que levam à redescoberta do país onde nascemos, dos nossos antepassados e das verdadeiras potencialidades que possuímos.
 
Como portugueses que somos, descendentes da “ínclita geração”, espero que sejamos merecedores de levar por diante a missão à qual por destino nos encontramos ligados.
 
Estou de acordo quando se fala da letargia e da falta de esperança que tem assolado o povo Português, eu próprio passei por esse sentimento que durou alguns anos, cujos efeitos espero saber ultrapassar. Esse foi o tempo necessário até compreender o que realmente somos e valemos como povo milenar.
 
É importante começar por referir que este sentimento não é de agora, refiro mesmo que é cíclico: a melancolia e o fatalismo. Curiosamente ou talvez não, o nosso país desde a sua fundação tem apresentado ciclos de queda que põem em causa a sua soberania como nação independente aproximadamente de 200 em 200 anos: 1383 - Crise do Interregno, 1580 – Dinastia Filipina, 1800 – Invasão Francesa e a Guerra Peninsular e 1986 – Adesão à CEE. Mínimos vibratórios, matematicamente falando, durante os quais a alma portuguesa é obrigada a uma longa hibernação… emergindo nessas alturas a “sua mística” pelos nossos utopistas, filósofos e poetas: foi assim com Bandarra, com Luis Vaz de Camões, com o Padre António Vieira, com Fernando Pessoa, com o Agostinho da Silva, bem como muitos outros.
 
Não podemos ocultar o facto de que a adesão à CEE, cuja designação passou por CE e hoje é UE, tem sido uma falácia traduzindo-se na pratica, no princípio do fim das soberanias Europeias, concomitantemente a nossa, com a ratificação do recente Tratado de Lisboa. A mudança da designação acompanhou a alteração de paradigma dado que inicialmente de comunidade de países soberanos, passámos a uma união onde se perfilam já os contornos de regiões. As regiões advêm do provável fraccionamento de alguns países pelas suas idiossincrasias étnico-culturais latentes, que desta feita irão imergir, lutando na defesa da comunidade pela sua autodeterminação cuja força é agora possível face ao enfraquecimento das soberanias nacionais, e o distanciamento de poderes transferidos para Estrasburgo. Mais, a livre circulação de pessoas, no espaço comunitário, com a atracção das melhores inteligências nos locais mais desenvolvidos do ponto de vista económico, irá provocar a médio prazo a miscigenação dos povos com a perda de identidade e o empobrecimento regional ao nível do valor humano.
 
Neste aspecto é relevante a unidade do povo português continental e insular, de modo a que as fronteiras do berço da portugalidade se mantenham inalteráveis em todo o processo que se venha a desenhar. É necessário que se tomem medidas de manutenção e fixação dos melhores indivíduos, na prestação de serviços à sua comunidade, bem como políticas culturais baseadas na história e na missão Portuguesa, a fim da tradição ser de tal modo demolidora que quem decidir ficar entre nós, terá não só de aprender o português, como ter acesso aos nossos costumes e respeitar os nossos valores, tal como acontece nos países nórdicos. Essa unidade só será possível através de um líder natural que se torne o símbolo de união, relembrando a nossa história, projectando-a no futuro.
 
O povo português sofre de atavismos próprios de quem já foi grande… a queda no abismo leva à melancolia e à depressão, esse saudosismo que o Pessoa refere como sendo do Futuro, reflexo de um passado incompleto! O nosso Fado…
 
Contrariamente ao que é referido, o povo Português não é ingovernável (e quando assim se torna, emerge o princípio paradigmático de auto-preservação e de auto-regulação, subjacente a uma sabedoria ancestral de egrégora que funciona como um subconsciente colectivo, tal como o cardume que se movimenta quase por instinto face a um perigo externo), nem se pode dizer que não se pode esperar muito dele! Há um dizer em Sintra que expressa: “Nascer em Portugal ou por missão ou por castigo!” É um facto que o povo Português não nasceu para cumprir as regras dos outros, mas para “andar à frente do mundo”, para dar “novos mundos ao mundo”. Dêem uma missão impossível ao Português e ele é eficiente, dêem-lhe uma rotina e ele desinteressa-se e torna-se improdutivo. Gostaria de pedir aos governantes e gestores para que conheçam o povo que governam ou os trabalhadores que dirigem antes de implantarem as técnicas e métodos desenvolvidos noutros quadrantes pelos gurus da moda, que se têm mostrado ser comprovadamente ineficazes quando aplicados a um povo sobranceiro e milenar como o nosso! E não é com repressão ou pela força que se tira o melhor de cada um – medidas aliás que têm conduzido sempre a convulsões revolucionárias, como que se de um tumor maligno o povo se quisesse ver livre. Tira-se partido deste povo conhecendo e potenciando tão-somente a corda sensível que o projecta e o transcende. Tal foi a capacidade estratégica de São Bernardo de Claraval, levada a cabo pela Ordem do Templo, única potência estratégica que soube como nenhuma outra, levar o povo Português às suas reais potencialidades.
 
É certo que o português gosta de conhecer as novidades porque se posiciona numa perspectiva de descoberta, porque é um povo aberto para o mundo: é filho da original casta Lusitana, mas também do celta, do fenício, do árabe, do judeu e do cristão! É aberto às novidades, mas odeia ser obrigado a viver pelas regras dos outros, porque criou a sua própria paidéia triplamente transmitida pela terra onde nasce, pelos genes dos seus antepassados e pela oralidade dos poetas. O português tem tanto de Vasco da Gama, quanto de D. Henrique quanto de Velho do Restelo. E todos são úteis: o aventureiro que quer dar novos mundos ao mundo, o sonhador e estratega que concebe e planeia, e o ponderado que embora refractário e reactivo o faz por defesa da sua terra natal. No entanto sendo constituídos conceptualmente pelos três, tornamo-nos seres inquietos, pelo paradoxo de que somos reflexo.
 
O português sendo aventureiro e missionário, não pode ser materialista no seu espírito, porque o risco de uma epopeia ou missão, implica o desapego completo, com o limite da sua própria vida! O espírito de desapego do português é tal que nas épocas de governação estrangeirada, desconhecendo a sua ancestral missão ligada à do país onde nasceu, o leva a raiar a traição, tal se encontra motivado a ser um cidadão do mundo. Desse mal padecem as classes governativas e intelectuais infectadas pelo jacobinismo, pelo positivismo da revolução francesa de 1800 cuja continuidade atravessou dois séculos até ao europeísmo actual.
 
Do “ser português original” excluo obviamente o indivíduo mesquinho e de visão curta, que se alimenta da corrupção, porque parasitas os há em todos os quadrantes e latitudes e não respeitam nenhuma terra que pisam. Excluo o novo-rico com as suas manias e preconceitos que o manterá para sempre tão pobre e desligado interiormente como nasceu. Tem vergonha da sua condição, projectando a sua inferioridade no povo de que faz parte, mas que não reconhece. Refiro-me sim aqui ao português de alma e coração: desde o inovador cosmopolita, mas conhecedor da sua missão, ao português profundo enraizado na terra dos seus antepassados, o indivíduo estreitamente ligado à terra, ao ser autêntico, rude de mãos e caras fendidas temperado pelo sofrimento, pelas alegrias e pelos elementos, mas com um conhecimento empírico tal, que muitas vezes mancha o manto sobranceiro do académico.
 
O Português é um Homem livre, preparado para a incógnita, para o desconhecido que o empolga, que o agiganta e que em suma o liberta, não para a rotina, para o conhecido, para as regras dos outros que o aprisionam, o asfixiam e o condenam a uma morte lenta… A sua reacção no presente é claramente de renúncia às regras impostas, ao sentimento de saudosismo, na esperança de ver renascida das cinzas, projectada no futuro a missão vanguardista de quinhentos que foi somente sua.
 
Deste modo, Portugal reúne todas as possibilidades de cumprir a profecia do Quinto Império: estamos a entrar numa nova Era, que levará a sociedade à imaterialidade. Este aspecto já é vislumbrado por variadíssimos indícios, se podem resumir em dois paradigmas, um respeitante ao Homem (lembro aqui da 3ª vaga de Alvin Tofler…), e outro ao meio em que vive – o Ecossistema.
 
No primeiro vem-me à memória a sucessão dos sectores de actividade que nos acompanham desde os primórdios do homem sobre a Terra: o sector primário com a caça, pesca e agricultura que é já uma actividade de transição ao sector secundário que aparece mecanizado nos finais do século XIX com a revolução industrial. O sector secundário é uma actividade de transformação efectiva da natureza, cuja necessidade proveio inicialmente da conservação dos produtos perecíveis do sector primário e da criação de novas ferramentas e utensílios auxiliares à actividade do Homem. O sector terciário aparece na segunda metade do século XX que se destina aos serviços, sendo alavancado pelos sectores anteriores, os quais transitam de uma produção alicerçada nos produtos a uma aproximação cada vez maior às necessidades de mercado dos indivíduos. Actualmente vivemos no sector quaternário que se caracteriza pela Era das tecnologias da informação e conteúdos, que cumprem as necessidades de uma sociedade global. Do futuro espera-se que isto venha a suceder na Era quinquenária do “Wellfare” ou do bem-estar. Os impérios da história acompanharam todos estes sectores, e impuseram paradigmaticamente a mudança.
 
As organizações seguiram esta tendência, tendo actualmente o primado das marcas, das ideias, dos conteúdos e da informação. Substituiu-se a materialidade empresarial centrada no produto e nas organizações rígidas do tipo familiar ou estatal, cujos activos (corpo material) se vêem disseminados por um conjunto indefinido de novos donos, accionistas. A personalidade e identidade, em suma a alma destas organizações, reside agora só e apenas na marca, cuja mobilidade é tal que pode mudar de corpo, e de donos.
 
A Internet tem substituído a materialidade dos livros, das bibliotecas, dos suportes multimédia e as empresas. Grande parte do trabalho é hoje executado em suportes imateriais, cada vez mais o trabalho do homem reside nas ideias, na criatividade e na mudança, mais balanceado para o pensar e menos para o fazer…
 
No segundo paradigma, o do Ecossistema, tem-se verificado e propagado aos quatro ventos que os três primeiros sectores de actividade, são extremamente lesivos ao equilíbrio dos recursos naturais, daí que a actividade económica tenha de transitar rapidamente ao plano das ideias e da alta finança, saindo do âmbito do plano físico. Desde que se articulem estratégias sustentáveis de manutenção das necessidades básicas de subsistência das sociedades, a actividade ou o negócio do Homem transitará para o mundo criativo das ideias, suportado através de meios virtuais, que colidam o mínimo possível com o ecossistema.
 
Deste modo, a harmonização dos dois paradigmas prevêem a salvaguarda do equilíbrio Natural e a sustentabilidade das Sociedades do Homem que, sem as obsessões actuais, se tornam num cumprimento absoluto das Leis do Equilíbrio – ou Leis Divinas. Devo contudo referir, que mais nefasta que a poluição física dos ecossistemas, é a poluição mental dos Homens, ou melhor a falta de Amor Incondicional, do Amor Verdadeiro que é a única Força agregadora e criativa do Universo.
 
Contudo, penso que a real defesa da nossa identidade terá de passar, nesta conjuntura em que se perfila uma amálgama miscigenada de povos, pelo pragmatismo, seguindo o caminho possível. Vejo a aposta na indústria do turismo, a possibilidade de salvaguardar os locais patrimoniais de referência, da nossa história, bem como os usos e costumes. O turismo de habitação pode alavancar o redescobrimento das aldeias históricas e das vilas acasteladas, da agricultura biológica (com as práticas de subsistência ancestrais) e esta da nossa restauração típica e tradicional, bem como dos produtos regionais demarcados com embalagens biodegradáveis. A indústria já não faz sentido porque é onerosa e extremamente poluente, em especial como vimos, numa época paradigmática das tecnologias de informação, que tende a evoluir para o “Wellfare”, mas a agricultura biológica, apesar de ser do primeiro sector, fará sempre parte do futuro (quanto mais não seja pela necessidade básica) caso seja sustentável e não lesiva ao ecossistema, tal como eram os métodos tradicionais utilizados pelos nossos antepassados. Penso deste modo que o caminho de defesa da nossa identidade poderá ser perfeitamente consubstanciado com os paradigmas da sucessão dos sectores de actividade que vimos atrás em harmonia com o ecossistema.
 
«Considerem agora os Portugueses, e leiam tudo o que daqui por diante formos escrevendo com este pressuposto e importantíssima advertência: que, se alguma cousa lhes poderia retardar o cumprimento destas promessas, seria só o esquecimento ou desconhecimento do soberano Autor delas, quando por nossa desgraça fôssemos tão injuriosamente ingratos a Deus, que ou referíssemos os benefícios passados, ou esperássemos os futuros de outra mão que a sua.
 
Prometeu Deus de livrar os filhos de Israel do cativeiro do Egipto, como tinha jurado aos seus maiores, e de os levar e meter de posse da terra da Promissão; (…) se buscarmos no Texto Sagrado as causas deste desvio e dilação (a qual durou quarenta anos inteiros, sendo a distancia do caminho breve, e que se podia vencer em poucos dias) acharemos que foram, três. Agora nos servem as duas, depois diremos a terceira. A primeira causa foi atribuírem a liberdade do cativeiro a Moisés; (…) A segunda, e ainda mais ignorante (sobre ímpia e blasfema), foi atribuírem a mesma liberdade ao ídolo que de seu ouro tinham fundido no deserto. (…) Basta, povo descortês, ingrato e blasfemo! Que Moisés e o vosso ídolo foram os que vos livraram do cativeiro do Egipto?! (…)
 
Mas antes que passemos às outras utilidades, que ficarão para os capítulos seguintes, justo será que fechemos este com a terceira causa do castigo que ponderávamos, a qual refere o Texto Sagrado no cap. XIV dos Números, e pode ser de grande exemplo para outra casta de gente, que são os que a Escritura chama filhos da desconfiança.»

Padre António Vieira em História do Futuro, Cap. II Vol. I
 
Voltando a Portugal, e segundo o P. António Vieira, três aspectos podem impedir que a profecia se cumpra: destruição da concepção do Princípio Divino, anulação do ideal da aristocracia natural e perda de fé do indivíduo em sim mesmo.
No primeiro pode haver o risco das novas gerações perderem a noção da dependência das Leis Naturais (Lex Natura), pela ignorância ou pela arrogância. O falso conhecimento pode levar ao caminho divergente da verdadeira Luz com adoração a falsos profetas e deuses menores da ciência, da política, da finança e dos “media”.
 
Na segunda, a criação e adoração de “bezerros de ouro”: os bens materiais que conduzem ao hedonismo numa sociedade virada somente para o prazer e futilidade. A procura do ter, mais e melhor do que o outro, a ostentação de sinais externos de riqueza, o sentimento de que a sociedade do Homem tem ferramentas prontas a resolver todos os problemas e o autismo com que os privilegiados encaram a sua vida e viram a cara à miséria dos excluídos, sem direitos aos frutos da prosperidade.
 
Na terceira, o eterno recalcamento depressivo a que o português é sujeito desde a infância, levando-o ao complexo de inferioridade pelo nascimento, a desacreditar em si próprio, a pensar que é menos capaz que todos os outros, que é atrasado e que nunca chegará à linha dos povos da frente. O sentimento desde o berço de que nasceu num país pobre e pequeno, e que é filho de um povo atrasado e medíocre. Bombardeado pelos “media”, passando pelo estabelecimento de ensino, à empresa onde trabalha e às conversas de circunstancia, não lhe é permitido que o seu espírito germine e que erga a cabeça. Para isso tem de imigrar, para um sítio onde não seja identificado e anatematizado por ser tão só Português!
 
Para que Portugal possa liderar, por direito próprio, num futuro próximo, o avanço da Humanidade como o fez desde o século XII ao XVI, terá que saber transmutar os agentes internos que se mantêm presos a ideologias e interesses que o aprisionam nestes três aspectos.
 
No primeiro, penso que terá de se mudar o paradigma, criando em todo o português um ideal superior, místico, uma missão, um leitmotiv, uma Paidéia segundo Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, António Quadros bem como muitos outros! Terá de seguir uma estratégia de vida que obedeça às Leis Naturais ou Divinas.
 
Na segunda, a educação não para a igualdade castradora, taylorista, mas para a natural separação de indivíduos por capacidades e potencialidades, de tal forma que os que se encontram à frente se tornem nos ideais a projectar nos que estão mais a trás, pelo abnegável exemplo, pelos princípios e em suma pelo valor e não pela falsa imagem que leva os indivíduos das classes inferiores a questionarem os das classes mais privilegiadas. Temos de colocar líderes naturais, equilibrados pela ética natural e pela mais valia técnica e humana, a fim de servirem de força de tracção a toda a sociedade.
 
Na terceira, perceber e mostrar que o povo Português é naturalmente superior ou igual aos outros povos e se não se consegue avançar pelo caminho dos outros é porque ele não nasceu para o fazer, como já referi. Ele nasceu para criar os seus próprios caminhos para lá do impossível, tornando-se no vanguardista, no descobridor, no navegador que dá novos mundos ao mundo!
 
O povo Português, para sobreviver como identidade própria, tem de conhecer exactamente a sua história e perceber sem reactividades nem vinganças, de que a sua raça, a “milenar raça portuguesa” foi condenada desde 1535 à lenta extinção, pela ignorância, castração e amnésia. Paradoxalmente, todos esses movimentos têm, ao contrário do que se possa pensar, tido início dentro da nossa casa. A crise que levou à 1ª união ibérica de 1580 a 1640 e ao império dos Habsburgo, não foi provocada por nenhuma invasão, nem devido ao facto muitas vezes adiantado pelos nossos historiadores ou de idiossincrasias políticas, de que não havia pretendentes ao trono vago, após a morte de D. Sebastião, rei que afinal morre encarcerado nos Limoges em França! A decisão foi consentida pelos iberistas da época, que aproveitando-se da crise política, emergiram o país numa crise financeira a fim de justificarem ao povo a união com Espanha. Desta feita preferiam o rei Filipe II de Espanha (futuro Filipe I de Portugal) a D. António I, neto de D. Manuel I ou a D. Catarina da Casa de Bragança, cujo neto D. João II futuro El Rei D. João IV viria curiosamente a restaurar a independência. Mais, todos os inícios dinásticos das Reais Casas portuguesas se deram através de filhos ilegítimos: na Casa de Borgonha, suspeitando-se que D. Afonso Henriques possa ter sido filho de D. Egas Moniz perfilhado pelo Conde D. Henrique por incapacidade física do filho natural, a Casa de Avis aparece com D. João I, filho ilegítimo de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, e por sua vez a Casa de Bragança com o 1º Duque Afonso filho ilegítimo de D. João I e de Inês Pereira. Desta feita qualquer argumentação sobre a legitimidade das sucessões, cai por terra, num país que desde o início em 1149 até 1910 teve uma monarquia muito própria, cuja sucessão era baseada não só com base na hereditariedade, mas no princípio da aclamação popular e das cortes.
 
Assim, a destruição da nossa paidéia por dentro, por uma classe de portugueses “sem berço”, foi consumada através da Espanha que trouxe com ela a Igreja e a Inquisição, pela França de Napoleão que trouxe o racionalismo castrador, pela Inglaterra que se tentou aproveitar do estatuado da “Oldest Ally” e da circunstância da ingovernabilidade do país no período que se seguiu, a consanguinidade e miscigenação estratégica das casas reais europeias que toldaram a nossa missão, enfraquecendo e condenando posteriormente os Braganças (Casa Real periférica e com perigo de afirmação contrária aos interesses europeus que levaram aos dois grandes conflitos mundiais), as forças ocultas e destabilizadoras por detrás da 1ª República – movimento que não reflectia os desejos do povo português na sua maioria alheio a tudo isso, os poderes mundiais materializados pelos EUA e URSS na instabilidade forçada que levou à independência antes do tempo das nossas colónias e finalmente a CEE/CE/UE com o perigo que mais uma vez se avizinha da dissolução total da identidade e independência de um povo milenar. É preciso saber que em todas as épocas de perda de soberania da nossa história, esse processo foi sempre levado a cabo por dentro.
 
Atrevo-me a pensar que as forças destruturantes que se acercaram do nosso país desde 1535, se deveram ao facto da missão portuguesa se encontrar muito à frente da capacidade e mentalidade do mundo nessa época e oposto ao materialismo que se desenvolve alguns séculos depois. Era necessário travar os Portugueses, era necessário que depois de D. Manuel I (que apercebendo-se do fim, se apressa a registar para épocas mais propícias a missão portuguesa nos sólidos livros de pedra do manuelino), a missão nunca mais fosse restaurada, era necessário matá-la de vez, impedindo que D. Sebastião regressasse a casa… Era necessário em suma que o projecto Templário planeado pelo visionário São Bernardo de Claraval – o Porto do Graal – soçobrasse de vez!
 
Deste modo, é de todo necessário que as condições mundiais se deteriorem de tal modo que Portugal volte a ser o centro do mundo material, porque se encontra no centro do “mapa mundi” (posição logística estratégica) e em esperança espiritual, porque é o único país verdadeiramente universalista reflectido no seu povo amistoso e nas armas da sua bandeira.
 
Para isso teremos de estar preparados, para essa eventualidade: essa é a nossa missão! Esse deveria começar a ser o leitmotiv político dos futuros líderes nacionais.
 
 
Ver Post:
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Bomsenso - Dívida Externa
Pensamento do Momento
 
 

 

PORTUGAL
 
Que Missão!
27
Jan09

Desemprego - Mais de 70 mil despedimentos anunciados em apenas um dia

bomsensoamiguinhos

 TSF

27-01-2009

 

Mais de 70 mil despedimentos anunciados em
apenas um dia
 
Ontem às 20:52

 

 

Uma série de grandes empresas de todo o mundo anunciaram, esta segunda-feira, novas medidas de suspensão de postos de trabalho, para enfrentar um ano 2009 que se anuncia particularmente difícil.
 
No total, são esperados mais de 70 mil despedimentos
.
A empresa norte-americana de fabrico de automóveis General Motors anunciou, esta segunda-feira, o despedimento de duas mil pessoas em duas fábricas nos Estados Unidos.
 
A farmacêutica Pfizer vai reduzir a sua força total de trabalho em 15 por cento, o que significa 19 mil trabalhadores no desemprego, e o encerramento de cinco fábricas. Também nos Estados Unidos, a loja de  bricolage Home Depot anunciou que vai dispensar sete mil trabalhadores.

 

27
Jan09

CRISE: Empresários alertam Presidente para «miséria nunca vista»

bomsensoamiguinhos

SOL

3a-feira, 27 Janeiro 2009  

  

 
Empresários alertam Presidente para
 
 «miséria nunca vista»
 

ONTEM

Beira Interior
 
 
Uma associação de empresários da Beira Interior alertou hoje, numa carta enviada ao Presidente da República, primeiro-ministro e governador civil de Coimbra, para «situações de desemprego e miséria nunca vistas» e apresentou propostas para atenuar a crise.
...
Na missiva, os empresários alertam para «situações de desemprego e miséria nunca vistas», que vêm dos mais diversos sectores, alertando para «perdas de postos de trabalho de forma irrecuperável».

Esta associação propõe a criação de um Gabinete de Crise em cada Concelho, «pois parece que ao Governo não chega a informação nua e crua sobre a situação real», pode ler-se na carta.
 
...
 
A carta termina recomendando «o bom senso dos homens, pois os políticos e outros altos dirigentes, de há muito anos a esta parte, não se têm preocupado com as empresas do interior».
 
Lusa/SOL
 
 
 
 

 

19
Jan09

Bruxelas autoriza regime português para conceder 500 mil euros a PME afectadas pela crise

bomsensoamiguinhos

SAPO NOTÍCIAS

Página gerada às 13:57h, segunda-feira 19 de Janeiro

 
 
UE/Ajudas de estado: Bruxelas autoriza regime português para conceder 500 mil euros a PME afectadas pela crise
19 de Janeiro de 2009, 12:12
 
Bruxelas, 19 Jan (Lusa) - A Comissão Europeia decidiu hoje autorizar o regime português de ajudas de Estado, até 500 mil euros, às pequenas e médias empresas que estão numa situação de "dificuldade" por causa da actual crise económica.
 
"A medida irá contribuir para atenuar as dificuldades das empresas em Portugal afectadas pela conjuntura actual, acautelando as situações de distorção desproporcionada na concorrência", disse a comissária europeia responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.
 
O executivo comunitário explica que também podem beneficiar da ajuda de Estado em 2009 e 2010 as PME que tenham problemas de financiamento devido às condições "mais apertadas" de crédito.
 
Só em condições particulares é que os governos nacionais são autorizados a conceder "auxílios de Estado", para impedir situações de favorecimento de um sector ou empresa no grande mercado interno dos 27.
 
Portugal é o terceiro Estado-membro que vê o seu regime temporário de ajudas de estado aprovado, depois da Alemanha e da França.
 
O regime é temporário e limitado a um montante máximo de 500 mil euros por empresa e só se aplica às empresas que estão em dificuldade depois de 01 de Julho de 2008.
 
FPB.
Lusa/Fim

 

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